Editora Galera Record, Resenhas

Título: Novembro, 9 Título original: November 9 Autora: Colleen Hoover Ano: 2016 Editora: Galera Record Número de páginas: 352

Eu nunca poderia imaginar isso tudo. E eu nunca poderia amar tanto um final como esse. Novembro, 9 mereceu entrar na minha lista de favoritos.

Fallon O’Neil tem 18 anos quando resolve sair de Los Angeles e ir para Nova York retomar sua carreira de atriz, que fora interrompida por um incêndio quando ela tinha 16 anos, na noite de 9 de novembro. O lado esquerdo de seu corpo ficou cheio de cicatrizes, desde o rosto até a cintura, o que a fez se esconder de tudo e todos nos últimos dois anos.

No dia em que embarcaria para a mudança, em mais um 9 de novembro, enquanto seu pai tentava fazê-la desistir da ideia, já que ela já não tinha mais a beleza necessária para a carreira de atriz, Fallon é surpreendida por Benton James Kessler, um jovem aspirante a escritor, que se senta ao seu lado e finge ser seu namorado, defendendo-a das palavras duras de seu pai. Mas quem era ele, afinal?

– Fallon – diz ele, exigindo minha atenção. Seus dedos encontram meu queixo e ele inclina meu rosto para cima. Quando abro os olhos, ele está um pouco mais perto do que eu imaginava. Está me olhando de cima com uma expressão penetrante. – As pessoas querem olhar para você. Acredite em mim, eu sou uma delas. Mas quando tudo em você grita “vire o rosto”, é exatamente o que elas vão fazer. A única pessoa que se importa com algumas cicatrizes no seu rosto é você.

A ligação de Fallon e Ben é instantânea. Que vida mais injusta. A garota passa dois anos inteiros se sentindo a mais feia do mundo e justo no dia em que resolve se mudar de Los Angeles conhece um cara que a faz sentir como se a vida valesse a pena. E foi então que Ben teve uma magnífica ideia, já que ambos sabiam que Fallon não deveria desistir de seus sonhos por um cara que acabou de conhecer.

– E se… – Ele para e me encara. – E se nos encontrássemos de novo no ano que vem, no mesmo dia? Todos os anos? Faremos isso por cinco anos. Mesma data, mesma hora, mesmo lugar. Vamos continuar de onde paramos esta noite, mas só nesse dia. Vou saber se você está fazendo seus testes de elenco e posso escrever um livro sobre os dias que passamos juntos.

A mãe de Fallon acreditava que uma garota não deveria se apaixonar antes dos 23 anos, pois assim não conseguiria conhecer a si mesma. Seguindo essa lógica, o combinado foi se encontrar todo ano, por mais cinco anos, até os dois terem completado 23. Dessa forma se bloquearam em redes sociais, não trocaram telefones e cada um seguiu sua vida, com algumas metas para o próximo 9 de novembro.

Novembro, 9 é escrito em primeira pessoa, alternado por Fallon e Ben, com capítulos de todos os seus 9 de novembro’s. Quando peguei esse livro logo pensei que já havia visto uma história parecida. E o que mais gostei foi que a autora também pensou nisso, e o próprio Ben se defendeu do meu pensamento, já que ele estava escrevendo sobre seu romance.

– Parece um pouco Sintonia de amor – comenta Tate.

Balanço a cabeça no mesmo instante.

– Não é nada assim. Eles só concordaram em se encontrar uma vez.

– É verdade. Então parece Um dia. Aquele filme com a Anne Hathaway.

Mais uma vez desprezo sua comparação.

– Esse filme se concentra só e um determinado dia todo ano, mas as duas pessoas ainda interagem normalmente durante o ano. Fallon e eu não temos contato nenhum.

Não sei bem como descrever a intensidade desse romance. Se algo desse errado, se o avião atrasasse ou um não pudesse ir ao encontro, não poderiam avisar antes, pois não tinham contato, deveriam apenas esperar o outro chegar no local combinado e ligar explicando o que aconteceu. E aí deveriam esperar mais um ano, pois esse era o enredo do livro e se era amor de verdade, então chegariam ao final feliz.

O problema é que a vida real é um pouco mais complicada que os livros. Coisas ruins acontecem entre cinco anos, vidas mudam e pessoas se machucam. Eu imaginava que a coisa toda ia desandar em algum 9 de novembro e que, no último, tudo ia dar certo, como um bom romance. Só que não foi só isso que aconteceu.

O enredo do livro de Ben não começou quando ambos tinham 18 anos, naquele 9 de novembro quando Fallon foi para Nova York. O enredo começou em outro 9 de novembro e cada página do livro de Ben, sendo lido por Fallon, me fez chorar e envelhecer muitos anos. Eu nunca poderia imaginar isso tudo. E eu nunca poderia amar tanto um final como esse. Novembro, 9 mereceu entrar na minha lista de favoritos.

– Por favor, não me odeie.

Mas tenho medo de que já seja tarde demais.

Digo ao motorista para irmos e quando estou a uma distância segura no estacionamento, o táxi para antes de pegar a rua. Olho para trás. Ele está parado na frente do prédio, as mãos na nuca. Ele me vê partir. Seguro o maior número possível de páginas do manuscrito e jogo-as pela janela. Antes que o táxi arranque, me viro a tempo de ver que ele se ajoelha na calçada, derrotado.

Levei quatro anos para me apaixonar por ele.

Levei só quatro páginas para me desapaixonar.

Editora Galera Record, Resenhas

Título: A Geografia de Nós Dois Título original: The geography of you and me Autora: Jennifer E. Smith Ano: 2016 Editora: Galera Record Número de páginas: 272

A autora enrola um pouco escrevendo, não tem nada de surpreendente para fazer você ficar em expectativa pela próxima página, mas temas conflituosos de adolescentes, o que não é ruim mas que também não traz muita nov

Vocês podem conferir as resenhas de A Probabilidade Estatística do Amor À Primeira Vista e de Ser Feliz é Assim aqui no blog.

Se tem uma coisa que eu adoro nos livros da Jennifer, é como ela gosta de viajar, no sentido de levar quem está lendo para cidades icônicas e ali criar todo o seu enredo. É fazer o leitor se apaixonar. Aqui não foi diferente e eu amei ainda mais cada momento por estar em uma das minhas cidades preferidas: Nova York.

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Lucy mora no topo de um prédio no centro de Nova York. Owen mora no subsolo. E os vários andares que separam esses dois, eis que um blecaute faz com que ambos fiquem presos dentro do elevador. Entre conversas, sorvetes derretidos, águas compradas, o caos na cidades, eles percebem que a conversa entre os dois não se apagou e vão para o terraço do prédio. Ali, eles se aproximam ainda mais, contrariado todas as outras reações que poderiam afastá-los. Mas quando Lucy acorda pela manhã ainda no terraço, Owen não está mais lá.

Entre encontros e desencontros da vida, cada um segue para um lado do mundo: Lucy se muda para Edimburgo e Owen viaja para Seattle junto com o pai. Mesmo com a distância, o mantra de Queria que estivesse aqui. continua entre os dois, ainda que afastem-se cada vez mais geograficamente.

O livro é bem fofo, bem estilo da autora. Quem gostou dos outros dois livros, não tem o que recear. Contudo, a minha única ressalva é que eu achei esse daqui fantasioso demais, o que acabou fazendo com que eu não gostasse tanto do que li. Isso junta-se ao fato de que eu não me conectei com os personagens.

Owen é um garoto que não tem nada na vida e isso agrava pela perda recente da mãe, que nem ele ou o pai conseguem superar. Eles saem a esmo pelos Estados Unidos apenas buscando empregos que possam sustentá-los para quando aquilo ali nada mais render, marcarem a próxima parada. A vida dele é triste, gente, principalmente quando comparada a tudo o que a Lucy tem – o que não é culpa dela, mas fica visível a diferença de mundo entre os dois. A Lucy tem uma quantidade e oportunidades na vida incríveis e é legal ver o quão normal ela é dentro dessa realidade. Ela realmente gosta do Owen e sofre pela perda de contato, mas percebe que tem que continuar a viver.

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A autora enrola um pouco escrevendo, não tem nada de surpreendente para fazer você ficar em expectativa pela próxima página, mas temas conflituosos de adolescentes, o que não é ruim mas que também não traz muita novidade. É um livro que vai se manter ali no meio termo: não é péssimo a ponto de odiá-lo, mas também não é maravilhoso a ponto de favoritá-lo. O final não é surpreendente e fica meio aberto sobre o que vai acontecer a partir daquele momento. Acredito que a autora quis deixar para os leitores imaginarem do que determinar que aquilo ali seria um final.

Editora Galera Record, Resenhas

Título: Silêncio Título original: Soundless Autora: Richelle Mead Ano: 2016 Editora: Galera Record Número de páginas: 279

Nunca pensei que eu chegaria a esse ponto de dizer que eu simplesmente detestei um livro da Richelle Mead, mas eis que o momento chegou e eu tenho que aprender a lidar com isso.

Nunca pensei que eu chegaria a esse ponto de dizer que eu simplesmente detestei um livro da Richelle Mead, mas eis que o momento chegou e eu tenho que aprender a lidar com isso. Vida que segue e eu conto para vocês os motivos. Quem já leu qualquer outro livro da autora, sabe que ela adora escrever sobre mitologias e outras crenças e faz isso de maneira magnífica. Somos apresentados a cultura chinesa, uma bem rica e cheia de detalhes.

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Fei mora em um vilarejo onde todos são surdos. Absolutamente surdos, sempre foi assim. No alto da montanha onde vivem todos trabalham nas minas ou na escola, onde são aprendizes. E isso é o que Fei e a irmã são: aprendizes, sendo que Fei é a mais talentosa da classe. As castas são respeitadas e os mineradores não devem interagir com os demais da escola, pois essas castas influenciam na quantidade de alimento que cada um do grupos recebe. E essa quantidade é mínima e chega através de um sistema de cabos de Beiguo – um distante e misterioso  reino da qual eles não têm conhecimento.

O problema todo começa quando os moradores começam também a ficarem cegos, as remessas diminuem consideravelmente e se ele já viviam à beira da miséria, o quadro muda drasticamente, ficando ainda pior. Fei sente que algo que está estranho quando percebe que sua audição está voltando e sem nenhum motivo aparente. Confrontada por situações adversas, ela se junta com Li Wei, um jovem minerador, um amigo do passado.

Ouvindo e podendo avisar quando os deslizamentos ocorrem, ela e Li vão descer a montanha em busca daqueles pessoas que querem minérios e enviam pouca comida, para tentarem entender a situação deles – porque eles podem viver algo pior do que a deles! – e explicar que lá em cima não está nada bem. Ela não esperava encontrar nada do que encontro na base da montanha e sendo assim, seu objetivo muda de rumo e ela precisa entender quais são os segredos que esse lugar novo esconde, antes de voltar e compartilhar com o próprio povo.

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Tive muita dificuldade em continuar a leitura do livro, pois até a metade dele somos apresentados a história em longos blocos de textos e pouco diálogos. Esse último é algo que me confrontou durante toda a leitura: é complicado você traduzir para o livro a linguagem de sinais, já que não é uma linguagem escrita. Mas gente… não são diálogos de qualquer forma? Por que raios colocaram os textos todos estranhos e esquisitos em itálico, como se fossem apenas um texto destacado e não um diálogo? Qual a dificuldade de colocar isso com travessões, para facilitar a leitura? Falha da autora, da editora? Não sei, só sei que é péssimo que ninguém tenha pensado nisso em nenhum momento.

Como a Fei começa a ouvir novamente, somos apresentados a outros grandes blocos de textos e explicações e detalhes sobre como ela está descobrindo os sons. Eu acho ruim? Não acho, mas dentre tantas outras coisas que já estavam me incomodando, foi apenas mais um ponto para que eu ficasse: Rich, por que está fazendo isso comigo?

Em resumo: ela teve uma ideia muito boa, mas que em alguns momentos é difícil de ser traduzida para o papel, aí acabou bagunçando tudo de uma vez.

Quanto a  história: a Richelle tem essa pegada de fazer seus personagens se mostrarem fortes, decididos e eu gosto verdadeiramente disso. Fei e Li Wei fazem uma dupla incrível e tudo que eles descobrem na base da montanha é fascinante. Isso ela casa bem com a parte do questionamento social mesmo, do tipo: por que isso sempre foi assim e ninguém nunca se perguntou o por quê? Que é outro fato que eu gosto muito, pois traz trama e agilidade pra o tema que ela está expondo. E essa parte é a mais legal do livro inteiro. É quando você começa a descobrir verdadeiramente tudo que está acontecendo e a ação se mostra, junto com os elementos da cultura chinesa. É incrível, sério.

Aí depois, da metade para o fim, somos apresentados a questões mitológicas, ainda relacionadas a cultura chinesa, que eu achei extremamente forçadas, porque o livro de nenhuma maneira tinha deixado a sensação ou abertura para inserção de criaturas mágicas, poderes sobrenaturais ou algo desse tipo: era uma comunidade que estava sendo escravizada por outro povo  ninguém sabia os motivos. Até que você está envolvido com uma parte mística que apesar de ter uma história fofinha eu achei em forçadinha.

Vacilou, Richelle.

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Enfim, não é nem de longe o melhor livro da autora e acredito que foi por diversos fatores. Obviamente que a culpa maior cai sobre ela por ser a escritora, mas o processo todo – ao meu ver – teve falhas que dificultaram a leitura do livro. Não falo para não lerem, mas para se preparem para algo diferente do que estão acostumados da autora.

Colleen Hoover, Editora Galera Record, Resenhas

Título: Talvez Um Dia Título original: Maybe Someday Autora: Coleen HooverAno: 2016 Editora: Galera Record Número de páginas: 368

Apesar dos meus pesares, aqui Colleen consegue me fazer sentir junto a eles, o que é claramente um ponto extremamente positivo quando falamos de um romance.

Talvez um Dia. Antes de começar, adianto que esta não é uma resenha positiva sobre o livro, mas não menos sincera – é meu ponto de vista honesto, apesar de ser destoante de grande parte do público que leu. Primeiramente, quero dizer que apesar de preferir a capa original do livro, a capa da edição brasileira seguiu a mesma ideia, então também está bem bacana. O título do livro traduz, perfeitamente, a história. Vamos à ela.

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Logo no início testemunhamos Sydney tendo a estabilidade de sua vida perturbada quando descobre que seu namorado e sua colega de quarto estavam exercendo algumas atividades de cunho sexual pelas suas costas. Literalmente cuspindo marimbondo, ela sai de seu apartamento em meio a uma chuva torrencial e acaba sendo resgatada por Ridge, o vizinho que costuma tocar violão em sua varanda e encantá-la, ainda que de longe. Após entender sobre a confusão da vida de Sidney, Ridge se oferece para ajudá-la – convidando-a para dividir o apartamento com ele e seus colegas de quarto, Warren e Bridgette.

Após certa hesitação, Sidney concorda, afinal suas opções estavam tanto escassas e ela precisava de um lugar para ficar. Ridge, contornando sua condição enquanto deficiente auditivo, é um excelente músico e descobre em Sidney uma excelente compositora. A conexão entre eles através da música é grandiosa, o problema todo é quando essa conexão ameaça ultrapassar os limites das sinfonias que criam juntos. Ridge possui uma namorada de anos e é um relacionamento aparentemente sólido. Sidney se vê mergulhando em outra situação complicadíssima, e o que nunca imaginou: estava preocupada em poder se tornar a outra da vez.

Ei, coração. Pode me ouvir? Você e eu estamos, oficialmente, em guerra.

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