Colleen Hoover, Editora Galera Record, Resenhas

gsTítulo: Nunca Jamais Título original: Never never Autor: Colleen Hoover e Tarryn Fisher Ano: 2015 Editora: Galera Record Número de páginas: 159

Sobre o título? Uma frase particular entre os dois. Para quem já leu “A Culpa é das Estrelas”, pense no “Okay”, mas infinitamente menos romântico.

A resenha deste livro demorou a sair, mas finalmente chegou. Este livro foi originalmente publicado no dia do meu aniversário, 07.01, e eu o li pouco tempo depois de sua publicação. É Colleen Hoover, e apesar de eu não amar todos os livros dela, ela virou uma autora metalinguagem, não é? Autoexplicativa. Mas vamos à Never Never. De cara, o que me chamou a atenção foi a capa, seguida do título. A capa é expressiva, chamativa e representa a história de um jeito bem direto.

Os olhos dela são como dois livros abertos e eu de repente quero devorar todas as páginas.

E a história, você me pergunta? Tentarei explicar, mas é difícil, é bem difícil. A verdade é que a história é meio louca. E esqueça a sinopse: a sinopse honestamente não tem nada a ver. “Ele fará qualquer coisa para lembrar, ela fará qualquer coisa para esquecer”. Não sei de onde tiraram isso, talvez de outro livro, mas não é o que acontece em Never Never.

O livro conta a história do casal Silas e Charlie, alternando entre os pontos de vista dos dois. Depois de uma fatídica noite, eles perdem a memória sobre as próprias vidas a cada três dias. Acordam simplesmente sem uma noção sequer de quem são, onde moram e porque isto está acontecendo. Sem explicação. Pensam primeiro estarem sonhando, ou estarem ficando loucos, mas os dois? Como isso seria possível se estava acontecendo aos dois?

Ela é linda, mas de um jeito vergonhoso.

Ao longo do livro, eles vão descobrindo pequenas coisas: nomes, endereços, escola onde estudam, família e que são um casal. Cientes de que ninguém mais acreditaria neles, iniciam uma “investigação” para entender o que estava acontecendo antes que o prazo acabasse e eles perdessem a memória de novo, só teriam suas anotações como lembranças.

A premissa é até interessante, se você deixar a lógica das coisas de lado. Mas o livro é doido, gente. Se eles não estão malucos, eu estou. É um festival de cenas aleatórias, e as supostas pistas para descobrir o mistério são inconclusivas. Não consegui estabelecer uma linha de raciocínio para acompanhar a história.

Eu posso não lembrar nada sobre ela, mas aposto que o seu sorriso era minha parte favorita nela.

Supostamente devemos nos envolver pelos personagens e pelo romance deles, mas nenhum dos personagens é suficientemente decente para que eu gostasse deles. Silas é mais ou menos, mas achei Charlie o cúmulo da irritância. Fora que o relacionamento deles pré-amnésia era absolutamente conturbado, um show de brigas, traições e términos. Eu não via um porquê de eles estarem juntos, embora Hoover e Fisher tenham se esforçado para escrever cenas que mostrava um acolhendo o outro nas condições adversas da vida. Só não me convenceu. Achei bem fraco.

Nós éramos um nós, Charlie. E puta merda, eu posso entender por que.

E o pior? No fim do livro não há nenhum desfecho, é como se terminássemos um capítulo ali para começar o capítulo seguinte com a Parte II. E eu já li também a parte II, por isso digo isso com mais propriedade. Parece um caso de uma fanfiction grande que na hora da edição para publicação, foi dividida em três partes para vender mais, e foi muito mal dividida. Esperava bem mais. Não é nem de perto o melhor trabalho da Hoover. Se estiverem pensando em começar a ler os livros dela, lei a primeiro a resenha de Métrica ou de Um Caso Perdido.

Sobre o título? “Never, never. Nunca, jamais”. Uma frase particular entre os dois. Para quem já leu “A Culpa é das Estrelas”, pense no “Okay”, mas infinitamente menos romântico.

Ponto alto do livro para mim: quem já leu Colleen Hoover sabe, ela sabe escrever frases metafóricas e de efeito como ninguém. Ela sabe descrever sentimentos lindos em frases, independente do que eu ache dos personagens ou da relação deles. Se não mais nada, poder apreciar as palavras dela é sempre um presente.

– Você acha que pode fazer com que eu goste de você de novo?

Eu olho para ela e balanço minimamente a cabeça. – Não. Vou fazer com que se apaixone por mim de novo.

Bienal, Editora Arqueiro, Editora Galera Record, Editora Intrínseca

capabienal2015

E o primeiro final de semana demorou a chegar, chegou e passou! Eu consegui gravar um pouco da correria, emoção, pessoas nas filas, cansaço e mostrei como foram os meus dias por lá. Eu passei muito mais tempo em filas do que visitando estandes e encontrando pessoas, mas estarei de voltar no próximo final de semana para compensar tudo isso! Querem ver o que aconteceu e acompanhar tudo? Só dar play no vídeo e se divertirem comigo!

Fiquem ligados que o próximo final de semana está vindo e eu quero aproveitar demais!

Editora Galera Record, Resenhas

gsTítulo: Sem Esperança Título original: Losing Hope Autora: Colleeen Hoover Ano: 2015 Editora: Galera Record Número de páginas: 320

De certa forma, esse livro foi uma boa adição. De outra, pode acabar sendo repetitivo. Não é algo que pudesse ter sido evitado, porém, considerando o conteúdo do livro.

Opa, minhas resenhas dos livros da Colleen Hoover estão virando fichinha fácil aqui. E lá vou eu falar de novo (para a resenha de Um Caso Perdido, clique aqui) dessa história que parte corações. Pois bem, se você não leu o primeiro livro, recomendo que o leia primeiro. Este aqui é sob a perspectiva de Holder, mas nós começamos a compreendê-lo no primeiro livro e acredito que é melhor respeitar a ordem mesmo. Se não leu o primeiro, esta resenha pode conter spoilers.

Eu costumava pensar que a melhor parte de mim havia morrido com Les, mas a melhor parte de mim está bem na minha frente agora.

É ainda, a meu ver, a história de Sky, mas dessa vez entrelaçada ao antes e depois da vida de Holder. Minha visão deste livro continuou seguindo a mesma linha do primeiro, vemos momentos já vividos, agora pelos olhos de Holder. Foi bom porque eu gostei de conhecer mais da família de Holder, em especial sua irmã, e compreender melhor porque Holder achava que tinha decepcionado sua irmã também. Eu entendo de onde venha sua culpa, mas depressão é o que é, e no fim das contas a irmã dele precisou de um tipo de ajuda que ele não tinha como oferecer. E também entendo de onde vem sua culpa em relação a Hope, mas vocês que leram o primeiro livro devem concordar quando eu digo: ainda bem que ele fez o que fez.

Eu não me lembro o que é se importar o suficiente com a vida a ponto de que o pensamento de morrer pudesse me destruir.

Pode-se dizer que a dose de sofrimento nesse livro é reforçada, então prepare os lenços. De verdade. Teve momento que eu queria chorar por Holder, por Sky, e por Les. Três vidas afetadas grandiosamente por outra vida. Aquelas situações do primeiro livro que dava para pensar ‘Que garoto estranho’… Poder ver o que estava passando pela cabeça dele foi ótimo. Por isso eu prefiro POVs de terceira pessoa aos de primeira: ter acesso a um lado só da história limita nossa visão, parece que não estamos explorando todo o seu potencial.

Minha atenção está constantemente presa a ela como se eu fosse uma bússola e ela fosse meu Norte.

As críticas que fiz ao primeiro livro ainda estão nesse. Mas esse livro nos dá alguns presentes. O relacionamento de Holder com sua irmã é precioso, e é injusto que o destino lhes roubou um tempo de ser família de verdade. A mãe de Holder… Bem, eu tenho um problema em livros que mostram os pais sucumbindo a um sofrimento e se esquecendo que os filhos também sofriam. Eu gosto de constatar a humanidade das pessoas, nossos pais ainda são pessoas que sentem, choram, e reagem, eu sei disso… Mas a mãe de Holder falhou no que não devia falhar: ser mãe. O relacionamento de Holder com seu pai me pareceu inacabado; a briga que fez com que ele saísse de casa nunca foi explorada ao fundo, assim como a reconciliação.

O relacionamento de Holder e Sky… Na verdade, eu não vi muita diferença. Holder me parecia ser bastante transparente em seus sentimentos (ainda que não no porquê deles). Aquelas frases de efeito fantásticas de Colleen Hoover vêm em maioria dele, então isso já nos dá uma boa idéia. Senti muito aqui, como já era esperado, que o sentimento dele por Sky começou por causa de sua semelhança com Hope e que as ações seguintes são todas pautadas nisso.

– Você sempre esteve lá, sabe. Mesmo quando eu não me lembrava disso… Você sempre esteve lá.

Quando ele descobre a verdade e fica naquela indecisão se devia confessar a Sky ou não, uau, pode ter certeza que ninguém gostaria de estar com esse tipo de decisão nas mãos. É mais do que um segredo, ele tinha nas mãos o poder de desconstruir a vida de Sky. O peso disso é demais para alguém carregar.

– Eu amo a Hope desde que éramos crianças. Mas esta noite? Esta noite eu me apaixonei por Sky.

De certa forma, esse livro foi uma boa adição. De outra, pode acabar sendo repetitivo. Não é algo que pudesse ter sido evitado, porém, considerando o conteúdo do livro. Mas se Holder já era incrível com a parte exterior que tínhamos dele, imagine um acesso irrestrito aos seus pensamentos, sentimentos, e sua pessoa? É para querer agarrá-lo como um travesseiro fofo num sábado à noite e levá-lo consigo pelo resto dos dias.

Nunca tenho muito que dizer sobre uma sequência de livro que é a mesma história contada por outro personagem (Como aconteceu com a resenha do livro Esta Garota da mesma autora), porque parece que estou apenas copiando tudo o que já foi dito (o que de fato seria verdade), mas posso dizer algo com segurança: quem gostou de Um Caso Perdido, não pode errar com esse aqui. E quem já é apaixonado(a) por Dean Holder, queridos… Vocês não sabem da missa um terço.

Pela primeira vez desde o segundo em que ela foi levada de mim, eu sei o que é ser perdoado.

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