Editora Galera Record, Resenhas

gsTítulo: Ugly Love – Não Publicado no Brasil Título original: Ugly Love Autora: Colleen Hoover Ano: 2015 Editora: Direitos comprados pela Galera Record Número de páginas:

Um autor que pode escrever histórias que você não necessariamente gosta e livros que não necessariamente te façam sentir bem, mas você não consegue parar de ler.

Mais um livro da Colleen Hoover. Bem, deixe-me começar dizendo que estou indo contra a maré e não achei o livro o suprassumo como é aclamado ser. Não gostei, mas também não desgostei. Foi bem regular. Tenho sentimentos contraditórios porque a Colleen Hoover é, para mim, uma autora “crack” – como li recentemente. E o que é esse autor? Aquele autor viciante, um autor que pode escrever histórias que você não necessariamente gosta e livros que não necessariamente te façam sentir bem, mas você não consegue parar de ler. Antes de falar o que vou falar do livro, algo é indiscutível: eu sou louca pela forma como essa pessoa escreve. Independente do resto, tiro meu chapéu para isso.

Pois bem, a premissa da história não me pareceu algo terrivelmente original e de fato não foi; acho que fui com expectativas grandes porque o último livro que li da autora havia sido Um Caso Perdido e foi uma p*a história original. Ao mesmo tempo, eu tive uma dificuldade grande em definir um foco para o livro. Os personagens principais são Tate e Miles. O primeiro encontro dos dois teria sido engraçado, se o tom do livro fosse esse, mas do contrário, serviu para termos um vislumbre de como Miles estava no fundo do poço.

– Se eu fosse capaz de amar alguém, seria você.

Quando eles se conhecem, Miles está bêbado e acaba balbuciando alguém chamada Rachel (este nome foi mencionado muitas vezes no decorrer do livro, isso já é o primeiro indício de que estava indo para o lugar errado). Os dois se aproximam e começam a dormir juntos. Na ordem natural de romances convencionais, seria a relação de benefícios até que os dois se apaixonassem, teria aquele drama dos dois evitando perceber isso até que se jogassem no amor e então terminariam em um felizes para sempre. Não é o que acontece aqui. De um modo, eu curti a guinada diferente que a história deu. De outro, a guinada não foi tão boa.

– Se estar com Tate por alguns poucos meses pode tornar a dor tolerável o suficiente para que você responda ‘talvez’, imagine o que uma vida inteira com ela faria por você.

Mas quem é  essa Rachel que Miles mencionou?

Rachel está em cada linha desse livro, em cada conversa, em cada pensamento. Rachel é mais do que um romance que deu errado. Não vou estragar contando a história, mas eu vou descrever as porcentagens que compuseram o livro para mim: 50% se trata do relacionamento entre Miles e Rachel; 25% do livro é Miles agindo como um completo babaca e sendo extremamente infeliz; 20% é a vida da Tate; 5% cenas significativas entre Miles e Tate. O livro é dividido entre presente e passado: um capítulo flashback, o capítulo seguinte em tempo presente. O livro é sobre o relacionamento de Miles com duas mulheres diferentes, Rachel no passado e Tate no presente.

– Havia momentos em que eu não me importava se ia sofrer de novo, porque estar com você quase fez toda a dor potencial valer à pena.

Mas me incomodou muito o fato de que o relacionamento entre Miles e Rachel roubou a cena no livro. O passado tendo mais valor que o presente. A casa de sentimentos bons era só Rachel, e Tate tinha as migalhas. Ela era a segunda opção, o prêmio de consolação. A autora não soube dosar o que era dar um insight sobre o que tinha acontecido com Miles no passado e no que ele tinha se tornado por isso; ela errou na mão.

Rachel foi egoísta e injusta, usando a desculpa de estar machucada para machucar Miles. E assim se passaram anos. Ela sugou anos da vida de Miles, e no fim, nem um pedido de desculpas existiu. Ela não ergueu o dedo mindinho para mudar nada. Foi ele, tomando a iniciativa, desde o início até o final. Que tipo de amor é esse, eu me pergunto, que não se comove ao ver o outro sofrer? Talvez seja esse o ponto do livro: os diversos tipos de amores que existem. E até onde eles valem à pena.

Tate não foi uma personagem especial, e portanto não consigo compreender porque ela foi a mulher a estremecer a base que Miles tinha criado para sua vida. Eu não desgostei dela, mas ela não me fez sentir nada. Eu me identifiquei com ela porque ela sabia que estava aceitando um relacionamento inferior ao que merecia porque gostava do cara, sabia que estava se subestimando ao estar com ele, mas né, amor é amor, gente, quem nunca? Pontos para a garota ser inteligente o suficiente para admitir isso, ainda que tenha passado boa parte do livro sendo tapete para ele pisar.

Ele está em tudo.

Tudo é Miles.

É o que acontece quando alguém desenvolve uma atração por outra pessoa. Ele não está em lugar nenhum, então de repente está em tudo, independente de você querer ou não.

Miles? Sei que pode parecer até aqui que eu desgosto dele, mas na verdade não. Não tem como não sentir empatia pelo tormento que ele viveu, e pela culpa que ele carrega consigo mesmo, culpa é uma daquelas coisas que corroe cada pedacinho da sua alma até que não reste mais nada. Sei disso. O que eu critico é que a autora só mostrou as partes ruins de Miles com a Tate, o Miles de verdade, o Miles que é um cara legal, carinhoso, e que realmente vale à pena? Ele só existe na cenas flashbacks com a Rachel. Literalmente as partes boas de Miles pareciam ter desaparecido. Mas odiar Miles seria, para mim, como odiar um cachorro machucado que está no chão e apenas tem forças para latir raivosamente se fingindo de forte. Impossível tarefa.

– Eu suponho que se um homem viveu o lado mais feio do amor, ele nunca vai querer passar por isso de novo.

Senti pena dele em muitos momentos do livro, mas se tem algo que eu aprendi e em que acredito é que você estar machucado não justifica machucar outra pessoa. Acho que Tate e Miles tinham potencial de ser um casal, mas não do jeito que foi. Miles precisava de tempo para lidar com seu passado e com o que queria para seu futuro, e diferente do que muitas histórias de romance pregam: um personagem doente, espiritualmente falando, não se cura milagrosamente por alguém chegar para ele e dizer “eu te amo”. E é isso o que acontece aqui. O final do livro foi tão incrivelmente fácil, tudo se encaixou tão rápido, que me perguntei porque eu tinha lido todas as páginas até ali, se um problema de 6 anos se resolveu em um dia. Miles precisava de ajuda; o amor sozinho não resolveria.

Ele inspira de modo instável, enquanto olha para minha boca. – Você torna a tarefa de respirar muito difícil.

Eu não senti que Miles gostava da Tate, e ele com certeza não a tratava como se gostasse. Não consegui entender porque Tate era “the one” para ele e mais ainda, porque Miles era o “the one” para ela. O que, desde o início, me pareceu que eles tinham era o sexo.

Colleen Hoover jogou, como de costume, aquelas frases metafórias fantásticas que são características dela, aquelas reflexões que parecem teorizar todas as complicações emocionais do mundo – isso é o que mais gosto na escrita dela, o que me faz continuar lendo os livros dela apesar das críticas que sempre faço, mas aqui nesse livro não foi o suficiente. A premissa era muito boa, mas os personagens, o conteúdo dos personagens, foi fraco. Tate, para mim, foi insuficiente. E Miles, o Miles do presente, me pareceu destruído demais para se doar a alguém. A impressão que eu tive e tenho é que o Miles, aquele que conhecemos nos flashbacks, não existia mais. As melhores partes da pessoa dele haviam ficado com a vida passada que ele perdeu.

Eu me apaixono, me desapaixono, e volto a me apaixonar com aquela resposta.

E é claro que você deve estar se roendo de curiosidade para saber o passado dele. Lol. Esse é sempre meu objetivo. E foi assim que eu estava durante o livro inteiro, doida para descobrir o que tinha acontecido. De fato, não é algo inédito, algo que eu nunca tinha lido antes, mas é um assunto sempre difícil. Não é o tipo de dor que você supera, é o tipo de dor com a qual você aprende a conviver. Mas ainda que não inédito, quando eu descobri, foi impossível não querer abraçar Miles e dizer que tudo iria ficar bem.

Vou ser repetitiva: eu leria esse livro mesmo se soubesse o que ia achar e vou ler mais livros da Colleen. Ah, eu não consigo explicar. Eu sinto nos livros dela. Eu senti nesse aqui, muito, só que para mim o final feliz não foi feliz. Não me pareceu crível. Não consigo imaginar Miles feliz, de acordo com o que aconteceu. Claro que ele é um personagem fictício, mas os problemas fictícios são reais, não é mesmo? Só não sabemos as identidades reais das pessoas que sofrem.

Colleen escreve de uma maneira poética que me atrai, então por isso, eu sempre vou recomendar os livros dela. Independente de quantas estrelas eu dê no skoob, e quantas críticas negativas eu faça. Se você gosta de sentir, leia. Sem mais.

A dor sempre estará lá.

Assim como o medo.

Mas a dor e o medo não são mais a minha vida. Eles são apenas momentos.

Editora Arqueiro, Editora Galera Record, Editora Intrínseca, Editora Novo Século, Vídeos

livros favoritos

UEEEEEEEEEEEEEEPA que eu estou demais sendo a Rapha do Equalize dos Vídeos KKKK Aproveitei uns ‘diaszinhos’ de folga que eu peguei no trabalho para gravar muita coisa para vocês. *pisca,pisca,pisca*

Hoje mesmo eu conto para vocês quais foram os meus 5 livros preferidos do ano passado! Vem assistir! 🙂

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Editora Galera Record, Vídeos
Inspiração à todo vapor na semana passada e eu acabei gravando este vídeo falando dos livros do gênero New Adult e Young Adult que eu mais gosto na estante e que, por coincidência, são todos do Grupo Editorial Record. Para ver as resenhas, basta clicar no link que está na descrição do vídeo. Confiram!

Editora Galera Record, Resenhas
gsTítulo: The 100 – Os Escolhidos Título original: The 100 Autora: Kass Morgan Ano: 2014 Editora: Galera Record Número de páginas: 288

A missão em que vocês estão prestes a embarcar é perigosa, mas sua bravura será recompensada.
O livro que surge junto com a adaptação em forma de série a TV nos mostra a Terra depois de uma guerra nuclear, onde a humanidade não mais vive: os humanos se espalharam e vivem agora em Colônia, dividida em 3 partes, se distinguindo uma das outras como uma casta de sociedade: Phoenix – a mais alta -, Walden e Arcadia. Obviamente, que vivendo em outro local, os recursos acabam ficando escassos e o Conselho – o governo na Colônia -, começa a buscar novas maneiras de sobrevivência. Escalam, então, 100 jovens condenados para serem enviados e viverem na Terra, onde serão monitorados por um bracelete no pulso, e darão informações sobre se é seguro voltar.

O livro é contado em 3ª pessoa, mesclando o ponto de vista dos quatro principais personagens: Clarke, Glass, Wells e Bellamy e alternando em flashbacks, onde ora mostra o presente, ora antes de serem condenados. Ao mesmo tempo, vemos medidas desesperadas da Colônia, onde condenam jovens a penas que duram até os 17 anos e os adultos até por terem filhos. Ou seja, qualquer coisa que os moradores façam é motivo para serem punidos, muitas vezes injustamente.

A missão em que vocês estão prestes a embarcar é perigosa, mas sua bravura será recompensada.

Com as mudanças de ponto de vistas, os personagens discorrem a respeito de sua própria história e nos enfiamos em momentos tensos, romances, dramas e uma confusão de sentimentos por parte desses jovens que são obrigados a darem a vida por imposição. Eu demorei a ler o livro porque simplesmente não estava conseguindo engrenar na história. Por vezes me senti extremamente animada com a leitura, mas passada duas páginas eu já abandonava, o que fez com que eu demorasse ainda mais.

Para muitos, a história é super detalhada, cheia de mistérios, personagens confusos e cheios de segredos. Para mim, ficou a dúvida se realmente a autora sabia o que estava fazendo: muitas pontas soltas e poucos desenvolvidas, informações jogadas e não completas. Eu terei que aguardar o próximo livro para que essas perguntas sejam respondidas? Odeio isso.

O livro tem uma boa construção? Tem. É interessante? Sim. Porém, a autora pecou quando não deu tanta ação para a narrativa e a história, deixando entediado um enredo que tinha tudo para ser espetacular, onde os detalhes instigariam e o suspense pela história desses 100 jovens fosse o álibi para se tornar uma história efetivamente empolgante. Acredito que a autora falhou em alguns pontos da história, fazendo com que eu me decepcionasse quando acreditei que leria algo espetacular, mas acabou ficando no mais do mesmo, sem emoção.
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