Editora Galera Record, Resenhas
gsTítulo: The 100 – Os Escolhidos Título original: The 100 Autora: Kass Morgan Ano: 2014 Editora: Galera Record Número de páginas: 288

A missão em que vocês estão prestes a embarcar é perigosa, mas sua bravura será recompensada.
O livro que surge junto com a adaptação em forma de série a TV nos mostra a Terra depois de uma guerra nuclear, onde a humanidade não mais vive: os humanos se espalharam e vivem agora em Colônia, dividida em 3 partes, se distinguindo uma das outras como uma casta de sociedade: Phoenix – a mais alta -, Walden e Arcadia. Obviamente, que vivendo em outro local, os recursos acabam ficando escassos e o Conselho – o governo na Colônia -, começa a buscar novas maneiras de sobrevivência. Escalam, então, 100 jovens condenados para serem enviados e viverem na Terra, onde serão monitorados por um bracelete no pulso, e darão informações sobre se é seguro voltar.

O livro é contado em 3ª pessoa, mesclando o ponto de vista dos quatro principais personagens: Clarke, Glass, Wells e Bellamy e alternando em flashbacks, onde ora mostra o presente, ora antes de serem condenados. Ao mesmo tempo, vemos medidas desesperadas da Colônia, onde condenam jovens a penas que duram até os 17 anos e os adultos até por terem filhos. Ou seja, qualquer coisa que os moradores façam é motivo para serem punidos, muitas vezes injustamente.

A missão em que vocês estão prestes a embarcar é perigosa, mas sua bravura será recompensada.

Com as mudanças de ponto de vistas, os personagens discorrem a respeito de sua própria história e nos enfiamos em momentos tensos, romances, dramas e uma confusão de sentimentos por parte desses jovens que são obrigados a darem a vida por imposição. Eu demorei a ler o livro porque simplesmente não estava conseguindo engrenar na história. Por vezes me senti extremamente animada com a leitura, mas passada duas páginas eu já abandonava, o que fez com que eu demorasse ainda mais.

Para muitos, a história é super detalhada, cheia de mistérios, personagens confusos e cheios de segredos. Para mim, ficou a dúvida se realmente a autora sabia o que estava fazendo: muitas pontas soltas e poucos desenvolvidas, informações jogadas e não completas. Eu terei que aguardar o próximo livro para que essas perguntas sejam respondidas? Odeio isso.

O livro tem uma boa construção? Tem. É interessante? Sim. Porém, a autora pecou quando não deu tanta ação para a narrativa e a história, deixando entediado um enredo que tinha tudo para ser espetacular, onde os detalhes instigariam e o suspense pela história desses 100 jovens fosse o álibi para se tornar uma história efetivamente empolgante. Acredito que a autora falhou em alguns pontos da história, fazendo com que eu me decepcionasse quando acreditei que leria algo espetacular, mas acabou ficando no mais do mesmo, sem emoção.
Editora Galera Record, Resenhas
[Resenha] Desejos
28.dez.2014
gsTítulo: Desejo Título original: Wishes Autora: Alexandra Bullen Ano: 2014 Editora: Galera Record Número de páginas: 288

Era bom finalmente chorar. Agora que tinha falado tudo, que tinha colocado tudo para fora, até respirar parecia mais fácil.
Olivia acabou de perder a irmã gêmea, Violet. Os pais, não conseguindo lidar com a dor, estão tentando de todas as formas buscar uma válvula de escapa e a solução mudar-se para São Francisco. Só que para Olivia, tudo parece ser ainda pior: a irmã era tudo para ela. A conselheira, amiga, descolada, que conseguia se comunicar e fazer amigos. O que acaba sendo um problema para a Olivia, pois além de perder a irmã, perde também todas as oportunidades de fazer algo diferente na vida porque simplesmente não tem o mesmo dom. A sensação de estar perdida é tão ruim quanto a perda.
O que ela não esperava é que fosse encontrar em uma loja bastante excêntrica perto de casa a jovem Posey, que faz roupas e outras peças bem diferentes. E mais: lhe dá um vestido especial que concede um desejo. Obviamente, Olivia já sabe o que pedir. A irmã de volta. Violet volta como um fantasma que tem como prioridade fazer com que a irmã consigo seguir a sua vida, sem depender tanto dela.
– Você deve ser Olivia.
Os sapatos dele entraram em foco primeiro: mocassins esponjosos com bordas elevadas e macias, solas grossas e funcionais. Para Olivia, eles lembravam cogumelos, não apenas pela cor – daquele tipo bege, borrachudo, que já vem cortado, geralmente guardado em caixinhas de plástico -, mas também porque pareciam facilmente ter sido feito a partir de alguma espécie de fungo.
Certamente o que primeiramente chama a atenção no livro é a capa, que com uma imagem tão simples e bem produzida, consegue transmitir muito da história, algo que você só vai perceber durante a leitura. Sendo um livro juvenil, fiquei um tanto triste em perceber como a história é melancólica a ponto de quase me fazer desistir da leitura. Isso é algo totalmente meu, que já não gosto de livros com muito drama, depressão e melancolia, apesar de entender o fato da protagonista está triste.
Não é uma história estupenda, até porque a premissa dela é bastante clichê, mas se desenvolve a ponto de você conseguir continuar a história, dando leves tempos para absolver toda a dor do que está lendo. Olivia é bastante depressiva, enquanto a irmã que volta, aparece para dar um agitada na história. Em alguns momentos eu não soube dizer que todo esse processo pela qual a irmã volta é fútil ou não. Me parece, à primeira vista que sim, mas no decorrer da narrativa é apenas a forma que foi encontrada para ajudar. A autora retrata muito bem os sentimentos da perda e não apenas de Olivia, mas da família inteira que se sente perdida, enfiando-se cada vez mais e seus afazeres e tarefas para tentarem driblar a dor da perda da filha.
Era bom finalmente chorar. Agora que tinha falado tudo, que tinha colocado tudo para fora, até respirar parecia mais fácil.
Em suma, não é um livro extraordinário, é uma leitura tranquila e que não me prendeu desde o início. A ideia da autora foi bacana, mas infelizmente, não tiveram ápices de desenvolvimento a ponto de me deixar encantada.
Editora Galera Record, Resenhas
gsTítulo: Onde Deixarei Meu Coração Título original: Nobody’s Girl Autora: Sarra Manning Ano: 2014 Editora: Galera Record Número de páginas: 334

Não quero beijar garotos estranhos em quartos estranhos – discursei. – Eu quero romance.
O que eu mais gosto em livros como Onde Deixarei Meu Coração é quando o autor tem a sensibilidade de trazer para o mundo real e não fica criando fantasias em uma história que não é, obviamente, de fantasia. Tudo que acontece no livro tem todas as possibilidades do mundo de realmente acontecer e é isso que faz com que se torne ainda mais verdadeiro.
Bea tem 17 anos. É apaixonada pela França, culinária, literatura e tudo que envolver fran e cês. Isso tudo porque seu  pai – que ela não conhece – é do país da cidade da luz. Ela é uma boa filha e estudante e nas horas vagas cuida dos irmãos gêmeos. Com uma mãe superprotetora, não sai para festas e não pode namorar. Ela não se acha atraente ou engraçada e nunca saiu da linha ou deu motivos para a mãe desconfiar.

Porém, sua vida começa a mudar quando Ruby – a menina mais descolada e popular da escola – a convida para frequentar o seu próprio grupo pessoal, onde estão todas as meninas mais bonitas, invejadas e que todos gostariam de ser amigos: Chloe, Emma e Ayesha. Ruby e seu bando é exatamente tudo que Bea não é e perceber que elas a querem próxima faz com que ela comece a ver sua vida sob outra perspectiva: e é atraente, muito atraente. Apesar de acreditar que essa nova fase pode ser divertida, Bea não consegue se transformar totalmente em uma das suas novas amigas: sair e beber muito, ser antipática com as pessoas, excluir os marginalizados, beijar qualquer garoto.

Não quero beijar garotos estranhos em quartos estranhos – discursei. – Eu quero romance. Quero ser louca por um garoto e que ele seja louco por mim também, assim, mesmo que a gente acabe cometendo um erro, ele não me abandone num piscar de olhos.

O que muda totalmente é quando é convidada para passar as férias em Málaga em com companhia das novas amigas. Poderia ser dias lindos e perfeitos na praia na Espanha, mas Bea percebe realmente que essas meninas nunca gostaram dela, que tudo que antecedeu a viagem foi apenas uma artimanha para que todas pudessem viajar e que iriam fazer a vida dela um inferno. Ou seja: caos total. Não suportando ser humilhada, Bea resolve abandonar tudo e, invés de voltar para casa, compra uma passagem para França, já que essa é a oportunidade perfeita de encontrar finalmente o pai que ela sempre quis conhecer. Ela não esperava, porém, que nessa mudança de roteiro fosse conhecer Erin, Bridge, Michael, Aaron, Jess e Toph, seis universitários americanos que estão fazendo mochilão pela Europa (guardem na memória o nome do Toph porque ele é importante!). E quando menos se espera, é quando realmente se encontra amigos.

Bea vai ter que lidar com pessoas mais velhas, quando se acha a adolescente mais sem graça do mundo, lidar com o fato de estar em outro país que não o que a sua mãe tem conhecimento para procurar pelo pai desaparecido e ter a oportunidade de vivenciar e aprender tudo que sempre quis, mas que nunca teve oportunidade. É o momento único da vida que ela não tem intenção de deixar passar.

Como eu já falei, o livro me conquistou pelas doses de realidade em suas palavras. Sarra não tentou em nenhum momento trazer situações mirabolantes ou inimagináveis, pelo contrário, é tão comum tudo que é descrito pela Bea – principalmente para tentar chegar até a França – que só traz mais veracidade aos fatos. As suas aventuras por Paris com os garotos americanos são de fazer rir, pois a Bea tem um senso de humor bem divertido com relação a tudo, inclusive a si própria.

O fato de ter que lidar com situações atípicas em um país diferente, relacionamentos, angústias, paixões, descobrimento próprio mostra amadurecimento por parte da personagem principal e é possível acompanhar seu crescimento de uma Bea sem graça que saiu da casa da mãe em direção  à Espanha para uma totalmente diferente e que ela própria pensou nunca existir, e que torna fácil você gostar porque ter uma personalidade bastante cativante.

Quanto aos personagens: eles são reais, todos eles. Dividindo os personagens em antes da viagem à Espanha: é tão estranho você ler personagens que tenham a personalidade da Ruby que foi um pouco incômodo; primeiramente porque eu apenas me afasto de pessoas como ela; segundo que como isso acontece, eu me sentia como se ela estivesse lendo o livro comigo e foi estranho. O pior é saber que realmente existem este tipo de pessoa no mundo. As avós são fofas e divertidas <3. Quanto à mãe: eu me senti presa pela própria Bea e fiquei feliz quando ela tomou a decisão de não voltar para a casa. Depois da viagem  à Espanha: os amigos americanos são muito legais e divertidos, apesar de uns aparecerem mais do que os outros e o Toph ter destaque. Eles me fizeram querer ir para na Espanha/França para encontra-los.

É um livro jovem adulto que cumpre muito bem o seu papel. Li em algumas resenhas as pessoas falando que o livro não traz profundas reflexões, mas acredito que isso pode acontecer de leitor para leitor. Eu me identifiquei bastante com a Bea por ter passado por algo parecido. Pode não ser o melhor exemplo, ok. Mas todo o processo da situação da protagonista x em relação ao pai x em relação a mãe que não fala nada traz questionamentos interessantes para a narrativa. O final do desfecho me surpreendeu em algumas partes e em outras, apesar de achar extramamente clichê, casou bem dentro da proposta da autora.

É um livro fofo, muito bem escrito, com encaixes de palavras divertidas que deixa o enredo ainda mais atrativo, além de todos os elementos que já consta: viagem, Espanha, França, sozinha, amizades novas, desbravar a cidade, fotos… A editora fez uma diagramação que combina bastante com o livro todo, então, é apenas para apreciar e se divertir bastante. Leitura para entreter totalmente aprovada.

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