Editora Galera Record, Resenhas
gsTítulo: Ser Feliz é Assim Título original: This is what happy looks like Autora: Jennifer E. Smith Ano: 2014 Editora: Galera Record Número de páginas: 395

Só que, dessa vez, ele não estava sozinho; dessa vez os dois tinham perdido o controle juntos.
É inevitável suas expectativas ficarem altas quando você já conhece o trabalho da autora e sabe o quanto te agrada. Eu li A Probabilidade Estatística do Amor À Primeira Vista e fiquei simplesmente encantada. Em Ser Feliz é Assim acontece o mesmo, porém, não com a mesma intensidade. Não por não ter capacidade, mas simplesmente porque o primeiro livro sempre terá um espaço especial no meu coração de leitora.
Graham Larkin e Ellie O’Neill vivem em mundos diferentes e por um acaso do destino, acabam sendo conectados de uma maneira bem comum ou estranha: através de um e-mail, que teve o endereço de destinatário digitado errado. Graham é um astro do cinema, tem 17 anos e vive na Califórnia. Já está acostumado com o glamour que a sua carreira traz, assim como as consequências para a vida que decidiu levar. Já Ellie vive no Maine, uma cidadezinha pacata, onde ajuda a sua mãe na loja de cacarecos para serem vendidos aos turistas. Mesmo um não sabendo quem é o outro, mantém o contato virtual, onde as pessoas tendem (isso é bem específico!) a serem mais verdadeira, pois não sabem quem é a pessoa do outro lado ou se vão se encontrar um dia. Quando Graham tem a oportunidade de passar alguns dias na cidade de Ellie gravando para o seu novo filme, ele vê a oportunidade perfeita para encontrar a garota que conversa através de e-mails e que sabe mais sobre ele do que já foi compartilhado em qualquer outro lugar.
Só que, dessa vez, ele não estava sozinho; dessa vez os dois tinham perdido o controle juntos.
Eu simplesmente adoro quando os livros se tornam mais reais quando, por exemplo, trazem a troca de e-mails. Eu me divirto tanto porque é algo que realmente acontece no dia-a-dia. O livro é bem clichê que faz parecer um roteiro de filme e para mim isso não é um ponto negativo. Do momento em que eles começam trocar e-mails, até o Graham descobrir quem é a Ellie até o momento em que ele a ajuda com seus problemas a respeito do pai, eu me senti acompanhando totalmente o enredo, com um sorriso bobo no rosto e achando fofo como o destino resolveu colocá-los cara a cara.
Me apetece muito a maneira simples e divertida com que a Jennifer consegue construir suas histórias, você se sente envolvido lendo as respostas bem dadas, como as situações se encaixam perfeitamente, dos elementos surpresas. Aqui ocorreu isso também, tem uma avalanche de sentimentos, mas dosados para não explodirem enquanto você lê. Quando você lê uma sinopse como a de Ser Feliz é Assim, meio que já consegue descobrir como o final do livro será e a cartada de mestre e esperta do autor é fazer com que você seja surpreendido, mesmo que o final seja aquele que você imaginou. Não importa o final, o importante é o que os dois personagens passaram para poder chegar até aquele final.
Claro, o livro não vai ser de romance e blá blá. Com intercalação de pontos de vistas, conseguimos perceber como o Graham sente falta da família, enquanto a Ellie sonha em conhecer o pai que a mãe nunca deixou. Fora isso tem todo o contexto do amor virtual para o amor real e ‘o que faremos quando você for embora e eu ficar aqui?’
– Adianta se eu contar uma piada?
– Acho que não.
– Tá bem, então.
– Mas… valeu a tentativa.
É um livro divertido, fofo, cheio de romance e com uma pitadas de realidade para não deixar tudo banal. Os personagens são engraçados e as cenas bem construídas, relacionando-se bem com a imaginação da autora que sempre divaga para lugares e situações inusitadas. Minha única ressalva seria a respeito da capa. Eu vi várias pessoas reclamando nas redes sociais e confesso: ela não se relaciona com o conteúdo. Esses balões não fazem sentido com esse porco dentro de um envelope de carta. Não sei se a opção de capa original seria a melhor opção, mas essa, com certeza, não é uma.
Editora Galera Record, Resenhas
Título: Essa Garota
Título original: This Girl
Autora: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Ano: 2014
Número de páginas: 336

Livro no Skoob
E por fim chegamos ao último livro da trilogia Métrica (leiam aqui a resenha de Métrica e Pausa); já faz algum tempo que li este livro, então perdoem qualquer incoerência. De fato, o ponto alto do livro para mim é que dessa vez a autora escreveu sobre o ponto de vista do Will e não estragou a história com doses desnecessárias de drama – como aconteceu no segundo livro Pausa. Desta vez, ela me proporcionou apenas sorrisos. É a opção perfeita se está atrás do pote de ouro no fim do arco-íris sem ter que passar pelos obstáculos no caminho, ou se quer acalmar o coração depois de um livro carregado. Lake e Will aproveitam seu merecido final feliz neste último volume.

Eu quero ser sua alma gêmea, mesmo que eu não acredite nelas.

Bem, se vocês leram minha resenha sobre o segundo livro da trilogia, sabem que minha decepção com ele foi grande, então admito que comecei a ler esse livro sem nenhuma expectativa boa a respeito. E embora o livro seja bastante fofo, e drama-free, surpreendentemente eu esqueci dele bem rápido. Até porque, esse livro conta novamente a história que já conhecíamos, mas desta vez pelo ponto de vista do Will. Ele se passa durante a lua de mel de Will e Lake, e enquanto eles estão tendo uma conversa de travesseiro, ele vai revelando para ela seus sentimentos e pensamentos a respeito da história que eles viveram. Mais para o final, vemos um pouco do que o futuro reserva para eles dois.

Você, pequena. Você é a minha obra final.

Will é um lindo, romântico, sincero, sensível e apaixonante homem; e neste livro, em que ele se dedica a explicar para Lake o tamanho do sentimento que ele tem por ela, isso se torna mais evidente. Vai ter gente que vai achar açucarado demais sim, e é. De verdade, é muito mel. Muito, muito, muito mel. Cuidado para não sofrer com coma glicêmico. Mas… E eu digo um ‘mas’ com bastante gosto, depois de todo o sofrimento que eles passaram até aqui, honestamente, deixe que eles aproveitem seus bombons, balas e caramelos. E deixe que nós que lemos a trilogia aproveitemos também porque merecemos depois da tempestade de emoções e lágrimas ao decorrer da leitura dos livros 1 e 2.

Eu gostei do livro, mas ele não é necessariamente um grande adendo a história. É mais um bônus. E um presente se você gosta muito do casal. Neste livro tem mais da Lake e Will e suas piadas internas, seus diálogos íntimos, e momentos bem família com seus irmãos. É tão leve que você parece que lê sentada em uma nuvem; leia sem medo de ter seu coração esmagado. A trilogia nos deu alguns tapas na cara, mas esse livro é apenas beijos e carinhos. Tem mais poesia, mais romance, mais palavras lindas, mais inspiração, mais suspiros, mais poesia, mais Will, mais Will, mais Will, mais poesia, e mais Will. Apesar de todos os pesares e de todos os meus poréns, Métrica foi uma trilogia que levarei comigo porque as palavras, frases e a pura sinceridade da história comove, queira você ou não. É especial, é diferente, é mágico. Tem como errar não; apreciem sem moderação 😉

Então essa garota destroça completamente a janela da minha alma e rasteja para dentro dela.

Editora Galera Record, Resenhas

Título: Um Caso Perdido
Título original: Hopeless
Autora: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Ano: 2014
Páginas: 384
Tradutora: Priscila Catão

Livro no Skoob

Às vezes, descobrir a verdade pode te deixar com menos esperança do que acreditar em mentiras… Em seu último ano de escola, Sky conhece Dean Holder, um rapaz com uma reputação capaz de rivalizar com a dela. Em um único encontro, ele conseguiu amedrontá-la e cativá-la. E algo nele faz com que memórias de seu passado conturbado comecem a voltar, mesmo depois de todo o trabalho que teve para enterrá-las. Mas o misterioso Holder também tem sua parcela de segredos e quando eles são revelados, a vida de Sky muda drasticamente.

Esta é uma das resenhas mais difíceis que já escrevi, ou no caso, escreverei. Eu terminei de ler esse livro ontem e pensei em dar um espaço antes de falar sobre ele, mas vejo agora que não serviu de muita coisa. Antes de colocar para vocês minha opinião sobre, é importante deixar claro que esse livro é um livro muito difícil e que o título (principalmente o original) e a capa – que eu acho magnífica e apropriada – nem ao menos se aproximam da verdadeira realidade mostrada no livro, mas com certeza já dão um prelúdio. É uma história que vai te capturar, e que mesmo depois de se separar dela, ela continuará dentro de você. O livro vai te mastigar, cuspir e feliz será você se continuar intacta depois de termina-lo.

Sky é uma menina de dezessete anos um tanto incomum. Sua mãe adotiva Karen a educou em casa e é totalmente contra tecnologia, o que resultou num afastamento de Sky em relação ao resto do mundo. Ela finalmente convenceu sua mãe a deixa-la completar o ensino médio em uma escola pública e estava agora lidando com o fato de que teria que enfrentar aquele universo desconhecido sem a melhor amiga Six, que estaria na Itália por seis meses. As duas eram unha e carne e tinham uma reputação manchada por suas costumeiras escapadas com garotos diferentes. Sky já havia ficado com muitos rapazes, e nunca tinha sentido absolutamente nada. Até encontrar ele. Alguém estranho e com péssima reputação, através de Holder ela vai descobrir tudo, inclusive ela própria.

– Você é o único cara que eu já tive vontade de lamber.- Ótimo. Porque você é a única garota que eu já tive vontade de amar.

Este é o quarto livro da Colleen Hoover que leio, os primeiros fazem parte da trilogia de Métrica, e posso ser sincera? Tenho uma relação muito complicada com as histórias dela, mas o fato que não pode ser negado é que você não sai ileso de seus livros. Não é aquele tipo de história que você esquece depois de um mês. Ela escreve histórias que deixam cicatrizes, queira você ou não. Nem cirurgia plástica resolve.É difícil falar de Um Caso Perdido sem dar spoilers, mas eu tentarei. Para mim foi, antes de tudo, um livro totalmente inesperado. Na minha primeira parte dele eu estava indagando, criando suposições e as medindo. Quando eu realmente comecei a entender o título e o porquê, e cada peça de história se encaixou? Foi como eu disse para a Rapha: foi o apocalipse zumbi de The Walking Dead misturado ao universo de Game of Thrones. Se você conhece as duas séries televisivas, saberá que está em sério perigo de ter seu coração despedaçado ao ler esse livro.

O Holder me pareceu terrivelmente estranho de imediato, como era o objetivo, e eu estava adorando tudo até que ele começou a agir como um stalker, e comecei a pensar: nem o cara mais lindo do mundo, se agisse assim, conseguiria me convencer. É claro que eu ainda não fazia a menor ideia de nada e por isso, depois que a história andou e eu deixei de ser ignorante a respeito, eu queria agarrar o Holder e não solta-lo nunca mais. Ah, está bem, admito que eu quisesse agarra-lo antes também, não sou de ferro.

Você não merece palavras, Sky. Você merece ações.

Sobre a Sky? Eu vou me refrear de falar sobre ela porque 1) É provável que eu solte spoilers. 2) É provável que eu chore e estrague o teclado do meu notebook. Direi apenas isso: ela representa a vida real em sua forma mais brutal. Eles dois, como casal, eram absurdamente fofos, até quando brigavam. Uma característica dos casais da Colleen Hoover é a criação de piadas internas e momentos únicos entre eles, algo que eu adoro e prezo muito. É aquele tipo de casal que te faz sorrir. Até, é claro, você chegar a parte do livro que acaba com você.

Que se fodam as “primeiras vezes”, Sky. A única coisa que me importa são os “para sempre” com você.

A ideia do livro é genial, eu não consigo pensar numa palavra que melhor descreva. Colleen Hoover tem o talento de criar histórias originais, eu preciso dizer. No entanto, minha relação complicada com ela provém da forma como ela desenvolve essas histórias e as cenas. Não posso apontar tudo que me incomodou em Um Caso Perdido sem estragar o tal ‘inesperado’, mas o que posso dizer é que algumas coincidências das histórias dela são demais para eu conseguir aceitar; ela me deixa com a impressão de que coloca na boca mais do que pode mastigar e que não sabe exatamente a hora de amarrar suas histórias, ao invés apenas adiciona tragédia atrás de tragédia até distorcer demais o que nos apresentou até o momento e nos sufocar. E algumas cenas são apenas irreais para mim, e principalmente a forma que os personagens lidam com determinados problemas. A vida é uma merda, eu sei e a Hoover com certeza também sabe, eu só queria sentir um pouco mais de lógica e sensibilidade em alguns pontos de suas histórias, só isso.E eu insisto em dizer histórias no plural, porque o que não gostei em Um Caso Perdido pode ser encontrado também na trilogia de Métrica, e por isso percebo ser um traço da autora. Bem, eu sou minoria – como constantemente vem acontecido – e embora eu não concorde com algumas coisas, meu lado masoquista que aprecia uma história original vai continuar a perseguindo. Ela é uma autora que você não esquece, independente de ser positiva ou negativamente.

De todo a todo, eu recomendo o livro para quem não tem o coração fraco. Ele expõe um tema que você sabe bem que existe, um tema que você já ouviu muitas vezes, mas a autora faz isso de uma maneira diferente: de um jeito mais humano, e menos monstruoso. Eu realmente me peguei avaliando a condição mental de determinado personagem até que eu me surpreendi por estar fazendo aquilo. Nesse livro, Hoover apresenta a vida crua numa bandeja para você e te convida a disseca-la. O que não é possível, porque há tanta feiura no mundo cercada por tantas vertentes e motivos e traumas e condições, que é impossível analisa-la objetivamente.

Nem todo mundo tem um final feliz. A vida é real e algumas vezes feia e você tem que aprender a lidar com isso.

Se você não percebeu até agora que esse livro alterou minha cabeça de alguma forma, não sei mais como tentar te convencer a lê-lo. A menos, é claro, que não queira que isso aconteça com você. Se esse for o caso, por favor, preserve-se e esqueça que leu essa resenha. Se você está à procura de um livro que vai te marcar, (e não, não vai ser bonito) não tem como errar. E se eu não te convenci, espero que os trechos ma-ra-vi-lho-sos do livro te convençam ;)Assim como no começo, preciso repetir: essa resenha foi uma das mais desafiadoras para mim, tanto é como eu disse para Rapha que ela devia fazer a resenha porque eu não tinha condições. Ela me ignorou e me desafiou a escrever, dizendo que eu era capaz. (Na verdade ela só queria jogar o serviço sujo para mim porque também não tinha condições).

O livro é desafiador, e assim como ela fez comigo, eu desafio você a ler. Mas esteja avisado: eu não garanto que não vai se arrepender, apenas garanto que quando você for dormir, pensará na Sky e em milhões de outros rostos desconhecidos. Se a situação ficar muito crítica, deixo para vocês o conselho do meu amado Holder: olhe para o céu, ele sempre estará bonito.

O céu está sempre lindo. Mesmo quando está escuro, chuvoso ou nublado, ainda é lindo de se observar… Ele está lá independente de qualquer coisa… E eu sei que sempre estará lindo.
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