Editora Galera Record, Resenhas
Título: Gregor e as Marcas Secretas
Título Original: Gregor and the Marks of Secret
Autora: Suzanne Collins
Tradução: Viviane Diniz
Páginas: 303
Ano: 2012
Editora: Galera Record

Livro no Skoob
Resenha dos primeiros volumes
Gregor e Boots voltam ao Subterrâneo para visitar a mãe, que ainda está se recuperando da peste em um hospital. E Gregor se sente aliviado porque, pelo menos desta vez, não há nenhuma profecia pairando sobre sua cabeça… Entretanto, assim que chega em Regália, Gregor é levado a se envolver em uma crise que se intensifica no Subterrâneo: ratos contra camundongos. A rixa vem de longe; os ratos não se cansam de expulsar os camundongos de seus territórios, fazendo com que os “mordiscadores” precisem se mudar o tempo todo. Mas quando estes começam a desaparecer misteriosamente, Gregor, Boots e a princesa Luxa irão se unir para defender os subterrâneos e os vulneráveis camundongos do impiedoso exército de ratos.
Depois de três profecias envolvendo Gregor e os subterrâneos, finalmente não havia mais nada com o que se preocupar. Pelo menos, era o que parecia… Com a sua mãe no hospital do Subterrâneo ainda se recuperando da terrível peste, o “Guerreiro da Superfície” estava sempre fazendo visitas para os regalianos, mas é claro que depois de tantas mortes, guerras e lutas, não havia mais motivos para preocupações.
É claro, ninguém imaginava que os ratos estavam voltando a atacar. Desta vez, o inimigo deles era outro: os camundongos – ou “mordiscadores”. Mais precisamente aqueles que salvaram a vida de Luxa quando ela havia se perdido na Selva e que agora precisavam de ajuda. Os ratos não estavam simplesmente perseguindo os camundongos, ou expulsando-os de suas terras, mas sim realizando um plano em que exterminariam a vida dos mordiscadores sem deixar rastros. Então Luxa, Gregor, Boots e seus amigos foram tentar impedir que o plano dos ratos fosse realizado.
“SOBRE ESTA COROA MINHA PROMESSA EU FAÇO,
ATÉ MEU ÚLTIMO SUSPIRO, MANTENHO
ESSA DECISÃO.
HEI DE VINGAR SUAS MORTES INJUSTAS,
TODOS AQUI QUE MORRERAM EM VÃO.”

O quarto volume das Crônicas do Subterrâneo me surpreendeu. É bem diferente dos outros três primeiros volumes e, ao mesmo tempo, continua sendo uma história incrível. Lembro-me que quando acabei de ler o terceiro livro mal podia esperar pelo lançamento deste. Quando a Galera disponibilizou o primeiro capítulo no site eu não consegui esperar o livro chegar pelos Correios e fui lá ler. Suzanne Collins escreve tão brilhantemente bem que mesmo o primeiro capítulo me fez suspirar.

Preciso dizer que amei o livro? Sim, amei. Você pode pensar que já passou do tempo de ler esse tipo de história, que já está grande demais, mas eu o indico mesmo assim. É uma história que se você ler com 10 ou com 20 anos, vai chamar a atenção de formas diferentes. Com 10 anos você vai se encantar com esse mundo, vai imaginar como seria se você fosse Gregor, vai aprender coisas simples da vida. Com 20 anos você vai reaprender as coisas simples da vida, vai se preocupar com essas crianças – principalmente com Boots, que é um amor – e vai perceber o contexto histórico, político e cultural nas entrelinhas da história.

Eu já comentei nas outras resenhas, mas vou reforçar isso: Gregor não é Jogos Vorazes. As histórias são completamente diferentes, com apenas a escrita da autora em comum. E por isso eu achei desnecessário a editora colocar uma bola vermelha na capa dos livros sinalizando que Gregor é “DA AUTORA DE JOGOS VORAZES (Hunger Games)”.  Quem é fã de Jogos Vorazes não precisa ler Gregor. As histórias não têm nenhuma ligação. Agora quem é fã da Suzanne Collins com certeza sabe da existência desses outros livros que ela escreveu e não precisa de nenhuma bola vermelha indicando isso. Eu acho errado esse tipo de sinalização porque soa como se o livro fosse fazer sucesso não porque a história é boa, mas apenas pelo fato de que ele foi escrito pela autora de um outro livro fantástico. Completamente desnecessário.
Fora isso, nenhuma outra coisa a reclamar da edição. A revisão está perfeita. A diagramação está simples e bonita. A capa está linda e consegue dar uma noção ao leitor de como seria uma pessoa voando nas costas de um morcego gigante.
Mal posso esperar pelo quinto e (infelizmente) último livro. Principalmente pelo fato de que Gregor e as Marcas Secretas deixou um grande mistério e um problema inacabado no ar. E também porque em meio a essa louca e perigosa aventura, surge um inesperado clima de romance que realmente me surpreendeu… E que eu amei!
– Envolvê-lo nos problemas dos mordiscadores foi injusto de minha parte. Você não deve nada a eles – disse Luxa. – Eu declarei essa guerra. Nós, humanos daqui, temos muitas dívidas com eles. O que os mordiscadores já fizeram por você?
A brisa despenteou o cabelo dela, levando-o para trás do rosto e dando a Gregor uma clara visão de seus olhos.
– Eles salvaram a sua vida – respondeu.
E, por apenas um instante, o rosto de Luxa se enterneceu e ela sorriu.

Sobre o Autor:

Camila. 17 anos. Viciada em livros, seriados e músicas. Individualista, sonhadora, dedicada, sincera e um pouco careta. Anda de skate, toca violão e sonha em tornar o mundo mais justo e inteligente.

Colunista de romance de banca no Equalize da Leitura, mas às vezes também posta resenhas de outros livros.

Editora Galera Record, Resenhas
gsTítulo: A Mulher de Preto Título original: The Woman in Black Autor: Susan Hill Ano: 2012 Editora: Galera Record Número de páginas: 208

A história é narrada por Arthur Kipps, já idoso e relembrando os terríveis eventos que marcaram a cidadezinha de Crythin Gifford e também sua própria vida. Ele nos conta que, na época dos acontecimentos, tinha apenas 23 anos, uma noiva apaixonada e muita disposição para aventuras que o levassem para longe da melancólica e nebulosa Londres. Assim, foi com empolgação que ele aceitou a incumbência de viajar até a distante Crythin Gifford para comparecer ao funeral da falecida Sra. Drablow em nome do escritório de advocacia em que trabalhava e para organizar documentos da defunta a fim de encerrar os serviços legais.

Chegando à cidade, Kipps é recebido com cautela pelos moradores e é surpreendido pela visão de uma mulher vestida de preto, que tinha rosto marcado e corpo frágil, e se esgueirava pelo cemitério. Ao perguntar sobre ela, ninguém queria falar a respeito. Além disso, todos tentavam convencê-lo a não ir até a Casa do Brejo da Enguia e contavam casos sobrenaturais que, com a arrogância típica da juventude, Kipps julgava ser besteira.

A teimosia e o senso de superioridade de Kipps o levam à casa da falecida Sra. Drablow, onde ele desvenda o mistério que envolvia a casa e fica cara a cara com a assustadora Mulher de Preto. Mas será que é possível desafiar um fantasma vingativo e sair impune?

Nos quartos que davam para o fundo da casa, luz da lua. Abaixo de mim, no andar térreo da casa, silêncio, um silêncio tempestuoso, uniforme, quase tangível, e uma escuridão bolorenta, grossa como o feltro.

O ponto forte da trama são as descrições detalhadas das cenas e das sensações. Susan Hill consegue nos transportar para as páginas do livro e nos deixar tensos com a história. Mesmo sabendo que levaremos um susto adiante, não conseguimos parar de ler. Os personagens são bem construídos e o medo que cala os moradores de Crythin Gifford é palpável. A inteligência e a razão do rapaz presunçoso da cidade grande são postas em xeque quando as superstições da população do interior demonstram ser mais do que simples histórias de terror para se contar ao redor de uma fogueira.

A névoa estava lá fora, pairando sobre o rio, esgueirando-se por becos e passagens, serpenteando espessamento entre as árvores desfolhadas de todos os parques e jardins da cidade, e também do lado de dentro, agitando-se por frestas e fendas como um hálito ácido, aproveitando para entrar a cada vez que uma porta abria.

A névoa londrina e a bruma do brejo ganham vida e sufocam os personagens. O brejo, que à luz do dia era prateado e majestosamente vasto, à noite ganhava contornos assombrosos e engolia qualquer coisa que ousasse desafiá-lo. Em “A Mulher de Preto”, a natureza não é apenas cenário; é também personagem e mostra todo o seu poder.

Nunca havia estado tão sozinho, nem me sentido tão pequeno e insignificante em um espaço tão amplo antes, e caí em uma reflexão filosófica não muito agradável, impressionado com a absoluta indiferença da água e do céu à minha presença.

O livro foi escrito em 1983 e, em 2012, ganhou uma adaptação para o cinema que traz Daniel Radcliffe (vulgo Harry Potter) no papel do protagonista. No próximo post falo mais sobre o filme.

Escrito por Michelle.*

Editora Galera Record, Resenhas

gsTítulo: Nas Sombras Título original: Shade Autor: Jeri Smith – Ready Ano: 2012 Editora: Galera Record Número de páginas: 496

Com os livros sobrenaturais atuais entupidos de lobos e vampiros, Nas Sombras vem com uma proposta diferente e que me agradou bastante

Quando eu recebi Nas Sombras, fiquei até um pouco receosa de lê – lo. Motivos? Essa capa e a sinopse são muito adolescentes e eu não estou nessa vibe. No entanto, depois que eu perguntei no twitter, várias pessoas me responderam que era bacana, mas exatamente isso: adolescentes. Porém, me animei. O livro continua a ser muito adolescente pra mim, mas a premissa é extremamente interessante.

Aura é capaz de ver e se comunicar com fantasmas. Explicação? Depois de um fenômeno no mundo, as crianças que nasceram depois dessa data vieram com esse ‘dom’, chamado de A Passagem. Esses fantasmas tem a aparência roxa e são, em muitos dos casos, almas perdidas que estão na terra por que não conseguiram encontrar seu caminho, zangados e pertubadores. Além de serem perigosos, eles causam efeitos colaterais nas pessoas que conseguem vê – los, como tontura. Então, as pessoas além de evitarem por serem quem são, acrescentam o fato de que a presença deles causam mal estar. No entanto, como a sociedade mundial mudou por causa d’A Passagem, foram feitos reajustes: eles ajudam a julgarem seus próprios assassinatos.

Logan é vocalista da banda Keeley Brothers e namorado de Aura. Preparados para darem um passo a maios na relação, marcam a primeira noite de amor/sexo depois do aniversário de 18 anos de Logan. O que poderia terminar em uma noite perfeita, lembrada para sempre pelos dois, acaba sendo marcada pela tragédia: a morte por overdose de Logan. Antes, Aura fugia dos fantasmas que a assombrava. Mas agora seu namorado é um. E ela o quer. Como lidar com a situação? Como não ficar louca, como ficar bem quando estar perto de um espírito roxo causa tanto mal estar? E como fazer com que Logan perceba que ele deve seguir em frente ou se perderá para sempre no mundo das sombras?

Com os livros sobrenaturais atuais entupidos de lobos e vampiros, Nas Sombras vem com uma proposta diferente e que me agradou bastante, na verdade. Mesmo com personagens adolescentes, não está cheio de blá blá blá e frescuras da idade. Bem, na verdade tem; mas não é algo chato. É bem leve, gostoso de ler. O livro se centra nos personagens Aura, Logan e Zach – um escocês bem gatinho com um sotaque bem lindo e que se encanta pela Aura. Ele foi o último bebê a nascer antes d’A Passagem. A Aura foi a primeira a nascer depois desse fenômeno. Fiquei curiosa para saber a ligação que a autora vai trazer para esses dois, e apenas as cenas que já tem eles dois juntos foi eletrizantes e cheias de aventuras.

Foi um livro que eu não estava acreditando muito na história e acabei sendo surpreendida de uma maneira gostosa. É uma leitura instigante e como tem esse tom de ‘o que vai acontecer a seguir?’ você fica animado e com aquela expectativa de saber desesperadamente o que irá acontecer quando você virá a página. Muitas vezes, na situação da Aura eu não sabia dizer se as atitudes dela eram ou não corretas. Mas diversas vezes admirei a coragem dela em algumas cenas, em especial, no final. Tem uns trechos muito tristes, outros bem enternecedor. E essa mistura casou bem.

Quanto aos personagens: a Aura é muito inteligente, corajosa e determinada e foi interessante ler a respeito dela. O Zach é muito lindo, inteligente e tem um sotaque escocês. Bem, como eu nunca ouvi ninguém falando nessa língua, não posso dizer se acho lindo ou excitante. Mas do jeito que a autora fala no livro parece ser bem… atrativo. O que eu achei chato no livro foi o Logan. Ele é morre mas fica atormentando a Aura e a pobre da menina – apaixonada, tadinha – fica querendo que ele esteja pertinho, mas é incômodo. Os irmãos e os pais sofrem por ele ser esse espírito roxo vagando pelo mundo, com medo que seja tarde demais para que consigam recuperar a alma dele.

Eu gostei da edição do livro: é pequena (parece versão pocket), a capa o tom de roxo que faz alusão ao que vamos encontrar no texto. As páginas são amareladas e a fonte é a mesma que a Galera sempre usa nos seus livros.

Editora Galera Record, Músicas, Resenhas
gsTítulo: A Música Que Mudou a Minha Vida Título original: Audrey, wait! Autor: Robin Benway Ano: 2009 Editora: Galera Record Número de páginas: 365

Eu adoro livros que tem a temática músicas envolvida em seu enredo. Já fazia alguns meses que eu estava doidinha pra ler A Música que Mudou Minha Vida: essa capinha colorida, a oportunidade de ler uma história com muita música envolvida… e mesmo sem saber realmente sobre o que se tratava, aproveitei o precinho camarada da livraria e fui desfrutar e descobrir tudo o que o livro tinha para me mostrar.

Audrey não pediu para ser famosa: não pediu para que seu ex – namorado escrevesse uma música sobre ela, principalmente quando o nome da música foram as suas últimas palavras quando terminaram o relacionamento. É constrangedor estar trabalhando para guardar a graninha do próximo super show e ter um bando de clientes a encarando. Ela só queria curtir suas bandas preferidas, ir aos shows onde ela pudesse se divertir e deixar a música entrar por seus poros até quando esquecesse de quem é. Porém, desde que a maldita música está no TOP das músicas mais ouvidas, Audrey não tem sossego. Como aproveitar seus 15 minutos de fama sem extrapolar e expor a sua vida? E provar para as pessoas que realmente a conhecem que ela continua a ser a mesma Audrey de sempre? E como aproveitar esse momento, sem deixar de ser quem realmente é?

Comecei lendo o livro pensando que ele era muito adolescente para minha pessoa. Mas eu estava naquele momento ‘preciso de um livro teen‘ e, de repente… você se identifica tanto com a Audrey que fica quase que impossível largar o livro! A autora soube explorar bem as características da mesma e dos demais personagens. A Audrey é engraçada, carismática, irônica e fala da música com tanto amor que me peguei com inveja dela. Sem contar que tem muita referência a música e bandas. Muitas delas eu não conheço, mas a empolgação da Audrey a respeito de algumas é tão grande que você imagina aquela banda/cantor que você ama de paixão e já sabe os motivos para ela se sentir assim. A Vitoria, sua melhor amiga, é outra figura e peça – chave para o livro. A história não teria o mesmo brilho sem ela, que dá uma injeção de amizade verdadeira + uma boa dose cenas hilárias.

Se quiserem realmente saber algo sobre, têm que saber isso: eu gosto da minha música alta. Quero dizer muito alta. Não estou falando do tipo de alta que seus pais batem na porta do seu quarto e pedem para você abaixar. Por favor. Isso é coisa amador. Quando digo alta, quero alta que você-não-consegue-ouvir-seus-pais-batendo-e-os-vizinhos-estão-botando-uma-placa-de-VENDE-SE-na-frente-de-casa-e-se-mudando-para-outro-quarteirão-porque-não-conseguem-mais-aguentar-o-barulho-constante.

É entupido de clichê que vai desde garotas bonitas com os melhores carinhas como namorado até o garoto apaixonado e que nunca foi reparado pela sua musa do coração. E no entanto, mesmo assim, é uma leitura extremamente agradável. Outro ponto: conseguimos conhecer o outro lado da fama. Nem tudo é dinheiro, bebida, show de graça, pessoas bonitas, festas todos os dias (ok, confesso que isso me atrai também. Admito.), uma vez que perde – se muito mais do que se ganha, principalmente quando não se tem maturidade suficiente para lidar com a situação.

Confesso, não é uma história que mudou a minha vida (sem trocadilhos haha). Foi bacana entender como a sua vida pode mudar quando você se torna famosa da noite para o dia, principalmente quando não pediu por isso nem fez muito esforço para que acontecesse… acontece que no final eu estava esperando algo diferente e não tão normal como foi. Foi engraçadinho de ler, um livro de final de semana que você está a à toa precisando de um livro para relaxar. Não vai ter nada muiiiiito desenvolvido no final. É apenas um livro que fala sobre como a fama chega para pessoas que nunca desejaram isso e como ela vai embora rapidinho.

Tem que aumentar o volume até o peito tremer e a bateria entrar por entre as costelas como a batida do coração e o baixo subir pela coluna e entortar o cérebro, e tudo o que você pode fazer é dançar ou girar em círculos ou gritar junto porque sabe que, não importa o que a música faça você sentir, é perfeito.

O livro tem a capa bem fofinha, a formatação é aquela básica da Galera (que eu queria desesperadamente que eles mudassem), no começo de cada capítulo tem a frase de uma música. E nas orelhas do livro tem o depoimento da Anna Júlia Werneck, a garota que foi inspiração para a música Anna Júlia da banda Los Hermanos. Ela conta como foi perceber que de repente todos a conheciam, a julgavam e diziam o que ela era ou não. E como ficou conhecida. Acabou casando bem pela temática do livro.

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