Editora Intrínseca, Resenhas

Título: Agora e Para Sempre, Lara Jean Título original: Always and Forever, Lara Jean Autora: Jenny HanAno: 2017 Editora: Intrínseca Número de páginas: 304

Eu gostei do livro? Gostei. Acho que dos três é o que a história mais amadureceu e as problemáticas da Lara, ainda que não sejam os problemas mais desesperados e preocupantes do mundo, fazem parte do mundo dela e okay, não me incomodou.

Depois de ter passado por Para Todos os Garotos que Já Amei e P.s.: Ainda Amo Você, chegamos em Agora e Para Sempre, Lara Jean, que deveria ser o último livro da trilogia. Falo deveria pois acredito, no fundo da minha alma leitora que não comprou os livros anteriores mas acabou aceitando a história, que a autora não parará por aí.

Lara Jean ainda tem muito a mostrar.

Neste terceiro livro, acompanhamos Laranjinha com uma dúvida apertando sua mente: qual faculdade ir depois que concluir o Ensino Médio. Sua opção é seguir o Peter para a faculdade que ele vai, já que ganhou uma bolsa de estudos por causa da sua prática de lacrosse. Além de ficar perto do namorado, ela também fica perto de casa e TCHARAM! Tudo seria absolutamente lindo! ♥ Mas as coisas não saem conforme o planejado e pode ser que ela tenha que pensar em um plano B.

Além de todas as questões relacionadas a faculdade, que acabam tirando seu sono e deixando todos ao redor tensos de ansiedade por conta de seus sonhos e desejos, Lara vai ter que passar por outras experiências junto com as irmãs e o próprio pai, experiências essas que ela não pensou que fossem acontecer depois da morte da mãe.

Entre ter que se dedicar aos estudos, todas as descobertas e alegrias e frustrações namorando Peter, suas preocupações com a vida, nossa protagonista nos apresenta sua história de uma maneira muito divertida e autora nos prende as suas palavras por saber como conquistar um leitor.

Então, vamos lá. Eu gostei do livro? Gostei. Acho que dos três é o que a história mais amadureceu e as problemáticas da Lara, ainda que não sejam os problemas mais desesperados e preocupantes do mundo, fazem parte do mundo dela e okay, não me incomodou. Gosto da maneira como a autora coloca algumas lembranças da mãe nesse livro e o quão importante é a opinião dela para Lara, que lembra nos momentos de decisões importantes em sua vida.

O namoro da Lara com o Peter é bem gostoso de ler, tem todos aqueles sentimentos de quem se está apaixonado e o garoto é realmente bem fofo. Algumas cenas eu achei bem desnecessárias, só que, mais uma vez lembrei que dentro do contexto fazia sentido, então acabei deixando passar.

O que me fez gostar desses livros são as cenas que não tem tanta importância para o desenvolvimento no geral, como a Lara Jean cozinhando e fazendo todas as suas receitas, a interação com a Kitty, como ela é preocupada e super organizada, sua falta de conhecimento em algumas coisas que a torna tão natural. São esses pequenos detalhes que foram me cativando. Nesse livro o que eu mais gostei foram das preocupações dela com relação à faculdade pois, de fato, é um momento importante e muito legal da vida – sua indecisões, medos, acompanhar o processo de seleção que é tão diferente do nosso…

Como eu repeti nas resenhas anteriores, Kitty sempre será uma personagem à parte e que deveria ganhar um livro apenas com suas peripécias e ler sobre como sua mente aguçada trabalha. A menina é incrível, sincera em sua idade e esperta de uma maneira inesperada. É praticamente ter passado por esses três livros sem ter uma frase, uma cena, uma ação em que não riu com a Kitty. Gosto da maneira despretensiosa que a autora escreve seus diálogos, algo tão rápido e que se enquadra tão bem dentro da cena.

No geral, senti que esse livro não teve um ciclo concluído, um fim onde você fica: “Nossa, como foi bom acompanhar você por todo esse trajeto, Lara Jean.” Simplesmente porque a história acaba com um final bem aberto, tanto que fiquei procurando mais uns três ou quatro capítulos, do tipo: é isso? Não estou falando que o final seja ruim, porque não é,  mas não me passou a sensação de completude: a autora ainda tem tanto a explorar junto à personagem que foi por isso que eu fiquei com essa sensação, pois acaba que alguns assuntos abordados – e que são importantes – ficaram nesse balaio de “imaginação” e não “conclusão”. Eu sou leitora que quero saber com todas as letras o que aconteceu com o personagem.

Li alguns leitores falando que foi o livro que eles menos gostaram e pra mim foi o mais legal de ler, exatamente por esse amadurecimento da personagem. Vai de gosto mesmo e espero que para os fãs da trilogia, autora e a Lara Jean, tenha atendido as expectativas.

Editora Intrínseca, Resenhas

Título: Quem Era Ela? Título original: The Girl Before Autora: J.P. DelaneyAno: 2017 Editora: Intrínseca Número de páginas: 336

A história, primeiramente interessante, não apresentou sentido; depois de um tempo, você perde a vontade de saber o que vai acontecer, somente quer que acabe.

O mercado editorial foi tomado por livros com protagonistas femininas que não se tratam somente de um romance, basicamente depois do sucesso de Garota Exemplar, um livro bastante aclamado.

Por um lado isso é incrível, afinal, mulheres são tão capazes de estrelar um thriller quanto de encabeçar um romance, tão capazes de protagonizar uma ficção científica como são quando falamos de um drama; estava na hora das histórias contemporâneas retratarem esta realidade.

Por outro lado, quando o assunto é suspense, surgiu um mar de cópias baratas do livro de Gillian Flynn que não se pode ser domado. Uma qualidade ruim de escrita, um desenvolvimento pouco convincente e um plot twist medíocre têm cercado a maior parte dos livros que li que se promovem como seguidores da mesma linha de raciocínio de Flynn. Quando na verdade a única semelhança é ter uma mulher como protagonista mesmo.

Se existem as frases “Para os amantes de garota exemplar”, “Se você amou garota exemplar, vai amar esse!” e derivados associados ao livro, é provável que eu não vá gostar dele, que tenta se vender como o novo suprassumo da vez. Com Quem Era Ela?, infelizmente este foi o caso.

A premissa da história me soou bastante interessante, duas mulheres com idade e aparência similares dividindo a história com uma casa tão deslumbrante quanto misteriosa. Emma, de um ponto de vista passado e Jane, do ponto de vista presente. Emma estava lidando com o trauma subsequente a ter sua casa invadida por dois adolescentes e Jane tentava superar a morte de sua filha no parto.

– Ah, ele não te contou? As garotas que vieram antes. Nenhuma delas dura, sabe. Este é o ponto.

Edward, o dono da casa, tem uma série de restrições quanto ao seu uso, algumas restrições basicamente absurdas, mas ao conhecer a casa pela primeira vez, ambas se apaixonam e acham que vale à pena.

Não entrarei em detalhes sobre o desenvolvimento da história, basta relatar que ambas as mulheres, em épocas diferentes, fazem escolhas bastante parecidas quanto a casa e desenvolvem um relacionamento com Edward.

Emma inicialmente se muda para a casa com o namorado, mas termina o relacionamento pouco depois e passa a morar na casa sozinha. Muito da personalidade dela e de suas questões vão ficando mais claras ao longo do livro, e essas revelações nos ajudam a montar o cenário do passado.

– Sei que pode parecer estranho, considerando que eu nem conhecia a Emma. Mas me parece que ninguém verdadeiramente a conhecia. Todos com quem falei têm uma percepção diferente sobre quem ela era.

Jane, porém, começa a ficar intrigada com a história da mulher que ali morava antes e sobre a falecida esposa de Edward e as circunstâncias em que a casa foi construída. Mas eram tantos pontos soltos, tantas mentiras veladas e tantos caminhos a seguir que ela nunca conseguia chegar a uma conclusão de fato.

O ex-namorado de Emma, Simon, também participa da história das duas mulheres, de maneiras diferentes. Parecendo obcecado com a ideia de que Edward era responsável pelo que aconteceu no passado, ele oferece ajuda a Jane. Simon é sem dúvida um personagem bastante patético desde o início e é mais uma ponta solta que vamos tentando encaixar a história ao longo do livro.

Sociopatas são atraídos pelo vulnerável.

Minha primeira crítica negativa ao livro é a escrita, que me parece relaxada, e as escolhas que foram feitas à história pareciam fabricadas, um amontoado de twists que não casavam um com o outro e parecia somente objetivar surpreender o leitor pelo grande número de informações. Qualquer um ficaria perdido, porque o livro não segue uma linha de raciocínio.

A personagem de Emma, ainda que muito mais complexa do que primeiramente percebamos, se mostrou simplesmente insuficiente como protagonista. Até nos capítulos em que ela é a voz central, parece que tem alguém contando a história por ela. E isso porque não entrarei em debate sobre seu comportamento no geral, do contrário a resenha seria somente sobre ela.

Jane, ainda que assumindo um papel bem mais incisivo sobre dona de seu próprio destino, também apresentou atitudes extremamente contraditórias e ingênuas para alguém que se acreditava ser tão perceptiva sobre toda a estranheza da situação. Era quase como se o comportamento ingênuo funcionasse para alongar a história e manter o “suspense” a todo vapor até o fim.

O personagem de Edward é absurdo, mas ao mesmo tempo é o personagem mais conciso de todos, sendo seu comportamento claro desde o início ao fim. A personalidade dele foi com certeza a melhor trabalhada, ainda que repulsiva.

Por fim, o livro foi insuficiente. A história, primeiramente interessante, não apresentou sentido; depois de um tempo, você perde a vontade de saber o que vai acontecer, somente quer que acabe. Mais um livro completamente esquecível e que não cumpriu o que se propôs a fazer.

Por favor, faça uma lista de todos os bens que considera essenciais na sua vida.

Editora Intrínseca, Resenhas

Título: Five Nights at Freddy’s: Olhos Prateados Título original: Five Nights at Freddy’s: The Silver Eyes Autores: Scott Cawthon e Kira Breed-WrisleyAno: 2017 Editora: Intrínseca Número de páginas: 368

Depois de ler esse livro, você não vai mais querer dormir com aqueles bichinhos fofos de pelúcia te olhando a noite toda.

Veja mais em: http://www.intrinseca.com.br/fivenightsatfreddys/

Charlie é uma garota de 17 anos que está voltando para visitar sua cidade natal, depois de ter passado longos dez anos tentando esquecer todo o horror que havia passado por lá.

Ela não se permitia lembrar de muitas coisas, mas sabia que na época era muito feliz na pizzaria de seu pai, a Freddy’s Fazbear, com todos aqueles brinquedos gigantes que encantavam as crianças e divertiam os adultos pela engenhosidade.

Desde pequena aquilo foi sua família: brinquedos que seu pai criava e que falavam, dançavam, chamavam seu nome. Na pizzaria, seus amigos também participavam da diversão. Charlie, Marla, Jéssica, Lamar, Carlton, John e Michael eram inseparáveis, até que aquilo os separou.

Dez anos antes, eram todos melhores amigos. E então aquilo aconteceu, e tudo acabou, pelo menos para Charlie. Não os via desde que tinha sete anos. […] Michael era a razão da viagem, afinal. Tinham se passado dez anos desde sua morte, dez anos desde o acontecimento, e os pais do menino queriam que que todos se reunissem para uma cerimônia em sua homenagem.

Com o reencontro dos amigos na velha cidade, surgiram também as recordações que a garota tanto tentava bloquear: as mortes que ocorreram na pizzaria de seu pai; os corpos que nunca foram achados, inclusive o de Michael; o criminoso que nunca foi pego. Por isso quando a ideia de voltar à Freddy’s Fazbear surgiu na roda de conversa dos jovens, Charlie não pensou duas vezes em aceitar: melhor terminar com isso logo.

Entre Bonnie e Chica estava o famoso Freddy Fazbear, que levava o nome do restaurante. Dos três, era o mais simpático e adorável e parecia bem tranquilo. O urso marrom e robusto – mas com a fantasia flácida – sorria para a plateia segurando seu microfone e ostentando uma gravata-borboleta preta e uma cartola. O único detalhe incomum em suas feições era a cor dos olhos, um azul-claro jamais visto em outro urso.

Depois que Dave, o segurança do shopping abandonado que havia sido construído em volta da Freddy’s, decidiu entrar junto com o grupo na pizzaria e que os brinquedos que ainda estavam lá começaram a se mexer de forma nada carismática, a ideia de terminar com isso logo não pareceu tão boa assim.

Olhos Prateados é o primeiro livro da trilogia Five Nights at Freddy’s, baseado no famoso jogo de terror criado por Scott Cawthon. No jogo, você assume o papel do segurança e vê os animatrônicos ganharem vida dentro da pizzaria. No livro, escrito por Cawthon, juntamente com Kira Breed-Wrisley, você descobre o que há por trás de todas aquelas mortes misteriosas e aqueles brinquedos assustadores.

A pergunta que todos que me viram com esse livro na mão fizeram foi: dá medo igual o jogo? A resposta varia. Existem dois tipos de pessoas que gostam do gênero de terror: o primeiro tipo é o que gosta de susto, o segundo tipo é o que gosta da história. O primeiro pode não gostar tanto da leitura – pois é fato que o ambiente e sons de jogos e filmes dão um ar mais realista para o enredo, o que não ocorre no caso do livro –, já o segundo tipo vai simplesmente amar!

A Intrínseca caprichou na estética do livro, mas ainda acho que eles poderiam ter colocados imagens dos animatrônicos para o leitor se familiarizar. Fora isso, tudo perfeito, comecei e terminei o livro satisfeita com o enredo e louca para saber como serão os próximos dois livros e como irão explorar mais essa história. Depois de ler esse livro, você não vai mais querer dormir com aqueles bichinhos fofos de pelúcia te olhando a noite toda.

Era o coelho, o mesmo coelho marrom-amarelado que eles adoravam, mas naquele momento não dançava, nem cantava, só estava parado, olhando para as crianças, sem piscar. […] Charlie podia enxergar os olhos dele, seus olhos humanos, e ficou congelada de terror.

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