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Título: Biblioteca de Almas Título original: Library of Souls Autor: Ranson Riggs Ano: 2016 Editora: Intrínseca Número de páginas: 416

O livro inteiro tem um toque de humor inteligente que também se dá por causa dos demais personagens que aparecem no decorrer da leitura,

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Confiram a resenha de Biblioteca de Almas, o terceiro livro da trilogia Lar da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Assistam também a resenha de O Lar da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares e Cidade dos Etéreos.

Editora Intrínseca, Resenhas

Título: Lugares Escuros Título original: Dark Places Autora: Gillian Flynn Ano: 2015 Editora: Intrínseca Número de páginas: 352

Confesso que esperava sentir um pouquinho de medo lendo, o que não aconteceu nem de longe, apesar de ter visto pessoas indicando lugares abertos e claros para lê-lo.

Libby Day tinha apenas 7 anos quando sua mãe e suas duas irmãs foram assassinadas em sua própria casa, no Kansas. O caso ficou conhecido como um sacrifício satânico e a pequena Libby testemunhou contra seu irmão, Ben Day, de 15 anos, acusando-o pelos assassinatos.

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A família Day era bastante pobre e Patty, a matriarca, tinha que lidar com as dívidas da fazenda em que viviam e dar conta de criar os 4 filhos sem nenhuma ajuda. Após sua morte, Ben foi condenado à prisão perpétua e Libby foi cuidada por familiares.

Passados 25 anos, o dinheiro doado por pessoas caridosas para ajudar a bebê Libby – agora já mulher – estava acabando e em busca de sustento ela conhece o Kill Club, uma sociedade secreta obcecada por crimes estranhos, como aquele que ocorrera em 1985 com a família Day.

Os integrantes do Kill Club de modo algum acreditavam que Ben Day havia assassinado sua própria família e, aos poucos, foram convencendo Libby a ir mais a fundo na história, afinal, ela tinha apenas 7 anos no dia do assassinato e mesmo assim um júri completo levou seu testemunho muito à sério e condenou um garoto de 15 anos à uma prisão perpétua.

– Ele tinha motivos suficientes para oito recursos – anunciou Magda grandiosamente. Eu me dei conta de que ela era uma daquelas mulheres que apareciam à minha porta para gritar comigo. Fiquei contente de nunca ter dado meu endereço a Lyle. – Não lutar não significa que seja culpado, Libby, significa que ele perdeu a esperança.

Lugares Escuros foi lançado em 2015 no Brasil e, logo após, Charlize Theron interpretou Libby Day na tela de cinema. Este ano, foi relançado com uma capa simples, porém melhor que a anterior, que era a mesma do filme.

A narrativa do livro é interessante por mostrar três visões diferentes dos acontecimentos – além de Libby, Patty e Ben também mostram sua visão do passado. Quando a narração volta para o presente aos olhos de Libby, o suspense todo em volta dos assassinatos e a certeza que o Kill Club tinha de que Ben era inocente deixam o leitor em êxtase.

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Apesar de causar curiosidade, é um livro com poucos diálogos, o que pode deixar o leitor um pouco cansado e entediado. Eu, particularmente, senti dificuldade com a narração, principalmente no começo, não só pelo cansaço, mas também pelo fato de os personagens não serem muito impressionantes.

Você não consegue torcer por um personagem, nem se identificar com ele, apenas pensa em descobrir o que aconteceu na noite dos assassinatos. O filme traz a mesma sensação. Libby Day não é tão interessante quanto sua história e nem Charlize Theron conseguiu salvar isso.

Escolhi esse livro pois estava em uma vibe de terror e suspense. Confesso que esperava sentir um pouquinho de medo lendo, o que não aconteceu nem de longe, apesar de ter visto pessoas indicando lugares abertos e claros para lê-lo.

O final, porém, é surpreendente. Não consigo acreditar que alguém tenha adivinhado exatamente o que aconteceu na data de 3 de janeiro de 1985, na casa da família Day, pois é inimaginável. Ponto para a autora, que já é conhecida por suas histórias bem originais. Confiram também a resenha de Garota Exemplar.

Manquei até o telefone da cozinha, puxei-o para o chão, disquei o número da minha tia, o único que sabia de cor, e, quando Diane atendeu, gritei Estão todas mortas! em uma voz que feriu meus próprios ouvidos por sua intensidade. Depois me enfiei no espaço entre a geladeira e o forno e esperei por Diane.

No hospital eles me sedaram e removeram três dos meus dedos do pé congelados e meio dedo anelar. Desde então, tenho esperado para morrer.

Editora Intrínseca, Resenhas

Título: Cidade dos Etéreos Título original: Hollow City Autor: Ransom Riggs Ano: 2016 Editora: Intrínseca Número de páginas: 384

Eu gosto muito, muito mesmo da maneira como o autor escreve – leve, com uma pitada de cinismo e outras tantas zombaria.

Veja a resenha de O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. 🙂 Eu escrevi a resenha e também gravei um vídeo, podem conferir das duas formas! ♥

Partindo da verdade que eu só conheci o Ransom por causa dessa edição e desse livro maravilhoso que a Intrínseca publicou, podem acreditar que eu estava bem ansiosa para por minhas mãos nele e meus olhos em cada palavra, para absorver cada linha do que o autor tivesse a me oferecer. Eu estava curiosa, com olhinhos brilhando de ansiedade.

Como no vídeo eu acabei falando mais as minhas impressões de como eu acabei chegando até e lendo o livro, vou fazer um resumo bem básico do anterior aqui.

Em O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares, as crianças tiveram que sair da sua fenda temporal – existem várias delas pelo mundo, cada uma com sua Ymbryne, protegendo e cuidando das crianças peculiares – de 3 de setembro após sofrer um ataque dos acólitos – os monstros que matam as crianças peculiares, mas que são invisíveis aos seus olhos, menos para Jacob que os sente e vê. Esses acólitos, juntamente com os Etéreos  estão raptando todas as Ymbryne, para que possam formar um exército muito maior, mais forte e desenvolvido de Etéreos. A Srta. Peregrine foi sequestrada, mas as crianças conseguiram recuperá-la e agora precisam encontrar outra fenda temporal e uma Ymbryne que possam ajuda-los a trazer a Srta. Peregrine de volta a forma humana, já que ela ainda está no corpo de um pássaro.

Em Cidade dos Etéreos vamos acompanhar a aventura dessas crianças, através das fendas temporais, passando por vários desafios para evitar os acólitos, usando seus poderes de uma maneira que nunca lhe foram autorizados antes e tentando sobreviver. Vão encontrar outros peculiares nessa trajetória, pessoas para ajudar e outros em quem vão aprender a julgar o caráter e confiança.

Jacob lidera essa empreitada, juntamente com Emma, Bronwyn, Milliard, Olive, Horace, Enoch, Hugh, Claire e Fiona uma vez que ele decidiu por não voltar para o presente e para os seus pais. Eles vão atrás de outra Ymbryne que possa ajuda-los, mas não conseguem nem saber por onde começar a procurar. Com dicas que vão surgindo de acordo eles vão completando cada obstáculo – e a ajuda de cada um dos peculiares e suas habilidades – eles vão atravessar mares, lama, fendas temporais, um circo, matar acólitos, lutar contra etéreos, uma cidade de gelo até que conseguem, finalmente, encontrar uma Ymbryne que vai ajuda-los! Eles não esperavam, contudo, que uma pessoa fosse se revelar e destruir todos os planos, atrasando ainda mais a luta das crianças e mostrando que para ganhar a batalha, terá que ser feito um esforço muito maior e juntar todos os peculiares e suas habilidades para enfrentarem, finalmente, os Etéreos.

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Eu gosto muito, muito mesmo da maneira como o autor escreve – leve, com uma pitada de cinismo e outras tantas zombaria, que é algo sutil e não muito extravagante – e consegue ambientar cada cena que está narrando, que juntamente com as fotografias presentes nas páginas do livro, dá ainda mais veracidade. Eu gosto como ele conduz os personagens, como em cada página é como se o trecho de um círculo fosse sendo completado, para que no final, o ciclo seja completo, independente se é para uma coisa boa ou ruim.

Nesse livro, porém, eu senti que eles ficaram correndo de um lado para o outro e tiveram muita sorte em boa parte do que aconteceu, mesmo sendo crianças com poderes, pois elas não tem muita habilidade em usá-los, o que acabou me deixando um pouco desacreditada dos fatos. É algo ruim? Não, até porque no final do livro tem uma explicação para essa sensação – explicação essa que não foi muito convincente aos meus olhos, mas tudo bem. Mesmo assim, você não consegue abandonar, pois o livro te prende de uma maneira desconcertante, com a sensação de que está agarrado em você e que não ler é algo errado.

Eu tive essa sensação.

E fui lendo aos poucos para não terminar rapidamente.

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Em Cidade dos Etéreos também fica mais claro os objetivos do Jacob e a importância dele para o que vai acontecer no terceiro livro. O romance que o autor coloca entre ele e a Emma é algo que eu meio que ‘deixo passar’, sabe? Eles não me convencem como o casal, mas o autor constrói a história deles como algo importante a ser levado em conta, mas que, na verdade, não é algo tão grandioso assim. Pode tornar-se? Claro. Mas, por enquanto, são apenas duas crianças (pois é, não consigo imaginar o Jacob nem como adolescente) vivendo o primeiro amor.

Todas as crianças têm a sua importância e elas aparecem de acordo é necessário, não sendo esquecidas no meio caminho, como acontece em boa parte das vezes que temos muitos personagens importantes em um livro. Claro, alguns se destacam mais que outros, mas todos dão o ar da sua graça e mostram quão especial são. Sendo um livro transitório – e como ocorre em boa parte dos segundos livros de qualquer série – não é o meu preferido. Não digo que detestei o que li, pelo contrário, adorei! Mas não teve o efeito devastador e alucinante que eu aconteceu com o primeiro. Talvez seja a ‘maldição dos segundos livros de séries’? Talvez, mas fez com que eu ficasse ainda mais ansiosa pelo terceiro, que esse sim, eu tenho (quase) certeza que vai ser fantástico!

Fazia muito, muito, muito tempo mesmo que eu não tive em mãos uma versão tão linda de um livro. Tenho muitos livros que eu acho a capa bonita, a diagramação, algum traço característico… Mas aqui é um conjunto completo: a editora fez um trabalho tão bonito e bem feito que é impossível não ficar admirando o início de cada capítulo que se destaca em uma página inteira, os arabescos no rodapé que traz um charme para cada página, a capa dura para arrematar de vez o coração dos leitores. Eu até ousaria dizer que é o livro mais bonito que eu tenho na minha estante. Não há do que reclamar.

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