Editora Intrínseca, Resenhas

Título: Um Presente da Tiffany Título original: Something From Tiffany’s Autora: Melissa Hill Ano: 2016 Editora: Intrínseca Número de páginas: 331

Achei o livro fofo, leve, divertido, preencheu minhas horas com um país que eu amo de paixão e outro que será meu país de destino para intercâmbio.

Preciso começar falando que o livro se passa em Nova York, aí já é um motivo importantíssimo para ser lido. E outra que é um conto de fadas moderninho, que ficaria ótimo como um filme e que faz você dar boas risadas. Não é um livro que vai fazer uma diferença louca na sua vida – e nem acho que a proposta da autora seja essa também -, mas é um livro que vai te fazer rir e isso já vale muito à pena.

É importante ter certeza de que você vale mais para ele do que o anel vale para você.

É véspera de Natal e somos apresentados a dois casais que estão em Nova York para passar a data. Ethan é viúvo e tem uma filhinha, a Daisy, de 8 anos. Ele namora a Vanessa, a mulher que ele acredita que completará o ciclo familiar que ele e a filha tanto buscam. Decidido a convidá-la a ser sua esposa, decide surpreendê-la no Natal e entra na loja da Tiffany na Quinta Avenida e investe uma quantidade razoável de dinheiro em um anel de diamante. É impossível que ela vá recusar, afinal de contas, é um anel e um anel da Tiffany! Além disso, ela já deu todos os indícios de que gostaria que isso acontecesse, então, para quê demorar mais?

Do outro lado da história conhecemos Rachel, uma mulher doce, divertida, alegre, que acredita em amores e felizes para sempre. Ela é dona, junto com a amiga Terri,  de uma loja de pães mais gourmetizada – e Gary, um irlandês machista pra caramba, dono de uma construtora que está falindo mas ele não conta para ninguém. É apaixonado pela sua moto mais do que pela namorada e tem um caráter bastante duvidoso, além de ser mão de vaca pra caramba. Isso fica tão evidente que está comprando tudo do bom e melhor e lembra que tem uma namorada, entra na primeira loja que vê pela frente – a Tiffany, para seu azar! – e vendo o preço de tudo por ali, acaba comprando uma pulseira de berloques, daquelas que você entope de pingentes. A sorte é que não foi tão cara, ufa!

Saindo da loja e buscando por um táxi, Gary acaba sendo atropelado e quem para e presta os primeiros socorros é o Ethan e a Daisy. MAAAAAAAAS, no meio do confusão, as sacolas da Tiffany acabam sendo TROCADAS e aí ferrou tudo! Quando a Vanessa abre o seu presente, o Ethan não sabe o que aconteceu! Enquanto isso, Gary é ‘obrigado’ a pedir Rachel em casamento!

E AGORA, COMO DESFAZER ESSA GRANDE CONFUSÃO?

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Uma das coisas que eu mais gostei no livro foi a escrita fluída da autora. Ela tem um jeito muito gostoso de escrever, inserindo situações engraçadas (e plausíveis) dentro do enredo que faz você dar aquele sorriso ou uma gargalhada, depende do momento. E aí você fica: será que o Ethan vai conseguir o anel de novo? Será que a Rachel vai realmente casar com o Gary? Será que esse filho da mãe sem caráter NÃO VAI contar que nunca comprou anel nenhum e vai casar-se com ela, mesmo sabendo que não seria uma escolha que faria por livre e espontânea vontade? E o livro vai seguir por esse caminho mesmo, porque obviamente que se fosse COMIGO eu nunca iria deixar esse anel partir facilmente. O que acabou me irritando um pouco pois quando o Ethan vai percebendo o quão envolvida a Rachel está não apenas com o anel – que ela acredita ser uma bênção, além de extremamente lindo, existe toda a questão dele estar acabando com a vida dela: com o sonho de se casar e de mostrar realmente que o futuro marido não vale uma pitomba.

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Como o enredo é cheio de reviravoltas por conta do anel, quando você vai lendo é como se percebesse que a leitura se encaixa em uma espécie de círculo, onde cada tanto lido ai preenchendo, para que quando você chegar ao fim, ele esteja completo. A autora conseguiu amarrar tão, mas tão bem cada pedacinho que é impossível até você achar que algumas coisas ela deu uma viajada. Mas mesmo assim tem um sentimento crível dentro do que ela propôs.

Minha única ressalva quanto ao livro foi apenas em em dois momentos: um- mais para o final, por isso não comentarei muito – que aí sim eu falei PORRA, MELISSA. TÁ FORÇADO, EIM MIGA? De resto? Acho o livro romance bonito – com um pouco de muito brilho para encontrar o felizes para sempre? Talvez – onde o destino une dois casais que não se misturariam em uma situação comum por causa de um grande acaso do destino, que começou, inclusive, em outro país e o outro quanto a Daisy: eu tive a sensação em diversos momentos que a autora colocou essa menina mais como uma adolescente (pra não dizer miniadulta) do que como uma criança, verdadeiramente. Ela trás uma outra dinâmica para o livro e tem a sua importância, mas achei bem inadequado a maneira como ela foi descrita.

Achei o livro fofo, leve, divertido, preencheu minhas horas com um país que eu amo de paixão e outro que será meu país de destino para intercâmbio. Com certeza você já leu algum livro com a mesma proposta desse, mas a maneira como é conduzida faz toda a diferença. A autora é apenas um sucesso na Irlanda e eu leria todos os livros dela que publicassem no Brasil – fica a dica, Intrínseca, que, aliás, fez uma capa LINDONA para esse livro, eim? Arrasaram mais uma vez, porque foi por ele que eu comecei a gostar de tudo!

Editora Intrínseca, Editora Leya, Resenhas

Título: O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares Título original: Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children Autor: Ransom Riggs Ano: 2012 Editora: Leya Número de páginas: 336

Para quem não queria ler por achar que era de terror, acabei me apaixonando.

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E hoje vamos falar sobre um livro que eu custei a ler por achar que era de terror, mas não é, É MARAVILHOSO (!): O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Eu surtei, enlouqueci e falei demais sobre esse livro. E o mais curioso é que eu nem queria lê-lo e acabei ficando totalmente encantada com a história, enredo, personagens e o mundo criado por Ransom Riggs. Sem contar que o livro é extremamente peculiar, assim como as crianças! Confiram minha resenha em vídeo! ♥

Editora Intrínseca, Resenhas

Título: P.s.: Ainda Amo Você Título original: P.s.: I Still Love You Autor: Jenny Han Ano: 2016 Editora: Intrínseca Número de páginas: 304

Eu não gosto do livro como um todo, mas gosto muito de algumas partes isoladas, que me fizeram rir mas que parecem não se encaixar no completo.

P.s.: Ainda amo você é a continuação de Para Todos os Garotos que Já Amei, que virou queridinho de um bocado de gente – menos da minha pessoa: lê a resenha e entenda. E hoje falaremos sobre essa sequência que para mim melhora em alguns pontos e peca em outros tantos.

Lara Jean está oficialmente namorando com Peter Kavinsky e agora está descobrindo como é realmente estar com outra pessoa. Só que com os beijos e carinhos e tudo de bom que traz um relacionamento, vem a outra parte para equilibrar: insegurança, ciúme, ex-namoradas que não larga do pé… e um dos seu ex-amores que resolve retornar para sacudir ainda mais a cabeça dela.

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Eu não gosto do livro como um todo, mas gosto muito de algumas partes isoladas, que me fizeram rir mas que parecem não se encaixar no completo. Minha personagem preferida de todo o livro continua sendo a Kitty: a garota tem personalidade, traz uma graça sutil ao livro e em outras vezes verdadeiras gargalhadas por sua autenticidade. Muito mais divertida do que as chatices da Lara Jean, que a propósito, parece ter encarnado a personalidade de outra pessoa: a insegurança dela no relacionamento se torna maçante e extremamente chato e repetitivo.

O que me incomoda verdadeiramente no livro é como a história tomou um rumo totalmente ruim (para não dizer tosco) apenas com o intuito de criar um possível triângulo amoroso ou, quem sabe, uma linha da qual se guiar. Alguns personagens importantes do primeiro livro simplesmente sumiram nesse aqui e aí a Jenny inseriu outro personagem e tornou o Peter em um babaca sem escrúpulo.

Sério.

Quando eu cheguei até o final eu não consegui entender nada do que estava acontecendo, pois me pareceu muito surreal que acabasse daquela maneira.

– Peter.
– Que foi?
– Não quero que a gente parta o coração um do outro.
Peter ri e acaricia minha bochecha.
– Você está planejando partir meu coração, Covey?

Ao mesmo tempo que essas coisas me incomodaram, o livro me agradou na leitura mais do que o primeiro. Não é algo que eu consiga efetivamente explicar para vocês, mas algumas partes são bem interessantes e divertidas para ler, mas a maneira como a história é conduzida e contada me incomoda bastante.

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O livro, para quem gosta, deve ser algo realmente bem interessante de ler e guardar como queridinho do coração. Eu guardo ambos pois acho as capas extremamente lindas e não pelo conteúdo em si. Eu sou uma exceção a parte na leitura desses livros pois não consegui enxergar o encanto na qual as pessoas se referem a ele. A identificação deve ser o primeiro ponto para fazer tantas garotas gostarem tanto do livro e o segundo deve ser porque eu, particularmente, não tenho tanta paciência mais para livros juvenis. Os problemas e conflitos me soam banais – e talvez porque na idade da Lara Jean eu não passei por nada disso.

O livro tem seus pontos fortes e eu tento enxergar isso por outra perspectiva, mas que sinceramente ainda falha para que eu possa torná-lo queridinho, principalmente vindo da leitura do primeiro livro que eu já não gostei.

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