Editora Intrínseca, Semana Especial S., Vídeos

Uma semana especial do livro S. começa HOJE e eu quero convidar todos vocês a se envolverem neste livro que é quase um mundo. Sério. Tudo aqui é incrível, é bem feito, é instigante, encantador. Vocês vão entender os motivos.

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Quando o livro chegou até mim, eu o abracei e fiquei encarando aquele pacote retangular com plástico, já sabendo que ele seria algo, no mínimo, incrível. E foi o que aconteceu. Para quem não sabe do que eu estou falando, vou resumidamente contar o que eu sei sobre o livro:

Ele foi  escrito pelo premiado romancista Doug Dorst e idealizado pelo J.J. Abrams, que muitos de vocês devem conhecer por ser o diretor de seriados famosos, como Lost, e de filmes, como Star Wars.

O livro, chamado de O Navio de Teseu é escrito por V.M Straka: um autor que ninguém nunca viu o rosto ou sabe do seu paradeiro verdadeiro, com uma biografia nebulosa e cheia de boatos e conspirações. Eric é um universitário que minuciosamente fuçou todo o texto de O Navio de Teseu e acrescentou suas próprias pistas e conclusões a respeito do autor e do próprio enredo. Ele não esperava, porém, que o livro fosse cair nas mãos de Jen, uma estudante de literatura.

Os dois iniciam uma conversa nas margens de cada página do livro e vão em busca de respostas sobre o mundo de Straka, inserindo guardanapos, mapas, roda de latitude e longitude, mapas, cartas e tudo mais que for importante.

Abri o pacote enquanto fazia as fotos que compõe este vídeo:

 O que eu achei assim que consegui folhear o livro:

ELE É INCRÍVEL.

Certamente é o livro mais bonito e bem feito que eu tenho na minha estante. É apenas impossível você não tocar o livro e a sua mente viajar para o quão magnífico e doido e estranho e sensacional e curioso é. É um livro para ser descoberto, degustado página por página, apreciar a história, se envolver com os dois personagens externos que de alguma maneira se unem, entender a história por trás da história principal, por trás de todo o material inserido, por trás desses dois jovens que estão se empenhando em descobrir tudo a respeito.

É quase como se você estivesse lendo algo que não devesse e isso atiça ainda mais a curiosidade e através do Eric e da Jen você é transportado para dentro deste livro com um conteúdo espetacular.

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No site da Intrínseca, quando eles publicaram em 2013 a notícia que iriam publicar o livro, a previsão de lançamento era para 2014. Dois longos anos se passaram até chegarmos aqui e é compreensível o hiatus na data de publicação: tem várias entrevistas e vídeos com os designers e tradutores dos livros onde eles contam um pouco sobre como foi a produção deste material e todas as anotações, absolutamente TODAS foram desenhadas a mão.

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Eu fiquei simplesmente encantada em como realmente parece um livro usado de biblioteca, sendo que todos os pequenos detalhes estão ali, para tornar tudo ainda mais real e a experiência do leitor mais completa.

É um livro único, sem dúvida nenhuma, principalmente porque eu nunca li ou peguei ou pensei ou [ insiram aqui outras características ] algo deste tipo. A sensação que eu tenho é que será uma experiência única para cada leitor, dependendo de como ele irá ler o livro – todo os texto do Straka, depois todos os comentários ou ler o texto acompanhado dos comentários? – como irá interpretar cada pista – você sabe usar uma roda de Eötvös? – e acompanhar o texto principal, os comentários e todo o material riquíssimo inserido.

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Eu já comecei a ler e uma característica especial dele é que não é um livro que você irá ler em algumas horas em alguns dias. Vamos colocar algumas semanas? Quem sabe meses? Ele é intenso, tenham isso em mente quando se aventurarem.

Editora Intrínseca, Resenhas

gsTítulo: O leitor do trem das 6h27 Título original: Le Leseur du 6h27 Autor: Jean-Paul Didierlaurent Ano: 2015 Editora: Intrínseca Número de páginas: 176

Não estou falando que acho a série dela ruim (apesar da fórmula que se repete livro após livro), só acho que saturou de uma maneira irremediável.

Confesso que não tinha me interessado pelo livro até ver algumas fotos no Instagram e fui me aventurar. Quando o livro chegou, a primeira coisa que me chamou a atenção foi o formato dele, que é bem diferente do que as editoras costumam publicar: quase uma versão de bolso, mas mantendo toda a configuração do livro ‘normal’. Adoro quando a Intrínseca pensa nesses formatos diferenciados, pois cada livro é um livro e eu percebi que esse ficaria realmente bem estranho em uma versão normal.

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Guylain Vignolles pega todos os dias o trem das 6h27 para o seu trabalho: um trabalho que acaba com ele por dentro, que destrói aquilo que ama, cercado por pessoas babacas. Qual o seu trabalho? Basicamente destruir livros encalhados. Diariamente ele entra na máquina destruidora de livros – que ele compara com um monstro e suas características e impressões são tão precisas, que as tornam quase reais.

O que ele consegue salvar, lê no trem para todos os passageiros (confesso que enquanto eu lia isso ficava extremamente incomodada pelo simples fato que eu odeio pessoas incomodando as outras, mesmo que seja lendo. Desculpa sociedade), para que eles possam apreciar aquilo que alguém mandou destruir. Isso torna Guylain um pessoa bem particular, principalmente quando temos acesso a toda a sua vida fora: ele é um homem retraído, 30 anos e mora sozinho, com o seu peixe. Seu dia-a-dia é descrito por tarefas simplórias, que o caracterizam.

Quando encontra no vagão um pen drive com um livro, sua vida muda inteiramente e ele vai atrás para descobrir quem é a autora desses rascunhos, algo que o encanta totalmente, de maneira que torna-se a sua prioridade.

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Eu achei o livro ruim? Não. Mas desde o início eu não consegui entender bem qual era o sentindo dele, sabe? Tipo, você começa a ler sobre um homem que tem que destruir livros para se sustentar e salva algumas páginas de uma máquina mortífera e, okay. O que mais? A diferença é que sutilmente o autor vai nos envolvendo em uma trama mais interessante e que no início não demonstra aparecer. Achei verdadeiramente que foram quase que duas histórias sendo contadas neste minúsculo livro, mas elas apenas se entrelaçaram.

Precisei rapidamente me render à evidencia de que as pessoas em geral só esperam uma coisa: que você ofereça a imagem daquilo que elas querem que você seja. E reprovam especialmente a imagem que eu propunha a elas.

Sabe o que eu acho mais interessante? Eu tive que me esforçar para continuar a leitura do livro, fiquei no limbo entre o gostar e o não gostar, e confesso que não achei uma história extraordinariamente boa, mas no fim me conquistou da sua própria maneira. Tem uma romance nenhum um pouco açucarado, mas com uma pitada de mistério e boa vontade para fazer dar certo e que me fez acreditar que a leitura realmente valeu à pena.

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O final não chega a ser aquele aberto (que eu já comentei diversas vezes o quanto detesto), mas deixa na imaginação do leitor que algo aconteceu e que dali para frente, basta imaginar.

Editora Intrínseca, Livros Nacionais, Resenhas

gsTítulo: Surpreendente Título original: Autor: Maurício Gomyde Ano: 2015 Editora: Intrínseca Número de páginas: 272

Eu gostei do livro? Sim, eu gostei. Porém, não senti toda essa emoção que eu li várias pessoas comentando e que me fez ficar ansiosa pela leitura.

Eu demorei a escrever sobre Surpreendente! e a publicar a resenha por motivos de… não sei realmente. Eu gravei em vídeo, achei ruim, deletei e cá estou. Vamos então.

Pedro é recém-formado em Cinema e seu sonho, que está tornando-se o desafio da sua vida, é criar um roteiro e gravá-lo e, assim, concorrer a um prêmio consagrado. Como a vida é bem irônica, Pedro nasceu com uma doença degenerativa que o tornaria cego dentro de alguns anos, então, meio que explica os motivos para o seu desespero com o roteiro + filme. Mesmo que a doença esteja estacionada e não haja evolução no quadro, gravar virou a missão da sua vida.

Enquanto tenta manter o último cineclube de São Paulo aberto, trabalhar em uma locadora nas horas vagas e tentar enfiar um pouco de filmes clássicos na cabeça dos poucos clientes, Pedro conhece Cristal, a jovem atendente do bar que tem em cima do Cineclube, estudante de Física Nuclear, que o intriga por sua personalidade e beleza ruiva.

Como a vida é bem irônica (mais uma vez), Pedro descobre que nem tudo na vida dele é como realmente pensou que fosse e parte em uma descoberta: desses segredos e de si próprio. Em um carro pego ’emprestado’ sem o consentimento do dono, Pedro, Cristal, Fit – seu amigo da faculdade de Cinema -, Mayla – uma garota que o ajuda no bar -, embarcam para Pirenópolis, em Goiás, em busca do roteiro perfeito: sem amarras, sem roteiro, sem planejamento. Apenas gravar, fazer aquilo que der vontade, capturar o melhor ângulo: apenas câmeras, gravar tudo durante a viagem, fazer o que for necessário para uma boa imagem e descobrir o que precisa ser descoberto. E assim começa essa nova história, que sem pretensão de se tornar um roteiro, acaba sendo o melhor de todos.

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Eu gostei do livro? Sim, eu gostei. Porém, não senti toda essa emoção que eu li várias pessoas comentando e que me fez ficar ansiosa pela leitura. Quando eu comecei a ler, na verdade, foi arrastado e, talvez, se eu não tivesse falado para mim mesma: ‘vamos terminar esse livro hoje‘ e ter virado a madrugada lendo, não sei se teria ficado animada em continuar. E foi uma surpresa agradável quando a leitura realmente começou a fluir, pois eu fui me sentindo cativada e interessada em descobrir qual seria o final e o sentindo inteiro do livro, já que no começo eu comecei a me questionar se ele teria um, de fato. Os personagens estão lá, mas nenhum deles conseguiram me cativar exceto, talvez, Crystal, por ser tão excêntrica, mas nem mesmo Pedro conseguiu ganhar minha simpatia no decorrer da leitura, mesmo sendo o personagem principal.

Uma coisa que eu gostei bastante foram os diálogos criados entre os personagens que me lembra MUITO (e que eu adoro) os livros do Nicholas Sparks. São criadas brincadeiras, piadas, respostas rápidas e que fazem sentido no contexto. Nesses momentos, eu deixei um sorriso brotar o meu rosto, pois é quase como se eu conseguisse realmente visualizar o jogo de palavras, os sorriso marotos, os olhares cheio de respostas.

É o segundo livro do autor que eu leio e para mim é mais do que perceptível o seu crescimento de um para o outro: aqui eu encontrei uma história mais madura, com dose de romance sem exageros, com uma parte mais poética até e um anseio de fazer e realizar que é tão comum em jovens. Achei tudo maravilhoso? Não, tem algumas partes que me soaram bem forçadas, mas que não desprezam o restante da obra no seu conjunto. Algo que me incomodou e que, talvez, fosse dispensável, são alguns termos técnicos que o autor utiliza mas que não faz diferença para o andamento da história.

Acredito que os fãs de cinema vão gostar de ler algo relacionado a esta arte dentro de outra arte. Eu, particularmente, não sou tão chegada a cinema (pelo menos não pelo produto final em si), mas tem muitas referências à clássicos e, apenas pelo Maurício ter tido a audácia de escrever algo relacionado ao cinema, já é de uma inteligência incrível, pois acabou unindo dois mundo nos quais encontramos verdadeiros devotos.

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