BEDA, Editora Intrínseca, Resenhas

gsTítulo: Isla e o Final Feliz Título original: Isla and the Happy Ever End Autor: Stephanie Perkins Ano: 2015 Editora: Intrínseca Número de páginas: 304

Quanto mais as coisas mudam, mais elas permanecem as mesmas.

 

QUE SAUDADE! É o que eu tenho a dizer primeiramente: estava morrendo de saudades de ler algo da Stephanie Perkins! Ela é simplesmente uma das autoras que eu mais gosto pois suas histórias são engraçadas, personagens cativantes e eu fico tão envolvida que é como se eu mesma estivesse vivenciando tudo aquilo! Em suma: deslumbrante! Isla e o Final Feliz é o primeiro livro da autora publicado pela Editora Intrínseca e conta a história de Isla e Josh.

Em uma noite desastrosa, Isla reencontra Josh, seu crush desde sempre. Ambos estudam juntos e Isla sempre foi apaixonada por ele, porém, nada é fácil e sempre tem uma sortuda que chega primeiro: Josh tinha uma namorada. Porém, depois dessa noite em que finalmente eles conseguem manter uma conversa normal, Josh some e Isla fica procurando por ele em todos os lugares, na esperança de reencontrá-lo. Até que isso acontece: quando eles voltam a Paris para cursar o ensino médio na SOAP (a mesma escola que estudaram Anna e o St.Clair), ali está o garoto que sempre fez seu coração disparar.

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Aos poucos, eles vão se descobrindo amigos e mais um pouquinho já estão apaixonados. O desejo de Isla se tornou real e ela nunca imaginou que pudesse um dia chamar Josh de namorado. Como todo amor que você se ver arrebatado e feliz e quer ficar todos os momentos com aquela pessoa, Isla, a garota sempre certinha, se vê quebrando regras e burlando outras tantas para viver intensamente esse romance com Josh, quem iria julgá-los, afinal? Entre tantos desencontros, eles tem que se tentar superar ainda outros obstáculos, como a distância, desejos futuros, a fama de Josh por ser filho de uma senador…

Quanto mais as coisas mudam, mais elas permanecem as mesmas.

A Perkins tem aquela coisa cativante na sua própria maneira de contar histórias e escrever. Isla e Josh são tão peculiares e característicos quanto Anna e o St. Clair. Ela faz isso: cria personagens que são quase humanos, cria situações especiais entre eles dois, faz com que quem está lendo torça por eles. A linha entre o amor jovial e a fase adulta, os problemas juvenis misturados com os dramas de se estar crescendo são acrescidos com uma dose de muitas brincadeiras particulares, situações cômicas e, claro, os desenhos de Josh.

Eu fui lendo devagar e calmamente, com receio de acabar e eu não ter mais com o que me divertir. Isla é ruiva e inteligente, engraçada e aquelas meninas delicadinhas. É tão bonitinho vê-la apaixonada pelo Josh, esse que é um desenhista maravilhoso e ele é fofo e eles se completam tão bem!

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A história caminha entre Paris e Nova York, entre a amizade e o amor, as descobertas e a felicidade de estar amando uma pessoa que você sempre quis ao seu lado. É um livro tão gostoso de ler que você se perde nas páginas dele, imaginando-se viver tudo descrito ali. Não foi o meu livro preferido da autora – meu querido ainda é Anna e o Beijo Francês – e o ápice do livro é diferente do que estamos acostumados – aqui ninguém tenta separá-los, outras ações fazem com que isso possa acontecer – e mesmo assim é envolvente e cativante! Um livro para ficar apaixonadinho.

Editora Intrínseca, Vídeos

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HOJE É O DIA DA AMIZADE! Posso começar o post agradecendo aos meus amigos literários? Para vocês que eu perturbo para ler um livro, que me desafiam a ler outros gêneros, que choram e odeiam livros comigo, os que amam os mesmos que eu, os que riem do que eu leio, os que duvidam da minha capacidade de indicação de livros, para aqueles que aceitam as minhas indicações: OBRIGADA POR SEREM MEUS AMIGOS!

E por falar em amizade… quase impossível não lembrar de Auggie, Extraordinário, R.J Palacio… E hoje eu fui convidada pela Intrínseca para para falar sobre o livro Plutão. No vídeo eu falo um pouquinho mais, mas basicamente vamos conhecer a história do amigo mais antigo do Auggie. E posso dizer? Cada vez mais a Palacio faz com que eu me apaixone por ela!

Espero que vocês gostem de Plutão tanto quanto eu gostei e que a linda mensagem desse livro possa chegar em vocês e emocionar tanto quanto aconteceu comigo! Uma bela semana de amizade para vocês!

Editora Intrínseca, Resenhas

gsTítulo: Quase Uma Rockstar Título original: Sorta Like a Rock Star Autor: Matthew Quick Ano: 2015 Editora: Intrínseca Número de páginas: 254

Amber Appleton me faz acreditar que tudo pode dar certo, até mesmo quando tudo já está errado.

Eu ainda não tinha lido nada do autor e não posso ficar mais encantada em dizer que simplesmente a.m.e.i a primeira experiência com um dos seus livros. Espirituoso, engraçado, divertido e triste na medida certa, Quase Uma Rockstar e Amber Appleton me fazem acreditar que tudo pode dar certo, até mesmo quando tudo já está errado.

Amber mora com a sua mãe e o cachorro dentro de ônibus escolares. Estuda, ajuda Donna (que é quase uma segunda mãe) como uma forma de agradecer por toda a amizade  e não tem muita roupa ou qualquer outro bem. Ela poderia ser amargurada por esses motivos e mais um pouco, mas não é.

Amber é tão positiva e não deixa que nada a abale ou atinja a sua fé de que as coisas podem ficar melhor, basta querer. Claro, tem plena consciência que esse seu otimismo é um pouco demais, JC (Jesus Cristo, para os íntimos haha) toma decisões justas e ela acredita plenamente que as suas ações podem mudar o mundo: pode conseguir um lugar bom e seguro para morar, ajudar as freiras do convento em um musical, visitar os velhinhos abandonados em um asilo, fazer com que as mudanças na escola se tornem reais; Amber realmente vê a vida de uma maneira diferente, ela a.c.r.e.d.i.t.a que tudo pode dar certo.

Só que o mundo não é justo, a vida não é perfeita e Amber vai descobrir isso de maneira bastante trágica e o choque de saber que a realidade é diferente daquilo que acredita faz com ela comece a questionar os motivos para o mundo ser tão injusto e tudo ao seu redor ser tão triste e dificultoso. A tristeza acaba instalando-se no seu ser, abalando a sua fé e tocando no ponto mais sensível de seu coração. Como voltar a ser a Amber de antes quando tudo está diferente? Como voltar a acreditar que tudo pode dar certo quando tudo está tão, tão, tão errado? Como voltar a acreditar nas pessoas, em suas ações, na bondade, quando tudo que sente é tristeza, amargura e uma vontade imensa de ficar na cama e não levantar mais?

*respira fundo* O diferencial da personagem principal e que torna esse livro tão especial é a sua personalidade, seu desejo em ajudar as pessoas sem pedir nada em troca. Deus, sua gentileza chega a beirar a ingenuidade e mesmo assim ela não desiste. Amber passa por situações nas quais facilmente poderia não ter se envolvido mas assume essa responsabilidade apenas por acreditar que é o melhor. É algo característico seu, de sua personalidade, imaginar sempre o bem e desejar fazer o bem.

A Amber de papel me deixou com uma sensação de alegria e paz, existem ainda pessoas boas neste mundo tão devastado, mas não encontrei nenhuma Amber real para comparar. O modo como ela enxerga a vida é fascinante, a garota que não tem praticamente nada, mas que conquistou pessoas maravilhosas ao seu redor apenas por ser quem é.

Os personagens secundários são tão bem construídos e importantes que acabam assumindo um papel além daquele que foi proposto inicialmente. Nenhum atropela o outro, cada um tem o seu momento e são tão especiais e marcantes quanto a própria Amber. O livro é todo escrito em primeira pessoa e cheio de gírias, criadas pela própria personagem. A escrita do autor, é claro, é um brinde a parte, pois você se vê envolvido pela história, dando sorrisinhos quando necessário e deixando os olhinhos lacrimejar quando preciso.

É um livro juvenil? Certamente, mas isso não quer dizer que muitos adultos por aí não deva ler. Eu realmente me emocionei com a maneira como a Amber me fez enxergar o mundo e a bondade que ainda existem em algumas pessoas. É um tapa na cara de quem vive reclamando de coisas pequenas, grandes, absurdas ou não.

— Por que o fato de você ter se tornado padre dá significado à morte dos seus pais?
— Eles deram a vida por um princípio. Agora uso a minha vida para passar esse princípio para os outros.
— E qual é esse princípio?
— Que não importa quantas provas existam de que a vida não faz sentido, precisamos acreditar que sim, ela faz. E que a história de Jesus é uma boa história simplesmente porque nos ensina que devemos ser bons uns com os outros. Que devemos fazer o que for preciso, que devemos cantar soul, se isso for melhorar a vida dos outros. Que devemos tentar ser bons e amar a todos.

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