Editora Novo Conceito, Resenhas

Título: Por Um Momento Apenas
Título Original: From This Moment On
Autor: Bella Andre
Ano: 2012
Páginas: 272
Tradução: Ana Paula Doherty
Editora: Novo Conceito

 Livro no Skoob

Durante 36 anos, Marcus Sullivan fora o irmão mais velho, ajudando a cuidar de seus sete irmãos após a morte do pai, quando ainda eram crianças. No entanto, quando o futuro perfeito que ele planejara para si próprio transformou-se em nada além de uma mentira, Marcus precisa de uma noite de loucura para se esquecer de tudo.
Nicole Harding é conhecida no mundo todo por apenas um nome — Nico —, graças à sua música pop contagiante. No entanto, o que ninguém sabe sobre essa cantora de 25 anos é que sua imagem de símbolo sexual é totalmente falsa. Depois de ter sido terrivelmente traída por um homem que amava a fama mais do que a ela, jurou nunca mais deixar ninguém se aproximar a ponto de descobrir quem ela realmente é… ou de magoá-la novamente.
Principalmente aquele homem maravilhoso que Nicole conhecera em uma boate, ainda que o desejo — e as promessas transgressoras — em seus olhos negros a fizessem querer revelar todos os seus segredos. Uma noite é tudo o que Nicole e Marcus concordam em compartilhar um com o outro. Contudo, nada acontece como planejado quando, em vez de uma simples relação carnal, descobrem-se ligados de uma forma pela qual nenhum dos dois esperava. E, embora tentassem lutar contra isso, os sentimentos incontidos — e a atração profunda — os aproximava cada vez mais.
Confiram  a resenha de Um Olhar de Amor, o primeiro da série.
Dessa vez vamos conhecer Marcus Sullivan, o mais velho dos 8 irmãos. Ele é muito responsável e sério, isso se deve, basicamente, ao fato dele ter ajudado a criar os seus outros irmãos quando o seu pai morreu. Com isso, acabou  que ele esqueceu um pouco de si próprio para e dedicar à sua família. E o livro começa dele saindo da festa de noivado do Chase, mega chateado, triste, desolado e solitário já que pegou a mulher que pensava que amava na cama com outro. Nicole Harding é uma super popstar que está cansada da mídia ficar falando mentiras a respeito da sua vida: que ela sai com todos os homens e um a cada noite. E nem chegam aos finalmente. Numa noite, resolve que realmente vai dar motivos para todos os jornais e tablóides falarem dela e sai para uma festa em busca de um homem para passar a noite. Quem ela encontra? Sim, nosso querido protagonista masculino. E aí então começa o mimimi da história toda, com eles se desentendendo tentando se entender, compreendendo um ao outro sem realmente compreender e lutando para ficar junto, já que por algum motivo tolo eles pensam que isso não pode acontecer.
Mais uma vez eu fico um pouco sem palavras de como descrever esse livro. É tudo tão o mesmo do primeiro que vai até ficar repetitivo. O contexto é fraco, continuamos com a paixão de 5 segundos e preciso ficar com você para sempre, a autora tenta trazer um pouco de S&M para a história, mas fica bem superficial (o que eu agradeci internamente, confesso) dando apenas a entender uma coisa aqui e  ali e o Marcus não é um cara atraente, no meu ponto de vista. E outra: mesmo com as descrições e tentativas da autora, ele e a Nicole não conseguiram me conquistar como personagens principais. Apenas mais um para a lista do não me convenceu. Sabe o que é pior? Esses amores para vida inteira que acontece em poucos minutos. Cadê o conquistar, conhecer, correr atrás, lutar, namorar e depois de vários estágios (vários mesmos) amar? Esse mundo está tão banalizado que até na leitura vendem amor como se estivessem vendendo algodão doce. Cadê a credibilidade?
Tem uma ou outra cena que foi agradável de ler, mas em resumo: não. Não convence, não desce, não acredito que estão investindo tanto nessa série. Não acredito que a Nicole entrou no táxi com o Marcus, pegou o telefone, falou com a mãe dele e pam: confiava cegamente naquele homem desconhecido. Desculpa, mas quantas mulheres fazem isso nos dias de hoje? Eu não faço! Quem vai para qualquer lugar com um desconhecido qualquer que acabou de conhecer em uma balada? Quão surreal isso é? Porque sim, é surreal para mim. Mais uma vez a autora peca: são pessoas reais. E a maior parte das pessoas reais não vivem situações irreais com essa que ela está narrando! Não, não, não. Perceberam, né? Não gostei. Os mesmos elementos do primeiro livro, contando a história de outro irmão, mas vestindo uma outra roupinha e colocando a mesma receita fizeram o amor para sempre da história. Esse livro ainda pior que o primeiro. Ou eu estou muito exigente com o que eu leio ultimamente ou esses livros estão mal escritos e não estão me atraindo. Quanto ao mal escrito me refiro basicamente ao enredo, já que a escrita da autora é passável.
O trabalho gráfico é do mesmo jeito que do livro anterior. Só acho ainda que esses romances de bancas transvestidos em um acabamento melhor não fazem a menor dierença. Apreciaria (talvez) mais a história simplesmente se tivesse sido publicada por outra editora especialista nesse tipo de publicação, pelo simples fato de já esperar isso do catálogo deles e não do catálogo da Novo Conceito.
De uma forma brusca a autora insere Gabe no final da história, afinal, ele é o protagonista do próximo livro e o que eu espero que seja o menos ruim de todos até aqui.

Sobre o Autor:

Raphaela. Futura Publicitária apaixonada por livros, que deseja ler todos os livros do mundo. Como sei que não é humanamente possível, vou lendo os que estão ao meu alcance. :}

Estudante, aspirante a escritora, romântica declarada, compulsiva por livros. Blogueira, resenhista, universitária, apaixonada por bons livros e amante de bons personagens.

Editora Novo Conceito, Resenhas

Título: Um Olhar de Amor
Título Original: The Look of Love
Autor: Bella Andre
Ano: 2012
Páginas: 256
Tradução: Bárbara Menezes
Editora: Novo Conceito

Livro no Skoob

Chloe Peterson está tendo uma noite ruim. Uma noite realmente ruim. O machucado grande em sua bochecha pode provar isso. E quando seu carro patina para fora da estrada molhada em direção a uma vala, ela está convencida de que até o cara maravilhoso que a salvou do meio da tempestade deve ser muito bom para ser verdade. Ou ele é mesmo? Por ser um fotógrafo de sucesso que viaja frequentemente pelo mundo, Chase Sullivan tem seu jeito com mulheres bonitas, e quando ele está em casa, em São Francisco, um de seus sete irmãos normalmente está acordado para começar um pouco de diversão. Chase acha que sua vida é ótima do jeito que está — até a noite que encontra Chloe e seu carro destruído na rodovia Napa Valley. Não apenas nunca tinha conhecido alguém tão adorável, por dentro e por fora, mas como também percebe que ela tem problemas maiores do que seu carro batido. Logo, ele será capaz de mover montanhas por amor — e proteção — a ela, mas ela deixará? Chloe prometeu nunca cometer o erro de confiar em um homem novamente. Mas a cada olhar que Chase lança a ela — e a cada carinho doce e pecaminoso — conforme a atração entre eles sai faísca e esquenta, ela não pode fazer nada a não ser se perguntar se encontrou a única exceção. E apesar de Chase não perceber que sua vida mudaria para sempre em um instante, para melhor, ele não é o único a querer lutar por essa mudança. Ao contrário, ele está se preparando para uma luta… pelo coração de Chloe.

Quando a editora anunciou que estaria lançando a sua primeira série erótica, eu fiquei contente demais! Aguardei por mais informações, estava ansiosa, eles liberavam um pouquinho a cada dia, ficavam postando quotes (que aleatoriamente sem estar em um contexto, sim, era bons)  e eu aqui, ansiosa. Porém, quando eu peguei o livro, senti e comecei a ler, aconteceu o contrário.
Chase Sullivan está voltando da festa de aniversário da mãe quando se depara com um carro quebrado à eira da estrada e uma mulher… toda molhada com aquela chuva torrencial que estava caindo e dificultando a visão. A mulher é Chloe Peterson.  Mesmo receosa no início, acaba aceitando o convite do desconhecido (?!) e indo para o local indicado por ele, uma vinícola. Nesses pequeos instantes que passam juntos, ambos percebem a atração fatal que estão sentindo um pelo outro e aí começamos a nossa história de amor. De atração ao sexo frenético, de segurança à confiança vamos conhecendo um pouco mais do Chase e os segredos que Chloe esconde.
Okay, vamos lá. Me expliquem: como um mulher que está com o carro quebrado na beira da estrada se depara com um homem e aceita ir para qualquer lugar que ele levar, sem saber direito o destino? Eu sairia correndo, desesperada e temendo pela minha vida, mas não a nossa protagonista, que ALÉM de fazer isso, ainda deixou – se ser vista nua pelo mesmo estranho.  E mesmo com dificuldade em confiar no mesmo, dois dias depois já estava apaixonadíssima. Sinceramente? Não me convence esses romances de meia hora. Vamos melhorar isso, minha gente! Vamos criar situações adequadas, personagens com personalidade, uma história de qualidade para que quem está lendo também tenha essa sensação. Eu o – d – e – i – o romances de ‘te conheci faz 45 segundos e bam. Estou apaixonada, eu te amo, não me largue nunca, vamos casar’. Não cola comigo.
O Chase é um homem muito atraente. Ele é fotógrafo e está sempre rodeado de vários mulheres bonitas. Ele é gentil, carinhoso e respeitador. E assim que a Chloe acaba se interessando por ele, pela forma afetuosa com que ele trabalha com a sua equipe e, claro, cuida dela. Aí começa uns conflitos internos do tipo: quero, não posso, desejo, espero, o que ele irá pensar?, vou ou não?, te desejo! E então vamos ter as cenas eróticas… que foi um tédio de ler. Nada surpreendente, com uma quantidade questionável de termos/ações sendo repetidos e uma sensação de: hum, acabou. Vamos para o próximo capítulo para ver se melhora?
O que eu senti: me pareceu que estava lendo aqueles romances de banca, sabe? Tipo Sabrina, Bianca e etc, só que com uma capa mais bonita e uma diagramação mais aperfeiçoada. Só que a diferença é que tem romances de banca muito melhores que esse livro. E o final? Ainda bem que eu já estava ali e já tinha acabado. Forçado e sofrido.
A autora apresenta superficialmente cada um dos sete irmãos do Chase, já que cada um deles terá seu próprio livro. O que me incomodou é que pelo ponto de vista da Chloe fica como se a família fosse a coisa mais perfeita do mundo inteiro, fato que sabemos que nenhuma família é. E nesse ponto que eu friso: eu espero que eles realmente não sejam perfeitos, nem todos lindos e maravilhosos. Por que são esses ‘defeitinhos’ que fazem a diferença e os tornam mais… ‘acessíveis’ de visualizar.
A edição é muito bem feita, como de costume pela editora. Tem letras grandes, páginas amareladas e a diagramação simples. Eu não gosto dessas capas, então não vou tecer comentários. Achei o livro irreal. Para personagens humanos, esperava uma história mais pé no chão.

Sobre o Autor:

Raphaela. Futura Publicitária apaixonada por livros, que deseja ler todos os livros do mundo. Como sei que não é humanamente possível, vou lendo os que estão ao meu alcance. :}

Estudante, aspirante a escritora, romântica declarada, compulsiva por livros. Blogueira, resenhista, universitária, apaixonada por bons livros e amante de bons personagens.

Editora Novo Conceito, Resenhas
gsTítulo: Cruzando o Caminho do Sol Título original: A Walk Across the Sun Autor: Corban Addison Ano: 2012 Editora: Novo conceito Número de páginas: 447

Sita e Ahalya vivem com seus pais na Índia. Elas são felizes, sua família é rica e elas vivem muito bem. São amadas e queridas. Mas tudo isso muda quando um tsunami leva embora tudo delas: sua casa, suas roupas, as pessoas que trabalhavam para seus pais… e levam eles também. Perdidas e sem saberem o que fazer, embarcam na tentativa de encontrar um amigo de seu pai que poderia ajuda – las… No entanto, elas não deveriam confiar em qualquer pessoa. No auge de seu desespero, as meninas vem sua inocência ser perdida quando são vendidas para o mercado negro da Índia e separadas. Cada uma vai ter sua dose de sofrimento e revolta. E nunca vão saber se seus destinos se cruzarão novamente.

Do outro lado do mundo conhecemos Thomas Clarke que está com sérios problemas pessoais, tentando reconquistar sua esposa e decaindo no seu trabalho. Quando aparece a oportunidade para trabalhar em uma ONG na Índia que luta contra o tráfico de humanos, vê seu destino se cruzando com os das duas irmãs. E conhece também o lado obscuro das ações humanas.

– Você não está aqui porque eu sinto prazer no comércio sexual. Você está aqui porque existem homens que gostam de pagar por sexo. Eu sou apenas o intermediário. Alguns homens de negócios vendem objetos. Outros vendem conhecimento. Eu vendo fantasias. É tudo a mesma coisa.

OK *respira fundo* Eu chorei com o livro. Sabe aqueles livros que entram para o clube dos únicos, exatamente por serem isso? Então, Cruzando o Caminho do Sol é o típico exemplo. Eu gosto muito desses livros que falam sobre sofrimento e tragédias. Mas ao mesmo tempo eles me chamam a atenção, por que eu conheço uma história diferente e sei quantas pessoas pelo mundo sofrem com aquele mesmo problema. E sempre cresce a vontade gritante de poder fazer alguma coisa para ajudar, pra fazer a diferença. Principalmente se esses problemas forem relacionados a mulheres. E o Corban traz exatamente isso. A temática me lembrou muito de Cidade do Sol do autor Khaled Hosseini. Mulheres que moram em países onde não são respeitadas e que sofrem desde que nascem simplesmente por serem… mulheres. São abusadas, desmerecidas, ignoradas.

O Corban criou uma história forte, emocionante, trágica e muito verdadeira. Quando eu pensava: ‘Meu Deus, agora tudo irá se resolver!’ sempre dava uma reviravolta na história. Eu li calma, pacientemente, absolvendo cada palavra, cada frase. Sofrendo junto e separadamente com a Sita e Ahalya e querendo lutar ao lado do Thomas. Eu me senti enojada com o que li, impotente, fraca com a narrativa de cenas fortes. Mas quando eu cheguei no final tudo se encaixou tão perfeitamente que eu respirei em alívio e emocionada. Eu sei que uma história ficcional, mas eu parei pra imaginar: quantas pessoas passaram por algo semelhantes? Foram afastadas das pessoas que amavam e violentadas?

Agora eu não conseguirei buscar o trecho exatamente, mas tem uma parte no livro que o Thomas pergunta para as pessoas que já trabalham na ONG a algum tempo os motivos para eles continuarem ali, se tudo parecia ir contra eles. A resposta é que eles não podem desistir só por que a polícia ou as pessoas com poderes não ajudam. Tinham que fazer o trabalho deles e era isso que eles faziam. Não iam desistir. E eu chorei mais ainda.

– Atualmente temos 25 meninas (…) Todas menores de idade.

– Eu não quero parecer cínico – interrompeu Thomas -, mas existem milhares de prostitutas menores de idade nesta cidade. Duas dúzias não parecem muita coisa.

– Uma vez, alguém perguntou à Madre Teresa como ela lidava com a pobreza mundial. Sabe o que ela respondeu? Você lida com o que está na sua frente.

Cruzando o Caminho do Sol é o tipo de leitura que nenhuma resenha, nenhum comentário, nenhuma palavra irá conseguir definir a primorosidade da obra. Você precisa sentir para conseguir entender. Eu li o livro no começo do ano, mas me marcou profundamente: por sua temática, por seus personagens, pela escrita. É totalmente irresistível, um belo exemplo de sobrevivência e amor incondicional, banhado com um pouco de tragédia e irreconhecível desespero. O melhor é saber que essa mistura resulta em um livro tão singular.

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