Editora Planeta, Editora Rocco, VEDA, Vídeos

#Éoquetemosparahoje, vídeo sobre o Federico Moccia eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!
Vai ser um bate papo sobre os vídeos do autor italiano e eu surtando e mostrando os livros dele que eu tenho, tanto em português quanto em espanhol. Para quem tinha alguma dúvida quanto a ler algo do autor ou quem não conhece, veeeeeeeeeeeem que o vídeo está bacanudo!

 
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Editora Rocco, Resenhas
Título: O Chamado do Cuco
Título original: The Cuckoo’s Calling
Autor: Robert Galbraith
Editora: Rocco
Tradutora: Ryta Vinagre
Ano: 2013
Páginas: 448

Quando uma modelo problemática cai para a morte de uma varanda coberta de neve, presume-se que ela tenha cometido suicídio. No entanto, seu irmão tem suas dúvidas e decide chamar o detetive particular Cormoran Strike para investigar o caso.

Strike é um veterano de guerra, ferido física e psicologicamente, e sua vida está em desordem. O caso lhe garante uma sobrevida financeira, mas tem um custo pessoal: quanto mais ele mergulha no mundo complexo da jovem modelo, mais sombrias ficam as coisas e mais perto do perigo ele chega.

Um emocionante mistério mergulhado na atmosfera de Londres, das abafadas ruas de Mayfair e bares clandestinos do East End para a agitação do Soho. O chamado do Cuco é um livro maravilhoso. Apresentando Cormoran Strike, este é um romance policial clássico na tradição de P. D. James e Ruth Rendell, e marca o início de uma série única de mistérios.

Tenho certeza que já caiu no ouvido da maioria que na verdade quem escreveu o livro foi JK Rowling. Bem, sou uma fã alucinada de Harry Potter. Dã. Quase redundante, certo? Eu sou fã da escrita da JK também e mesmo depois que li seu livro Morte Súbita, e tive sentimentos conflitantes a respeito, eu estava super ansiosa quando descobri que a danadinha tinha escrito outro livro para o público adulto. Quando vi que era suspense policial? Quase caí para trás de alegria. Eu adorei a capa do livro, que felizmente foi mantida na edição brasileira, adorei o nome do livro, com seus misteriosos significados, e adorei a sinopse. E o melhor de tudo? Eu estava completamente certa em minhas expectativas sobre este livro. JK Rowling, você é fera!

O protagonista desta história é Cormoran Strike, embora tenha visto gente reclamando do nome dele, eu adorei. Adoro personagens com nomes exóticos. E tive vontade de mandar as pessoas que reclamaram se ferrar porque tem tanta crítica negativa à Morte Súbita que acho que vai virar modinha o povo criticar qualquer coisa que ela escreva que não tenha conexão com Harry Potter. Perdoem a expressão, mas ela é uma puta de uma escritora, e merece ser reconhecida. Frustrações de lado…
Strike é um veterano de guerra que atualmente trabalha como detetive particular, atingiu decerto o fundo do poço e no mesmo dia em que a capaz Robin começa a trabalhar como sua secretária, John Bristow aparece em seu escritório com a proposta que vai mudar sua realidade: sua irmã adotiva Lula Landry tinha morrido três meses antes e enquanto a polícia tinha encerrado as investigações decretando suicídio, John insistia que a verdade era outra e precisava de alguém que provasse aquilo.

A morte apenas podia falar através das bocas daqueles que ficaram para trás, e através dos sinais os quais aqueles que partiram haviam deixado como rastros.

É difícil resenhar um livro de suspense, porque todo detalhe é crucial e então eu tentarei não dar nenhum spoiler. Há muita especulação em torno da morte de Lula, sendo ela uma celebridade negra de reputação mundial. O fato de que a fama e as suas repercussões seriam abordadas na história foi um grande pró para mim, pois adoro quando livros tratam de assuntos que mexem com o psicológico e com o senso do que é certo ou errado, e conforme o livro ia avançando, via que Lula era cercada por pessoas obcecadas por ela e era evidente como elas podiam estar relacionadas ao que tinha acontecido. Lula tinha uma personalidade difícil, uma menina negra que foi adotada por uma família branca, nunca tinha conseguido sentir que pertencia antes e recentemente tinha começado a procurar a sua família biológica.
Ninguém leva muito a sério a teoria de John, que é taxado como mentalmente instável já que quando era mais novo também tinha perdido o irmão Charlie – Charlie tinha sido amigo de infância de Cormoran. Nem mesmo Strike acredita muito de início, arrisco a dizer que ele estava se aproveitando inicialmente da situação porque era a chance dele se reerguer. Ainda assim, Strike se dedica mesmo ao trabalho e enquanto reconstruía exatamente o cenário da madrugada em Lula morreu e o estágio de vida onde a celebridade estava naquele período, um possível assassinato começa a fazer cada vez mais sentido para ele.
A história é cheia de detalhes e é contada sem pressa, relatando cada passo da investigação de Strike e cada peça do quebra-cabeça. Conhecemos muitos personagens ao longo da história, personagens problemáticos, suspeitos, obcecados, possessivos, ricos, pobres, hostis; minha cabeça ficou igual bolinha de pingue-pongue de um lado para o outro tentando dissecar e decidir se o motivo de cicrano para matar Lula era maior do que o motivo do fulano. Um bom livro de suspense, em minha opinião, é exatamente aquele que brinca com você e com seus pensamentos.
Teve gente que disse que a história é clichê – a premissa dela -, e obviamente que as pessoas têm direito de não gostar, mas eu realmente não compartilho da opinião. Nem ao menos entendo o que seria clichê: o final? Fuck, NO. A investigação? Também não vejo onde. A forma como ela morreu? Particularmente, eu não estou acostumada a ver todo dia celebridades que caem – ou são jogadas – das varandas de seus apartamentos. Mas cada um com seu cada um. Eu sou muito apaixonada por suspenses policiais, adoro ler sobre investigações e conspirações e planos e crimes, acho fantástico porque infelizmente na realidade tem muitos casos que não são solucionados. Ao menos na ficção, pode-se sonhar com um mundo onde os bad guys* realmente são descobertos. Então, por favor, se você acha o mesmo, leia esse livro!

Eu sempre, sempre analiso todas as possibilidades e considero todos os cenários na minha cabeça quando entro em contato com um suspense, então quando a verdade surge no final do livro, eu já tinha a considerado. Mas não é previsível. Era, em minha opinião, o melhor cenário que a JK poderia ter descrito entre os que eu estava considerando e ela não me decepcionou.

Strike estava acostumado a brincar de ser um arqueólogo em meio às ruínas das memórias traumatizantes das pessoas.

Eu tenho duas críticas negativas quanto ao livro, no entanto, e as duas estão relacionadas ao final. Não à verdade em si – it was fucking AWESOME* -, mas a forma como o final se desenvolveu. A primeira é que ele foi muito corrido. Considerando à meticulosidade com a qual o livro parece ter sido escrito, o desfecho foi um contraste e poderia ter se estendido um pouco mais.
E a segunda é justamente por ter sido corrido, tem algumas relações no livro que eu gostaria de ter entendido melhor: como a relação de Strike com sua ex-mulher Charlotte; a história de Strike e seu pai, um astro de rock famosíssimo dos anos 70 que nunca sequer deu as caras e era uma sombra com a qual o detetive tinha que conviver. Com certeza, o relacionamento entre Strike e Robin também deixou a desejar, terminei o livro me perguntando: mas e depois, como eles ficam? Alguns personagens apareceram em momentos cruciais para acrescentar informações à história e depois sumiram. Ainda que não fossem relevantes uma vez que tudo foi descoberto, gostaria que eles tivessem tido um espaço depois que a verdade apareceu.

Mas é aquilo, se eu o que eu li sobre a história for verdade, ‘O Chamado do Cuco’ foi apenas o primeiro livro da série Cormoran Strike. Então é bem provável que as minhas curiosidades sejam sanadas mais para frente. Vou torcer; o detetive realmente me cativou e me causou pena em muitas vezes, principalmente no início, porque sua vida estava mesmo uma bagunça. E ainda que ele não tivesse um grande reconhecimento na área no início do livro, ele se provou ser competente em sua perseverança de desvendar o caso mesmo depois que seu instinto o encaminhou em uma direção perigosa. 

Na cadeia alimentar invertida da fama, as grandes feras que eram perseguidas e caçadas.

Bad Guys*: Caras maus.
It was fucking awesome*: Porra, foi incrível!

Editora Rocco, Resenhas
gsTítulo: Deixe a neve Cair Título original: Let it Snow Autor: Maureen Johnson, John Green, Lauren Myracle Ano: 2013 Editora: Rocco Número de páginas: 356

Esta antologia possui três contos de três autores diferentes. A verdade é que eu esperava mais dela e conforme for relatando cada história, explico por que. Só um aviso antes, eu li esta antologia em inglês e não sei ao certo como ficarão as traduções dos nomes dos contos.

O primeiro conto é o da autora Maureen Johnson, O Expresso Jubilee em tradução livre, e conta a história de Jubilee, uma adolescente que acaba tendo que ir passar o Natal na casa de seus avós depois que seus pais foram presos em um protesto. Um acidente de percurso no trem em que está acaba impedindo sua viagem e ela fica presa numa cidade pequena, na companhia de quatorze cheerleaders escandalosas e um rapaz tímido e muito bonito.

A primeira impressão que tive foi que Jubilee fosse ter um relacionamento com Jeb, o tal rapaz, até porque a descrição dele é típica de livros de romance, mas não é o caso. Jeb na verdade é um personagem da terceira história, os personagens dos três contos se relacionam entre si, e o romance mesmo se dará entre Jubilee e Stuart, um rapaz se recuperando de um coração partido que age como salvador dela. Os dois têm em comum o fato de que o namorado de Jubilee, Noah – aparentemente o cara perfeito – não parece se importar com ela tanto assim e a ex-namorada de Stuart que o humilhou publicamente.

Este primeiro conto foi a história que, em minha opinião, tinha mais potencial do que todas, mas ela apenas foi inacreditável. Stuart é muito doce, responsável e dedicado à família, Jubilee para mim foi uma figurante na própria história. Ela é recebida na casa dele para o natal como se uma amiga de longa data e a forma como tudo se desenvolve em pouquíssimos dias foi surreal. E a forma como Jubilee não pareceu dar a mínima para seus pais que estavam na cadeia foi simplesmente demais para mim. Mesmo se tratando de ficção e por ser um conto apenas, não consigo engolir qualquer coisa. Fora que o fato de a mãe do Stuart querer que ele ficasse com Jubilee, alguém que mal conhecia, e trata-la como da família e fazer piadinha sobre os dois se pegando enquanto nem ela nem a irmãzinha dele estavam em casa foi no mínimo esquisito. Surreal.

– Eu segui suas pegadas. – ele disse, em uma resposta a pergunta não feita. – A neve torna a tarefa fácil.

Eu tinha sido caçada, como um urso.

– Desculpe te dar este trabalho. – eu disse.

– Não precisei ir tão longe, na verdade. Você estava apenas há três ruas de distância. Começou a andar em círculos.

Um urso bem incapaz.

O segundo conto, Um Milagre Natalino – em tradução livre, é escrito por John Green. Eu amo John Green, e acho que isso não é uma novidade aqui, mas para mim o conto dele foi o que menos fez sentido. Tobin é o protagonista: adolescente normal e não extraordinário. O conto se passa com seus amigos Angie e JP, que recebem uma ligação de um amigo que trabalhava na lanchonete da cidade, onde as cheerleaders se abrigaram depois que o trem estacou. E para lá eles decidiram ir.

A premissa do conto, o fato de que eles saíram na véspera de natal no meio de uma nevasca apenas para poder ver cheerleaders, já me desanimou totalmente. Angie, sendo uma mulher e hetero, não tinha interesse nisso, mas foi na aventura. O requerimento básico para que eles entrassem no local era levar o jogo Twister, porque as tais cheerleaders queriam se distrair. Os pais de Tobin tinham saído em uma viagem de negócios e estavam presos no lugar por causa do mau tempo. Os pais dos amigos não participam significativamente no livro, o que me fez pensar: ?? Véspera de Natal, seus filhos supostamente na casa de um amigo, e nenhuma comunicação com eles: super natural.

Oitenta e cinco por cento do conto se passa na tentativa deles de chegar até à lanchonete, com situações inusitadas e muita falta de sorte pelo caminho. Muitas pessoas riram com as situações de perigo por que passam. Há certa graça na fixação deles na esperança de terem algo com as cheerleaders, e o John tem a característica de criar personagens coadjuvantes com tiradas engraçadas, de fato. JP é o amigo das tiradas engraçadinhas. Os outros quinze por cento é o romance entre Tobin e sua amiga Angie, depois que descobrem que na verdade se gostam e querem ficar juntos. Fim.

Honestamente, eu queria poder trabalhar mais meu ânimo para escrever sobre a antologia, principalmente o conto de John Green – que é um autor que tanto amo -, mas de verdade a história dele foi ilógica e sem contexto. Há um ponto, no entanto, que eu preciso destacar: A Menina que Roubava Livros, uma recomendação de Angie, se tornou o livro predileto de Tobin. Háhá, ponto para ele.

Eu sempre pensei que você nunca deveria desistir de um ‘meio feliz’ na esperança de um ‘final feliz’, porque não existe um ‘final feliz’. Você entende o que quero dizer? Há muita coisa a perder.

O terceiro conto, O Santo Padroeiro dos Porcos – em tradução livre, é de Lauren Myracle. O título é terrível, mas em minha opinião, de todos foi a história mais real. Isso não quer dizer que os personagens foram os melhores. A protagonista Addie é uma adolescente egoísta e um tanto fria, namorada de Jeb – rapaz bacana demais que é introduzido no primeiro conto – e ela o traiu. Certo, admita que quando eu disse isso você que está lendo murchou. Aconteceu o mesmo comigo. Eu sou intolerável à traição, principalmente quando a pessoa traída me conquista ou não merece de modo algum.

O conto é basicamente apenas sobre ela, e a constatação de como ela estava se comportando terrivelmente com as pessoas, mesmo que “sem querer”, e como ela tinha deixado um cara especialíssimo escapar e o que ela poderia fazer para consertar. A razão do tal do porco é porque o porco de uma de suas amigas na história acaba sendo vendido erroneamente e ela emplaca em uma tentativa de recupera-lo. O porco é a prova de que ela tinha deixado de pensar apenas em si mesma e estava começando a mudar. Addie está arrependida do que fez com Jeb e apenas quer tê-lo de volta. De repente tudo a sua volta ganha uma nova percepção e ela se “transforma” em alguém melhor.

História mais real não quer dizer a melhor história, de maneira nenhuma. Eu não quero dar muitos detalhes sobre essa última história porque seriam spoilers. Nenhum dos três contos me agradou totalmente. Para o 1° minha avaliação seria 2.5, para o segundo 2.5, e para o terceiro 2.0. O que salva na história é que ela é uma antologia natalina e eu adoro, adoro contos de natal. Só o primeiro conto trata da “magia natalina” de fato, assim como só o primeiro conto é realmente romântico. E Stuart e Jeb também são rapazes muito fofos, adolescentes que tenho certeza que muitas meninas adorariam conhecer, para dar um tempo desses desmiolados imaturos por aí.

Todas as histórias apresentam a neve como um importante personagem, talvez não tanto o último conto, mas de um modo pessimista. Ainda que na primeira história, a neve acaba aproximando os personagens. A antologia me desapontou e eu fiquei até meio cabisbaixa por isso, esperava mais principalmente da história de John Green e não aconteceu. São contos leves, no entanto, uma leitura bem rápida e dá para dar umas gargalhadas de alguns comentários. Não mudará sua vida, e isso não é necessariamente ruim porque tem categoria literária para tudo, mas serve para passar o tempo.

Nós todos somos imperfeitos, minha querida. Todos nós. E acredite em mim, todos nós já cometemos erros. Você precisa apenas olhar para si mesma, mudar o que precisa ser mudado, e seguir em frente, docinho.

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