Editora Seguinte, Resenhas

Título: Lobo por Lobo Título original: Wolf by Wolf Autor: Ryan GraudinAno: 2016 Editora: Seguinte Número de páginas: 360

Ryan Graudin conseguiu juntar duas coisas que amo em livros: a Segunda Guerra Mundial e uma pitada de fantasia.

A Segunda Guerra Mundial foi uma guerra militar que envolveu duas alianças opostas: os Aliados e o Eixo. Durante os anos de 1939 a 1945, milhares foram mortos nas batalhas e a vitória foi dos Aliados – compostos pela União Soviética, Estados Unidos, Reino Unido, China e vários outros, incluindo o Brasil.

Sim, isso aprendemos na escola. Mas você já pensou o que teria acontecido se o Eixo – composto pela Alemanha, Japão etc. – tivesse ganhado? E se Adolf Hitler estivesse perambulando por aí livremente, comemorando sua vitória? Então seja bem-vindo ao mundo de Lobo por Lobo!

A Alemanha e o Japão tomaram o poder e todo ano organizam uma corrida de motocicletas na antiga Europa e Ásia – o Tour do Eixo. O vencedor do Tour fica rico, famoso e tem a oportunidade de conhecer Hitler durante o Baile da Vitória. E esse é o momento perfeito para Yael colocar sua missão em prática: ganhar a corrida e matar o Führer.

Era uma vez, em outra época, uma garota que vivia no reino da morte. Lobos uivavam em seu braço. Uma matilha inteira – feita de tinta e dor, memória e perda. Era a única coisa nela que sempre continuava igual.

Yael é uma adolescente que fugiu do campo de concentração e faz parte da Resistência. Carregando cinco lobos tatuados em seu braço – uma lembrança das pessoas que perdeu –, ela sofreu torturas durante anos sendo cobaia de um experimento médico para transformar todas as pessoas em arianas e o resultado de todos esses testes seria a chave principal para conseguir êxito na sua missão.

Para conseguir executar seu plano, a garota precisa tomar a identidade de Adele Wolfe, a vencedora do último Tour, mas é claro que transformar-se em outra pessoa não é fácil assim – nem mesmo para Yael. Apesar de seu treinamento e de ter sangue frio, a jovem tem que lidar com Felix Wolfe, irmão gêmeo de Adele que tenta protegê-la a qualquer custo, e também com os outros competidores da corrida, além de fingir sentimentos que não têm e esconder aqueles que têm, tudo isso para mostrar ao vivo a morte de Adolf Hitler. Será que ela é capaz?

Ainda havia beleza no mundo. E valia a pena lutar por ela.

Ryan Graudin conseguiu juntar duas coisas que amo em livros: a Segunda Guerra Mundial e uma pitada de fantasia. Apesar de ter demorado um pouco para pegar o gancho do livro, a história fluiu rapidamente, pois a curiosidade falou mais alto! O livro é muito bem escrito, os personagens são incríveis e desenvoltos e é fácil se apegar a eles. Todo o cenário da corrida me fascinou e com certeza o livro foi tudo e mais um pouco que eu imaginei quando o escolhi!

Lobo por Lobo é o primeiro livro de uma duologia, seu final foi totalmente inesperado e estou ansiosa pelo lançamento de Blood for Blood (Sangue por Sangue), que espero ser tão bom quanto o primeiro. Ah, e as palavras usadas em alemão me deixaram apaixonadas, mas bem que podiam ter notas de rodapé com a tradução né? Cof, cof. Apesar de amar a língua, infelizmente não sou fluente e sim, é chato parar a leitura para procurar o significado de tal palavra. Fora isso: perfeito! Yael conquistou meu coraçãozinho com sua garra e personalidade!

Então Yael traçou tudo. Vida por vida. Lobo por lobo.

Editora Seguinte, Resenhas

Título: A Profecia do Pássaro de Fogo Título original: The Girl at Midnight Autora: Melissa GreyAno: 2016 Editora: Seguinte Número de páginas: 348

O início eu achei a escrita fraca, rasa, com descrições desnecessárias e sinceramente, bastante infantis.

Eu li esse livro em abril e cá estou eu fazendo a resenha apenas agora #shameonmetotal. Porém, o fato de eu ter demorado a conseguir ler o livro fez com que eu demorasse a escrever sobre ele também, é algo natural para mim. Se não fosse pela resenha da Thais do Pronome Interrogativo, eu provavelmente teria desistido da leitura. E olha que eu não leio ou vejo resenhas de livros que eu tenho interesse em ler, principalmente durante a leitura.

Em A Profecia do Pássaro de Fogo nós vamos conhecer Echo: é uma garota solitária e sem família, que vive escondida em uma biblioteca de Nova York onde se refugia depois de cometer pequenos delitos para sobreviver. Porém, é descoberta por Ala – uma mulher coberta de penas pretas, o que não faz sentido algum para Echo -, mas que, para sua surpresa, começa a cuidá-la como se fosse sua família. E Echo abraça essa oportunidade: Ala é a sua única família. Com isso, ela vai descobrir que Ala faz parte de um grupo subterrâneo, os Avicen, que estão em guerra há milhares de ano com a raça dos Drakharin, que tem peles escamosas. Os Avicen lembram pássaros e os Drakharin lembram dragões, contudo, é importante frisar que eles têm a aparência de pessoas humanas, mas onde teria pelos, teremos essas características específicas de cada raça.

A Ala apresenta esse novo mundo para a Echo, que vive entre os Avicen, mesmo que saiba que muitos deles não aceitam essa condição, principalmente por ela não ser uma Avicen de natureza e tramitar, através de portais e um pó preto, entre o mundo humano e subterrâneo, com a proteção de Ala.

Os Drakharin culpam os Avicen pelo desaparecimento de seus poderes no decorrer dos anos. Uma acusação ilegítima, claro. Como se uma coisa assim fosse possível! Mas o desespero faz as pessoas acreditarem em coisas malucas. A magia flui por este mundo como um oceano invisível. Ela vem e vai como as marés.

Apesar de parecer que sua vida não é normal, para Echo ela é mais do que poderia pedir: tem um namorado que acabou de se alistar no exército e uma amiga, e dentro de sua normalidade, ela vai atrás de um presente de aniversário para Ala. Quando entrega o presente, descobre junto com a aniversariante que ali dentro existe um papel, que teoricamente está se referindo a Profecia do Pássaro de Fogo, que é o maior símbolo de paz e capaz de acabar com a guerra entre os Avicen e os Drakharin. Reza a lenda que esse pássaro dará poderes – ou certamente, alguma vantagem – para o povo que o encontrar primeiro. Como nenhum dos dois povos sabe muito bem quais seriam os benefícios, ambos estão lutando para encontra-lo primeiro. Sendo assim, Ala pede que a Echo siga as pistas e consiga chegar até o Pássaro de Fogo.

Do outro lado, vamos conhecer o Caius, que é o Princípe Dragão dos Drakharin. Ele é muito poderoso e é uma das poucas pessoas que acreditam na existência do Pássaro de Fogo e que pode ser vantajoso tê-lo ao seu lado. Ele começa a seguir pistas, junto com o amigo Dorian que é Chefe da Guarda, sobre a profecia: a mesma pista que a Echo que está seguindo. Claro, em algum momento eles iriam se esbarrar.

As duas raças vão saber que existem pistas e que tem pessoas seguindo, de fato, pistas que podem não dar em nada. A verdade é que ninguém sabe se existe uma profecia, de fato, ou um pássaro de fogo ou sequer se é mesmo um pássaro.

Os feiticeiros já haviam sido humanos, mas a magia negra vinha com um preço, e o poder lhes custara a humanidade.

Depois que eu assisti a resenha, me senti mais animada em continuar o livro. O início eu achei a escrita fraca, rasa, com descrições desnecessárias e sinceramente, bastante infantis. Esse foi o principal motivo para eu ter demorado a fazer a conexão com o livro. Depois, porém, parece que a autora pega o ritmo na sua própria história e mantém o leitor bastante fiel ao que está sendo apresentado.

Não é um tema totalmente original – colocar personagens de mundo diferentes atrás de algo que é comum aos dois -, mas no decorrer da história nós vamos conhecendo esse mundo novo de Avicen e Drakharin que são bem interessantes. O momento que eles se cruzam é o ponto forte do livro, principalmente porque o Caius não consegue entender como uma humana está representando os Avicen em uma causa tão importante. Ele está impressionado com a capacidade da Echo, sua lealdada para um povo que sequer a reconhece como sendo parte do mundo deles. Todos esses conflitos trazem uma dinâmica interessante para a o enredo e contribui para que o leitor mantenha-se atento.

Um é tristeza, dois é prazer.
Três para morte, quatro é nascer.
Cinco é prata, seis é ouro.
Se são sete, é mau agouro.

Quem gosta de fantasia contemporânea + livro jovem, pode colocar o livro na lista de leituras, sem medo. A apresentação de diversos personagens, as injustiças em algumas partes, a maneira como a Echo conduz o pouco de magia que a Ala lhe ensina, as maneiras de escapas e o descobrir sobre um novo reino, na qual era totalmente leiga, faz com que o livro se torne interessante. Não é maravilhoso, pelo menos para mim não foi, mas é uma boa história que eu acredito ter capacidade para evoluir e ficar verdadeiramente muito boa.

Editora Seguinte, Resenhas

Título: O Livro de Memórias Título original: The Memory Book Autora: Lara EveryAno: 2016 Editora: Seguinte Número de páginas: 348

Dizem que minha memória nunca mais será a mesma. Então estou escrevendo para lembrar.

Lá vem eu sendo chata em um livro que particularmente várias pessoas amaram, de acordo as minhas pesquisas em redes sociais. Acredito que quem amou Por Lugares Incríveis, vá gostar desse livro e isso pode ser um bom indício para eu não ter gostado. Quem gosta de livros de jovens com doenças e que estão tentando superar, talvez um A Culpa é das Estrelas, pode vir a gostar também, mas isso é outro indício de que eu simplesmente não estou com paciência no momento para livros assim.

Sammie é muito inteligente, focada, levemente obsessiva e muito estudiosa. Isso são características importantes para uma personagem que tem como objetivo se formar na melhor posição no ensino médio e cair fora da cidade minúscula em que vive e ir para uma cidade grande e estudar, estudar, conhecer o mundo! Só que aos 18 anos, vê seus sonhos desmoronando quando é diagnosticada com Niemann-Pick do tipo C. É uma doença rara na qual o corpo não consegue metabolizar corretamente o colesterol, causando degeneração cerebral, muscular e dos órgãos internos e ela já está sofrendo com os efeitos da doença.

Persistente, porém, tenta se convencer e convencer os pais que está apta para ir a faculdade, mesmo doente, e que tem capacidade para realizar todos os seus sonhos, não vai ser uma doençazinha de nada que vai abalar sua força de vontade. Mas Sammie vê aos poucos que não é tão simples assim: seus pais estão preocupados com as contas de remédios e as fixas, sofrendo junto a ela, a doença avança cada dia mais e ficar sozinha já não é algo tão simples assim: a possibilidade de ser perder no caminho para casa surge, não saber onde está, desmaiar ou sofrer um efeito da doença que é desconhecido entre tantos que ela já conhece.

Dizem que minha memória nunca mais será a mesma. Então estou escrevendo para lembrar.

Antes que comece a esquecer quem é, as pessoas que ama, seus objetivos, sonhos, desejos, a solução que encontra é escrever no computador todo o seu dia-a-dia para a Sammie do Futuro: sua relação com os pais e seus irmãos, todos os percursos e dificuldades de estar deteriorando aos poucos, perdendo as faculdades de realizar pequenas tarefas, os bons momento – os pequenos mesmo que, por vezes, são mais significativos. Temos aparição de Stuart, seu amor platônico e Cooper, um amigo querido de infância e que o destino os separou mas resolve unir nesse momento trágico.

Acho que a única coisa que me incomodou no livro foi o fato da Sammie lidar com a doença de uma maneira que me fez desacreditar que ela estava doente. Quem tem uma doença sem cura e lida com isso bem, gente? Quem sabe que vai sofrer as consequências de estar doente e a única coisa que quer é continuar a seguir com seus objetivos e sonhos? Eu estaria desesperada, mas eu não sou a Sammie e não (con)vivo com uma pessoa que tenha uma doença semelhante ou próxima ao que ela sofre. Sei que existem várias maneiras de lidar com a doença – e todas essas pequenas cenas fazem a diferença no livro -, mas ao mesmo tempo me pareceu inverossímil lidar tão bem com algo tão devastador. Talvez eu estivesse esperando algo mais pesado, dramático? Sim, pode ser uma possibilidade. Isso fez com que o livro ficasse ali no limbo dos indiferentes: não amei, não odiei.

A escrita é leve e existem intervenções de outras pessoas nos relatos da Sammie, o que dá um ar leve, divertido, triste ao que estamos acompanhando. O final destroçou um pouco meu coração, não pelo fato da história ter mudado completamente a minha vida, mas pela sutileza e delicadeza do que li.

Pode ser um livro extremamente maravilhoso para algumas pessoas: as que gostam de dramas, adolescentes e dramas adolescentes. Eu consigo sentir todos os elementos para fazer as pessoas sentirem-se tão próximas. Mas pode ser mais do mesmo para outras pessoas: adolescentes doentes fingindo estar tudo bem enquanto estão morrendo.

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