Editora Verus, Resenhas

Fui convidada pela Editora Verus a ler, em primeira mão, a prova do livro A Garota do Calendário – Janeiro, sucesso editorial lá fora e que promete muito aqui no Brasil. O livro é o primeiro de uma série de 12 e conta a história de Mia, uma garota que se cadastra no banco de acompanhantes de luxo da tia, para tentar saldar a dívida de jogos feitas pelo pai, que está em coma. Confiram tudo que eu achei!

Editora Verus, Resenhas
Título: O Primeiro Último Beijo Título original: The First Last Kiss Autora: Ali Harris Ano: 2016 Editora: Verus Número de páginas: 448

Como eu sempre falei e gosto de repetir: vários livros podem ter seus enredos parecidos, iguais. A diferença é como o autor vai contá-la para os leitores.

A primeira coisa a ser dita sobre esse livro é que você vai chorar. E se você não chorar, apenas significa que seu coração está envolto em uma pedra de gelo, sério. E se você não gosta de livros que faz chorar, nem chega perto de O Primeiro Último Beijo. Mas, de verdade, eu recomendo que você leia agora, mesmo assim. *pisca*

12888677_1089763711045909_1188475302606909056_o

O nosso livro lindo e longo conta, em detalhes, exatamente no ponto em que Molly – uma fotógrafa bem sucedida – está no seu apartamento embalando suas coisas e começa a nos mostrar toda a sua história com Ryan Cooper, que é a partir do momento que eles se conheceram, ainda adolescentes, e sabiam que iriam viver esse amor para sempre depois de um segundo maravilhoso beijo.

O primeiro foi um desastre.

Claro, nem tudo foi fácil, caminhos com flores e dias ensolarados e felizes. E vamos descobrir através dos seus olhos e suas palavras como ela se apaixonou perdidamente por Ryan. E como ele retribuiu de uma maneira mais que generosa esse amor que ela tanto necessitava.

Ryan cresceu numa família grande, cheia de amor e brincadeiras, sendo cuidado e paparicado, com fotos de infância e sonhos grandes para realizar, nunca quis ir embora da cidadezinha no interior de Londres onde todos se conhecem, sua vida ali estava mais do que maravilhosa, com amigos e família. Molly, no entanto, sempre foi retraída com relação a carinho e demonstrações afetivas; sem muito abraço e beijo, obrigada. Sendo assim, descobriu na fotografia a sua própria maneira de observar o mundo e não sentir-se tão diferente do restante das pessoas, que em sua maioria, a achava extremamente estranha.

Mas eles se encontram. E eles ficam juntos. Eles começam a sonhar juntos, sofrer juntos, se desentenderem e se reencontrarem.

O primeiro beijo de verdade… e o último.

A construção do livro é toda feita no passado e no presente e isso me incomodou profundamente. Claro, é importante porque acompanhamos cada etapa dos encontros e desencontros da Molly & Ryan, como eles não deveriam ter ficado juntos, mas o destino sempre os uniu. Isso é lindo, verdadeiramente, ver duas pessoas ficando juntas depois de tantos anos e se amando. CONTUDO, acredito que essa narrativa ficou muito mais parecida com o roteiro de um filme e aí que eu não lia mais se estava no presente ou no passado, eu fui me situado por aquilo que estava lendo e me encaixando no que já sabia. Outro ponto é que esses flashs não são feitos em ordem cronológica, então, imaginem a confusão até conseguir entender o que estava acontecendo. Isso é um ponto importante porque o início acaba sendo muito, muito, muuuuuuuito lento por causa desse fator.

A autora leva você a acreditar que o livro está seguindo por um raciocínio, até você levar um imenso tapa na cara e descobrir que a sua mente não estava tão certa assim. E essa virada da história é tão profunda e emocionante que neste momento meus olhos já estava lacrimejando.

12973446_1096518793703734_6588050727111287692_o

Eu gosto da Molly: ela é uma personagem divertida, corajosa, sem medo de enfrentar desafios e mudar na vida aquilo que não gosta. Mas eu me identifiquei, principalmente, com os seus pensamentos sobre si mesma: como nunca pensou em estar casa com uma idade tenra, aí aparece Ryan e mostra que ela vai casar e ser feliz. Como as dúvidas sobre a sua vida estavam brotando aos montes e ela não sabia como lidar. Ela é tão humana, tão mulher, tão menina, tão sonhadora, tão eu.

Eu gosto do Ryan: ele é tão doce e verdadeiro, um contraponto com relação à Moly, um complemento, uma adição à sua vida. Ele é tão divertido, engraçado, apaixonado por filmes de comédias românticas e uma pessoa extremamente carinhosa, preocupado com aqueles à sua volta, apaixonado por seus alunos e uma pessoa que deseja fazer a diferença no mundo.

Eu odeio a Casey: é a primeira vez que eu a cito na resenha, mas não quis dar destaque para uma pessoa/personagem que você sabe desde o momento que a conhece, que ela tem todos os requisitos para ser sua amiga, mas na primeira oportunidade vai acabar com a sua raça. Ela é a melhor amiga da Molly, então, vai aparecer muito, muito, muito e também sabemos um pouco sobre  sua vida conturbada e como ela salvou a Molly e a si mesma. E como Molly a salvou.

Eu gosto de como a autora fala sobre beijos no início de cada capítulo: beijos que salvam e resgatam, beijos que destroem, beijos de despedidas e boas-vindas, beijos de amigos, beijos que aprendemos a receber, beijos que nunca teremos e beijos que sempre desejamos. É inspirador. É tão lindo. É tão bem escrito e real.

Você pode me fazer uma favor? Quebre uma regra hoje, enlouqueça, viva o momento. Abra seu coração. Depois, abra mais um pouco. Ame muito, ame mais ainda. Não tenha medo de se expressar, de gritar, de ser ouvido. Diga EU TE AMO. Aposte todas as fichas. Aposte todas as fichas no amor. Por mim. Porque eu não fiz isso. E agora não posso mais.
Isso é tudo.
(Mas não o suficiente.)

O final… É o final esperado, depois de tudo que foi descoberto no decorrer do livro, mas achei extremamente apressado, sabe? Depois de ler 400 páginas de uma história de amor, em de-ta-lhes, senti falta desse detalhamentos nas últimas páginas, onde me pareceu ser tão necessário – queria realmente descrições precisas e pequenas – mas que a autora não deu mais importância, já que a história principal já tinha sido toda moldada.

Tirando esses dois probleminhas de situar-se cronologicamente na história e o final apressado, eu achei um livro extremamente lindo, engraçado, com muito sentimento real. E sim, ele ficaria belamente incrível nas telas de cinema (me resta ficar torcendo, porque eu tenho certeza que várias pessoas sairiam com a cara inchada de tanto chorar). Só que o livro é mais do que isso: quem lê acaba se apaixonando pelo Ryan através dos olhos da Molly, julga suas atitudes mas consegue entender porque ela se sente daquela maneira. E principalmente, é um livro sobre amor.

Vou falar que talvez você não tenha lido algo parecido, pelo menos, com essa história? Não, não é nada disso. Mas como eu sempre falei e gosto de repetir: vários livros podem ter seus enredos parecidos, iguais. A diferença é como o autor vai contá-la para os leitores.

Editora Verus, Resenhas

Título: A Queda dos Anjos – Fim dos Dias Título original: Angelfall Autor: Susan EE Ano: 2016 Editora: Verus Editora Número de páginas: 279

Recomendo. Muito. E isso é algo a ser levado em consideração, levando em conta que eu não gosto de livros de anjos.

Eu já falei milhares e milhares de vezes que eu simplesmente detesto livros de anjos. Sei lá, é uma criatura que não me atraia com interesse e todos que eu li, não encontrei nenhum que fosse realmente bom. Até me deparar com A Queda dos Anjos. Eu pedi o livro para a editora… por algum motivo que eu ainda não sei explicar, dada a minha relação com anjos. Mas, sim! Eu li o livro em dois dias e simplesmente a-do-rei!

Fotor_145921823938064

O mundo como conhecemos foi invadido pelos anjos guerreiros e o único objetivo deles: destruir tudo pelo meio do caminho. Cidades estão devastadas, pessoas estão passando fome e se escondendo não apenas dos anjos, mas também dos humanos, que sendo quem são, aproveitam para mostrar que os anjos tem concorrência a altura: eles estão assaltando em busca de comida, intimidando as pessoas e, claro, criando um mercado negro de tráfico de… anjos: pedaços de braços, pernas, asas… desde que consiga comprovar que é realmente de um anjo, ganhará belas regalias.

No meio disso tudo, conhecemos Penryn: ela está tentando sobreviver a tudo isso junto com a irmã cadeirante Paige e a mãe que diz ver demônios, sombras e outras coisas. Elas precisam se movimentar, pois é perigoso ficar paradas tanto tempo em um determinado lugar. A dificuldade disso tudo está que Paige é cadeirante e a mãe é surtada. Penryn vê na difícil missão de conseguir mover sua irmã e mãe sem chamar a atenção dos anjos e humanos.

Só que ela não consegue.

Elas acabam caindo no meio de uma confusão: um grupo de anjos está atacando outro de sua espécie. E mesmo sendo uma luta de 5 contra 1, eles encontram dificuldades em derrotar esse anjo furioso. Sendo dominado, suas asas são arrancadas de suas costas e ele se torna um anjo caído. Envolvida na situação, Penryn percebe tardiamente que eles notaram elas. Primeiro passo: fugir loucamente. Mas impensável acontece: eles levam sua irmã com eles. Desesperada, a única maneira que ela ver de conseguira irmã de volta, é ameaçando o anjo caído a contar-lhe para onde levaram Paige.

E é o típico caso de confraternizar com o inimigo: Penryn vê Raffe como a ameaça que ele é, mas sabe que deve mantê-lo perto pelo bem da própria irmã. Inconfundivelmente, uma amizade estranha começa a nascer, uma amizade em que um se apoia no outro em busca de um objetivo: Raffe quer ter suas asas recolocadas em suas costas e Penryn quer a irmã de volta.

Fotor_145899827963684

Eu li o livro em dois dias, depois de ficar em busca de algo que conseguisse realmente me prender. A Queda dos Anjos traz uma premissa, que em um primeiro olhar, pode parecer bem clichê, mas como eu já falei várias vezes: o modo como se escreve e conduz a história é que faz toda a diferença. Penryn é uma personagem forte e determinada. Ela não me cativou do tipo que me deixa admirada ou que faça com que eu fale dela alegremente para colegas leitores. Mas ela me conquista, principalmente, por não ser uma personagem burra. Ela sabe se defender e tenta defender a irmã. Ela mostra que não é indefesa e enfrenta seus medos. Se tiver que torturar um anjo – por mais que a ideia parece ridícula – é o que irá fazer. A Penryn é, principalmente, humana. Não sei se porque pouco li do Raffe como anjo, mas ele parece mais humano do que tudo para mim: engraçado, levemente sarcástico. Quando percebe que irá precisar da ajuda da Penryn, acaba ajudando a garota de todas as maneira a alcançar o objetivo, que por fim, pode ajudá-lo também.

Uma das coisas que eu mais gostei no livro foi o tom sombrio que permeia as páginas. Mas não se preocupe achando que é algo deprimente, pelo contrário: a autora conseguiu me surpreender exatamente por não dosar a quantidade de bizarrices descritas em cada situação – e não falo isso de maneira depreciativa. Ao final do livro eu estava fazendo caretas e tentando loucamente montar as imagens do que eu estava lendo na minha cabeça, curiosa, ansiosa, receosa.

E a Susan não falhou. Tem um toque sombrio e assustador no livro, o que contrasta com a imagem que temos de anjos: seres angelicais, fofos, bondosos e lindos. Eles realmente são a perfeição encarnada e apenas isso. Não se iludam que aqui irá encontrar anjinhos românticos para se apaixonar pois até mesmo Raffe teu sua aura negra. Conseguem perceber o jogo que a autora fez? Até mesmo o que irá te encantar tem motivos para fazer você temer.

Fotor_145921833261847

O fim me deixou bem curiosa, coisa que não acontecia há muito tempo. Estou frenética, louca, desesperada? Não. Mas reconheço quando um livro consegue me conquistar e, definitivamente, A Queda dos Anjos me laçou. Aquele final… a autora costurou a história muito bem, não deixando perguntas importantes em aberto, mas deixando aquele desejo de ‘quero saber’ mais para os próximos livros da série.

Recomendo. Muito. E isso é algo a ser levado em consideração, levando em conta que eu não gosto de livros de anjos.

12345
Assista aos Vídeos
[wonderplugin_carousel id="2"]
Equalize da Leitura © 2010 - 2016 ♥ Todos os direitos reservados
Tema desenvolvido por Débora M.