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Olá, leitorinhos!

O mês de dezembro apareceu, dando o ar de sua graça e nos presenteando com o último mês do ano, que significa entre várias outras coisas: FÉRIAS! *-* Eu já separei todos os livros que eu quero ler em dezembro e janeiro e deixo com vocês os livros que eu li em novembro. Foram leituras muito lindas, outras emocionantes e apenas um bem fraquinha.

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Beijos,

Editora Verus, Livros Nacionais, Resenhas

Título original: Procura-se um Marido Autora: Carina Rissi Ano: 2012 Páginas: 474 Editora: Verus

Livro no Skoob
Alicia sabe curtir a vida. Já viajou o mundo, é inconsequente, adora uma balada e é louca pelo avô, um rico empresário, dono de um patrimônio incalculável e sua única família. Após a morte do avô, ela vê sua vida ruir com a abertura do testamento. Vô Narciso a excluiu da herança, alegando que a neta não tem maturidade suficiente para assumir seu império – a não ser, é claro, que esteja devidamente casada. Alicia se recusa a casar, está muito bem solteira e assim pretende permanecer. Então, decide burlar o testamento com um plano maluco e audacioso, colocando um anúncio no jornal em busca de um marido de aluguel. Diversos candidatos respondem ao anúncio, mas apenas um deles será capaz de fazer o coração de Alicia bater mais rápido, transformando sua vida de maneiras que ela jamais imaginou. Cheio de humor, aventura, paixão e emoções intensas, Procura-se um marido vai fisgar você até a última linha.
Alicia tem 23 anos e é um espírito livre pelo mundo. Tendo perdido os pais quando era muito nova, foi criada pelo avô e cresceu para se tornar alguém irresponsável, inconsequente e que detesta regras. Para ela, a vida foi feita para ser vivida ao máximo. E era isso que fazia, até a fatídica morte de seu avô. Como se o baque não fosse o suficiente, ela ainda se deparou com cláusulas no testamento que desafiavam a sua lógica, uma delas: ter que casar para poder pôr a mão na sua herança. Encontrando-se sem dinheiro, à mercê das vontades de um funcionário de seu avô que queria mandar nela, e completamente confusa, ela tem a ideia de colocar um anúncio no jornal procurando um marido. O livro se desenrola a partir daí.

Deixe-me começar pela minha opinião de fato: contrariando basicamente todas as pessoas que o leram, eu não gostei dele. Não, você não leu errado. Eu realmente não gostei. Para começar, a razão pela qual eu li esse livro foi porque já tinha lido Perdida e, embora tenha gostado, tive opiniões acerca da história que divergiam da maioria. Quis fazer um segundo teste e resolvi ler o 2° livro da Carina Rissi, em minha sincera opinião ela devia ter parado no primeiro. A característica de escrever personagens imaturas parece ser um fato marcante – e apesar de ela ser taxada como imatura no início do livro, em minha opinião, ela não melhorou tanto assim – e dessa vez, diferente da autenticidade da história de Perdida, o que encontrei aqui foi um espetáculo de clichês. Eu gosto muito de romances, e na maioria das vezes não me oponho a um clichê ou outro, principalmente quando os personagens me cativam. Mas, infelizmente, dessa vez eu me importei bastante.

Eu já não havia me interessado de primeira porque acho a ideia de procurar um marido através de um anúncio de jornal algo ilógico e surreal, principalmente considerando que o livro se passa no Brasil. Nos Estados Unidos, por exemplo, o online dating* é algo muito comum e as pessoas realmente têm encontros com pessoas que nunca conheceu, mas aqui? Bem, apenas porque se se tratava de uma ficção que segue à risca o ‘felizes para sempre’ que Alicia não acabou em pedacinhos dentro da mala de um psicopata.

Ao invés disso, ela encontra Max, ninguém mais que o cara sexy, alto, lindo de morrer e com músculos bem definidos que trabalhava na empresa de seu avô. Sem querer comentar a forma como eles se conheceram – trombando um no outro, really? -, o marido ideal para Alicia era um cara que tinha sido rude e mal educado, mas na verdade se transformou em um verdadeiro príncipe encantado. Claro. A verdade é que Alicia melhorou como pessoa depois que eles se casaram. De fato, o cotidiano um do lado outro mudou o relacionamento deles. Na realidade seria bem difícil de acontecer – quem nunca ouviu dizer que o cotidiano é o que estraga o casamento? – Mas aqui, deu a oportunidade para eles se conhecerem melhor e para se aproximarem.

Max era uma incógnita para mim. Às vezes, como naquele momento, me tocava sem que eu precisasse recorrer a subterfúgios. Em outras, dava mais trabalho que cabelo alisado com chapinha em dia de chuva.
Eles relutaram a princípio, até que começaram conversar, então perceberam que até que o outro não era tão insuportável, então ficaram amigos, e obviamente o tesão era quase palpável – porque seria diferente? Os dois eram lindos de morrer! -, até que ela se apaixona e começa a tentar conquista-lo. Depois de algum tempo, eles viram marido e mulher de verdade, e tudo dará certo porque eles se amam demais. Logo ela será rica de novo, feliz e ainda com um marido que é um furacão-na-cama mesmo que seja metódico e responsável e a princípio tão diferente dela. E é claro que eles vão conhecer a família dele, e claro que a família dele vai adora-la – novamente, como não a adorariam, sendo ela uma pessoa tão amável e gentil e incrível e inteligente e doce? Sério, a única pessoa que não a adoraria seria… Eu? É, por aí.

– Não. É ruim quando você não vai para o mesmo lugar que eu, e sou obrigada a enfrentar o ônibus.

Deslumbrada, vi seus lábios se esticarem e se curvarem num sorriso sobre os dentes perfeitos, os olhos brilhando feito caleidoscópios, fazendo meu pulso acelerar. – Então não vá para longe de mim, Alicia.

Esta história tinha tudo o que já vi antes: uma colega de trabalho que dá em cima do Max e quer destruir a vida da mocinha; a amiga que sempre quer saber dos detalhes sórdidos da vida sexual da protagonista e sempre conhece os pensamentos, desejos e vontades melhor do que a própria; um vilão que quer acabar com a felicidade da mocinha e utiliza todos os meios possíveis para tal enquanto se disfarça de um cordeiro indefeso; um herói que é completamente fiel e apaixonado e preocupado com a protagonista e louco pela família e disposto a defender seu amor de todo modo; uma protagonista mimada, mas na verdade tem um coração de ouro, materialista, mas que na verdade descobre o que realmente tem valor na vida, egoísta, mas que quando perde a grana começa a entender o que os pobres funcionários da empresa sentem e quer ajuda-los, que tinha horror a casamento, mas de repente o amor mudou a forma como enxerga a vida, um senso de humor sarcástico e uma linguinha afiada e uma saudade grande de seu avô.

É aqui que eu paro e faço o que você, leitor que ainda não leu o livro e leitor que leu e amou e teve coragem de ler minha resenha até aqui – Parabéns J -, não estava esperando: eu elogio o livro. Exato, não, você não leu errado. O ponto alto do livro para mim foi o relacionamento de Alicia com seu avô e os diálogos entre eles durante o livro. Mesmo considerando o fato de que, para uma neta tão prendada, ela diz que o odeia logo após a sua morte – não resisti a mais uma alfinetada -, o fato é que Alicia sentia por ele um amor de filha e eu me identifico com isso. Meu próprio avô foi uma figura muito importante na minha vida e insubstituível, um pai, mais do que isso até, e por isso eu compartilho e entendo a dor dela, porque meu avô também faleceu. Neste ponto, a autora acertou.

– O que eu sinto por você é… outra coisa. É … hã …é como…se eu estivesse me afogando e de repente conseguisse encontrar a superfície.

– Como se estivesse à beira de um precipício sem proteção alguma, mas não resistisse e saltasse. – Exatamente! – Como se estivesse faminto por décadas e finalmente pudesse saciar a fome. Como se descobrisse que o que move o universo não são as energias cósmicas, mas os pálidos olhos azuis no rosto de uma menina-mulher.

Eu não detesto a Alicia, nem o Max, nem a Mari, nem o avô dela, e etc. Eu simplesmente acho que a premissa da história é fraca e difícil de engolir, não acho que tenha sido bem escrita e a sensação que tive quando lia foi que já tinha lido tudo aquilo em outras histórias, aqueles personagens em outros romances, aquelas cenas em outros cenários. É horrível o sentimento de que livro não é único para você, apenas mais um. É provável que um único momento que eu ri nesse livro foi quando Alicia tirou a cópia da própria bunda, então até nisso falhou para mim, depois de ter sido taxado como um livro engraçado. Mas eu admito que seja uma pessoa difícil para agradar no sentido humor, a maior parte dos filmes de comédia super aclamados não me faz nem querer bocejar – eu fico tão entediada até para isso.
Eu sinto de verdade se minha opinião pelo livro fez com que a resenha tenha sido insatisfatória, mas eu sempre digo que literatura é isso: um mundo de aceitação e discórdia, ao mesmo tempo. Não é o pior livro da minha vida e eu não vou dizer para que não leia, a experiência sempre vale à pena, apenas foi um livro que no fim do dia não fez a menor diferença para mim. Ainda que tenha tido seus momentos, e os trechos que escolhi para esta resenha são alguns deles.
Online dating*: Namoro online.
Editora Verus, Livros Nacionais, Resenhas
[Resenha] Perdida
01.jul.2013
Título: Perdida – Um amor que ultrapassa as barreiras do tempo
Autora: Carina Rissi
Ano: 2013
Páginas: 364
Editora: Verus

Sofia vive em uma metrópole, está habituada com a modernidade e as facilidades que isto lhe proporciona. Ela é independente e tem pavor a menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são os que os livros lhe proporcionam. Mas tudo isso muda depois que ela se vê em uma complicada condição. Após comprar um novo aparelho celular, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século XIX, sem ter ideia de como ou se voltará. Ela é acolhida pela família Clarke, enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de voltar para casa. Com a ajuda de prestativo Ian, Sofia embarca numa procura as cegas e acaba encontrando algumas pistas que talvez possam leva-la de volta para casa. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos…

Fazia bastante tempo desde que eu tinha lido um livro nacional. De cara, a história me interessou por sua autenticidade.  Sophia é uma jovem completamente antenada com a tecnologia e aparentemente incapaz de viver sem ela. Ela tem um emprego bomba com um chefe mala e em uma noite de distração com amigos, acaba tendo um pequeno acidente envolvendo seu celular e um vaso sanitário enquanto bêbada. A partir da decisão de comprar um novo aparelho, ela se vê em uma situação desesperadora: como uma máquina do tempo, ela tinha sido sugada de volta para o século XIX e a única maneira de voltar era concluindo uma missão que nem ao menos sabia qual era.
Preciso dizer que algo que me incomodou no livro desde o início foi a escrita usada. Uma narrativa com um uso excessivo de gírias, comentários bobos, lembrou-me uma descrição digna de fanfics na verdade. Já li muitas fanfics e escrevo fanfics, mas sempre achei que deve haver a distinção entre uma coisa e outra. A personagem Sofia me pareceu demasiadamente imatura para seus originais vinte e três anos e talvez isso tenha sido contribuição da narração.
Eu estava bastante curiosa para o desenrolar da história ainda assim e principalmente pelo desfecho. Queria saber se a autora conseguiria bolar uma solução que soasse plausível e sensível ao mesmo tempo. Pois bem, claramente não vou tagarelar aqui sobre os acontecimentos, mas eu fiquei um tanto desapontada. Os elementos da história se encaixaram de modo fácil demais mediante as circunstâncias. Afinal, não é todo dia que uma garota é sugada para o século dezenove porque comprou um celular novo. Algo que eu também não engoli foi a explicação para que toda essa confusão acontecesse justamente com Sofia. Ela não é o tipo de garota amarga e cínica que não acredita no amor ou nada do tipo. Então acho que a justificativa tinha que ter sido mais bem trabalhada. De fato, ela é uma romântica incubada, apaixonada por livros de romances históricos.
Não tem nada de errado em gostar de ler histórias de amor, pelo menos nos livros elas tem finais felizes! Não machucam ninguém.
E este foi outro ponto que não me agradou: uma vez que se viu no século XIX, ela teve pensamentos bastante ignorantes para alguém tão apaixonada por romances históricos. Qual é, eu sei que não vivemos na época, mas todos nós estamos cientes de que não existia privada naquele tempo, não é minha gente? Algumas aulas de história já seriam suficientes para cobrir essa questão.
De tudo a tudo, foi um livro que considero bom. Eu consegui me envolver bastante com a história, não se deixem levar pelas pontuações críticas que eu fiz. Ainda assim eu recomendaria mesmo. A ideia da história é boa, ainda que eu ache que a autora poderia ter explorado de modo um pouco diferente. A parte que mais gostei, no entanto, foi o romance. *Novidade*
Ian apresenta uma mente extremamente avançada para alguém com tão pouca idade, mas isso se explica facilmente pelo contexto histórico em que fora criado – neste ponto a autora acertou em cheio. Ele é gentil, atencioso, educado, e yeah baby, sexy. Um verdadeiro gentleman do século XIX que conquista corações de qualquer século.
E se por sorte, algum dia puder vir a ler estas linhas, não te esqueças que a amei desde o primeiro instante e a amarei até o último. Talvez até depois.
Acontecem algumas cenas bastante engraçadas devido à irreverência de Sophia em meio a uma época tão recatada e Ian se mostra adorável em todas elas. Apesar de eu ter a achado imatura, principalmente no início da história, ao mesmo tempo foi engraçado o fato de que isso não impediu que eu gostasse dela. Ela não é uma personagem que vou sair por aí tagarelando sobre, mas o jeitinho dela de certo modo me venceu.
O relacionamento deles se desenvolve gradualmente, com doses certas de paixão e gentileza. Talvez tenha havido um pouco de repetição, mas nada a ponto de se tornar maçante. Acho que serviu para reforçar a dinâmica entre eles, na verdade. É uma boa leitura: dá para rir, fazer uns ‘aaawnnns’ e de quebra mergulhar em um universo de vestidos deslumbrantes e boas maneiras. Ah se as pessoas tivessem preservado um pouquinho dos modos de antigamente, hã? O mundo seria um lugar bem mais bacana, em minha humilde opinião.
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