Fotografia
Esse post é bem incomum aqui no blog, mas eu queria compartilhar com vocês de qualquer forma já que fotografia é um hobby que eu estou descobrindo.
Eu ganhei uma sobrinha esse ano e estava tipo ‘ah meu Deus, terei uma sobrinha nova!’ Assim, eu já tenho uma de 17 anos, a Luana. Outra de 1 ano chamada Camila e agora chegou a Maria Luiza – ou Malu *-* – para completar a felicidade. A Luana e a Malu são irmãs e apesar da Camila ser bem fofa e um bebê ainda, por não morarmos tão perto assim quase não temos contato, apesar de ser apaaaaaaaaixonada por ela.
Mas vamos ao que interessa:

Quando a Malu estava com 11 dias de nascida, a minha irmã pediu para que eu fizesse umas fotos dela no estilo newborn – que se caracteriza por tirar fotos de bebês com até 30 dias de idade – em que temos pessoas especializadas no assunto pelo Brasil.

É um estilo de fotografia muito popular nos Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha e Austrália. A modalidade é destinada apenas a fotógrafos devidamente treinados para este serviço*.  A prática consiste em uma sessão de fotos na qual a criança é fotografada no seu primeiro mês de vida, sendo que o conforto e a segurança do bebê devem ser as prioridades do fotógrafo. Os ensaios podem ser realizados em estúdios devidamente preparados para receber estes pequenos clientes ou na própria residência da família.  Uma das características deste tipo de ensaio é fotografá-lo em seus primeiros dias de vida. Os registros são feitos sem roupinhas ou com acessórios próprios para recém-nascidos. É necessário também que o bebê esteja em sono profundo, para permanecer nas poses e passar a tranquilidade do momento nas imagens.
Fonte

* Lembrando que eu não sou treinada para isso. hahaha

O trabalho que eu mais gosto é da brasiliense Érika Muniz. Quando eu estava no 5º ou 6º semestre da faculdade teve uma exposição com as fotos dela na biblioteca e eu fiquei: ‘oh meu Deus, como ela deixa essas coisinhas fofas assim?‘ e fiquei olhando por horas. Aí nem precisa dizer que eu surtei com o pedido, né? Mas aí falei: tudo bem, eu faço. Desafio aceito.

Voltei para casa doida e comecei a pesquisar modelo de fotos tiradas com bebês onde eles tinham menos de 15 dias de vida e são incríveis. E por mais que eu quisesse fazer algo bem bonito e lindo com a minha sobrinha, eu já sabia que TALVEZ não fosse ficar nem parecido com os exemplos que eu estava pesquisando.
– Eu não sou fotógrafa profissional.
– Eu não tenho equipamento apropriado.
– Espaço pequeno: a casa da minha irmã é bem pequena, então, eu não sabia como iria conseguir conciliar para tirar as fotos.
– Luz: eu não consegui identificar na hora de separar a câmera e tentar fazer um pré ajuste de como estaria a luz por lá. Levei inclusive uma lâmpada fluorescente com receio de não ter luz natural.
– Limitação em cenário: por ser uma casa pequena, eu fiquei tentando imaginar como eu iria criar cenários para fotografar. Em todas as fotos dos pequenos que eu pesquisei tinha uma combinação de cores muito bonitas, que se ajustavam com o bebê e o ambiente.
– Malu: eu não sabia como ela ia reagir quando eu começasse a fuça-la para tirar foto.
Quando eu cheguei a casa dela por volta das 11hs de um domingo, dia 16/03, mostrei para a minha irmã o que eu tinha em mente e ela disse que gostava. Preciso dizer que apesar de não ser a especialista em fotografia, não gosto muito de fotografar pessoas. Eu gosto mais de detalhes e paisagens. E tudo que eu tinha pesquisado para o ensaio da Malu tinha aquele toque que mostrava algum detalhe, seja uma mãozinha, um pezinho com tênis, um lacinho no cabelo.
O que eu fiz: tentei buscar dentro do meu próprio ambiente objetos e itens que eu poderia levar para ajudar a compor o cenário. E isso foi difícil porque eu não tenho motivos para ter coisinhas de bebê espalhadas pela casa e os outros que seriam escolhidos deveriam ser neutros para não fugir do foco. Eu peguei, então, três edredons: um bem colorido com algumas palavras de sentido bom, um de oncinha e outro vermelho que ficariam bacana por ela estar ainda muito branquinha. Levei dois ursinhos, uma tiara com renda, uma cesta em formato de maçã e um baú.
Quando eu cheguei fiquei feliz por saber que que a luz estava okay e que ajustando o obturador da câmera para entrar um pouco mais de luz e o fotômetro eu conseguiria fotografar tranquilamente. As paredes do quarto da minha irmã são branquinhas, então, um ponto positivo pois é melhor branco e eu conseguir editar depois do que ser colorido ou desbotado ou descolando da parede. O espaço pequeno eu driblei expulsando todo mundo do quarto da minha irmã e do quarto da Malu. Sendo assim, só a Luana (a irmã) entrava para me ajudar e a minha irmã para amamentar e socorrer quando precisava.

Depois de todo esse histórico, seguem as fotos para vocês. Eu fiz muita, muita coisa errada e quando eu vi as fotos na câmera pensei que estavam lindas e só quando passei para o laptop foi que eu vi que várias estavam com ruídos e fiquei super frustrada e quis chorar. Primeiro: foi um dia cansativo. Segundo: a Malu não vai ter 11 dias mais. Terceiro: parece que seu esforço foi em vão. De 270 fotos dela eu consigo tirar umas 20 que eu gostei, 30 que teriam ficado lindas e 50 que teriam ficado maravilhosas se não tivesse sido mal fotografas e as outras iriam para descarte mesmo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eu gostei bastante de algumas fotos e essas me deixaram com o coração no chão pois consegui registrar um momento único na vida dessa mocinha. Mas também me fez pensar que eu preciso urgente de um curso de fotografia, pois as duas matérias que eu fiz na faculdade não foram suficiente. Obviamente que eu já sabia disso, mas agora eu realmente tive a certeza.

Sei que frustração pelo trabalho não ter saído como eu esperava é comum e já aconteceram diversas vezes. Creio que fiquei mais chateada porque fiquei tão animada que apesar de sentir no fundo que poderia dar errado, não imaginei que tantas seriam descartadas.

Mesmo assim, sabe quando você termina o dia com a sensação de: ‘okay, eu fiz. Não ficou tão legal quanto eu esperava, mas eu fiz’? Foi assim que eu fiquei. Quando eu olho as fotos, confesso que ainda me dá uma chateação mas conversei com váááááááááááaááárias pessoas que tentaram acalmar meus ânimos e agora eu estou ainda no processo de tentar aceitar kkk Se todas as vezes que eu for tirar fotos e algo der errado e eu ficar com essa sensação de frustração durante semanas, eu estou ferrada. hahaha

Espero que vocês tenham gostado do post 😉

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