Editora Gutenberg, Livros Nacionais, Resenhas
gsTítulo: Faça Amor, Não Faça Jogo Título original: Autor: Ique Carvalho Ano: 2014 Editora: Gutenberg Número de páginas: 223

muito difícil entender a razão quando tudo o que você tem é um coração.

Este livro. Este blog. Conheci a história de Ique quando comecei a acompanhar o blog dele, por indicação de uma amiga que me marcou em uma das postagens dele. Acima de tudo, Ique para mim representa aquela pessoa que literalmente fez uma limonada dos limões que a vida lhe atirou. Ele se encontrou numa barra muito complicada de suportar e buscou forças nos ensinamentos que seu pai havia lhe passado para não se deixar abater.

Apesar de saber que temos escritores nacionais com grande potencial, admito que não tenho muitos livros nacionais entre os meus favoritos. Faça Amor Não Faça Jogo não apenas se tornou um dos meus prediletos, eu carrego ele na bolsa comigo no meu cotidiano. Para se eu precisar, se o dia estiver difícil demais, ou simplesmente se estiver numa vibe bem mééh, eu vou ler um capítulo do livro e sentir: ufa!

Não basta seguir o coração; uma vez ou outra, você precisa guia-lo.

Assim como as postagens do blog, Ique nos indica várias músicas para acompanhar seus textos. No livro, cada capítulo (que compõe um texto) tem uma música indicada. Assim somos guiados pelas palavras dele e pela música, que representa uma parte tão importante na minha vida.< Você fica leve e pesada durante o livro. Um sorriso bobo e lágrimas nos olhos ao mesmo tempo. Cheia das certezas e coberta de dúvidas. Vamos nos sentir fracos e fortes, corajosos e covardes, dispostos e preguiçosos. Contrariedade é a chave. Conhecemos o pai de Ique quando ele já está um estágio avançado em sua doença, mas é como se eu pudesse lhe ouvir falar através das palavras do filho.

[…] Mais importante que isso, porém, é ter a certeza de escolher a vida e a pessoa que você quer ser.

O que mais gosto na história é que a inspiração maior para Ique começar a escrever o que ele escreve e ter começado a inspirar tanta gente é o seu pai e, por isso, ele fala de amor em praticamente todos os seus textos. Diferentes tipos de amor e ao mesmo tempo sempre o mesmo amor. Ele serve como um exemplo basicamente por não se considerar um, e por não tentar ser um. Tudo o que ele queria era compartilhar o que ele estava sentindo, e hoje, ele inclusive responde os apelos de quem lê o blog.< Quantos textos ele já fez, inspirado em um dos leitores, mas relacionando a sua própria história? Ele já falou de tantos relacionamentos que teve, e o mais legal de tudo é que ele descreve cada um de forma totalmente única e ainda aqueles que terminaram mal, conseguem transmitir um aprendizado que representaram na vida dele. Admiro muito a capacidade dele de falar sobre amores passados sem nenhuma mágoa e ressentimento, apresentando para nós características incríveis de mulheres que já passaram na vida dele e que ele ainda faz questão de elogiar.

Porque a melhor parte não é encontrar a mulher da sua vida.
É viver ao lado dela, todos os dias.

Ele conta como cada uma mudou um pouco dele, e como ele mudou cada uma delas. É mágico o seu nível de esclarecimento, ao pensar que no mundo as pessoas são regidas pelas frases “a fila anda” e “se ex-namorado fosse bom, seria atual” e “ele não foi o primeiro e não será o último, supera!” e “arruma outro que vai esquecer dele”. Estamos tão preocupados em nos defender todo o tempo, que ficamos cegos ao fato de que na maioria das vezes não tem ninguém nos atacando.

É muito difícil entender a razão quando tudo o que você tem é um coração.

Admiro o fato de que ele defende a pessoa que ele é e a pessoa que ele sempre foi, e admite o quanto ele já foi rejeitado por causa disso. O cara que recusa a cerveja e opta por uma coca cola, o cara que chora na frente da garota e diz “eu te amo” mesmo que todo mundo o diga para não fazer. “Faça amor, não faça jogo” é o nome de um de seus textos e descreve perfeitamente tudo aquilo que defende sobre o amor. Tudo aquilo que ele acredita que o mundo precisa entender. As pessoas que se preocupam tanto com as regras impostas por outros e depois choramingam quando dá tudo errado.

Ele continua escrevendo no blog, e eu continuo acompanhando. Sabe aquele tipo de história que te incita e não te deixa outra escolha a não ser se tornar uma pessoa melhor? Ele te aconselha, mas não decide por você. Ele te orienta, mas dando a possibilidade de você sentir (não pensar). Mais do que tudo, é um blog cujo tema principal é a vida. E se o objetivo principal é celebrar a vida, como pode dar errado?< Faça por você. Leia o livro Faça Amor, Não Faça Jogo. Acompanhe The Love Code. Conheça o Ique, seu pai, sua mãe, sua vida.

Descubra você mesmo(a) nas palavras dele.

Eu, agora, passei a ver o mundo de outra maneira.
E não foi ele que mudou.
Fui eu.

Editora Jangada, Livros Nacionais, Resenhas
gsTítulo: Fortaleza Negra Autora: Kel Costa Ano: 2014 Editora: Jangada Número de páginas: 416

Gostei muito do livro. A história criada é absurdamente feliz em sua consistência, trazendo uma parte histórica bem elaborada e personagens bem construídos
Depois do sucesso que a Kel fez com as fanfics que ela postava aos montes no finado Orkut, não era de se surpreender que seu livro de estreia fosse isso: um sucesso. Mesmo com alguns problemas de leitura no início do livro, é indiscutível  o talento da autora e a história fascinante criada, envolvendo vampiros e mitologia grega.

Os Mestres da Realeza Vampírica – os cinco vampiros mais poderosos – é quem comanda o mundo, que não é como conhecemos hoje, pois em 1985 os mesmos põe fim a Guerra Fria e rendem os líderes do mundo. Os humanos, seres mais fracos, acabam se submetendo e em mundo atual, vivem em relativa paz com os vampiros. Aleksandra Baker, ou Sasha, vive com seus pais e o irmão. Gosta de ouvir as histórias da mãe a respeito de como conseguia ir e vir antes dos mitológicos se tornarem o principal inimigo dos humanos e, consequentemente, dos vampiros. Quando graves ataques começam a ser noticiados, Sasha e sua família se mudam para a Rússia e vão morar na impenetrável Fortaleza Negra, a moradia oficial da Realeza Vampírica. Isso acontece porque seu pai é um cientista que tem ideias a respeito de como dominar os mitológicos, ideia que facilitaria a vida de vampiros e humanos.

Depois da mudança a contra gosto, Sasha acaba ficando fascinada por um dos vampirões da Realeza, o Mestre Mikhail que parece ter uma implicância direta com ela, Sasha tem que se acostumar com as novas normas da Fortaleza, fazer novas amizades, procurar notícias de sua amiga Helena. Isso tudo em meio as confusões que ela se envolve, os segredos que descobre e o romance que vai surgindo sutilmente entre ela e Mikhail.

O que posso dizer? Gostei muito do livro. A história criada é absurdamente feliz em sua consistência, trazendo uma parte histórica bem elaborada e personagens bem construídos em sua essência, que trazem a trama um teor obscuro e curioso, sem pesar na escrita.  
PORÉM, eu tenho uma ressalva a fazer: demorei muito a engrenar na leitura e por um triz muito pequeno eu não desisti do livro. Não por não acreditar na Kel, no livro ou em sua escrita, mas porque livros que eu já estou na página 100 e não conseguem atrair a minha atenção ou me deixam entediada me fazem querer desistir. E isso aconteceu. Eu acabei até comentando com outra colega blogueira e leitora o que quanto isso estava me frustrando, mas a história simplesmente não começava. Eu não consigo perceber os motivos para a Kel ter demorado tanto a assumir a liderança da história – ignorando o fato de ela ser a dona da história haha -, entupindo-a com cenas sem nenhuma relevância e com uma personagem principal me fazendo beirar o histerismo de tão chata.
CONTUDO, depois que passou dessas cento e pouquinhas páginas, a leitura começou a fluir de maneira incrível, que eu acabei não percebendo o momento em que eu não estava curtindo a história para o momento em que eu não consegui me desgrudar do livro.
Sasha me irritou boa parte do livro, principalmente com as implicâncias com o irmão que me levava a crer se eu estava acompanhando a história de uma adolescente de 17 anos ou de uma menina de 5 anos. Só que ela tem um crescimento incrível no decorrer da leitura (e a chatice vai sendo esquecida) e acabou me conquistando em outros momentos. Ela é corajosa e isso não tem como negar e seu relacionamento com Mikhail é tão sedutor (sem ser vulgar) e envolvente. Fiquei apenas apaixonada.
Toda a história criada através dos mitológicos é fascinante e incrivelmente envolvente. Gosto muito do jeito sutil que a Kel introduziu humor em suas palavras e simplesmente a-m-e-i as cenas românticas entre a Sasha e o Mikhail. Meu coração se apertou nos momentos certos, fiz cara de: PUTAQUEPARIUQUEISSONÃOTÁACONTECENDO e curti os momentos tensos da leitura. Terminei o livro com a sensação de: caramba, a Kel fez um bom trabalho aqui e eu já quero a continuação. Claro, a minha cabeça começou a dar bastantes voltas e conjecturar a respeito do que acho que vai acontecer, mas estou doida para ler o que a autora tem para me mostrar. *pisca* E o final… o final acabou com o meu coração.
A respeito do livro físico: quando liberaram a capa, confesso que achei um tanto estranha. Mas uma coisa é ver no meio digital e como ficaria impressa. Sim, impressa é aceitável, mas ainda acho que existam problemas com a disposição dos elementos da capa, como o minotauro, o nome da autora, do livro e subtítulo. A diagramação está maravilhosa – valeu Equipe Jangada por terem feito algo tão bacana! – e no final do livro temos ilustrações dos principais personagens que ficaram maravilhosas, apesar que imagino o Mikhail de outra forma, com um rosto menos sombrio e mais charmoso. 🙂
Em suma, é um livro que cresceu bastante para mim, passando por cenas casuais para cenas de guerras e para cenas divertidas e para cenas importantes e para cenas tristes. Cada uma dela tem sua cota de sentimentos que só dão veracidade ao que está lendo. Uma leitura que eu super indico para vocês e que só vai mostrar como os autores nacionais estão mais do que preparados para enfrentar o mundo editorial. 🙂
Livros Nacionais
Pra quem não está sabendo, está na hora de saber então sobre PICTA MUNDI. Está perdido?! Não estará mais pois a partir de agora será obrigatório você acompanhar todas as novidades desse livro que é da autoria da minha querida Gleice Couto.
Picta Mundi foi o nome escolhido pela Gleice para o seu primeiro livro de fantasia. Uma pequena sinopse segue na arte abaixo:

Para quem chegou agora e não está acompanhando ainda, a Gleice (que também é autora do blog Murmúrios Pessoais) recebeu alguns nãos de editora e decidiu por conta própria que vai fazer o seu livrinho: capa, diagramação, impressão, distribuição. Eu nem posso falar que estou feliz demais por essa decisão dela, né? Nossos sonhos são grandes demais para não ser realizados, então, MÃOS À OBRA!
A Gleice me deu a HONRA de ler 10 capítulos do livro. Eu li 4 mas foi por causa do auê que se tornou a minha vida. Assim que eu terminar de ler todos eu volto aqui e atualizo esse post com a minha primeira pré-impressão. Abaixo vocês podem conferir o primeiro teaser que a própria autora divulgou ontem e que ficou LINDO! Dá para deixar vocês com um gostinho de quero muito mais!

Enquanto euzinha só tive a honra de receber 10 capítulos, teve alguns sortudos que já leram o livro todo e já deram a sua opinião HAHAHAHA.
Felipe Colbert (autor de Belleville, Ponto Cego e coautor de A Última Nota)
Laura Conrado (autora de Freud me tira dessa! e Freud me segura nessa!; vencedora do Prêmio Jovem Brasileiro 2012)
Lu Piras (autora de Um Herói Para Ela, Equinócio e Polaris e coautora de A Última Nota)
Roberta Spindler (autora de Contos de Meigan)
Por fim, convido todos vocês a apreciarem mais essa autora nacional que tem tudo para brilhar! O site não está pronto ainda, mas tem uma fanpage recheada de informações sobre o livro e a autora! Não fique por fora, fique pertinho de descobrir esse mundo da Letícia e de ter Picta Mundi em mãos!
Assista aos Vídeos
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