Editora Novo Conceito, Livros Nacionais, Resenhas
gsTítulo: Um Herói para Ela Autora: Lu Piras Ano: 2014 Editora: Novo Conceito Número de páginas: 336

O início do livro tem um leve toque de humor que me fez dar um sorriso. Na metade do livro eu já não estava mais aguentando tanta enrolação.
Quando soube que a nova casa editorial da autora Lu Piras era a Novo Conceito, fiquei muito feliz por mais essa conquista dela. Quando o seu livro chegou, a minha primeira impressão é que seria uma romance que eu fosse gostar, apesar de não ter lido nada a respeito do livro, porém, logo de princípio algo me incomodou bastante que foi o título escolhido, Um Herói para Ela. Deixei, entretanto, minhas besteiras de lado e encarei a leitura. Vamos lá?
Bianca sempre sonhou em ser roteirista mas, trabalha em um escritório de advocacia onde tem que fazer um trabalho chato e aturar o chefe insuportável. Sua vida, na verdade, está uma zona. Principalmente a sentimental: ela não consegue encontrar uma pessoa que a faça feliz. Não consegue encontrar uma pessoa que se encaixe com ela, que seja a sua alma gêmea. E as suas escolhas equivocadas começam a incomodar sua mãe, que de alguma maneira tenta ajudar a filha, com o apoio do pai: inscrevê-la em um curso  de roteirista em Nova York e ajuda-la a conquistar seu sonho.
Bianca vai, então, para a cidade das luzes estudar, morar longe dos pais e se acostumar durante um período com um país totalmente diferente do seu. E logo iniciando seus estudos em New York Film Academy, acaba conhecendo Paul, que lhe faz duas propostas suspeitas porém irresistíveis. Mas no meio dessas mudanças, Bianca acaba conhecendo Salvatore. Ele acaba ajudando-a em alguns momentos e, de alguma forma, vão se aproximando. Salvatore, no entanto, é um cara misterioso e que desaparece com frequência. Determinada a saber quem é esse homem que está tirando seu sono e arrancando suspiros, Bianca se vê envolta de muita confusão, mistério e perigo. E um amor que ela luta para ter e conseguir.
Well. Eu não gostei do livro. Toda a estranheza que eu tive com o título à primeira vista foi refletida no texto a seguir. Então, vamos por partes. O título me incomoda pois acredito que ninguém precise encontrar um herói para ser feliz. Precisa encontrar uma pessoa para amar e compartilhar momentos, e no decorrer da história, fica muito, muito claro (mesmo!) que Salvatore não é esse herói. E CASO ele fosse, estaria salvando a Bianca de quê? Não existe um motivo absolutamente justificado para que isso aconteça, pelo contrário. A mocinha acaba salvando o personagem masculino de si mesmo. Uma confusão sem fim, mas okay.
Os personagens secundários, como Natalya – uma russa de cabelo rosa – e Mônica – uma brasileira que sonha em ser atriz da Broadway – estão no livro inteiro e aparecem com frequência, até mesmo porque sempre estão acompanhadas da personagem principal. A primeira eu ainda não consegui compreender se é amiga ou inimiga. Juro. Ao mesmo tempo que ela se diz ajudar, trata muito mal a Bianca e ainda tem umas atitudes que sinceramente, que raio de ‘amiga’ é essa? A Mônica era pra ser a amiga pirada e desvairada das ideias, mas que me soou forçada e em apenas alguns momentos ela conseguiu ser assim.
O início do livro tem um leve toque de humor que me fez dar um sorriso. Na metade do livro eu já não estava mais aguentando tanta enrolação. Depois ainda vem todo um mistério envolvendo a máfia italiana que eu penso ser muito perigoso de escrever porque corre o risco de ficar superficial, e para o meu pesar, foi o que aconteceu. Mais para o final, confesso que comecei a fazer leitura dinâmica. Outro problema: existe uma mistura gigante de idiomas no livro: português, inglês, italiano e espanhol. Eu não sei, isso me confunde um pouco e é desnecessário. Apesar de estar em outro idioma, mantenha sempre em português pois eu vou entender quando explicado, que estou lendo uma carta em italiano, mas que ela não precisa estar, necessariamente, no idioma. E muito menos com uma nota de rodapé que tomou duas páginas com a tradução, sabendo que a carta em italiano, por exemplo, eu não vou ler realmente por não entender. Eu não estou falando de pequenas frases, que dão um charme para o texto. Mas de textos enormes e frases com mais de duas linhas.
A autora pecou no livro, ao meu ver, em diversos momentos e dos mais variados jeitos. Eu já li Equinócio, seu outro livro e também li A Última Nota em parceria com o Felipe Colbert e sei da capacidade e originalidade da autora, porém aqui, tudo está tão confuso, tão cheio de informações desnecessárias, frases clichês de efeito que apenas me desmotivaram a continuar, e uma enredo fraco onde acredito que foi o erro principal. Atenção, pois não estou falando da capacidade de escrita da Lu, estou falando que nessa história ela acabou se perdendo em sua própria história. A parte do estudo mesmo, dela ir para NY em busca de um sonho fica tão em segundo plano que passou despercebido por mim que ela estava realmente ali para isso. Sem contar que tem umas cenas muito forçadas, onde aparece um certo homem para lhe salvar de uma certa situação por causa de um certo esdrúxulo motivo.
O pior é saber que Salvatore tinha tudo para ser um ÓTIMO personagem. Ele tem uma boa construção, foi pensado de maneira a agradar a maior parte da população leitora feminina por ser gentil, simpático, lindo e carinhoso. Claro, não posso ser injusta dizendo que todo o livro não é bom. Tem algumas cenas realmente bonitas e que em outro contexto teria mexido mais comigo, mas que ali me pareceram deslocadas e que não contribuíram para a história.
Minha nota baixa foi pela falha no livro. A capa é linda, o título mais ou menos, a história perdida e o final tão previsível que deixa a desejar. Alguém que leu, discorda ou concorda comigo? Vou aguardar os comentários de vocês!
Livros Nacionais, Resenhas
gsTítulo: João & Maria – Paixão e Rock n’ Roll Autores: Ana Paula Bergamasco e Marcos Bulzara Ano: 2011 Editora: Todas as Falas Número de páginas: 191

O livro é separado por capítulos que se intercalam entre os pontos de vistas do João e da Maria. Só que, e aqui que eu acho que foi o erro principal do autores, a história não tem uma continuidade.
Esse foi o segundo título dos autores Ana Paula Bergamasco e Marcos Bulzara que eu li. Ambos já escreveram outros livros como Apátrida e O Arquiteto do Esquecimento, respectivamente. Gosto muito, muito, muito de ambos os autores e fui muito animada quando recebi o livro. Porém, depois de duas leituras estupendas e separadas de cada autor, imaginei que a junção deles dois seria algo maravilhoso, pois os mesmos tem boa escrita, imaginação, histórias emocionantes e tentaram inovar nesse novo livro. Mas não funcionou comigo. Vamos lá.
Maria é a personagem principal (escrita pela Ana). Ela é uma garota super tranquila, não gosta de badalação ou festas barulhentas e muito, muito tradicional. De seguir a risca as regras e acreditar piamente em suas crenças. Namora com Pedro, um cara tão excêntrico – e chato, na minha opinião – e que na maior parte das vezes eu me perguntei como que ainda existem pessoas que se envolvem com outras, mesmo sabendo que não tem absolutamente nada em comum e não combinam. Já João (personagem escrito pelo Marcos) é lindo, comunicativo, vocalista de uma banda de rock e, talvez por isso, um pouco arrogante e egocêntrico.
João vai ter a experiência de conhecer essa jovem quando a mesma não tem um tema para seu TCC e por sugestão do namorado, decide fazer sobre a POLIROCK, a banda de rock de João. E quando ela decide por isso, acaba percebendo que vai ter que manter mais contato ainda com aquele que sempre foi sua paixão, desde que o ouvira no programa de televisão.
Eu me interessei pelo livro, primeiramente, por gostar muitos das histórias já lida dos autores. Depois porque eu AMO livros que mesclam música. Sempre sai uma boa combinação. E terceiro porque a temática parecia apropriada e bem desenvolvida. Mas não foi o que aconteceu:
O livro é separado por capítulos que se intercalam entre os pontos de vistas do João e da Maria. Só que, e aqui que eu acho que foi o erro principal do autores, a história não tem uma continuidade. Apesar de ser um livro de poucas páginas e escrita fácil, eu me vi sendo arrastada pelas páginas porque o mesmo parágrafo que eu li no ponto de vista da Maria era repetido no ponto de vista do João, dando pouco movimento para a história. Então, por exemplo, na cena que a Maria desmaia quando conhece o João, eu acompanhei tudo pelo ponto de vista dela. OK. Quando chega no ponto de vista do João, eu acompanho a mesma coisa, mudando apenas o cenário atual, que mostra desde algumas horas (ou dias) antes até chegar no mesmo ponto. E aí a Maria tem mais um capítulo, e aí o João segue tudo que aconteceu até seus caminhos se encontrarem. E lemos tudo de novo sobre outra perspectiva.
Me incomodou pois eu sentia que o Marcos ficou dependente do que a Ana estava escrevendo para poder traçar a sua própria história. E como eu já conheço quão maravilhosamente eles escrevem, foi estranho ver um capítulo sendo puxado pelo outro assim. Não foram felizes na escolha e o que eu estou dizendo é que apenas não me agrada. O João poderia continuar a falar sobre o desmaio da Maria, mas dando uma continuidade e não sendo dependente disso. Eu já tinha acompanhado as coisas pelo olhar dela e mesmo sob outra perspectiva, ficou repetitivo.
Quanto ao enredo, outra surpresa: a banda de rock é apenas um plano de fundo e não o foco principal na história. A Maria é uma personagem insossa, enquanto o João ganha as páginas mostrando para o que veio. Aqui, eu acho que o personagem criado pelo Marcos foi mais bem desenvolvido e mostrou mais as caras. Foi um livro que eu peguei que fosse me divertir lendo, mas acabei um pouco frustrada.
O livro tem a capa agradável, mas as páginas são brancas e letras são grandes e confortáveis para ler.
Editora Verus, Livros Nacionais, Resenhas

Título original: Procura-se um Marido Autora: Carina Rissi Ano: 2012 Páginas: 474 Editora: Verus

Livro no Skoob
Alicia sabe curtir a vida. Já viajou o mundo, é inconsequente, adora uma balada e é louca pelo avô, um rico empresário, dono de um patrimônio incalculável e sua única família. Após a morte do avô, ela vê sua vida ruir com a abertura do testamento. Vô Narciso a excluiu da herança, alegando que a neta não tem maturidade suficiente para assumir seu império – a não ser, é claro, que esteja devidamente casada. Alicia se recusa a casar, está muito bem solteira e assim pretende permanecer. Então, decide burlar o testamento com um plano maluco e audacioso, colocando um anúncio no jornal em busca de um marido de aluguel. Diversos candidatos respondem ao anúncio, mas apenas um deles será capaz de fazer o coração de Alicia bater mais rápido, transformando sua vida de maneiras que ela jamais imaginou. Cheio de humor, aventura, paixão e emoções intensas, Procura-se um marido vai fisgar você até a última linha.
Alicia tem 23 anos e é um espírito livre pelo mundo. Tendo perdido os pais quando era muito nova, foi criada pelo avô e cresceu para se tornar alguém irresponsável, inconsequente e que detesta regras. Para ela, a vida foi feita para ser vivida ao máximo. E era isso que fazia, até a fatídica morte de seu avô. Como se o baque não fosse o suficiente, ela ainda se deparou com cláusulas no testamento que desafiavam a sua lógica, uma delas: ter que casar para poder pôr a mão na sua herança. Encontrando-se sem dinheiro, à mercê das vontades de um funcionário de seu avô que queria mandar nela, e completamente confusa, ela tem a ideia de colocar um anúncio no jornal procurando um marido. O livro se desenrola a partir daí.

Deixe-me começar pela minha opinião de fato: contrariando basicamente todas as pessoas que o leram, eu não gostei dele. Não, você não leu errado. Eu realmente não gostei. Para começar, a razão pela qual eu li esse livro foi porque já tinha lido Perdida e, embora tenha gostado, tive opiniões acerca da história que divergiam da maioria. Quis fazer um segundo teste e resolvi ler o 2° livro da Carina Rissi, em minha sincera opinião ela devia ter parado no primeiro. A característica de escrever personagens imaturas parece ser um fato marcante – e apesar de ela ser taxada como imatura no início do livro, em minha opinião, ela não melhorou tanto assim – e dessa vez, diferente da autenticidade da história de Perdida, o que encontrei aqui foi um espetáculo de clichês. Eu gosto muito de romances, e na maioria das vezes não me oponho a um clichê ou outro, principalmente quando os personagens me cativam. Mas, infelizmente, dessa vez eu me importei bastante.

Eu já não havia me interessado de primeira porque acho a ideia de procurar um marido através de um anúncio de jornal algo ilógico e surreal, principalmente considerando que o livro se passa no Brasil. Nos Estados Unidos, por exemplo, o online dating* é algo muito comum e as pessoas realmente têm encontros com pessoas que nunca conheceu, mas aqui? Bem, apenas porque se se tratava de uma ficção que segue à risca o ‘felizes para sempre’ que Alicia não acabou em pedacinhos dentro da mala de um psicopata.

Ao invés disso, ela encontra Max, ninguém mais que o cara sexy, alto, lindo de morrer e com músculos bem definidos que trabalhava na empresa de seu avô. Sem querer comentar a forma como eles se conheceram – trombando um no outro, really? -, o marido ideal para Alicia era um cara que tinha sido rude e mal educado, mas na verdade se transformou em um verdadeiro príncipe encantado. Claro. A verdade é que Alicia melhorou como pessoa depois que eles se casaram. De fato, o cotidiano um do lado outro mudou o relacionamento deles. Na realidade seria bem difícil de acontecer – quem nunca ouviu dizer que o cotidiano é o que estraga o casamento? – Mas aqui, deu a oportunidade para eles se conhecerem melhor e para se aproximarem.

Max era uma incógnita para mim. Às vezes, como naquele momento, me tocava sem que eu precisasse recorrer a subterfúgios. Em outras, dava mais trabalho que cabelo alisado com chapinha em dia de chuva.
Eles relutaram a princípio, até que começaram conversar, então perceberam que até que o outro não era tão insuportável, então ficaram amigos, e obviamente o tesão era quase palpável – porque seria diferente? Os dois eram lindos de morrer! -, até que ela se apaixona e começa a tentar conquista-lo. Depois de algum tempo, eles viram marido e mulher de verdade, e tudo dará certo porque eles se amam demais. Logo ela será rica de novo, feliz e ainda com um marido que é um furacão-na-cama mesmo que seja metódico e responsável e a princípio tão diferente dela. E é claro que eles vão conhecer a família dele, e claro que a família dele vai adora-la – novamente, como não a adorariam, sendo ela uma pessoa tão amável e gentil e incrível e inteligente e doce? Sério, a única pessoa que não a adoraria seria… Eu? É, por aí.

– Não. É ruim quando você não vai para o mesmo lugar que eu, e sou obrigada a enfrentar o ônibus.

Deslumbrada, vi seus lábios se esticarem e se curvarem num sorriso sobre os dentes perfeitos, os olhos brilhando feito caleidoscópios, fazendo meu pulso acelerar. – Então não vá para longe de mim, Alicia.

Esta história tinha tudo o que já vi antes: uma colega de trabalho que dá em cima do Max e quer destruir a vida da mocinha; a amiga que sempre quer saber dos detalhes sórdidos da vida sexual da protagonista e sempre conhece os pensamentos, desejos e vontades melhor do que a própria; um vilão que quer acabar com a felicidade da mocinha e utiliza todos os meios possíveis para tal enquanto se disfarça de um cordeiro indefeso; um herói que é completamente fiel e apaixonado e preocupado com a protagonista e louco pela família e disposto a defender seu amor de todo modo; uma protagonista mimada, mas na verdade tem um coração de ouro, materialista, mas que na verdade descobre o que realmente tem valor na vida, egoísta, mas que quando perde a grana começa a entender o que os pobres funcionários da empresa sentem e quer ajuda-los, que tinha horror a casamento, mas de repente o amor mudou a forma como enxerga a vida, um senso de humor sarcástico e uma linguinha afiada e uma saudade grande de seu avô.

É aqui que eu paro e faço o que você, leitor que ainda não leu o livro e leitor que leu e amou e teve coragem de ler minha resenha até aqui – Parabéns J -, não estava esperando: eu elogio o livro. Exato, não, você não leu errado. O ponto alto do livro para mim foi o relacionamento de Alicia com seu avô e os diálogos entre eles durante o livro. Mesmo considerando o fato de que, para uma neta tão prendada, ela diz que o odeia logo após a sua morte – não resisti a mais uma alfinetada -, o fato é que Alicia sentia por ele um amor de filha e eu me identifico com isso. Meu próprio avô foi uma figura muito importante na minha vida e insubstituível, um pai, mais do que isso até, e por isso eu compartilho e entendo a dor dela, porque meu avô também faleceu. Neste ponto, a autora acertou.

– O que eu sinto por você é… outra coisa. É … hã …é como…se eu estivesse me afogando e de repente conseguisse encontrar a superfície.

– Como se estivesse à beira de um precipício sem proteção alguma, mas não resistisse e saltasse. – Exatamente! – Como se estivesse faminto por décadas e finalmente pudesse saciar a fome. Como se descobrisse que o que move o universo não são as energias cósmicas, mas os pálidos olhos azuis no rosto de uma menina-mulher.

Eu não detesto a Alicia, nem o Max, nem a Mari, nem o avô dela, e etc. Eu simplesmente acho que a premissa da história é fraca e difícil de engolir, não acho que tenha sido bem escrita e a sensação que tive quando lia foi que já tinha lido tudo aquilo em outras histórias, aqueles personagens em outros romances, aquelas cenas em outros cenários. É horrível o sentimento de que livro não é único para você, apenas mais um. É provável que um único momento que eu ri nesse livro foi quando Alicia tirou a cópia da própria bunda, então até nisso falhou para mim, depois de ter sido taxado como um livro engraçado. Mas eu admito que seja uma pessoa difícil para agradar no sentido humor, a maior parte dos filmes de comédia super aclamados não me faz nem querer bocejar – eu fico tão entediada até para isso.
Eu sinto de verdade se minha opinião pelo livro fez com que a resenha tenha sido insatisfatória, mas eu sempre digo que literatura é isso: um mundo de aceitação e discórdia, ao mesmo tempo. Não é o pior livro da minha vida e eu não vou dizer para que não leia, a experiência sempre vale à pena, apenas foi um livro que no fim do dia não fez a menor diferença para mim. Ainda que tenha tido seus momentos, e os trechos que escolhi para esta resenha são alguns deles.
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