Editora Jangada, Livros Nacionais, Resenhas
gsTítulo: Azar o Seu! Título original: Autor: Carol Sabar Ano: 2013 Editora: Jangada Número de páginas: 386

Aaaaaaaaaaim, gente! Con – fes – so! AMO de paixão a escrita da Carol. Depois de Como (quase) Namorei Robert Pattinson não pensei que pudesse me divertir tanto lendo um livro. Mas lá vem essa mineirinha mostrar que eu posso sim. E eu espero que com as minhas palavras vocês CORRAM para poder comprar o livro e se divertirem também!

Bia tem 25 anos. É azarada, endividada, desempregada, carente, mal-amada e desesperada. Isso segundo palavras da nossa própria coleguinha. Então, ela é convidada para o funeral da madrasta do primo do seu pai e acaba embaixo de uma árvore… com o enteado da defunta! Isso, claro, não acaba bem, já que ela ficou insatisfeita e o cara? Um grosso mal amado! Frustrada e pensando que o seu azar não poderia ser maior, volta pra casa rapidamente, rezando para livrar – se do mala. Vindo embora pelo Rio de Janeiro, Bia só quer uma garrafinha de água e vê o cara do carro ao lado tomando a última que o ambulante tinha para vender. No auge da raiva, ele ainda começa a mandar tchauzinhos para ela, acenando, tentando chamar sua atenção! Que loucura é essa?! Pensando que são seus últimos minutos de vida quando o tiroteio começa com força total e envolvida nos braços daquele homem tão lindo que se jogou no asfalto com ela, Bia começa a divagar sobre seu amor de infância.

Guga é o irmão da sua ex – melhor amiga Raíssa. Quando estava na adolescência elas tiveram um desentendimento e foi o fim da amizade de infância. Aquilo poderia, claro, ter sido remediado. As duas, porém, deixaram o tempo passar e as confidências, amigos em comum e tudo que um dia foi lindo, ruiu. Ele foi embora para Londres para seguir sua carreira como músico e Bia ficou em Juiz de Fora… E naquele último momento de vida o que ela mais queria era apenas saber se Guga estava bem.

No frenesi da loucura e com medo de morrer, Bia começa a contar toda a sua história de amor – que – foi – pra – longe – mas – que – ainda – está – no – meu – coração para o cara que está abraçado a ela. No auge do seu desespero, Bia até pensa que o cara é um Amparador Espiritual! HAHAHAHA

Fala pra ele que eu morri pensando naquele beijo e que, no fundo do meu coração, por mais que ele feito questão de me esquecer… ele nunca me ligou, nunca parei de me perguntar por que ele nunca quis saber de mim… Sempre tive um sonho secreto em que ele voltava para o Brasil e me mostrava a explosão sexual do prazer.

– Explosão sexual do prazer?

– É – eu disse. – Aquela em que falam os romances de banca, as novelas, os filmes como o Titanic, quando o Jack brinca de chofer e pergunta “Para onde, senhorita?” e a Rose responde “Para as estrelas”, e depois desliza a mãozinha pelo vidro suado do carro! Eu nunca deslizei a minha mãozinha pelo vidro suado de um carro, a não ser para desembaçar o para-brisa!

Quando ela recobra a consciência e percebe que o Cara (como ela passa carinhosamente a chama – lo) tirou eles do tiroteio e que ela já tinha falado todas as besteiras do mundo, o que fazer? Ela ficou chateada, envergonhada e não quis dar o braço a torcer. Porém, nem imaginou que aquele homem lindo poderia ser o seu Guga, aquele da sua infância e por quem ela sempre nutriu uma paixão. Daí, entramos num conflito: o Guga tem medo de contar sua verdadeira identidade, enquanto Bia está feliz e alegre por estar saindo com alguém que é tão divertido, alegre e lindo quanto o seu amor desde sempre. Como é que esses dois vão se resolver, vocês vão ter que comprar e ler o livrinho para saber! *sorrisão*

Ele era irresistível, o filho da mãe. E fofo e espirituoso e pretensioso e gostoso até não poder mais. Ah, qual é? Eu era semivirgem, mas mulher em primeiro lugar!

Eu não tenho absolutamente NADA para reclamar do livro. Tudo se encaixa tão bem (e a Carol entra para o roll das minhas autoras preferidas!!), mesclando o presente com o passado e vamos saber como era a vida da Bia quando ela era amiga da Raíssa, o motivo de seus desentendimentos e como a vida de todos mudaram durante o período de separação. E é gostoso relembrar essa parte. Neste ponto de livro somos bombardeados com emoções, pois percebemos sentimentos fortes presentes na narrativa: amizade, companheirismo, perdão e amor. Sentir tudo isso rindo ainda? Pra quê melhor?

O Guga é um cara fofo *suspiros* Ele é carinhosos e educado. Aí quando você descobre que o homem ainda canta, pronto, acabou. E é perceptível saber porque a Bia é tão apaixonada por ele. E os dois combinam de forma que poucos casais protagonistas conseguem fazer. Ler algo só da Bia é divertido, mas ler o Guga provocando – a e as conversas engraçadas dos dois é incrivelmente relaxante. A Bia, por outro lado, está em um fase de problemas. Ela confia tanto que as coisas são sempre azaradas para o lado dela, que sempre que algo realmente acontece errado, já é motivos para ela lembrar em como o trevinho de quatro folhas nunca a acompanha. Ela tem que aprender a superar seu problemas amorosos, profissionais e pessoais. E é maravilhoso acompanhar esse crescimento.

É um livro mais adulto, diferente do seu primeiro título. Mas lendo o primeiro livro da Carol e comparando com esse, o que eu percebi foi um amadurecimento e gostei de sentir o ‘jeito Carol Sabar de escrever‘ ainda presente. Eu vou ler qualquer coisa que essa mulher escrever! Porque eu gosto de rir, eu gosto de histórias fofas, eu gosto de livros que vai muito além que uma simples história: aqui nós temos lições que podem ser levadas e com uma construção que se encaixa tão perfeitamente com o enredo que chega a ser absurdo saber que uma pessoa só tem tanto talento!<

A gente nasce, cresce, se ilude, se reproduz, se ilude de novo, quebra a cara. Depois a gente morre. Muitos de nós, inclusive, morrem sem se reproduzir. Sem se iludir ou quebrar a cara? Jamais!

Teve momentos que eu ri muito com as trapalhadas da Bia e teve outros, que deslumbrada pela trilha sonora tão presente e importante nesse livro, eu me senti tão envolvida que se eu fechasse os olhos com certeza conseguiria me colocar no lugar da nossa protagonista. E foi nesse momento que meus olhinhos se encheram de lágrimas (podem rir! hahaha), mas é porque a forma como foi expressado o sentimento foi muito bonito. E ler algo assim vale muito a pena. Outro ponto que me fez emocionar foi a trilha sonora que permeia essa história. Ela é importante, casa tão bem, indo de Paralamas do Sucesso a John Mayer.

Que sorte, pensei, sentindo um friozinho na barriga. Mas eu já deveria estar careca de saber que, na vida de uma azarada, a sorte nunca deve ser louvada. Porque na vida de uma azarada, mesmo quando parece impossível, as coisas ainda podem piorar.

Eu preciso mesmo falar da edição? Então tá: foi pela capa que eu me apaixonei primeiro. Acho LINDO o tipo de desenho que a editora utiliza nos livros porque é tão Carol e tão seus livros HAHAHA Eu já remeto automaticamente. É inquestionável esse aspecto. Eles tratam com muito carinho os livros dela. A diagramação tem fontes bem grandes – diferentes das que eu estou acostumada, o que me fez estranhar um pouco no início. Os capítulos começam com fonte diferenciada e no final tudo casa direitinho, transformando o livro em um dos meus preferidos para sempre!

Editora Verus, Livros Nacionais, Resenhas
[Resenha] Perdida
01.jul.2013
Título: Perdida – Um amor que ultrapassa as barreiras do tempo
Autora: Carina Rissi
Ano: 2013
Páginas: 364
Editora: Verus

Sofia vive em uma metrópole, está habituada com a modernidade e as facilidades que isto lhe proporciona. Ela é independente e tem pavor a menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são os que os livros lhe proporcionam. Mas tudo isso muda depois que ela se vê em uma complicada condição. Após comprar um novo aparelho celular, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século XIX, sem ter ideia de como ou se voltará. Ela é acolhida pela família Clarke, enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de voltar para casa. Com a ajuda de prestativo Ian, Sofia embarca numa procura as cegas e acaba encontrando algumas pistas que talvez possam leva-la de volta para casa. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos…

Fazia bastante tempo desde que eu tinha lido um livro nacional. De cara, a história me interessou por sua autenticidade.  Sophia é uma jovem completamente antenada com a tecnologia e aparentemente incapaz de viver sem ela. Ela tem um emprego bomba com um chefe mala e em uma noite de distração com amigos, acaba tendo um pequeno acidente envolvendo seu celular e um vaso sanitário enquanto bêbada. A partir da decisão de comprar um novo aparelho, ela se vê em uma situação desesperadora: como uma máquina do tempo, ela tinha sido sugada de volta para o século XIX e a única maneira de voltar era concluindo uma missão que nem ao menos sabia qual era.
Preciso dizer que algo que me incomodou no livro desde o início foi a escrita usada. Uma narrativa com um uso excessivo de gírias, comentários bobos, lembrou-me uma descrição digna de fanfics na verdade. Já li muitas fanfics e escrevo fanfics, mas sempre achei que deve haver a distinção entre uma coisa e outra. A personagem Sofia me pareceu demasiadamente imatura para seus originais vinte e três anos e talvez isso tenha sido contribuição da narração.
Eu estava bastante curiosa para o desenrolar da história ainda assim e principalmente pelo desfecho. Queria saber se a autora conseguiria bolar uma solução que soasse plausível e sensível ao mesmo tempo. Pois bem, claramente não vou tagarelar aqui sobre os acontecimentos, mas eu fiquei um tanto desapontada. Os elementos da história se encaixaram de modo fácil demais mediante as circunstâncias. Afinal, não é todo dia que uma garota é sugada para o século dezenove porque comprou um celular novo. Algo que eu também não engoli foi a explicação para que toda essa confusão acontecesse justamente com Sofia. Ela não é o tipo de garota amarga e cínica que não acredita no amor ou nada do tipo. Então acho que a justificativa tinha que ter sido mais bem trabalhada. De fato, ela é uma romântica incubada, apaixonada por livros de romances históricos.
Não tem nada de errado em gostar de ler histórias de amor, pelo menos nos livros elas tem finais felizes! Não machucam ninguém.
E este foi outro ponto que não me agradou: uma vez que se viu no século XIX, ela teve pensamentos bastante ignorantes para alguém tão apaixonada por romances históricos. Qual é, eu sei que não vivemos na época, mas todos nós estamos cientes de que não existia privada naquele tempo, não é minha gente? Algumas aulas de história já seriam suficientes para cobrir essa questão.
De tudo a tudo, foi um livro que considero bom. Eu consegui me envolver bastante com a história, não se deixem levar pelas pontuações críticas que eu fiz. Ainda assim eu recomendaria mesmo. A ideia da história é boa, ainda que eu ache que a autora poderia ter explorado de modo um pouco diferente. A parte que mais gostei, no entanto, foi o romance. *Novidade*
Ian apresenta uma mente extremamente avançada para alguém com tão pouca idade, mas isso se explica facilmente pelo contexto histórico em que fora criado – neste ponto a autora acertou em cheio. Ele é gentil, atencioso, educado, e yeah baby, sexy. Um verdadeiro gentleman do século XIX que conquista corações de qualquer século.
E se por sorte, algum dia puder vir a ler estas linhas, não te esqueças que a amei desde o primeiro instante e a amarei até o último. Talvez até depois.
Acontecem algumas cenas bastante engraçadas devido à irreverência de Sophia em meio a uma época tão recatada e Ian se mostra adorável em todas elas. Apesar de eu ter a achado imatura, principalmente no início da história, ao mesmo tempo foi engraçado o fato de que isso não impediu que eu gostasse dela. Ela não é uma personagem que vou sair por aí tagarelando sobre, mas o jeitinho dela de certo modo me venceu.
O relacionamento deles se desenvolve gradualmente, com doses certas de paixão e gentileza. Talvez tenha havido um pouco de repetição, mas nada a ponto de se tornar maçante. Acho que serviu para reforçar a dinâmica entre eles, na verdade. É uma boa leitura: dá para rir, fazer uns ‘aaawnnns’ e de quebra mergulhar em um universo de vestidos deslumbrantes e boas maneiras. Ah se as pessoas tivessem preservado um pouquinho dos modos de antigamente, hã? O mundo seria um lugar bem mais bacana, em minha humilde opinião.
Editora Novo Século, Livros Nacionais, Resenhas
gsTítulo: Só Gosto do Cara Errado (Freud Me Tira Dessa! Teen #1) Autora: Laura Conrado Ano: 2013 Editora: Novo Século Número de páginas: 166

– Encalhada? Não fez nem 15 anos!
– Eu sei. Mas não quero ficar encalhada como você, mãe!
Menos de um anos atrás, eu postava e apresentava para vocês Freud me Tira Dessa! da Laura Conrado, autora iniciante publicada pela Novo Século com o selo para os talentos nacionais. Quem diria que eu voltaria aqui para falar sobre seu novo livro? Eu poderia cochichar algo e dizer que eu sabia por causa do seu talento. Mas preferi me manter quietinha e ver até onde ela iria chegar.

Priscila é a nossa protagonista dessa vez. Ela tem 14 anos, mora com a mãe. Seus pais se separaram quando ela tinha 7 anos mas não foi que não afetou a vida dela no momento em que aconteceu. Seu pai se casou de novo e ela tem dois irmãos que – apesar de às vezes não querer demonstrar – gosta muito. Ela e suas três amigas Rafaela, Ana Luiza e Júlia vivem grudadas. São tipo irmãs e vivem tudo juntas. A Pri, no entanto, quer mesmo é um namorado: alguém que goste dela de verdade, mande sms fofinhos, ande de mãos dadas, vá ao cinema, goste das suas amigas e aquelas besteiras todas (que no fundo toda mulher sonha haha). Até que surge Cristiano, o carinha gatinho da escola. A Pri, claro, faz de tudo para chamar a atenção do gato, mostrar suas qualidade e o quanto pode ser perfeita. Acontece que esse excesso em busca da perfeição acaba prejudicando: ela fica de recuperação em três matérias e seus pais quase enfartam, o gatinho some e não dá bola, briga com uma das amigas e ainda tem que enfrentar alguns problemas, que sinceramente, ela não pensa estar preparada para lidar.

E agora, Freud! Você vai me tirar dessa?!

Ela vai então fazer terapia confrontar seus medos e mágoas da infância, descobrir quem é a Priscila de verdade, tentar resolver a relação conturbada com o pai e descobrir que antes de tentar amar qualquer pessoa, ela tem que se amar.

A Laurinha aumentou e muito o nível de escrita e enredo nesse livro! Sem contar as doses de humor, claro! Por ser um livro para adolescentes, esse ponto tinha que ser fundamental, já que quem está lendo precisar sentir que foi escrito para ele. E sim, objetivo alcançado: eu não tenho mais 14 anos, mas ri e me divertir muito com a Priscila. Relembrei de quando eu tinha essa idade e como é gostoso. Lembrei também das várias vezes que respondi meus pais e – apesar de não ter a família moderna que a nossa protagonista tem no livro -, consegui me identificar, pois eu convivi com pessoas assim.

É um livro delicado, com humor na dose certa, com cenas típicas da vida de adolescentes, com algumas hashtags para intensificar o momento (haha eu ria muito quando lia elas pelo texto!), as mensagens de texto trocadas em grupos… Sem contar que a própria Pri é uma personagem engraçada e divertida. Ela é inteligente, autêntica e tem noção das coisas que fala. Tanto, que muitas vezes é quando a sua própria família consegue perceber o que ela sente. O ponto principal do livro é precisa ser destacado: A Laura construiu um livro onde, em meio a risadas, aborda temas sérios e muito frequentes no dia – a – dia, como a presença dos pais na construção de quem você se torna, relacionamentos, como as famílias estão atualmente estruturadas – e mostrou apenas uma das formas como resolver isso. Aprendemos com nossos erros e isso fica muito claro.

– Encalhada? Não fez nem 15 anos!
– Eu sei. Mas não quero ficar encalhada como você, mãe!

O livro tem uma pegada de psicologia, mas juro, não tem nada chato em ler o que está escrito. Motivos? O livro todo é pelo ponto de vista do paciente. Então vamos ver as confusões, dúvidas, alegrias quando conquistou um passo, tristeza por não conseguir entender o que acontece, o conjunto todo sendo descoberto de maneira graciosa. Eu falei isso para a Laura: foi um dos pontos mais bem escritos do livro. Simplesmente por causa da sensação de identificação que será causada.

Amadurecer não significa deixar de debochar.

Quanto à edição: quando eu vi a capa pela primeira vez, custei a aceita – la. Eu tive a oportunidade de ler o manuscrito e não achava que combinava com a alegria da Priscila e com a história que eu li. No entanto, quando eu recebi o livro impresso, vi que a capa combinou. Sabe aquele choque de realidade entre ver algo apenas pelo computador e pegar? Foi isso! O tom da capa que eu achava que era roxo acabou puxando para um rosa bem lindo e Freud ali deu um tchan. A formatação ficou fofa! As mensagens de textos sempre vem dentro de balões e até os bilhetes tem um desenho gráfico.

Esse é o primeiro livro da série Freud Me Tira Dessa! Teen e ainda teremos mais três livrinhos! *O/* Claro, a autora introduz as outras amigas que serão protagonistas nos outros livros – Rafaela, Ana Luiza e Júlia – e traçou o perfil de cada uma delas, já deixando a ideia do que podemos esperar de cada uma delas.

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