Livros Nacionais, Novos Talentos BR, Resenhas

Título: O Pássaro
Autor: Samanta Holtz
Ano: 2012

Páginas: 477

Editora: Novo Século

Livro no Skoob 

Caroline Mondevieu é filha de um poderoso Barão e tem tudo o que uma dama da época poderia querer: status, riqueza e um ótimo partido para se casar. Seus sonhos, no entanto, vão muito além de vestidos caros ou um bom marido; ela quer ser dona do próprio destino. Sua vida muda completamente quando encontra Bernardo, um charmoso domador de cavalos que parece ter o dom de irritá-la. Eles não conseguem se entender até quando percebem que, para alcançar o sonho em comum da liberdade, terão que passar por cima das suas diferenças e se unirem num arriscado plano que promete transformar suas vidas para sempre. Grandes emoções os aguardam em sua jornada; perseguição, mistérios, ciganos e o despertar de um sentimento que insiste em se manter escondido. Mas o que parece tão simples envolve muito mais magia e coincidências que eles podem imaginar, além da descoberta de segredos, até então, muito bem guardados. Uma história romântica e surpreendente que irá prender sua atenção desde a primeira página. Você está preparado?  

Em outubro/2011 eu escrevi aqui no Equalize as minhas primeiras impressões a respeito do livro O Pássaro. Na época, eu tinha acabado de conhecer a Sammy através do Skoob e por causa ainda de compartilharmos a mesma profissão, acabamos nos aproximando. Claro, teve muito mais do que isso, porque a autora é um ser muito querido, simples, humilde e com um coração enorme. E a Sammy acabou passando isso para suas palavras, refletindo no seu livro de estreia e trazendo uma história que me surpreendeu e que apesar dos dois capítulos iniciais que eu li há tanto tempo, foi uma surpresa concluir e descobrir tudo que a sua mente astuta imaginou para finalizar a história da Carol.
Enézio é um respeitadísssimo Barão, casado com Antonelle e pai de Elizabeth e Caroline. Carol será a protagonista da nossa história, lutando contra as regras rígidas de seu pai, contra o destino que está sendo traçado pelo mesmo para ela, contra as injustiças e lutará, principalmente, em busca da liberdade que sempre desejou. Em ser feliz fazendo o que desejasse, indo onde tivesse vontade, vestindo – se e portando como quisesse. Mas, como alcançar isso quando se tem o barão como pai, o homem que pensa que as mulheres são meros enfeites? Bernardo é o domador de cavalos que sempre a azucrinou. Mesmo sabendo das diferenças sociais, ambos acabam se apaixonando, e esquecendo disso, vivem em busca de um objetivo em comum, descobrindo o amor e lutando contra essa paixão arrebatadora. E não apenas contra ela, mas também contra as dificuldades que aparecerão. Com um toque de magia, você se envolve e devora o livro em algumas horas, mas contando as páginas e pedindo internamente que ‘por favor, não acabe agora’.
É um livro surpreendente, em primeiro lugar. Quando eu comecei a ler não esperava tantas reviravoltas nem que a autora trouxesse a cultura cigana para dentro do contexto. Eu já estava apaixonada – é um romace histórico -, mas os elementos que são poucos utilizados na literatura em geral sempre me atrai e aqui não foi diferente. Eu particularmente adoro esse tipo literário (mas infelizmente são poucos os que têm), sou encantada com as vestimentas, o modo de viver, os tratamentos, como as famílias eram constituídas e a importância a determinados valores. Apesar de achar completamente ilógico (e odiar, na maioria das vezes) adoro ver como é retratado o modo como as mulheres deveriam agir: a submissão explícita para com o marido, a pressão para se ter um filho homem, a beleza e delicadeza que se era esperada das mulheres, a dedicação total e completa para a família. E tem todo esse balanceamento de fatores como riqueza/pobreza, patrões/empregados, segredos/mentiras, amores/impossíveis que me intriga e indigna… e encanta.
– Sim. Mas você se enganou. Meu nome não é Milady, é Caroline! – replicou, risonha.

– Meu pai me ensinou como tratar corretamente uma garota de posses. – dizia o garoto, numa formalidade que soava quase cômica em sua voz indefinida de quase-rapaz – Não recebem o mesmo tratamento que outras meninas. E a senhorita certamente é uma delas.

– Oras, se meu pai nunca me chamou assim, você também não precisa! Basta me chamar de
Caroline…

– Acontece que nós somos diferentes.

– Diferentes? Óbvio que não! – agora, ela ria com vontade – Você é igualzinho a mim! Só tem a pele um pouco mais escura, mas deve ser porque fica muito tempo debaixo do sol, como as jardineiras…

– Se somos iguais, Milady, então me diga: qual o tamanho da sua casa?

– Minha casa? É aquela ali. – apontou para o castelo, animada.

– Pois a minha casa é aquela.

Seguindo o olhar dele, ela viu o velho casebre de madeira ao qual ele se referia. Seu coração ficou apertado, como ela nunca sentiu antes.

– Lá, eu moro com meu pai e meu irmão mais velho. – ele explicou, com os olhos marejados.

O sucesso de O Pássaro se deve a forma delicada da escrita da autora, do tema, do reconhecimento com a personagem principal e com a descoberta de como a vida pode ser injusta, como as pessoas interferem nas nossas escolhas e mudam nossos destinos e principalmente, como tentamos de todas as formas encontrar a liberdade em nossas vidas, em vários estágios diferentes e para situações distintas. A Caroline lutou, desobedeceu, brigou e lutou por aquilo que ela acreditava ser verdade. Se ela consegue tudo? Ah, como eu gostaria de poder responder essa questão para vocês, queridos leitores.
Tem cenas levemente engraçadas e altamente triste. Mas não é aquele triste para você querer abandonar o livro. É triste pela situação em que se encontra. Eu recomendo o livro porque foi uma história linda… mágica, envolvente. Quando eu terminei , apenas tentei me colocar no lugar da Caroline e fico pensando que eu seria completamente igual a ela. Se a minha liberdade é algo que eu prezo agora fico imaginando como serei a minha vontade de viver como eu desejo na época da Caroline. Algo que eu destaco: ela era apenas uma garota de 17 anos descobrindo a vida, mas nem por isso ela era fraca como muitos pensavam. Autoras que escrevem livros com personagens principais femininas fortes, corajosas e determinadas já garantem o meu respeito e juntando com o conjunto inteiro? Pronto, tem o meu coração.
Sammy, queria dizer que meu coração literário é seu.

Sobre o Autor:

Raphaela. Futura Publicitária apaixonada por livros, que deseja ler todos os livros do mundo. Como sei que não é humanamente possível, vou lendo os que estão ao meu alcance. :}

Estudante, aspirante a escritora, romântica declarada, compulsiva por livros. Blogueira, resenhista, universitária, apaixonada por bons livros e amante de bons personagens.

Livros Nacionais
No dia primeiro olhando a minha estante de livro, prcebi que tem muitos livros nacionais – de parcerias, que eu comprei e ganhei – e que eu ainda não li e por diversos motivos. Querendo dar um up e já começar o ano bem, decidi que no mês de janeiro eu leria apenas os livros nacionais que estão parados na minha estante. Claro, não serão todos por que tem alguns que eu desisti – vulgo: Sábado à Noite -, mas segue a lista:
Errante da Juliana Giacobelli
Eu não gosto de literatura que tem anjos no meio (ecaaaa) por não ter nenhum livro que me conveça e por que não faz o meu gênero, sem falar que eu tenho pavor deles haha Mas eu falei que o primeiro livro que eu iria ler esse ano seria esse, de anjos. E pasmem: CARAMBA, EU ADOREI! Vou postar a resenha desse e de Tocada (o primeiro). Eu, que não gosto e anjos, ler um livro com a temática e dizer que gostou é por que a autora fez certo, né?

Equinócio da Lu Piras

Estou angelical, né?! Terminei um livro de anjos e estou lendo outro haha’ Esse eu comprei na Bienal de SP, mas ainda não tinha dado oportunidade. Como eu gostei muito do livro anterior, peguei esse também, até mesmo pra acabar logo com essa temática angelical. Estou gostando, por enquanto. 🙂

 Calisto de L.E Haumbert e O Poder do Fogo do Khêder Henrique

Esses dois livros eu comprei na Bienal de SP. Remexendo nos meus livros, eu reli a sinopse e lembrei por que eu comprei os dois: as sinopses de ambos são muito interessantes! São do gênero de fantasia, mas tem um pitada de Tolkien e tal. Apesar de não gostar muito, eu lembro que fiquei encantada. Então entrou na lista.

As Crônicas da Terra do Lago da Iracy Araujo

Esse livro eu ganhei numa promoção no ano passado e ainda não li também. Como é pequenino, a capa é bem linda e tem uma sinopse bem legal, entrou na lista.

Cordas Rompidas da Rafaela Guimarães

Eu ganhei esse livro também em promoção. Lembro que na época eu tentei entrar em contato com a autora e tal, mas ela nunca me respondeu e/ou me ignorou, daí eu fiquei #chatiada e deixei passar o livro. Aí ele entrou na lista de novo, por que eu gosto de romancezinho. Vamos ver se me convence.

Outono de Sonhos da Adriana Brazil

É um livro de parceria que eu recebi no ano passado e não li ainda vergonha Como o livro tem páginas brancas e é complicado ler no ônibus quando o sol reflete, vou ler agora no período de férias pra ficar bacanudo 🙂

O Trio da Alane S. A Brito

É outro livro de parceria que eu deixei guardadinho. Eu li uma resenha da minha amiga dizendo que se surpreendeu com o livro e que ele é muito bacana, então, vamos ver se eu consigo ler também.

Reencontro da Leila Kruger

Eu comecei a ler o livro uma vez e parei. Ele é muito melancólico e isso me incomodou um pouco. Mas vou tentar novamente 🙂

E quais são os livros que vocês pretendem ler nas férias?

Sobre o Autor:

Raphaela. Futura Publicitária apaixonada por livros, que deseja ler todos os livros do mundo. Como sei que não é humanamente possível, vou lendo os que estão ao meu alcance. :} 

Estudante, aspirante a escritora, romântica declarada, compulsiva por livros. Blogueira, resenhista, universitária, apaixonada por bons livros e amante de bons personagens.

Editora Galera Record, Livros Nacionais, Resenhas
gsTítulo: A Última Princesa Título original: Autor: Fabio Yabu Ano: 2012 Editora: Galera Record Número de páginas: 188

Desde que eu descobri esse livro no catálogo da Galera Record que eu fiquei: ‘Que livro com a capa mais linda! Eu preciso dele para mim!‘. E mesmo sem saber do que se tratava a história em si – as minhas suspeitas foram totalmente por água abaixo quando eu terminei a leitura -, eu sabia que precisava dele. Tocar, cheirar, ler, me encantar. E foi exatamente isso que aconteceu. E o que eu posso dizer é que estou simplesmente apaixonada.

Em A Última Princesa vamos conhecer a história da Princesa: generosa, que tem a perda muito recente e muito forte em sua história de vida, com pais amorosos e a vontade de justiça e igualdade para aqueles em que trabalhavam em seu reino. Depois de ser amaldiçoada e expulsa do seu próprio reino, tem receio que seja esquecida por seu povo depois de tanto tempo distante. Porém, enquanto está com seu Príncipe no exílio, ainda mantém contato com seu tão adorado e agora amigo, Alberto. Esse, é um homem totalmente ‘pirado’, já que na época era considerado assim por sua vontade de criar um objeto que fizesse com que o ser humano voasse. E ele nunca deixou que a Princesa desacreditasse no seu poder e no povo do seu reino.

Com um toque de magia, muita imaginação, uma mistura inconfundível da história brasileira com os clássicos da literatura infantil, vamos viajar por esse novo mundo, onde a imaginação é o primeiro passo para seguir sonhando.

Poderia começar falando que acho que foi o livro que mais me deu prazer em ler da editora: capa extremamente linda, diagramação perfeita, páginas mais grossas, escrita fácil e gostosa, fonte maravilhosa. Sei que foi exceção, mas foi com muito deleite que eu pude não apenas ler A Última Princesa, mas sentir e saborear por conta de todo o trabalho feito no livro inteiro, desde a capa até as ilustrações fofas.

-Alberto como você consegue inventar coisas tão incríveis?

Ele respondeu com um sorriso inspirado: -Inventar é imaginar, Princesa!

O autor Fábio traz no livro a história do Brasil em diversos aspectos, na aulas chatas de história na qual não prestávamos atenção e que não deixam de ser menos importante. É uma método inusitado e muito inteligente de falar a respeito dos principais fatos históricos com um toque de ficção. Muitas vezes eu não soube dizer onde começava a narração a respeito desses fatos e onde mesclava – se com os nossos contos. Não sei quem leu, mas teve uma parte do livro que eu achei muito Alice no País das Maravilhas, como em vários outros eu consegui identificar algumas características sutis de outros contos de fadas.

Em suma, é um livro prazeroso e rapidinho de ler, que foi maravilhosamente criado, não esquecendo suas origens na história e trazendo para nós mais um motivo para ler livros nacionais. Tendo em casa, na minha estante livros como o do Yabu é que eu me sinto satisfeita como leitora, já que o trabalho está mais que completo. É sensacional.

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