Relatos de Uma Blogueira

Eu já me arrependi de várias coisas:

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Escolher suco de morango ao invés do meu sempre tradicional suco de maracujá com leite. O primeiro veio terrível, desbotado e sem açúcar enquanto o segundo não tem como errar uma vez que estamos falando de maracujá, por favor.

De brigar com meu (s) amigo (s) virtual (is) e apenas depois de anos ir lá falar com ele (s) e falar: ó, tá tudo bem, okay?

De ter comprado um celular que a câmera é pior do que o do telefone do meu pai, que são daqueles de tecladinho, que você aperta 4 vezes a mesma tecla para aparecer a letra S.

De ter demorado tanto tempo para descobrir como água de coco pode sim ser bem gostosa. Me julguem.

De pedir um cachorro quente completo no Rio de Janeiro e ele vir com azeitona (!) e uva passa (!!!!!!!!!!!!!!). Inadmissível. E comprar uma pipoca doce que não era rosa e ela estava mais cheirosa que gostosa.

Comprar um coturno floral muito legal, mas na qual eu não estilo – e nem roupas! – para usar.

De ter demorado a comer camarão na praia por frescura.

Marcar a data para buscar meu brinde na loja especificamente daqui quando está viajando e perdi o prêmio.

O meu último arrependimento, recentemente, foi ter trocado o estável pela aventura. E ter quebrado a cara. Eu sempre bati no peito e falei com alegria que eu prefiro viver essa aventura chamada vida, não dar certo do que não ter tentado. Eu realmente acredito nisso, verdadeiramente. Só que, talvez, até para você se aventurar tenha tempo certo.

Assim que eu voltei de Nova York – parece que a minha vida está se baseando entre antes e depois dessa viagem -, recebi uma proposta de emprego diferente do que era, até então, meu trabalho atual. Fui lá bater um papo com o dono, percebi que era bem diferente mesmo do que eu estava trabalhando e a proposta me atraía, uma vez que eu teria que lidar com redes sociais, apesar do salário se manter.

E lá fui eu.

Me decepcionar.

Para.

Todo.

O.

Sempre.

A parte de adaptação foi péssima, isso eu nem vou entrar em detalhes. Eu saí de uma empresa de grande porte, onde amava e adorava (quase) todo mundo para trabalhar em uma empresa que não tinha nem 10 pessoas. Fora isso, teve vários outros problemas no decorrer dos dois meses de experiência.

Eu estou arrependida de não ter dinheiro. É A PARTE CAPITALISTA DO MUNDO DITANDO REGRAS SOBRE MIM? Pode ditar, porque eu estou sentindo falta mesmo. Por que sem dinheiro eu não posso planejar minhas viagens malucas e que a maioria eu sei que não vou cumprir, não posso comprar minhas besteiras e comer meus doces na hora que me der vontade, nem colocar gasolina no carro da minha irmã para ela me levar para alguns lugares, não posso pagar a faculdade e com isso fico restrita ao meu aprendizado (momento dramática mode on), não posso comprar minhas coisas que são investimentos toscos mas que eu gosto. Resumindo: não faço nada.

Outra coisa que você percebe: seu discurso só é lindo até o momento em que você não passa por nada daquilo que julga ser lindo. É um tapa na cara, literalmente.

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Okay, eu também sinto falta de não ter pessoas me pedindo as coisas mais malucas da vida, do telefone tocando durante todo o dia, das demandas mais bizarras que jorravam na minha mesa, das reuniões com pessoas de vários departamentos, de reclamar que as cosias ali nunca iriam mudar, ter pessoas para almoçar, de ficar até mais tarde para resolver jobs que poderiam ter sido resolvidos mais cedo mas que ninguém teve a decência de tentar fazer isso, de revisar textos em 6 idiomas, de receber spams, de atender intercambistas, jornalistas, pessoas da área de comunicação e de outros ministérios atrás de notícias malucas ou não, de deslizar na cadeira para o pessoal do outro departamento não ver que eu estou na mesa enquanto o telefone toca e eu estou contando até 10 para não me estressar, de resolver 5 jobs ao mesmo tempo, de confundir as demandas com o artefinalista e ter que refazer tudo de novo, de respirar fundo, saber que tá ferrado mesmo e colocar o som para tocar enquanto vai resolver tudo que precisa. Do aprendizado. De levantar todos os dias com o propósito do trabalho.

Com isso, eu consigo dizer para vocês coisas que eu aprendi:

– Você realmente tem que lidar com as suas escolhas. E lide com elas da melhor maneira possível, pois, o que passou já foi e agora é prospectar novas oportunidades.

– Foi um péssimo momento para me aventurar, uma vez que o país está aí, bem caótico.

– Você realmente vê que ter dinheiro não significa que você não seja babaca. E que eu não sei lidar com pessoas arrogantes, prepotentes e, além de tudo, que não conseguem enxergar além daquilo que o seu mundinho (de riquezas) lhe mostra.

– Que você está sempre em processo de aprendizado e que não pode nunca, nunca, NUNCA mesmo deixar que ninguém faça você se sentir como se o que fizesse a experiência que você tem não serve para nada. Sabe por quê? Por que tudo que fazemos na nossa vida é carregado de experiências válidas. Nem sempre você se encaixa em um lugar e isso não significa que você merece ser menosprezado por isso.

– Que eu preciso começar a buscar outras alternativas enquanto não encontro um emprego novo. Então, vou começar a estudar inglês sozinha, atualizar tudo que eu preciso no blog e fazer um estudo de como ele pode me trazer uma renda, mesmo que minúscula e procurar outro emprego rapidamente.

– Que, às vezes, é mais do que necessário você ser mais racional e menos emocional. Facilita demais nas suas decisões.

Bienal, Relatos de Uma Blogueira

Eu já passei por algumas situações desagradáveis no Rio de Janeiro. Não, não fui assaltada nem ameaçada mas foram situações que me fizeram ver a cidade de uma outra maneira – além de outros pontos que eu não citarei – e, diante desses episódios, colocá-la no meu TOP lugares que eu não gosto. Inclusive no início desse ano eu afirmei veementemente que eu não voltaria lá, que tinha aprendido a lição, com lágrimas nos olhos e bastante frustrada.

Pois é. Só no mês de setembro eu estarei lá em três finais de semana diferentes. Ironia, é você aqui?

Confesso: comprei as passagens para a Bienal sem expectativas, sem saber quais autores estavam confirmados, sem estar tão enturmada na blogosfera como já estive em outros tempos – o ponto decisivo para mim foi quando eu tive que me afastar por causa da monografia. Comprei as passagens porque eu queria participar. Como blogueira? Claro. Mas principalmente como leitora. Lembro que na minha primeira Bienal SP em 2012, quando eu cheguei no Anhembi, tinha lágrimas nos olhos. Eu nunca imaginei que poderia participar de um evento onde tudo estaria voltado para mim, para a Rapha leitora e, consequentemente, blogueira.

Quem nunca teve a oportunidade de conhecer as Bienais do Rio ou São Paulo vão apenas conseguir imaginar o que eu vou tentar descrever: uma multidão de pessoas, amantes de livros, reunidos em um só lugar. Lugar onde os livros são a principal atração, junto com seus autores que de uma maneira ou de outra tentam divulgar seu trabalho com esforço e carinho. Onde você tem a oportunidade de conhecer esses e outros autores preferidos – sim, aqueles mesmos que fizeram você virar a madrugada lendo, ou se apaixonando, ou chorando, ou sonhando… -, interagir com aquelas pessoas que você sempre simpatizou na internet, trocou confidências literárias, criou um carinho, começou uma amizade… Quem aqui não tem um amigo literário virtual? Sim, eu sei que você tem. *pisca,pisca,pisca* Conhecer quem fica do outro lado do computador respondendo suas milhares de perguntas e questionamentos e pedidos e elogios, sugestões, reclamações e interações nas redes sociais.

Hoje, exatamente, começou a me dar aquela expectativa pré-Bienal. Aquela que eu tentei esconder no fundo de mim e não deixar tomar conta como já aconteceu milhares de outras vezes. Contudo, foi inevitável. Aquela sensação de ‘vou encontrar meus autores favoritos!’, está chegando omg omg omg omg *fangirling*, a sensação de estar no meio de tantas pessoas que amam livros faz você acreditar que nem tudo está perdido. E realmente não está quando a maior parte do público é JOVEM, quando começam a olhar para nós de maneira diferenciada, direcionando eventos para atrair a nossa atenção. Aquela sensação que me deixa ansiosa e animada e com vontade que o dia da viagem chegue logo para começar a desfrutar do evento voltou com tudo e eu apenas a abracei e me rendi.

E todos aqueles livros… Deus, como eu gostaria de trazê-los todos dentro da minha mala, participar de todos os eventos, desfrutar de cada estande, pegar todos os marcadores, conseguir todos os autógrafos de todos os autores, comprar todos os lançamentos, conversar com todos os blogueiros, tirar foto com todos os leitores e registrar tudo isso em vídeo para depois editar e transformar em um lindo filme.

Tem as partes ruins? Ninguém falou que não. Acordar cedo correndo o risco de ser chutado para conseguir um autógrafo não é o que eu coloco como a primeira meta do dia para mim, mas mesmo assim eu estarei lá fervorosamente me esforçando para conseguir. Ninguém falou que é legal ficar em lugar lotado, com gente pisando no seu pé, gritando por pessoas conhecidas e desconhecidas, com fila para beber água, para ir ao banheiro, preços a.bu.si.vos para comer.

Quem é leitor e nunca foi a nenhuma Bienal… uma dica: assim que você tiver oportunidade, VÁ! Não hesite, não olhe para trás, não pense na grana que você vai gastar, principalmente se precisar se deslocar para outro estado. Apenas vá! A emoção, a energia, o conhecimento, a alegria, a experiência… isso é inestimável. Sem contar que eu tenho certeza absoluta que você vai se divertir. Eu tenho más lembranças das cidades onde eu passei as bienais desde 2011? Tenho. Mas eu coloquei tão pouca expectativa dessa vez que acabei me esquecendo de como é ser um leitor-fã-maníaco-alucianado por algum autor. E, felizmente, acabei de ser contagiada por essa energia.

Estarei na Bienal nos dias 5, 6 (meu niver, se me encontrar quero abraço!) e 7. Volto no dia 11, 12 e 13 de setembro. Vamos aproveitar esse evento que é totalmente feito para nós e também por nós, leitores que estamos fazendo a nossa parte para mudar o mundo.

Relatos de Uma Blogueira

Eu vi um post parecido com esse em algum blog por aí, que eu não vou lembrar para colocar o link aqui! Sorry 🙁 Mas achei bem divertido parar para lembrar tudo que eu já quis ser quando era pequena – e que muitas vezes fui incentivada pelos meus pais KKKKK – até me tornar Publicitária. HAHAHA Como os caminhos mudam, minha gente! E isso é divertido e reflexivo ao mesmo tempo. Fico pensando como seria a minha vida se eu tivesse seguido qualquer uma das carreiras abaixo.

Veterinária

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Como eu pensava que seria ser veterinária <3

Eu sou apaixonada por animais! Claro, eu iria cuidar apenas dos cachorros, na minha mente infantil e ingênua. Eu apertava, amava, cuidava e chorava muito, muito, muito quando cada um deles morriam ou se perdiam ou meu pai dava. Boa parte do que eu sou hoje é graças aos cachorros que me acompanharam durante a minha vida e eu sou apaixonada por eles, a.m.o., quero, cuido! Já não gosto tanto assim de gatos, mas não maltrato bichinho nenhum. Óbvio, o meu sonho foi por água abaixo depois que eu descobri que teria que abrir os bichinhos para estudá-los. Isso era inconcebível e foi aí eu desisti verdadeiramente da minha primeira profissão. 🙁 Já passou pela minha cabeça fazer algo apenas para ter o conhecimento e conseguir cuidar dos meus próprios bichinhos sem pagar uma nota para ninguém, mas aí eu desanimo um pouco pois lembro que tenho que abri-los (isso de novo! KKK) e por que é totalmente diferente da minha área de atuação hoje.

Modelo

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Euzinha, se tivesse seguido com a ideia de modelo.

Deus, quando somos crianças o senso de ridículo passa longe, né? É tudo tão inocente! [insira aqui o emoticon que chora de rir]. Mas sim, eu ficava desfilando de um lado par ao outro na cada, encurvando a coluna de uma maneira não-humana e acreditando brilhantemente que eu estava imitando uma modelo super famosa. Como eu sempre fui muito magrinha, sempre fazia essa ligação: se eu eu sou magra, eu posso ser modelo. Ledo engano. E nunca mais passou pela minha cabeça nem a possibilidade, okay?

Bailarina

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Minha expectativa.

Apesar das apresentações que eu e a minha irmã fazíamos, em particular, para a minha mãe (com direito a convite e tudo mais), teve uma fase da minha vida que quando perguntavam o que eu queria ser quando crescesse, eu respondia prontamente: bailarina! Sei lá os motivos para isso e não consigo nem me expressar para dizer os motivos disso ter passado na minha mente HAHAHAHA 😀

Webdesigner

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Eu desenhando a minha irmã em super programa de edição de imagem: PAINT!

Quando eu ganhei meu primeiro computador e tinha que dividir com a minha irmã, nós fuçamos tudo que vocês imaginarem na internet. E foi quando surgiram os blogs e teve aquele boom enooorme! Sou da época que a Lia cuidava de site de dolls e a Evelyn Regly disponibilizava layout free! HAHAHAHA Cara, que época boa! E com o boom, sempre tinham alguns blogs que se destacavam (como sempre): alguns por fazerem gifs lindos, outros por fazerem layouts de deixar os olhos brilhando – incluindo no pacote também aquele tanto de glitter e brilho que inseríamos no player de música, nos indicados, nos awards, nos inícios e finais de posts… #saudade -, outros por fazerem por encomendas, outros por ensinarem, outros por não ensinarem… Enfim! Eu sempre, sempre, sempre quis ser webdesigner e algo que me frustra até hoje #carinhadetristeza Mas é aquela coisa: ou você tem talento ou não tem. Acho que se eu me dedicasse de verdade, principalmente com o equipamento que tem hoje em dia, talvez (leia bem: t.a.l.v.e.z eu poderia pelo menos melhorar as minhas habilidades). Olha aqui um dos motivos para eu ter desistido HAHAHAHAH P.s.: isso foi feito pela minha irmã lá em 2005, mas coloquei pois usávamos as mesmas técnicas. 😛

E fui uma criança bem normal. Não tinha planos mirabolantes de ser astronauta ou engenheira. Passou também pela minha cabeça em algum momento que seria cantora ou professora. HAHAHAHA O que vocês queriam ser quando eram pequenos?

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