Relatos de Uma Blogueira
Eu vi esse texto no blog Na Parede do Quarto, escrito pela Aninha e adorei! Muitas pessoas pensam que ser blogueiro é coisa fácil, sem saber que não. Apesar de muitos gostarem do que fazem, sempre aparece os momentos desesperadores em que você pensa em desistir. Mas também tem aqueles momentos em que amizades são contruídas, você ganha promoções, conhece gente nova e fica mais atualizado dentro do universo que mais gosta. No nosso caso, os livros. Então, confiram um guia bem divertido de como sobreviver no mundo blogueiro sem enlouquecer 🙂

I. Sobre impressões 
Segundo a grande massa popular…

1. O estereótipo: Todo blogueiro é desocupado. Gente que não trabalha, estudantes que têm preguiça de estudar ou estudam demais, gente sedentária e que nada quer com a hora do Brasil.

A realidade: É bem certo que há um número enorme de gente desocupada por aqui. Aquela “galera” de bem com a vida, que posta uma vez ao mês qualquer informação que tenha julgado interessante e não liga muito para número de seguidores ou acessos, o pessoal que se diverte e preza, acima de tudo, o lazer. Há também aqueles compromissados com o descompromisso. Gente que parece levar o blog a sério, mas morre de preguiça de tocá-lo para frente. Em contrapartida, diferentemente desses, temos a categoria que batalha todos os dias em nome de seu endereço. Escreve, comenta, divulga, cresce e até ganha com o que faz, levando o site como um emprego qualquer.

2. O estereótipo: Blogs são relevantes e possuem conteúdo desinteressante. Sites especializados, sem o toque “pessoal” são melhores.

A realidade: Mais um erro muito comum e que chateia. O que mais tem por aqui é blogueiro sério, que leva a notícia ao leitor antes mesmo de alguns jornais extremamente renomados. Informação de gente comprometida com o trabalho na blogosfera é tão confiável quanto de qualquer folhetim impresso, por exemplo, que, inclusive, demora mais a repassar o novo acontecimento.

3. O estereótipo: Blogueiro literário é nerd, sedentário, gordinho ou raquítico e não namora. Blogueira de Moda é modelo e blogueiro fashion não pode ser heterossexual. Blogueiro de futebol é sem vergonha e burro. Blogueiro-escritor é desempregado, e por aí vai…

A realidade: Estereótipos são muito comuns até em meio virtual, não há como negar. Em um espaço no qual somos incapazes de realmente vermos as pessoas, fica sempre aquela dúvida sobre a aparência de fulano e ciclana, ou sobre a conduta duvidosa, mas, sinceramente, você lê os seus blogs favoritos pela foto “bonitinha” do perfil do blogueiro? Pode muito bem haver um fã de Literatura saudável, que pratique algum esporte e esteja casado! Assim como a fã de Moda não precisa ser modelo nem linda e muito menos rica para adquirir os produtos de grifes italianas, por exemplo. O homem que aprecia o requinte do vestuário não é necessariamente homossexual, pode ser, sutilmente, um mero apreciador. Futebol não é do gosto de todos, contudo também não limita tanto os seus fãs, permitindo os mais diversos tipos de pessoas falarem sobre. No mais, enfim, qual é o problema do blogueiro literário ser nerd e ter uns quilinhos a mais? Da fashionista ser modelo e de ele ser  homossexual? Do futebolístico ser um notável “Dom Juan” ou não ter ido tão bem na escola pelas faltas para jogar aquele contra na várzea do bairro vizinho? Do escritor estar desempregado, assim como o juiz o poderia?

II. Sobre o trabalho
Segundo os próprios blogueiros…

1. Antes de criar um blog com a convicção de que seguirá adiante, tenha em mente o fato de que você não pode, não deve e não irá desistir à primeira dificuldade. Superação e dedicação caminham juntas nesse trajeto.

2. Entenda que você não será descoberto na primeira semana de blog se não se fizer por descobrir. Podem lhe dizer, fora da rede virtual, que é a pessoal mais talentosa que conhecem e que seu trabalho decolará, mas… É realmente lindo ser elogiado dessa forma, e também é utópico, irreal. Você acredita, sinceramente, que a Lady GaGa não batalhou horrores para chegar a milhões de visualizações no YouTube? Que até mesmo aquele blogueiro que alcançou a sua primeira centena não travou um desafio consigo mesmo? Nada vem sem trabalho e esforço.

3. Você era o melhor, agora não é mais. Suas notas de Redação eram sempre as mais altas da sala? Sabe tudo de História e resolveu criar um blog compartilhando seus conhecimentos? Aos poucos, com o tempo, é mais que natural que conheça gente da sua área e, acredite, haverá uma grande quantidade no mesmo patamar de qualidade. Se quiser se destacar, não se conforme com as melhores notas da sala, não se limite! Informe-se, atualize-se e o mundo será todo seu.


4. Quando passar dos três meses de blog, permita-se dar a si mesmo os primeiros parabéns. Já é bem sabido pelos veteranos da blogosfera que a marca de um trimestre é crítica e define muita coisa. À primeira semana online, tudo são flores. Você adoraria publicar 7, 8, 14, 20 postagens nesse período, mas a inspiração vai acabar por lhe deixar na mão no ritmo acelerado. Ainda acima dela, a falta de público dos primeiros meses de blog desanima, todavia, é apenas uma questão de correr atrás e inteirar-se com os blogueiros mais experientes da sua área. Os três meses passarão rápido…

5. A importância dos contatos: Quem tem boca vai a Roma! Converse, assunte por todas as partes. Descubra o que está sendo um atrativo entre os blogs da sua área. Modifique as ideias, crie coisas novas, pesquise e saiba como estar sempre de acordo com os interesses afins. Além disso, ter os contatos certos garante um avanço de degraus mais alto que o habitual. Quem sabe não rola aquela oportunidade pela qual você estava esperando?

6. Conheça os seus leitores. Saiba o que eles querem ler! Quem são, de onde surgem, qual é a faixa etária, de quais postagens gostam e desgostam… O blog nada é sem os seus esforços, menos ainda sem os seus leitores, que o mantém vivo para ser conhecido e procurado por outros.

7. Conforme-se com o fato de que você não será um ídolo amado por todos. Até mesmo John Lennon, que foi um ícone do rock, foi traído pelo amor de um de seus fãs… Nem todos vão gostar de você e nem você vai gostar de todos. Evite brigas. Pratique a política da boa vizinhança, mas não force amizades em terrenos de total antipatia. Não gaste o seu tempo! Todo momento por aqui é precioso.

8. Situe-se: você é blogueiro, não é a Paris Hilton. Ser deslumbrado é um dos grandes problemas de alguns dos usuários que passam a usar o Blogspot como plataforma ao sucesso estrondoso. Tome cuidado para não pensar que está “arrasando” quando você é só mais um nadando contra a correnteza em busca de uma ilha de bons frutos. Os mares são traiçoeiros, nunca se esqueça disso.

9. Utilize-se de outras redes sociais. Alguns dirão algo do gênero “Para quê, se eu já tenho blog?”. Mais uma vez, para não cair na mesmice e para divulgar o seu trabalho. Crie uma conta para o site no Twitter, uma página própria no Facebook, comunidade no Orkut, Skoob, (literários, olá!) e todas essas outras redes que não param de crescer.

10. Escreva sobre algo que goste, ame, adore! Ter um blog é quase ou totalmente como uma profissão. Escolha o seu caminho em algo que lhe dê prazer e possa lhe proporcionar bons frutos futuramente. Se estiver verdadeiramente compromissado, é com ele que seguirá em frente.

Fonte:  Texto: Na Parede do Quarto Foto do Gato: Sanzinha Fotos: We Love It

Relatos de Uma Blogueira
Para ler a primeira parte dessa história e não se perder no meio do caminho, leiam Relatos de Uma Blogueira – Estilo 007.

Uma semana depois de tentar pegar os livros novos comprados, conseguimos um horário para nos encontrarmos com a professora Ana Íris para pegar os benditos livros tão esperados e tão disputados e com certeza, tão difíceis de conseguir.

Adentramos a sala da professora, já olhando discretamente para as estantes procurando pelos livros.

– Encontrei. – sussurrei para o Deivison.

– Ahãm, eu também. – ele respondeu. – Boa – tarde Ana! – disse alegremente dando um abraço na professora legal e muito simpática.

– Oi, Raphaela. Como você está? – ela perguntou sempre muito atenciosa.

A verdade é que eu me sentia até um pouco culpada por querer fazer o que eu ia fazer, mas até então não sabia que iria fazer (entenderam?). Essa professora era um amor de pessoa. Mas… a minha vontade der ler livros e a paixão por eles falava mais forte, então por ora eu esqueci. Voltando ao assunto.

– Então Ana, lembra dos livros que compramos na Feira Do Livro? Falaram que você está tomando conta deles. Queríamos saber como fazemos para poder pegar emprestados.

– Aaaaahh, é só vocês preencherem esses documentos aqui… – e foi nos explicando tudinho. Ouvimos com atenção, excitados por que depois de tanta confusão, finalmente conseguiríamos por as mãos nos livros secretos! *_____________* Enquanto ela nos explicava, um grupo de alunos de teatro adentrou a sala. Ela educadamente nos deixou ali, no cantinho preenchendo tudo enquanto atendia seus pupilos. Nós dois, que não somos idiotas nem nada disso, ocupamos a mesa que ficava estrategicamente posicionada ao lado das estantes com os nossos livros preferidos.

– E aí, qual livro você vai pegar? – perguntei pro Deivison que estava rindo dos garotos que tinham acabado de entrar.

– Aaah Rapha. Acho que vou pegar As Crônicas de Nárnia, tipo esse livro é tudo!

– Mas você viu o tanto de livro que tem de Harry Potter?! Estão novinhos, Biscoito! Novinhos!

– Será que eu posso pegar mais de um? Que então eu quero a Pedra Filosofal e a Câmera Secreta.

– Ah não sei. Vou perguntar, pera aí.

A sala parecia que tinha ficado pequena para o tanto de aluno que tinha ali, mexendo em roupas, conversando alto, querendo a atenção da professora, rindo um dos outros… A coisa típica de adolescentes de 13 anos. Quando consegui falar, ela me diz que é apenas um livro por vez. Volto pra mesa.

– Ixi Biscoito, só pode um por vez.

Sussurrando e com um sorriso muito travesso no rosto, ele fala:

– Olha embaixo da mesa, Rapha.

– O quê? – perguntei sem entender.

Então ele levantou a barra da camiseta a me mostrou ali o que eu não esperava. Não, não era a barriga tanquinho que talvez vocês pensem que o Deivison tenha. Muito pelo contrário.

– O que você fez?! – perguntei, tentando em vão disfarçar a gargalhada que estava presa. – O que você fez, menino?

– Pssiu, Rapha! Não fica me olhando assim e nem fala alto. Eu peguei o livro. – e me mostrou por baixo da mesa As Crônicas de Nárnia, sem conseguir se controlar e rindo descontroladamente. Detalhe: só tinha esse exemplar ‘escondido’ e um outro.

– Eu quero um também! Se você não pegar um pra mim, eu te deduro! – falei colocando os braços na mesa e rindo.

– Tá, eu pego um pra você. – ele respondeu entre as nossas risadas. Nisso, os formulários já estavam jogados preenchidos pela metade. – Fica olhando.

Levantou e ficou de costas para todos, fingindo olhar os títulos que tinham enquanto eu deslizava o livro pra dentro da minha mochila e fingia preencher o maldito formulário.

– Tem alguém olhando? – ouvi.

Olhando para onde a professora estava e encarando os alunos, respondi rindo descontroladamente:

– Pode pegar.

Quando ele sentou, eu já fui abrindo a mochila.

– Mete aqui. – e abri a mochila. Pra dentro deslizou um livro de Harry Potter e a Pedra Filosofal e um livro de Harry Potter e a Câmera Secreta.

– Raxiiinhaaa*!! Conseguimos! – ele comemorou. – São todos meus! Conseguimos, conseguimos!

– Como assim conseguimos se eu só tô guardando livro pra você dentro da minha mochila? Você não pegou nenhum pra mim! Eu já tenho A Câmera Secreta. Eu quero o Cálice de Fogo, o meu tá zuadão! Volta lá e pega um pra mim, anda! Ou eu vou jogar esses livros todos pra fora! Vai, vai! – eu tinha que usar as armas que eu possuía, uai! Como assim estávamos lutando juntos e na última hora eu era traída pelo amigo? De jeito nenhum! Ou os dois saiam lucrando ou ninguém levava nada!

– Não, vai você! Se não vão perceber!

– Segura então! – e joguei a mochila no seu colo. Sem nem ao menos tentar disfarçar, o maldito do garoto não começou a rir? Chamando a atenção!

– Para de rir! – falei andando pelas estantes e rindo também. – Vai todo mundo começar a olhar! – e assim ele continuou a rir, enquanto eu tentava não chamar a atenção. – Quando puder, me avisa!

– Pode! – e então deslizei para de baixo da minha blusa o meu queridinho livro. Quando eu me viro… a professora está na mesa! Travei na hora e cruzei os braços sobre a barriga. O Biscoito estava branco. HAHAH

– Terminaram? – perguntou, os olhos indo do Biscoito pra mim, de mim para os meus braços cruzados e então voltavam para o Biscoito.

– Hãm… estava olhando algum livro. Acho que vou pegar Dan Brown, o autor é muito legal e está sendo muito comentado por causa de O Código da Vinci né? Vou pegar Anjos e Demônios. – falei com um sorrisinho, deslizando na cadeira, me empurrando contra a mesa e puxando o formulário para ‘terminar de preencher’.

– Aahh, quando terminarem é só me entregar, apesar de ter muito alunos, ok? E aí o prazo de entregar o livro é 3 dias.

– Só 3? – respondi, levantando a cabeça e olhando – a. Disfarçando, óbvio. Eu leria o livro em um dia e meio se eu quisesse.

– Sim, os pedidos de empréstimos estão imensos, então pra que dê para todos, estipulamos esse prazo. Mas se você não conseguir ler, é só me avisar que eu aumento os dias.

– Tudo bem. Obrigada professora.

E saiu. Olhei de rabo de olho pro Biscoito.

– Por que você não avisou que ela aqui? – e começamos a rir de nervoso.

– Não deu tempo. Quando eu vi ela estava lá e depois já estava aqui, bem atrás de você. – e me passou a mochila por baixo da mesa, enquanto eu colocava o meu livro dentro. – Vamos sair daqui logo, antes que ela perceba.

 E assim, entregamos nossos formulários, pegamos livros completamente diferentes daqueles que estavam dentro da minha mochila, uma vez que não precisamos de dois exemplares, né? Fingimos ler o livro que pegamos emprestados, entregamos devidamente nos três dias de prazo e ainda comentamos sobre o livro com a professora, que claro, adorou nossas opiniões! HAHAHAH Demos um Confundus nela, catamos os livros e fomos passear por Nárnia, com as nossas imaginações férteis e ainda conhecemos Aslam! (claro que eu peguei o livro emprestado com o Biscoito)

Quero deixar bem claro, que eu não faço mais isso! HDUSHDUSH Por favor, não pensem que eu sou ladra de livros, foi algo que simplesmente aconteceu… Estávamos afoitos pelos livros, não tínhamos, quando conseguimos a ganância tomou conta de nós dois. Na verdade, tomou conta do Deivison que me incitou a cometer esse empréstimo que nunca foi devolvido *jogaaculpatodaparacimadoamigo* Mas foi um fato engraçado e que nos faz rir até hoje. Depois de tanto rodar, correr, destruir armários e cadeados, brigar com professores, coordenadores, funcionários conseguimos finalmente. Foi um triunfo! Hoje eu cuido de todos os livros como se fossem meus, inclusive aqueles que não são. E quando alguém esquece um livro comigo, eu faço questão de ficar procurando a pessoa e falando para ela vir pegar. Tá, confesso que tem uns três guardados aqui por que os donos não vieram buscar, mas a culpa não é tecnicamente minha, uma vez que eu avisei diversas vezes. E se eles vierem buscar, eu devolvo, tá?

Eu só espero que a professora nunca leia esse post e descubra o que fizemos. hihihi

*Gente, por favor, não se preocupem por que todos leram direitinho. O Biscoito me chamava por esse apelido lindo ‘Raxinha’ e confesso que na época era a coisa mais fofa pra mim. Hoje em dia eu quero mata – lo por me chamar desse jeito. DHSUDHSUHD

** Só a título de curiosidade e para vocês não fazerem confusão: Deivison e Biscoito ou suas variações (Bees, Bescoito, Bis, Coito, etc…) é sempre o Deivison o Eu Tenho Livros. 🙂

Relatos de Uma Blogueira

2009. Terceiro ano do Ensino Médio. Momento em que queremos aproveitar, bagunçar, extrapolar e eu claro, queria também.

Eu sempre estudei em escola pública. E na minha não era diferente: tinha uma biblioteca minúscula, com uma quantidade absurda de livros da época do papiro e que quase nunca era usada, mas sempre que eu encontrava algum livro que me interessasse – raramente isso acontecia – eu lutava para poder pegá – lo. Sim, por que juntamente com uma biblioteca minúscula, com livros da época do papiro, sempre que tinha um livro legal, tinha que praticamente mover a SWAT para conseguir lê – lo. Sim, era esse o meu tormento no terceiro ano do Ensino Médio.

Porém, todo ano em setembro, acontece a Feira do Livro de Brasília e o governo dá uma certa quantidade de verba para as escolas comprarem livros. Novinhos! *-* E os professores de português selecionavam alguns alunos para ajudarem nas compras. E eu estava no meio sempre. E o Deivison, meu amigo. Então, lá fomos nós e compramos livros MARAVILHOSOS! Todos os livros do Dan Brown, a coleção de Harry Potter, todos os livros da Saga Crepúsculo, Marley & Eu, A Menina Que Roubava Livros, A Cidade do Sol e mais um bando de livros legais que era tipo AAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHH!!! do momento.

Eu e o Deivison já procuramos saber com os professores quando os livros seriam catalogados, por que queríamos logo ler, né? Eis a resposta:

– Não podemos dar uma data definitiva, provavelmente entre dois dias a uma semana.

– O quê?! Uma semana para catalogar esses livros?

A professora não teve nem o respeito de me responder, por que a escola era uma zona mesmo. Esperamos pelos dois dias. Nada. Quatro, cinco, uma semana. Nada! Procuramos saber. No information. Mexemos nossos pauzinhos, enchemos o saco, falamos com professores, coordenadores, bibliotecários, diretor, vice – diretor, secretaria, ou seja, com a escola toda. E eles, depois de se cansarem, nos entregaram o tesouro: Eu e o Deivison pegamos as chaves da biblioteca! E a adrenalina começou!

– Cara, temos que ser rápidos! – falei.

– Caramba, como faz pra abrir isso aqui? – ele me pergunta, quando já estamos trancados por dentro, tentando olhar pelas brechinhas dos armários quais livros tinham lá dentro e ver se algum nos agradava. –  Tem As Crônicas de Nárnia!!

– Abre logo isso! Vão pegar a gente aqui dentro e estamos fudidos! – falei no que eu queria que fosse um sussurro. Por que eles deram as chaves da porta da biblioteca, pensando que os livros que queríamos estavam nas prateleiras, não que estávamos arromabando os armários.

Meu amigo começou a tentar abrir brechas com os dedos, enfiar canetas, descobrir o código e nada. Até um pedaço de ferro que era o pé de uma cadeira quebrada e estava jogado no canto ele pegou! HAHAHAH

– Você tem um grampo? – me pergunta de repente, depois de várias tentativas.

– O quê?

– Um grampo! Eu tenho certeza que com um grampo abre!

– Deivison, isso não vai abrir nunca com um grampo! – falei com cara de ‘Doww garoto!”– Isso só acontece em filmes!

– Vei, abre sim! Eu já fiz isso na minha casa.

Sem acreditar ainda, mas querendo provar que eu estava certa e ele errado, tirei um grampo que eu tinha no meu cabelo. Sim, eu tinha grampos no cabelo! Hdsuhdushudhs E para minha total perplexidade, ele gira a ponta do grampo dentro do cadeado e… ABRE!! Gente, eu sempre pensei que isso nunca fosse acontecer, mas acreditem, funciona! Começamos a rir descontroladamente, não acreditando nem por um minuto que tínhamos acabado de arrombar o armário com livros da escola. Fuxicamos todos os livros que tinha lá dentro.

– Bléh, não tem nenhum livro que eu quero aqui. – falei. O livro que ele pensou que fosse As Crônicas de Nárnia era um outro que não tinha interesse nenhum, nem pra mim, nem pra ele. – Vamos pro outro.

E assim fizemos, abrimos com UM grampo de CABELO quatro armários da biblioteca! Vocês conseguem me entender, certo? Eu só queria um bom livro pra ler! dhsudhsuhds Depois que terminamos com todos os armários, resultado: não tinha nenhum livro que queríamos lá dentro.

Voltamos a direção para entregar as chaves.

– Pegaram algum livro? – pergunta o Wagner, diretor da joça.

– Não, queríamos os livros que compramos, mas nenhum deles estavam lá. Você sabe onde eles estão?

– Não sei não. Devem estar guardados ainda.

Completamente frustrada e querendo xingar muito, desistimos e procuramos pela professora de português que era quem nos dava a autorização para pegar os livros. Conseguimos a autorização sem nem saber qual livro queríamos, tamanho era o nosso desespero!

– Professora, como assim se tem livros novinhos aqui e não temos a chance de lê – los? Estamos indo embora dessa geringonça, é a nossa ultima oportunidade! Aqueles livros que parece que vão desmanchar na nossa mão quando abrimos estão entupido a biblioteca. Se quiséssemos pega – los, nem teria impedimento. Vocês vivem querendo incentivar a leitura e bláblá e quando encontra dois alunos exemplares como nós, ficam colocando empecilhos.

– Eu vou procurar saber onde estão esses livros.

E assim, nos esperamos. Um mês de espera. UM MÊS!!! Eis a resposta que recebemos:

– Os livros que foram comprados na Feira do Livro desse ano não foram guardados na biblioteca por que não queremos que sejam roubados. Eles estão na sala da Ana Íris.

– Tá, e como fazemos pra pegar os livros?

– É só falarem com ela, que dará uma autorização nova, por que os livros ficam na sala dela.

Saímos felizes e saltitantes procurando pela professora. Quando chegamos à sala, trancada.

– PUTA MERDA! Não tem ninguém aqui! Cara, estão de brincadeira com a nossa cara!

– Eu já sei por que não tem ninguém aqui. A Ana Íris só dá as aulas de teatro a tarde. – falei enjuriada da vida. – E agora!?

– Amanhã voltamos! Ela vem pela manhã. Nós pedimos a autorização e já vamos lá na sala dela e pegamos os livros e pronto.

– Eu duvido que seja assim tão fácil.

– Vamos ver então se não conseguiremos ler esses livros!

CONTINUA…

Leiam a continuação: Relatos de Uma Blogueira: Sendo Bruxos no Mundo de Nárnia
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