Editora Átomo, Resenhas

Título: Karl – Buscando Sabedoria na Mitologia Título original: Autor: Sérgio RibasAno: 2016 Editora: Átomo Número de páginas: 92

O autor mostra que a sabedoria pode ser encontrada nas pequenas e grandes ações, com referências antigas e que continuam sendo tão atuais, e não precisa ser de uma maneira chata e enfadonha.

Quando eu recebi o livro, confesso que fiquei um pouco receosa sobre qual seria o conteúdo que encontraria nele. Não me interesso em livros que tenham um conteúdo mais acadêmico (#adeusfaculdade) e esse era o meu principal medo. Quando o recebi e folheei, a primeira impressão foi: 1. ele é curtinho, 2. tem texto corrido (tinha outro medo de ser um daqueles livros técnicos, cheios de palavras que preciso ler com um dicionário ao lado), 3. posso gostar de tudo por aqui, eim?

E foi assim que comecei a ler o livro do autor Sérgio Ribas e lembrei que sair da nossa zona de conforto literária faz bem, muito bem mesmo. ♥

No livro curtinho de 92 páginas, vamos acompanhar as aventuras de dois professoras – Karl e Frank. No decorrer da leitura, eles vão nos apresentando através de palestras na faculdade (com muita interatividade entre os jovens), algumas passagens reflexivas do cotidiano – como algumas pessoas tem a infelicidade de tirar a felicidade de outras com pequenos atos, como nossa educação influencia nas gerações futuras e como essas gerações mudaram e se adaptaram, a necessidade de se provar humano, o desejo. Gosto que o autor é esperto quando insere universitários na trama – eu, pelo menos, me senti bastante acolhida (apesar de já ter me formato). Foram temas pertinentes, que trazem uma grande carga educacional para a formação de uma pessoa, não apenas profissionalmente.

O livro é dividido em pequenos capítulos que não precisam ser lidos em ordem, mas em alguns momentos eles fazem referências a anteriores, apesar de não atrapalhar. Gosto do jeito leve e fácil, e muitas vezes com um tom descontraído, da narrativa, De ver que em situações cotidiana nossos personagens conseguem inserir filosofia, não de uma maneira chata, mas de maneira informativa. Os personagens não são super desenvolvidos ou com muitas características – até porque o foco do livro é outro -, mas confesso que senti faltar de saber como esses professores eram fisicamente (a minha mente é realmente muito visual, talvez até tenha sido uma boa ideia para não contaminar as minhas expectativas com relação a eles). Em alguns pontos não concordei com suas reflexões e é tão interessante observar que SE PODE DISCORDAR de um livro. Porém, minhas marcações com post-its e lápis (!!!) se fizeram maiores e eu separei vários trechos inspiradores.

Outro ponto que eu gostei bastante foi o fato do autor utilizar bastante personagens mitológicos em seus pensamentos cotidianos, em como esses Deuses e Desusas, de centenas de milhares de anos, possuem histórias que ainda serve de analogias para os dias atuais. Confesso que acabei pesquisando sobre aqueles que mais me interessaram, para saber a versão completa e conseguir entender melhor o assunto, refletir a respeito de nossas atitudes, ações.

Apesar de não ser o gênero literário que eu leio com frequência, diversas vezes comento que gosto de sair da parte de livros para entretenimento e me focar em outras leituras, que agreguem sentimentos diferentes dentro de mim, como ser humano e como leitora. O autor mostra que a sabedoria pode ser encontrada nas pequenas e grandes ações, com referências antigas e que continuam sendo tão atuais, e não precisa ser de uma maneira chata e enfadonha: pequenos textos com conteúdo enorme.

Editora Intrínseca, Resenhas
Título: Five Nights at Freddy’s: Olhos Prateados Título original: Five Nights at Freddy’s: The Silver Eyes Autores: Scott Cawthon e Kira Breed-WrisleyAno: 2017 Editora: Intrínseca Número de páginas: 368

Depois de ler esse livro, você não vai mais querer dormir com aqueles bichinhos fofos de pelúcia te olhando a noite toda.

Veja mais em: http://www.intrinseca.com.br/fivenightsatfreddys/

Charlie é uma garota de 17 anos que está voltando para visitar sua cidade natal, depois de ter passado longos dez anos tentando esquecer todo o horror que havia passado por lá.

Ela não se permitia lembrar de muitas coisas, mas sabia que na época era muito feliz na pizzaria de seu pai, a Freddy’s Fazbear, com todos aqueles brinquedos gigantes que encantavam as crianças e divertiam os adultos pela engenhosidade.

Desde pequena aquilo foi sua família: brinquedos que seu pai criava e que falavam, dançavam, chamavam seu nome. Na pizzaria, seus amigos também participavam da diversão. Charlie, Marla, Jéssica, Lamar, Carlton, John e Michael eram inseparáveis, até que aquilo os separou.

Dez anos antes, eram todos melhores amigos. E então aquilo aconteceu, e tudo acabou, pelo menos para Charlie. Não os via desde que tinha sete anos. […] Michael era a razão da viagem, afinal. Tinham se passado dez anos desde sua morte, dez anos desde o acontecimento, e os pais do menino queriam que que todos se reunissem para uma cerimônia em sua homenagem.

Com o reencontro dos amigos na velha cidade, surgiram também as recordações que a garota tanto tentava bloquear: as mortes que ocorreram na pizzaria de seu pai; os corpos que nunca foram achados, inclusive o de Michael; o criminoso que nunca foi pego. Por isso quando a ideia de voltar à Freddy’s Fazbear surgiu na roda de conversa dos jovens, Charlie não pensou duas vezes em aceitar: melhor terminar com isso logo.

Entre Bonnie e Chica estava o famoso Freddy Fazbear, que levava o nome do restaurante. Dos três, era o mais simpático e adorável e parecia bem tranquilo. O urso marrom e robusto – mas com a fantasia flácida – sorria para a plateia segurando seu microfone e ostentando uma gravata-borboleta preta e uma cartola. O único detalhe incomum em suas feições era a cor dos olhos, um azul-claro jamais visto em outro urso.

Depois que Dave, o segurança do shopping abandonado que havia sido construído em volta da Freddy’s, decidiu entrar junto com o grupo na pizzaria e que os brinquedos que ainda estavam lá começaram a se mexer de forma nada carismática, a ideia de terminar com isso logo não pareceu tão boa assim.

Olhos Prateados é o primeiro livro da trilogia Five Nights at Freddy’s, baseado no famoso jogo de terror criado por Scott Cawthon. No jogo, você assume o papel do segurança e vê os animatrônicos ganharem vida dentro da pizzaria. No livro, escrito por Cawthon, juntamente com Kira Breed-Wrisley, você descobre o que há por trás de todas aquelas mortes misteriosas e aqueles brinquedos assustadores.

A pergunta que todos que me viram com esse livro na mão fizeram foi: dá medo igual o jogo? A resposta varia. Existem dois tipos de pessoas que gostam do gênero de terror: o primeiro tipo é o que gosta de susto, o segundo tipo é o que gosta da história. O primeiro pode não gostar tanto da leitura – pois é fato que o ambiente e sons de jogos e filmes dão um ar mais realista para o enredo, o que não ocorre no caso do livro –, já o segundo tipo vai simplesmente amar!

A Intrínseca caprichou na estética do livro, mas ainda acho que eles poderiam ter colocados imagens dos animatrônicos para o leitor se familiarizar. Fora isso, tudo perfeito, comecei e terminei o livro satisfeita com o enredo e louca para saber como serão os próximos dois livros e como irão explorar mais essa história. Depois de ler esse livro, você não vai mais querer dormir com aqueles bichinhos fofos de pelúcia te olhando a noite toda.

Era o coelho, o mesmo coelho marrom-amarelado que eles adoravam, mas naquele momento não dançava, nem cantava, só estava parado, olhando para as crianças, sem piscar. […] Charlie podia enxergar os olhos dele, seus olhos humanos, e ficou congelada de terror.

Livros Nacionais, Resenhas, Vídeos

Título: Vênus Sobre a Concha Título original: Autora: Carol WolterAno: 2017 Editora: Publicação Independente Número de páginas: 147

Carol Wolter, em seu romance de estreia, nos apresenta uma personagem feminina forte, decidida e inteligente e mescla com decisões da vida, amores improváveis, razão x emoção.

Carol Wolter é uma autora nacional que está vivendo atualmente na Alemanha. Em seu romance de estreia, ela nos apresenta uma personagem forte, determinada, com a vida bem resolvida e que, aparentemente, não precisa de muito mais. Seu livro está disponível para compra desde o dia 27/04 na Amazon e também no Kobo. Depois de ler a resenha, não esqueçam de comprar para apreciar a leitura rápida e fácil. <3

Julia é uma mulher independente, que está terminando a sua graduação em Economia. Já formada em Direito, ela se embrenhou por uma área pouco conhecida nas empresas: fraudes. Dentro de um ramo que pouco se fala, Julia se destaca por ser uma profissional exemplar, características essa que puxou da família – seu pais são empresários e donos de concessionárias em Curitiba. Contudo, estão tão envolvidos em trabalho que esqueceram como é ser marido e mulher, e não colegas de trabalho.

Quando sai para comemorar o aniversário da melhor amiga – algo realmente raro para Julia, que é extremamente workaholic -, acaba conhecendo Paolo, este que virá a descobrir ser um italiano bem reservado e extramente sexy. A atração entre eles é forte e incontestável e, em um momento de parar de usar a razão e começar a usar a emoção, Julia se deixa envolver pelo charme másculo desse homem.

Paolo é um cara mais velho – 41 anos, comparado aos 27 de Julia -, mas extremamente gentil, cavalheiro e interessante. Em uma coisa ele combina com a nossa personagem principal: é extremamente reservado quanto ao seu trabalho e está em Curitiba apenas por alguns dias, voltando depois para São Paulo. Ele é mais discreto, mas não esconde sua vontade de fazer o relacionamento dar certo ou sua vontade de estar próximo a Julia.

Mas como nem tudo é apenas rosas, ações de vão desencadear uma série de conflitos, fazendo que por um motivo ou outro eles se separem. Julia volta com tudo a focar na sua carreira, em ser a melhor, em ter uma equipe, em mostrar que é importante e valioso ter alguém com sua experiência atuando. Sendo assim, recebe uma proposta de emprego em São Paulo e parte sem olhar para trás, feliz em finalmente estar descobrindo seu caminho.

O livro é bem pequeno e com uma leitura bem rápida e fluída – quando percebe, já terminou e está desesperado, pois a autora terminou o livro em um momento crí-ti-co! Pode acreditar! É interessante acompanhar um pouco da trajetória profissional da Julia, que a autora soube dosar bastante junto com o romance. Acredito que ficou bem dividido, sem pesar muito em nenhum dos dois lados e fazendo com que os dois se complementassem.  A autora, apesar de morar fora do Brasil, quis explorar bastante o que nosso país tem de melhor e, em pequenas viagens, companhamos pelos olhos da nossa protagonista diversos pontos diferentes, não apenas de São Paulo, mas como também de Curitiba e interior do Rio.

Apesar de ser um livro que tem conteúdo erótico, o que eu mais curti é que todas elas estão inseridas dentro de um contexto, não apenas jogadas ou forçadas na leitura. São duas pessoas adultas, se conhecendo, que querem estar o mais próximas possível uma da outra e que, inevitavelmente, terão relações sexuais. Gostei também porque não tem o contexto sadomasoquista ou de dominador que os os livros do gênero gostam de abordar. No entanto, achei que foram muito rápidas… particularmente, gosto quando elas tem alguns detalhes e duram um pouco mais.

Eu, sendo extremamente detalhista e chata com livros, tenho algumas considerações a serem feitas quanto a revisão e escrita da autora. Alguns pontos são totalmente compreensíveis por ser seu primeiro livro, mas que acredito que possam ser melhorados para que o produto final chegue ao leitor de maneira mais completa possível: a linguagem coloquial utilizada que muitas vezes me parece que eu estou conversando com uma amiga. Não acredito que seja ruim, mas no lugar de deixar algumas palavras e fazer diálogos de uma palavra, eles podem ser melhor trabalhados de maneira que entenda-se que os personagens estão inseridos dentro de uma cena e interagindo entre si. Outro ponto foi que a autora utilizou algumas palavras em demasia e que não eram necessárias e que poderiam ser substituídas, assim como algumas ações que não precisavam estar no livro por não acrescentar a história.

Eu não tinha me conectado com o título do livro e estava implicante com ele, #confesso. Porém, a autora foi TÃO, TÃO ESPERTA e conquistou de uma maneira única e bem surpreendente, o que me fez parar com a implicância no ato. A explicação é bem dada e fundamentada, sendo uma das partes que eu li e mais senti firmeza no que estava sendo colocando, juntamente com a descrição da explicação do dia-a-dia do trabalho da Julia.

Por fim, estou bem curiosa quanto aos dois livros seguintes, fechando assim a trilogia que a autora preparou para mostrar Julia & Paolo para os leitores. Tem um personagem, em especial, que eu acho que deveria ganhar um spin-off que é o amigo do Paolo, dono do restaurante. Me senti conectada com uma pessoa que tem um astral tão bom.

Editora Rocco, Resenhas

Título: Com Você Título original: Found on You Autora: Laurelin PaigeAno: 2015 Editora: Rocco Número de páginas: 400

O livro não é de todo ruim pois a família do Hudson veio para quebrar com tudo e mostrar toda a baixaria que uma família rica pode ter. Mas no geral? Não, apenas não.

Leia a resenha de Por Você e a resenha de Com Você  para entender tudo a respeito desse livro aqui. 🙂

Olha, vou te contar… quando imagina que talvez não fique pior, pode ficar. E muito.

Depois de conhecer a história de Alayna e Hudson nos livros anteriores, parece que eles finalmente (!) estão bem e conseguindo se ajustar na vida. Mas o segredo que Hudson vem escondendo desde o primeiro livro finalmente vem à tona e, pela personalidade da Alyana, já devem saber que não vai ser tão fácil assim perdoar… e é sobre esse lenga-lenga que ficamos durante o terceiro livro inteiro, pois ferrou com a mente da nossa protagonista, ora tão confiante.

Alayna está disposta a ser 100% sincera e confiante em seu relacionamento com Hudson, principalmente por conta de todos os acontecimentos do livro anterior, que quase fez com que os dois se separassem. Mas do que adianta uma parte está decidida a fazer isso enquanto a outra não está? Já sabendo que o ama com toda a força do ser *olhinhos revirando aqui*, Alayna espera que seu par possa retribuir todo esse amor e expressar de maneira clara tudo o que ela deseja ouvir. Aqui, nós voltamos no tempo e vemos a regressão da Alayna quanto ao seu transtorno, pois ela começa a procurar por provas de que Hudson está escondendo algo.

Os livros anteriores sempre tem uma ligação que faz com que a história não seja perdida e que, por mais que estejam em livros separados, dão a sensação de continuidade; é como se nunca tivéssemos fechado um livro para começar o outro e todos os acontecimentos são interligados e o ponto principal aqui acontece, um assunto relacionado ao Hudson, e que ao meu ver não foi tããããããão bombástico assim. Pra falar a verdade, era algo até óbvio, a ser esperado diante de tudo que foi apresentado a respeito dele. Muitos leitores acharam incrível e algo extremamente criativo e para mim foi só… abaixo da média. Acontece que Alayna, a obcecada, acaba se mostrando ser alguém que está sabendo lidar com suas emoções e, então, temos Hudson mostrando que ele sim pode ser além de obcecado, territorialista.

Muitas pessoas acham isso um máximo. Eu acho uma chatice infinita.

Não só meu mundo gira em torno dela, mas ela é meu mundo. Ela não é somente minha razão para respirar, ela é o próprio ar. Ela é o significado por traz de cada um de meus pensamentos, cada batida em meu pulso, cada sussurro em minha consciência. Ela é o meu tudo. É tão simples e complexo como isso.

Uma das coisas que eu gosto na Alayna atual é ela tentar focalizar seus problemas e angústias em algo que trará resultado e fará sua mente ficar fora do ar: o trabalho. Gosto de como a autora faz questão de mostrar como ela é feliz fazendo o que gosta, do progresso com a boate, de pô-la a frente de algo tão grande e importante, que precisa de cuidado, dedicação e desenvoltura.

Resumindo: o livro é trabalhado em clichês que já cansamos de ler. Eu sou uma pessoa que gosta de clichê, acredito sempre que o clichê pode ser bem trabalhado de acordo com a imaginação do autor, mas aqui é aquele mais simples que chega a ser bobo. É bom deixar claro: tem quem goste, mas eu senti que foram tantas páginas para chegar em algo tão, mas tão previsível que não deixou nada para que eu tentasse me surpreender. Final feliz & previsível.

Algo que eu deixei para falar nesta última resenha: esse livros foram verdadeiramente bem traduzidos e revisados?Diversas vezes eu li algumas coisas bem absurdas e palavras sem sentido ou que faltavam algo para completar em todos os livros. Além de que em alguns momentos estão usando uma linguagem super coloquial e na linha seguinte estamos falando contar-te e amar-te. Olha gente, é complicado. Eu consigo superar clichês e relacionamentos abusivos em livros, mas livros mal revisados e traduzidos é difícil de aguentar.

E vou fazer um resumo básico e rápido de Hudson, o quarto livro do que era pra ser uma trilogia: Hudson conta os 3 livros pelo seu ponto de vista, mas também preenche algumas lacunas que ficavam apenas no imginário por motivos de todos os outros livros serem pelo ponto de vista da Alayna.  Aqui tem vários Hudson para escolher: o calculista que se relacionava com a Célia de maneira abusiva (ambas as parte), além de mostrar algumas cenas que não iríamos ter acesso através apenas dos outros livros.

O livro é todo narrado pelo Hudson, mostra como ele conheceu Alayna e todo o processo para que ele se apaixonasse pela nossa protagonista, suas angústias e medos, o que admirava na mulher, o relacionamento com a família, principalmente com Mirabelle (o que e interessante, levando em consideração que ele não se acha digno de amor).
O livro é uma mescla entre recontar fatos da trilogia Fixed e acrescentar mais alguns trechos pelo ponto de vista de um personagem que ficou à margem, levando em consideração que ele não teve voz ativa nos livros anteriores.

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