Livros Nacionais, Livros Únicos, Publieditorial, Resenhas, Sem categoria, Vídeos
Título: Dândis de SelmaTítulo original: Autor: Nicolás IrurzunAno: 2017 Editora: Giostri Número de páginas: 172

Amazon, Autor Independente, Editora Perse, Livros Nacionais, Livros Únicos, Publieditorial, Resenhas

Título: O Fim Que Os Deuses Darão a Mim ou a Você Autor: Edson Soares Ano: 2017 Editora: Perse Editora Número de páginas: 828

Com certeza um dos pontos mais positivos com relação ao livro é as diversas maneiras que o autor tem de escrever, ora brutal, ora extremamente sentimental

Oi, gente? Tudo bem com vocês? Hoje eu vim falar pra vocês sobre o livro O Fim que os Deuses Darão a Mim e a Você, do autor nacional Edson Soares. Meu primeiro aviso te antemão é: não se intimidem com o quantidade de páginas!

Em O Fim que os Deuses Darão a Mim e a Você vamos conhecer alguns moradores da pequena e agitada cidade de Ludovica. Feitosa é o delegado dessa cidade e acaba sendo por onde nós vamos conhecer e acompanhar todos os acontecimentos – mas, lembrem-se, existem muitos personagens aqui para serem conhecidos! Em meio a vários causos que tem que resolver na cidade, ainda tem que lidar com a insatisfação pessoal quanto a sua pessoa da esposa e as duas filhas. As coisas começam a esquentar, porém, quando o ator Pedro Bulhões é assassinado e Feitosa começa a investigar o caso, junto com a sua equipe e nessa trama de descobrir possíveis culpados, somos apresentados a diversos outros personagens como Quitéria, a mãe do Feitosa, sua filha Letícia que mantém um diário com seus pensamentos mais íntimos, um serial killer que encanta, um garoto de programa que quer melhorar de vida e acredita que essa seja a melhor saída…

Como que todos esses personagens vão se cruzar por causa da morte de um homem?

Então, vamos lá! Vamos falar sobre esse livro gigante que consumiu alguns dias meus e várias horas para que eu pudesse escrever para vocês o mix de sentimentos reunidos. Os personagens do livro são desenvolvidos de maneira inteligente, alguns nós conhecemos o passado, outros apenas uma amostra do passado recente, o suficiente para que ele tenha sua própria força e características no presente.

Feitosa acaba sendo o personagem que mais aparece, mas existem outros que, para mim, são tão importantes e mais interessante que ele. O mais curioso é que de uma maneira ou de outra esses mesmos personagens vão se sobressair, vão mostrar para o que veio. Exemplo claro é de Diva, a menina que vê a mãe ser assassinada. Aqui é bem claro para mim que as definições de liberdade são diferentes para cada ser e Diva é tão doce, tão ingênua, tão amorosa. Ela merecia muito mais, mas o que ganha já é o suficiente.

Com certeza um dos pontos mais positivos com relação ao livro é as diversas maneiras que o autor tem de escrever, ora brutal,  ora extremamente sentimental, se adequando aos personagens – se é uma adolescente escrevendo em um diário, teremos um texto todo marcado, riscado, com sonhos, desejos, temores. Se é uma peça de teatro, teremos todas as características desse texto; se são pessoas simples, violà, esperem por uma linguagem de rua ou cheia de gírias. O autor não tem medo de dar vida sobre quem ele está escrevendo e isso é mágico. Um contador  que consegue se adaptar ao que é necessário para deixar sua história o mais próximo do real é simplesmente incrível. Existe força em suas palavras, uma relevância para que elas se tornem ainda mais presentes.

É um livro complexo, cheios de histórias interligadas, muitas delas nos faz ansiar em descobrir o que vai acontecer e a quantidade de reviravolta que tem apenas prende o leitor em suas páginas, onde conhecemos o ponto de vista de mortos, o melhor lado de um ser humano e também o pior, como uma mãe ama uma filha além da morte e como alguns filhos não respeitam os pais. É muito difícil de falar de um personagem, especificamente, quando todos eles tem sua própria trajetória.

Meus problema com o livro foram, de fato, a quantidade de páginas que ele tem. Eu sou uma pessoa que me sinto intimidada em alguns momentos por livros muito grandes e em vários momentos senti que não eram necessárias tantas páginas para o desenvolvimento do livro, ainda que tenhamos diversos pontos de vistas. Em alguns momentos a leitura torna-se maçante, pois as informações ali presentes não tem relevância. Além de tudo isso, existem alguns elementos fantásticos da história, que eu não sei bem se me agradam, mas que também não atrapalha na leitura.

Editora Intrínseca, Resenhas

Título: Quem Era Ela? Título original: The Girl Before Autora: J.P. DelaneyAno: 2017 Editora: Intrínseca Número de páginas: 336

A história, primeiramente interessante, não apresentou sentido; depois de um tempo, você perde a vontade de saber o que vai acontecer, somente quer que acabe.

O mercado editorial foi tomado por livros com protagonistas femininas que não se tratam somente de um romance, basicamente depois do sucesso de Garota Exemplar, um livro bastante aclamado.

Por um lado isso é incrível, afinal, mulheres são tão capazes de estrelar um thriller quanto de encabeçar um romance, tão capazes de protagonizar uma ficção científica como são quando falamos de um drama; estava na hora das histórias contemporâneas retratarem esta realidade.

Por outro lado, quando o assunto é suspense, surgiu um mar de cópias baratas do livro de Gillian Flynn que não se pode ser domado. Uma qualidade ruim de escrita, um desenvolvimento pouco convincente e um plot twist medíocre têm cercado a maior parte dos livros que li que se promovem como seguidores da mesma linha de raciocínio de Flynn. Quando na verdade a única semelhança é ter uma mulher como protagonista mesmo.

Se existem as frases “Para os amantes de garota exemplar”, “Se você amou garota exemplar, vai amar esse!” e derivados associados ao livro, é provável que eu não vá gostar dele, que tenta se vender como o novo suprassumo da vez. Com Quem Era Ela?, infelizmente este foi o caso.

A premissa da história me soou bastante interessante, duas mulheres com idade e aparência similares dividindo a história com uma casa tão deslumbrante quanto misteriosa. Emma, de um ponto de vista passado e Jane, do ponto de vista presente. Emma estava lidando com o trauma subsequente a ter sua casa invadida por dois adolescentes e Jane tentava superar a morte de sua filha no parto.

– Ah, ele não te contou? As garotas que vieram antes. Nenhuma delas dura, sabe. Este é o ponto.

Edward, o dono da casa, tem uma série de restrições quanto ao seu uso, algumas restrições basicamente absurdas, mas ao conhecer a casa pela primeira vez, ambas se apaixonam e acham que vale à pena.

Não entrarei em detalhes sobre o desenvolvimento da história, basta relatar que ambas as mulheres, em épocas diferentes, fazem escolhas bastante parecidas quanto a casa e desenvolvem um relacionamento com Edward.

Emma inicialmente se muda para a casa com o namorado, mas termina o relacionamento pouco depois e passa a morar na casa sozinha. Muito da personalidade dela e de suas questões vão ficando mais claras ao longo do livro, e essas revelações nos ajudam a montar o cenário do passado.

– Sei que pode parecer estranho, considerando que eu nem conhecia a Emma. Mas me parece que ninguém verdadeiramente a conhecia. Todos com quem falei têm uma percepção diferente sobre quem ela era.

Jane, porém, começa a ficar intrigada com a história da mulher que ali morava antes e sobre a falecida esposa de Edward e as circunstâncias em que a casa foi construída. Mas eram tantos pontos soltos, tantas mentiras veladas e tantos caminhos a seguir que ela nunca conseguia chegar a uma conclusão de fato.

O ex-namorado de Emma, Simon, também participa da história das duas mulheres, de maneiras diferentes. Parecendo obcecado com a ideia de que Edward era responsável pelo que aconteceu no passado, ele oferece ajuda a Jane. Simon é sem dúvida um personagem bastante patético desde o início e é mais uma ponta solta que vamos tentando encaixar a história ao longo do livro.

Sociopatas são atraídos pelo vulnerável.

Minha primeira crítica negativa ao livro é a escrita, que me parece relaxada, e as escolhas que foram feitas à história pareciam fabricadas, um amontoado de twists que não casavam um com o outro e parecia somente objetivar surpreender o leitor pelo grande número de informações. Qualquer um ficaria perdido, porque o livro não segue uma linha de raciocínio.

A personagem de Emma, ainda que muito mais complexa do que primeiramente percebamos, se mostrou simplesmente insuficiente como protagonista. Até nos capítulos em que ela é a voz central, parece que tem alguém contando a história por ela. E isso porque não entrarei em debate sobre seu comportamento no geral, do contrário a resenha seria somente sobre ela.

Jane, ainda que assumindo um papel bem mais incisivo sobre dona de seu próprio destino, também apresentou atitudes extremamente contraditórias e ingênuas para alguém que se acreditava ser tão perceptiva sobre toda a estranheza da situação. Era quase como se o comportamento ingênuo funcionasse para alongar a história e manter o “suspense” a todo vapor até o fim.

O personagem de Edward é absurdo, mas ao mesmo tempo é o personagem mais conciso de todos, sendo seu comportamento claro desde o início ao fim. A personalidade dele foi com certeza a melhor trabalhada, ainda que repulsiva.

Por fim, o livro foi insuficiente. A história, primeiramente interessante, não apresentou sentido; depois de um tempo, você perde a vontade de saber o que vai acontecer, somente quer que acabe. Mais um livro completamente esquecível e que não cumpriu o que se propôs a fazer.

Por favor, faça uma lista de todos os bens que considera essenciais na sua vida.

Assista aos Vídeos
[wonderplugin_carousel id="2"]
Equalize da Leitura © 2010 - 2016 ♥ Todos os direitos reservados
Tema desenvolvido por Débora M.