Editora Verus, Resenhas, Vídeos

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Oi, gente! Como vocês estão? Depois de algumas semanas com pedidos, lamentos, lamúrias, por favores pelas redes sociais, parei de ficar enrolando, gravei as resenhas de A Garota do Calendário: Março, Abril, Maio e Junho. Não tem motivos para ficar enrolando, se vou ler e vocês querem saber a minha opinião. Vocês podem ver a resenha de A Garota do Calendário: Janeiro e A Garota do Calendário: Fevereiro. Confiram abaixo o vídeo, deixem o joinha e seu comentário que eu estou respondendo todo mundo! <3

Editora Seguinte, Resenhas

Título: Por Lugares Incríveis Título original: All the Bright Places Autora: Jennifer Niven Ano: 2015 Editora: Seguinte Número de páginas: 335

É difícil falar que eu não gostei tanto desse livro quando parece que todo o restante do mundo é simplesmente apaixonado por ele. O fato é que eu não conseguir me envolver com a história desse livro como a maioria das pessoas.

É difícil  falar que eu não gostei tanto desse livro quando parece que todo o restante do mundo é simplesmente apaixonado por ele. O fato é que eu não conseguir me envolver com a história desse livro como a maioria das pessoas. Não estou desprezando o seu conteúdo nem falando que não é importante ou que o tema não precisa ser abordado – porque precisa! -, mas não senti essa ligação apaixonada pela qual eu vejo leitores ao redor do mundo falando.

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Violet Markey perde a vontade de viver depois do acidente de carro que sofre junto com a irmã, que morre. Ela se sente culpada além de sentir uma tristeza e saudade absurda de uma das pessoas que mais amava no mundo. É difícil de seguir a vida, quando a irmã era popular, uma filha, irmã e amiga maravilhosas.

Com Theodore Finch as coisas são diferentes, mas não melhores: em sua personalidade incomum, toda a semana ele encarna um personagem: faz parte de ser quem ele é sentir-se assim. Mas as pessoas são malvadas e começam a praticar bullying, e aberração é o de menos que ele ouve. Sendo perseguido na escola, acaba afastando-se de todos e ainda tem que lidar com o pai violento e a apatia da família, que assim como os colegas da escola, o ignoram.

Enquanto Violet sonha em acabar o ano letivo e mudar-se para Nova York e começar a faculdade de Escrita Criativa que tanto sonha, Finch pesquisa sobre diversas maneiras de suicídio e se teria coragem de seguir em frente com algumas dessas técnicas. Quando menos se espera, o destino une os dois: no alto da torre da escola, Finch está imaginando como seria os pais, colegas e professores encontrá-lo morto, depois de ter se jogado e depara-se com Violet ali em cima. De forma improvável, os dois se ajudam a sair daquele lugar e dar início a uma amizade que começa quando tem que fazer um trabalho de geografia, visitando os lugares mais incríveis ou pitorescos ou interessantes na cidade. Violet encontra em Finch o desejo de voltar a viver, sem que é sem medo e Finch encontra em Violet a oportunidade de ser quem é, sem sofrer.

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Por Lugares Incríveis é um livro que precisa ser apresentado ao mundo, simplesmente pelo fato da autora ter tido a ousadia de escrever sobre um tema que ninguém mais fala: suicídio. Precisamos falar sobre sobre o assunto, precisamos falar com as pessoas que estão tristes que não conseguem encontrar outra solução para a sua dor que não seja tirar a própria vida. E enquanto mídia, adultos, todo mundo no geral continuar a ignorar pessoas assim, vamos continuar sofrendo em silêncio, junto com pessoas que sofrem muito mais e suas famílias.

O Finch é um personagem bem peculiar. De verdade. Mas a estranheza das pessoas geralmente é o que me atrai, então, eu sentia um carinho especial e tentava descobrir qual seria o Finch da próxima página. Violet é tão sincera em sua dor, em como sente falta da irmã que qualquer pessoa que tenha um irmão consegue se identificar com ela e o livro segue por uma montanha de sentimentos: tristes, confusos, conflituosos, levemente felizes, de descobertas. O final tão é tão imprevisível, mas você precisar acompanhar toda essa trajetória para encontrar a resposta.

Acho que o eu não gostei do livro é maneira como ele é contado, é algo meio lírico que não me parece entrar na realidade de muitas das pessoas que estão sofrendo tanto ou mais quanto o descrito no livro. Eu precisava de algo mais pé no chão, mais bruto talvez, mais tapa na cara. A autora escreveu sobre algo feio, sobre um tema polêmico e trouxe uma maneira que o leitor conseguisse se envolver. Eu entendo, mas não funcionou comigo. Não significa que desprezo o tema, só que eu imaginava que ele me encantaria, me atrairia, que eu encontrasse nas páginas os motivos para me apaixonar.

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Editora Galera Record, Resenhas

Título: A Geografia de Nós Dois Título original: The geography of you and me Autora: Jennifer E. Smith Ano: 2016 Editora: Galera Record Número de páginas: 272

A autora enrola um pouco escrevendo, não tem nada de surpreendente para fazer você ficar em expectativa pela próxima página, mas temas conflituosos de adolescentes, o que não é ruim mas que também não traz muita nov

Vocês podem conferir as resenhas de A Probabilidade Estatística do Amor À Primeira Vista e de Ser Feliz é Assim aqui no blog.

Se tem uma coisa que eu adoro nos livros da Jennifer, é como ela gosta de viajar, no sentido de levar quem está lendo para cidades icônicas e ali criar todo o seu enredo. É fazer o leitor se apaixonar. Aqui não foi diferente e eu amei ainda mais cada momento por estar em uma das minhas cidades preferidas: Nova York.

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Lucy mora no topo de um prédio no centro de Nova York. Owen mora no subsolo. E os vários andares que separam esses dois, eis que um blecaute faz com que ambos fiquem presos dentro do elevador. Entre conversas, sorvetes derretidos, águas compradas, o caos na cidades, eles percebem que a conversa entre os dois não se apagou e vão para o terraço do prédio. Ali, eles se aproximam ainda mais, contrariado todas as outras reações que poderiam afastá-los. Mas quando Lucy acorda pela manhã ainda no terraço, Owen não está mais lá.

Entre encontros e desencontros da vida, cada um segue para um lado do mundo: Lucy se muda para Edimburgo e Owen viaja para Seattle junto com o pai. Mesmo com a distância, o mantra de Queria que estivesse aqui. continua entre os dois, ainda que afastem-se cada vez mais geograficamente.

O livro é bem fofo, bem estilo da autora. Quem gostou dos outros dois livros, não tem o que recear. Contudo, a minha única ressalva é que eu achei esse daqui fantasioso demais, o que acabou fazendo com que eu não gostasse tanto do que li. Isso junta-se ao fato de que eu não me conectei com os personagens.

Owen é um garoto que não tem nada na vida e isso agrava pela perda recente da mãe, que nem ele ou o pai conseguem superar. Eles saem a esmo pelos Estados Unidos apenas buscando empregos que possam sustentá-los para quando aquilo ali nada mais render, marcarem a próxima parada. A vida dele é triste, gente, principalmente quando comparada a tudo o que a Lucy tem – o que não é culpa dela, mas fica visível a diferença de mundo entre os dois. A Lucy tem uma quantidade e oportunidades na vida incríveis e é legal ver o quão normal ela é dentro dessa realidade. Ela realmente gosta do Owen e sofre pela perda de contato, mas percebe que tem que continuar a viver.

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A autora enrola um pouco escrevendo, não tem nada de surpreendente para fazer você ficar em expectativa pela próxima página, mas temas conflituosos de adolescentes, o que não é ruim mas que também não traz muita novidade. É um livro que vai se manter ali no meio termo: não é péssimo a ponto de odiá-lo, mas também não é maravilhoso a ponto de favoritá-lo. O final não é surpreendente e fica meio aberto sobre o que vai acontecer a partir daquele momento. Acredito que a autora quis deixar para os leitores imaginarem do que determinar que aquilo ali seria um final.

Editora Galera Record, Resenhas

Título: Silêncio Título original: Soundless Autora: Richelle Mead Ano: 2016 Editora: Galera Record Número de páginas: 279

Nunca pensei que eu chegaria a esse ponto de dizer que eu simplesmente detestei um livro da Richelle Mead, mas eis que o momento chegou e eu tenho que aprender a lidar com isso.

Nunca pensei que eu chegaria a esse ponto de dizer que eu simplesmente detestei um livro da Richelle Mead, mas eis que o momento chegou e eu tenho que aprender a lidar com isso. Vida que segue e eu conto para vocês os motivos. Quem já leu qualquer outro livro da autora, sabe que ela adora escrever sobre mitologias e outras crenças e faz isso de maneira magnífica. Somos apresentados a cultura chinesa, uma bem rica e cheia de detalhes.

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Fei mora em um vilarejo onde todos são surdos. Absolutamente surdos, sempre foi assim. No alto da montanha onde vivem todos trabalham nas minas ou na escola, onde são aprendizes. E isso é o que Fei e a irmã são: aprendizes, sendo que Fei é a mais talentosa da classe. As castas são respeitadas e os mineradores não devem interagir com os demais da escola, pois essas castas influenciam na quantidade de alimento que cada um do grupos recebe. E essa quantidade é mínima e chega através de um sistema de cabos de Beiguo – um distante e misterioso  reino da qual eles não têm conhecimento.

O problema todo começa quando os moradores começam também a ficarem cegos, as remessas diminuem consideravelmente e se ele já viviam à beira da miséria, o quadro muda drasticamente, ficando ainda pior. Fei sente que algo que está estranho quando percebe que sua audição está voltando e sem nenhum motivo aparente. Confrontada por situações adversas, ela se junta com Li Wei, um jovem minerador, um amigo do passado.

Ouvindo e podendo avisar quando os deslizamentos ocorrem, ela e Li vão descer a montanha em busca daqueles pessoas que querem minérios e enviam pouca comida, para tentarem entender a situação deles – porque eles podem viver algo pior do que a deles! – e explicar que lá em cima não está nada bem. Ela não esperava encontrar nada do que encontro na base da montanha e sendo assim, seu objetivo muda de rumo e ela precisa entender quais são os segredos que esse lugar novo esconde, antes de voltar e compartilhar com o próprio povo.

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Tive muita dificuldade em continuar a leitura do livro, pois até a metade dele somos apresentados a história em longos blocos de textos e pouco diálogos. Esse último é algo que me confrontou durante toda a leitura: é complicado você traduzir para o livro a linguagem de sinais, já que não é uma linguagem escrita. Mas gente… não são diálogos de qualquer forma? Por que raios colocaram os textos todos estranhos e esquisitos em itálico, como se fossem apenas um texto destacado e não um diálogo? Qual a dificuldade de colocar isso com travessões, para facilitar a leitura? Falha da autora, da editora? Não sei, só sei que é péssimo que ninguém tenha pensado nisso em nenhum momento.

Como a Fei começa a ouvir novamente, somos apresentados a outros grandes blocos de textos e explicações e detalhes sobre como ela está descobrindo os sons. Eu acho ruim? Não acho, mas dentre tantas outras coisas que já estavam me incomodando, foi apenas mais um ponto para que eu ficasse: Rich, por que está fazendo isso comigo?

Em resumo: ela teve uma ideia muito boa, mas que em alguns momentos é difícil de ser traduzida para o papel, aí acabou bagunçando tudo de uma vez.

Quanto a  história: a Richelle tem essa pegada de fazer seus personagens se mostrarem fortes, decididos e eu gosto verdadeiramente disso. Fei e Li Wei fazem uma dupla incrível e tudo que eles descobrem na base da montanha é fascinante. Isso ela casa bem com a parte do questionamento social mesmo, do tipo: por que isso sempre foi assim e ninguém nunca se perguntou o por quê? Que é outro fato que eu gosto muito, pois traz trama e agilidade pra o tema que ela está expondo. E essa parte é a mais legal do livro inteiro. É quando você começa a descobrir verdadeiramente tudo que está acontecendo e a ação se mostra, junto com os elementos da cultura chinesa. É incrível, sério.

Aí depois, da metade para o fim, somos apresentados a questões mitológicas, ainda relacionadas a cultura chinesa, que eu achei extremamente forçadas, porque o livro de nenhuma maneira tinha deixado a sensação ou abertura para inserção de criaturas mágicas, poderes sobrenaturais ou algo desse tipo: era uma comunidade que estava sendo escravizada por outro povo  ninguém sabia os motivos. Até que você está envolvido com uma parte mística que apesar de ter uma história fofinha eu achei em forçadinha.

Vacilou, Richelle.

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Enfim, não é nem de longe o melhor livro da autora e acredito que foi por diversos fatores. Obviamente que a culpa maior cai sobre ela por ser a escritora, mas o processo todo – ao meu ver – teve falhas que dificultaram a leitura do livro. Não falo para não lerem, mas para se preparem para algo diferente do que estão acostumados da autora.

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