Os 100 livros preferidos da estante, Vídeos

Oi, pessoal. Como vocês estão neste lindo final de semana? ♥

Eu estou por aqui me preparando para Bienal (aproveitem para participar do encontrinho que terá eu e várias outras booktubers!), depois Rock in Rio, depois MEU INTERCÂMBIO! Aaaaah, como estou animada & feliz! Porém, antes disso, eu vou mostrar para vocês quais são os meus 100 livros favoritos da estante! Vem comigo?

Editora Novo Conceito, Resenhas

Título: Tudo e Todas as Coisas Título original: Everything, Everything Autora: Nicola Yoon Ano: 2016 Editora: Novo Conceito Número de páginas: 304

E a história tem uma mensagem tão positiva sobre experiências, sobre viver além de suas limitações, sobre tentar alcançar os desejos que norteiam suas expectativas, sobre fazer mais e querer ser mais. É como um lembrete animado que colocamos na geladeira de manhã para não nos esquecermos de agradecer.

E a história tem uma mensagem tão positiva sobre experiências, sobre viver além de suas limitações, sobre tentar alcançar os desejos que norteiam suas expectativas, sobre fazer mais e querer ser mais. É como um lembrete animado que colocamos na geladeira de manhã para não nos esquecermos de agradecer.

Preciso começar dizendo que adoro quando um livro Young Adult me surpreende positivamente, pois é tão difícil isso acontecer. No caso deste livro, a ideia dele já me conquistou; então apesar dos pesares que tive com alguns pontos da história, a originalidade do enredo é o suficiente para que eu indique para qualquer leitor que aprecie o gênero. Sem mais delongas, vamos à história.

A protagonista do livro se chama Madeline; ela tem quase 18 anos e uma vida completamente diferente de adolescentes dessa idade, tudo em função de uma doença que a tornou alérgica ao mundo externo. Qualquer coisa pode ser um fator que desencadeie em seu corpo uma reação que pode mata-la, em função disso ela vive com diversas limitações e só possui contato com outras duas pessoas: sua mãe e sua enfermeira, Carla. Apesar de sua condição, ela busca apreciar o que tem e ocupa seu tempo principalmente com a leitura de livros. Isto até que uma nova família se muda para a casa ao lado da sua; quando ela conhece Olly, começa a desejar uma vida diferente da que teve até então.

Pela primeira vez em um longo tempo, eu quero mais do que eu tenho.

Primeiramente, deixe-me dizer que achei completamente genial a ideia da doença de Madeline. De verdade. Tanto no sentido literal: desde o início fiquei entusiasmada e curiosa para saber como a autora conseguiria desenvolver este enredo; quanto no sentido poético: Madeline precisava permanecer dentro de sua casa esterilizada para sobreviver, e por conta disso estava renunciando ao direito de viver.

É tão difícil, ao menos para mim, encontrar uma história hoje que soe realmente única e interessante, muito em razão de haver já tantas histórias escritas, mas acredito também porque acabamos nos acomodando em uma zona de conforto quando ela começa a dar certo, e isso inclui autores. Logo, eu fui sedenta neste livro – foi ele quem me tirou de uma ressaca literária que já se estendia há meses e estava me deixando completamente desanimada com a prospecção de qualquer nova leitura.

De imediato, Madeline foi alguém por quem me interessei. Seu otimismo mediante ao modo como ela vivia foi inspirador desde início, e mais do que isso, o modo como ela sempre buscava alguma razão pela qual agradecer. Seu relacionamento com sua mãe é algo que nos é apresentado já no início; elas são muito próximas também em função de o pai e irmão de Madeline terem morrido em um acidente de carro quando Madeline ainda era um bebê. Carla é também alguém com personalidade própria no livro, uma personagem que cativa em sua amizade e cuidado com a protagonista.

O sorriso que ele me dá faz viver valer à pena.

Olly é simplesmente alguém que faz Madeline questionar se o estilo de vida que levava valia à pena no grande esquema das coisas e se ela sobreviveria aos riscos de tentar mudar. Deixe-me dizer que acontece com eles um caso do insta-love, o que eu não gosto nenhum pouco. A partir do momento que eles só olham pela primeira vez através do vidro da janela do quarto dela, basicamente não conseguem tirar o outro da cabeça.

Mas a forma como o relacionamento deles se desenvolve, primeiramente através da internet e logo com visitas esporádicas de Olly a casa dela, é bastante, bastante fofa. Principalmente nas visitas, em que eles eram proibidos de se tocar – ainda que Olly sempre passasse pelo processo de esterilização -, ficava evidente a vontade que tinham um do outro. Era triste e adorável ao mesmo tempo. Mas de pouquinho a pouquinho, eles foram conseguindo mais e mais.

Querer só leva a mais querer. Não há um fim para o desejo.

Um rapaz de personalidade irreverente, Olly é alguém extremamente enérgico e dado à feitura de acrobacias em seu dia a dia. Não é muito explorada a forma como ele desenvolveu esse talento e nem se ele pretendia utilizar isso para uma carreira. Outro ponto que pecou em desenvolvimento foi a questão familiar de Olly. Ele mora com a mãe, irmã e pai, sendo o pai uma figura complicadíssima e abusiva com a família. Temos um vislumbre dos motivos que contribuíram para o comportamento do pai, mas ao longo dos acontecimentos do livro, quando chega ao fim o tema da família de Olly se torna uma ponta solta.

Não me incomodou o livro ser em primeira pessoa, embora eu geralmente não goste, mas gostaria de ter tido mais acesso ao personagem de Olly. Acho que ele é aquele tipo de pessoa que possui muito conteúdo além da superfície e merecia ter sua própria história contada. Na verdade, esse é um livro independente – o que pode ser um pró, considerando que eles parecem estar em extinção hoje em dia -, mas eu gostaria de saber mais da história como um todo.

Apesar de gostar muito do relacionamento de Olly e Madeline, que possui uma doçura característica de romances entre adolescentes que não vemos mais na vida real ou na ficção – essa doçura me lembrou do romance no livro Eleanor & Park -, acho que a autora peca um pouco em focar tanto a mudança no comportamento da Madeline como uma forma de estar junto dele.

Eu estava feliz antes dele. Agora estou viva, e isto não é a mesma coisa.

Consigo compreender o impacto que uma pessoa pode ter na forma como vivemos e como pode ser nosso combustível para melhorar nossa própria vida; isto de fato acontece muito. O que me preocupa é que talvez ela ter começado a agir em busca de ter um relacionamento mais real com ele roube a importância que esta mudança teria para ela mesma, e para seu futuro.

As atitudes de Madeline nos permitem vislumbrar os conflitos internos que a permeiam: culpa, sensação de impotência, coragem, entusiasmo, medo, etc. Imagine alguém depois de dezoito anos experimentando a vida pela primeira vez. Então havia muito, muito mais em jogo nas atitudes dela do que somente poder estar com Olly. Era poder estar com e ser ela mesma.

– Tudo é um risco. Não fazer nada é um risco. É sua decisão.

Esta mudança é algo extremamente significativo não só porque ela se arrisca a ter experiências que não havia tido, mas também porque desencadeia uma série de acontecimentos a qual nunca, nunca teria acontecido do contrário. Claramente eu não vou falar sobre o clímax do livro, porque seria o maior de todos os spoilers, mas é verdade que o rumo que a história toma começou a fazer com que eu me questionasse todo o porquê dela.

Há muita gente que critica a conduta da autora quanto ao enredo, e sim, eu concordo que o que acontece tira boa parte da magia da originalidade que me encantou na história em particular. E que talvez seja até um pouco de desrespeito com a natureza real da doença para as pessoas que a vivem – mas eu precisaria estudar mais a respeito da doença em si para saber. Contudo, a decisão da autora adicionou outro aspecto que eu achei incrível à história: o aspecto psicológico.

Talvez crescer signifique desapontar as pessoas que amamos.

Eu sou completamente apaixonada por psicologia e qualquer, qualquer fator a ela associado, seja na vida real ou na ficção. E simplesmente o twist do livro, apesar de ter sim apagado parte do brilho original, deu espaço para uma discussão absolutamente fantástica sobre amor, perda e limites. De verdade, meus dedos tremem enquanto escrevo porque tudo o que eu queria era falar sobre isso neste momento, muito também porque este tema me afeta especialmente por me ser familiar, não exatamente igual ao da protagonista, mas parecido.

E a história tem uma mensagem tão positiva sobre experiências, sobre viver além de suas limitações, sobre tentar alcançar os desejos que norteiam suas expectativas, sobre fazer mais e querer ser mais. É como um lembrete animado que colocamos na geladeira de manhã para não nos esquecermos de agradecer. É como a sensação de novas possibilidades e novas conquistas. É um livro que faz com que olhemos para nós mesmos e nos perguntemos: será que estamos nos dando à chance de explorar todo o nosso potencial? Será que estamos vivendo ao máximo?

Até mesmo o encanto de Madeline pelos livros age aqui como uma forma de ponderar o quanto deste encanto era genuíno gosto pela leitura e quanto ela utilizava isso como substituto da vida e de suas próprias experiências. Há algumas passagens em que ela compara suas experiências à descrições de livros e a forma como não é, de nenhuma maneira, comparável ou suficiente viver através de páginas.

Desde que Olly entrou em minha vida, existem duas Maddys: aquela que vive através de livros e não quer morrer, e aquela que vive e suspeita que a morte seja um pequeno preço a pagar por isso.

Então foi um livro que me proporcionou sensações grandiosas. Senão por essa questão do grande foco no romance como se transformando na razão de viver de Madeline e esse twist que, apesar de ter trazido à tona um tema que também me foi interessantíssimo, adicionou ao livro uma sombra contraditória, minha avaliação seria maior. Mas honestamente? Leiam. Porque em minha opinião, tem sido realmente uma tarefa árdua encontrar uma história que seja instigante assim como essa é.

O livro tem uma lírica bem gostosa, doce e rápida; eu o li em um só dia em intervalos de obrigações, e isso porque era um dia normal de trabalho. Ele também é bastante interativo, com alguns desenhos, gráficos e organogramas feitos pela protagonista para ponderar e analisar as situações mais diversas. É bastante, bastante divertido. Poderia continuar falando desse livro pro muito, muito tempo, mas vou me refrear. Limites, certo? Esse livro também fala sobre eles. Nicola Yoon, aguardo seus novos trabalhos.

A vida é um presente. Não se esqueça de vivê-la.

Editora Intrínseca, Resenhas

Título: Agora e Para Sempre, Lara Jean Título original: Always and Forever, Lara Jean Autora: Jenny HanAno: 2017 Editora: Intrínseca Número de páginas: 304

Eu gostei do livro? Gostei. Acho que dos três é o que a história mais amadureceu e as problemáticas da Lara, ainda que não sejam os problemas mais desesperados e preocupantes do mundo, fazem parte do mundo dela e okay, não me incomodou.

Depois de ter passado por Para Todos os Garotos que Já Amei e P.s.: Ainda Amo Você, chegamos em Agora e Para Sempre, Lara Jean, que deveria ser o último livro da trilogia. Falo deveria pois acredito, no fundo da minha alma leitora que não comprou os livros anteriores mas acabou aceitando a história, que a autora não parará por aí.

Lara Jean ainda tem muito a mostrar.

Neste terceiro livro, acompanhamos Laranjinha com uma dúvida apertando sua mente: qual faculdade ir depois que concluir o Ensino Médio. Sua opção é seguir o Peter para a faculdade que ele vai, já que ganhou uma bolsa de estudos por causa da sua prática de lacrosse. Além de ficar perto do namorado, ela também fica perto de casa e TCHARAM! Tudo seria absolutamente lindo! ♥ Mas as coisas não saem conforme o planejado e pode ser que ela tenha que pensar em um plano B.

Além de todas as questões relacionadas a faculdade, que acabam tirando seu sono e deixando todos ao redor tensos de ansiedade por conta de seus sonhos e desejos, Lara vai ter que passar por outras experiências junto com as irmãs e o próprio pai, experiências essas que ela não pensou que fossem acontecer depois da morte da mãe.

Entre ter que se dedicar aos estudos, todas as descobertas e alegrias e frustrações namorando Peter, suas preocupações com a vida, nossa protagonista nos apresenta sua história de uma maneira muito divertida e autora nos prende as suas palavras por saber como conquistar um leitor.

Então, vamos lá. Eu gostei do livro? Gostei. Acho que dos três é o que a história mais amadureceu e as problemáticas da Lara, ainda que não sejam os problemas mais desesperados e preocupantes do mundo, fazem parte do mundo dela e okay, não me incomodou. Gosto da maneira como a autora coloca algumas lembranças da mãe nesse livro e o quão importante é a opinião dela para Lara, que lembra nos momentos de decisões importantes em sua vida.

O namoro da Lara com o Peter é bem gostoso de ler, tem todos aqueles sentimentos de quem se está apaixonado e o garoto é realmente bem fofo. Algumas cenas eu achei bem desnecessárias, só que, mais uma vez lembrei que dentro do contexto fazia sentido, então acabei deixando passar.

O que me fez gostar desses livros são as cenas que não tem tanta importância para o desenvolvimento no geral, como a Lara Jean cozinhando e fazendo todas as suas receitas, a interação com a Kitty, como ela é preocupada e super organizada, sua falta de conhecimento em algumas coisas que a torna tão natural. São esses pequenos detalhes que foram me cativando. Nesse livro o que eu mais gostei foram das preocupações dela com relação à faculdade pois, de fato, é um momento importante e muito legal da vida – sua indecisões, medos, acompanhar o processo de seleção que é tão diferente do nosso…

Como eu repeti nas resenhas anteriores, Kitty sempre será uma personagem à parte e que deveria ganhar um livro apenas com suas peripécias e ler sobre como sua mente aguçada trabalha. A menina é incrível, sincera em sua idade e esperta de uma maneira inesperada. É praticamente ter passado por esses três livros sem ter uma frase, uma cena, uma ação em que não riu com a Kitty. Gosto da maneira despretensiosa que a autora escreve seus diálogos, algo tão rápido e que se enquadra tão bem dentro da cena.

No geral, senti que esse livro não teve um ciclo concluído, um fim onde você fica: “Nossa, como foi bom acompanhar você por todo esse trajeto, Lara Jean.” Simplesmente porque a história acaba com um final bem aberto, tanto que fiquei procurando mais uns três ou quatro capítulos, do tipo: é isso? Não estou falando que o final seja ruim, porque não é,  mas não me passou a sensação de completude: a autora ainda tem tanto a explorar junto à personagem que foi por isso que eu fiquei com essa sensação, pois acaba que alguns assuntos abordados – e que são importantes – ficaram nesse balaio de “imaginação” e não “conclusão”. Eu sou leitora que quero saber com todas as letras o que aconteceu com o personagem.

Li alguns leitores falando que foi o livro que eles menos gostaram e pra mim foi o mais legal de ler, exatamente por esse amadurecimento da personagem. Vai de gosto mesmo e espero que para os fãs da trilogia, autora e a Lara Jean, tenha atendido as expectativas.

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