Recebidos do Mês, Vídeos

Coisas lindas da Rapha, como vocês estão? Acabei de liberar no canal o vídeo de recebidos do mês, aquele que eu mais gosto de fazer, pois consigo mostrar tudo de lançamento e novidade que foram enviados para mim! Vem comigo?

Inspiração do Mês

Oi, gente! Como vocês estão? Faz tanto tempo que eu não publico nada tão íntegro assim aqui no blog, apenas replicado os conteúdos do Youtube ou publicando algumas resenhas. MAS AGORA TUDO ISSO MUDOU! Junto com outras amigas blogueiras, nos reunimos para postar uma vez por mês sobre algum tema que será decidido entre nós e traremos esse mesmo para vocês, em fotografia!

Conheça os demais blogs: Aione do Minha Vida Literária, Paola do Livros e Fuxicos, Ju Cirqueira do Nuvem Literária, Bárbara do Segredos entre Amigas e Tamirez do Resenhando Sonhos

O tema desse mês nada mais é que Inverno! É a minha estação preferida do ano? Com certeza, não. Minha casa fica muito mais gelada, é um martírio acordar para trabalhar com tanto frio… mas existem algumas coisas interessantes nessa temporada: as peculiaridades. Aqui em Brasília, por exemplo, começa uma temporada de ipês 🌸, onde a cor de todos eles vão mudando de acordo com a estação – temos o prazer de recebê-los rosas, brancos, amarelos e azuis. Alguns ficam mais tempo presentes enquanto outros em poucos dias já se foram. E como eu amo a cidade quando ela está tão colorida assim! É impossível você não ver pessoas comentando, se encantando, apaixonado-se pela maneira como a cidade fica linda!

A parte norte e a parte sul ficam enfeitadas e o mais interessante é que elas conseguem florir diante da seca que faz em Brasília! Já estamos há mais de 65 dias sem chuva, mas os ipês 🌸 nos traz mais alegrias! Podem acreditar, é quase patrimônio da cidade essa árvore tão típica do cerrado. Já no início do inverno vemos elas surgindo e vão trocando de cores até o início de setembro.

Confesso que fico realmente muito boba com essa temporada de ipês🌸 na cidade, principalmente porque as flores me lembram muito as de cerejeiras, tão comuns no Japão, e que eu tenho uma vontade enorme de conhecer. Quem sabe minhas tatuagens nas costelas sejam de ipês rosas 🌸  e cerejeiras? <3

Quando decidimos o tema deste mês, fiquei pensando mil maneiras de fotografar para repassar para vocês um pouco desse amor que eu sinto quando chega essa época por aqui. Algumas pessoas tem neve no inverno – quem mora aqui tem vento frio e seco e ipês! 🌸

A cidade inteira fica assim, gente! Sério, eu fico muito boba quando vejo tanta florzinha assim pelo chão! Como as árvores de ipês tem o tronco alto, nunca consegui pegar um buquêzinho desse em mãos! hahahahaha

Quem me acompanha no Instagram, viu que este mês eu refiz uma tatuagem na perna e mais duas: uma câmera no pulso e essa frase no calcanhar, junto com a minha irmã. Ela escreveu: “Tudo sobre ela” e eu escrevi “É tudo sobre mim“, com um coraçãozinho no final para dar aquele charme maroto.

Quem mora aqui em Brasília sabe que ao mesmo tempo que faz um calor dos infernos, em 20 minutos isso tudo pode mudar e você congela até o tutano dos ossos. Rapha Blogueirinha foi tirar fotos para o post e colocou as pernocas pra jogo, enquanto colocava um caso que até gola alta tem… Ironias à parte, eu deveria ter cortado a foto de uma maneira mais adequada, mas o resultado ficou tão legal que aaaahhhh. Só vai.

Uma novidade que eu gostei muito foi que estou pensando em abdicar de vez das faixinhas de cabelo e usá-lo mais definido e cacheado e menos sem definição. O que vocês acham? Foram as primeiras fotos que eu tirei testando esse novo penteado e, confesso, amei! Já falei diversas vezes que ter assumido meu cabelo cacheado foi uma das melhores decisões da minha vida, né? Mas é que essa fase de adaptação e transição é de descobertas mesmos, então, depois de 2 anos, vamos descobrir mais?

E é isso, pessoas lindas! Espero que tenham gostado do post e, caso tenha alguma sugestão de tema, podem deixar nos comentários ou nas redes sociais! Vai ser lindo compartilhar com vocês todo o mês. E que também seja uma inspiração para que eu volte a postar por aqui com mais frequência. Termino com uma foto que eu tirei para complementar o post, mas que eu desisti pois ficaria uma mistura de temas. As flores acabaram tomando seu espaço (todo) aqui.

Editora Intrínseca, Resenhas

Título: Quem Era Ela? Título original: The Girl Before Autora: J.P. DelaneyAno: 2017 Editora: Intrínseca Número de páginas: 336

A história, primeiramente interessante, não apresentou sentido; depois de um tempo, você perde a vontade de saber o que vai acontecer, somente quer que acabe.

O mercado editorial foi tomado por livros com protagonistas femininas que não se tratam somente de um romance, basicamente depois do sucesso de Garota Exemplar, um livro bastante aclamado.

Por um lado isso é incrível, afinal, mulheres são tão capazes de estrelar um thriller quanto de encabeçar um romance, tão capazes de protagonizar uma ficção científica como são quando falamos de um drama; estava na hora das histórias contemporâneas retratarem esta realidade.

Por outro lado, quando o assunto é suspense, surgiu um mar de cópias baratas do livro de Gillian Flynn que não se pode ser domado. Uma qualidade ruim de escrita, um desenvolvimento pouco convincente e um plot twist medíocre têm cercado a maior parte dos livros que li que se promovem como seguidores da mesma linha de raciocínio de Flynn. Quando na verdade a única semelhança é ter uma mulher como protagonista mesmo.

Se existem as frases “Para os amantes de garota exemplar”, “Se você amou garota exemplar, vai amar esse!” e derivados associados ao livro, é provável que eu não vá gostar dele, que tenta se vender como o novo suprassumo da vez. Com Quem Era Ela?, infelizmente este foi o caso.

A premissa da história me soou bastante interessante, duas mulheres com idade e aparência similares dividindo a história com uma casa tão deslumbrante quanto misteriosa. Emma, de um ponto de vista passado e Jane, do ponto de vista presente. Emma estava lidando com o trauma subsequente a ter sua casa invadida por dois adolescentes e Jane tentava superar a morte de sua filha no parto.

– Ah, ele não te contou? As garotas que vieram antes. Nenhuma delas dura, sabe. Este é o ponto.

Edward, o dono da casa, tem uma série de restrições quanto ao seu uso, algumas restrições basicamente absurdas, mas ao conhecer a casa pela primeira vez, ambas se apaixonam e acham que vale à pena.

Não entrarei em detalhes sobre o desenvolvimento da história, basta relatar que ambas as mulheres, em épocas diferentes, fazem escolhas bastante parecidas quanto a casa e desenvolvem um relacionamento com Edward.

Emma inicialmente se muda para a casa com o namorado, mas termina o relacionamento pouco depois e passa a morar na casa sozinha. Muito da personalidade dela e de suas questões vão ficando mais claras ao longo do livro, e essas revelações nos ajudam a montar o cenário do passado.

– Sei que pode parecer estranho, considerando que eu nem conhecia a Emma. Mas me parece que ninguém verdadeiramente a conhecia. Todos com quem falei têm uma percepção diferente sobre quem ela era.

Jane, porém, começa a ficar intrigada com a história da mulher que ali morava antes e sobre a falecida esposa de Edward e as circunstâncias em que a casa foi construída. Mas eram tantos pontos soltos, tantas mentiras veladas e tantos caminhos a seguir que ela nunca conseguia chegar a uma conclusão de fato.

O ex-namorado de Emma, Simon, também participa da história das duas mulheres, de maneiras diferentes. Parecendo obcecado com a ideia de que Edward era responsável pelo que aconteceu no passado, ele oferece ajuda a Jane. Simon é sem dúvida um personagem bastante patético desde o início e é mais uma ponta solta que vamos tentando encaixar a história ao longo do livro.

Sociopatas são atraídos pelo vulnerável.

Minha primeira crítica negativa ao livro é a escrita, que me parece relaxada, e as escolhas que foram feitas à história pareciam fabricadas, um amontoado de twists que não casavam um com o outro e parecia somente objetivar surpreender o leitor pelo grande número de informações. Qualquer um ficaria perdido, porque o livro não segue uma linha de raciocínio.

A personagem de Emma, ainda que muito mais complexa do que primeiramente percebamos, se mostrou simplesmente insuficiente como protagonista. Até nos capítulos em que ela é a voz central, parece que tem alguém contando a história por ela. E isso porque não entrarei em debate sobre seu comportamento no geral, do contrário a resenha seria somente sobre ela.

Jane, ainda que assumindo um papel bem mais incisivo sobre dona de seu próprio destino, também apresentou atitudes extremamente contraditórias e ingênuas para alguém que se acreditava ser tão perceptiva sobre toda a estranheza da situação. Era quase como se o comportamento ingênuo funcionasse para alongar a história e manter o “suspense” a todo vapor até o fim.

O personagem de Edward é absurdo, mas ao mesmo tempo é o personagem mais conciso de todos, sendo seu comportamento claro desde o início ao fim. A personalidade dele foi com certeza a melhor trabalhada, ainda que repulsiva.

Por fim, o livro foi insuficiente. A história, primeiramente interessante, não apresentou sentido; depois de um tempo, você perde a vontade de saber o que vai acontecer, somente quer que acabe. Mais um livro completamente esquecível e que não cumpriu o que se propôs a fazer.

Por favor, faça uma lista de todos os bens que considera essenciais na sua vida.

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