Editora Rocco, Resenhas

Título: Com Você Título original: Found on You Autora: Laurelin PaigeAno: 2015 Editora: Rocco Número de páginas: 400

O livro não é de todo ruim pois a família do Hudson veio para quebrar com tudo e mostrar toda a baixaria que uma família rica pode ter. Mas no geral? Não, apenas não.

Leia a resenha de Por Você para entender tudo a respeito desse livro aqui. 🙂

O que era para ser apenas um contrato para enganar a família Pierce, torna-se um explosivo relacionamento entre Alayna e Hudson e o que era uma proposta vira um convite: Alayna vai morar com Hudson. Em vários níveis de intensidade mórbida eu imaginei quão louco seria algo assim – duas pessoas que precisam cuidar de si mesmas, que tem sentimentos muito opostos, que sofrem por suas manias e desconfianças… juntas.

Estou tão perdida sem você. Encontre-me, Hudson.

O livro continua exatamente onde o primeiro terminou, mostrando como os dois estão aprendendo a lidar com seus problemas, estabilizando uma relação e se esforçando para fazer dar certo,  que é algo louvável – para ambos. Como Hudson ainda tem medo de mostrar que está se apaixonando (?), suas ações acabam falando mais do que palavras – o que pra mim não diz nada. Se a pessoa não consegue conversar, não vem com esse papinho de tentar convencer com sexo, não cola.

A família Pierce aparece mais e descobrimos algumas pontas que ficaram soltas no primeiro livro e que deixou muitas pessoas curiosas a respeito de um certo segredo do Hudson. Alayna que quer mostrar que pode ser a mulher que Hudson vai aprender a amar, começa a avaliar e tentar se aproximar da família do amado, mesmo que tenha que aturar a mãe intratável dele (sério, a personalidade dessa mulher é algo surreal para mim; em vários pontos acredito que a autora forçou tanto para mostrar alguém desprezível que ficou até caricato.), as piadas e cantadas do pai, o irmão mais novo encantado, uma irmã que está se esforça para fazer todo mundo ser uma família feliz e Célia, a amiga de infância, que tem acesso à família de Hudson e que conhece seus segredos.

Quanto a Célia: para mim estava bem ÓBVIO, DESDE SEMPRE que a mulher estava aprontando alguma para Alayna e para o casal, mas aparentemente, só eu percebi isso.

Nós não éramos loucos, ou sociopatas, ou pessoas horríveis. Nós só queríamos ser amados.

Eu costumo dizer que os segundos livros de séries, trilogias e afins são o que fazem as histórias desandarem: são pouco os autores que conseguem estabilizar seus enredos e fazerem com que esses livros sejam aceitáveis (pelo menos, para mim). E aqui acontece a mesma coisa: a cada 10 páginas tem Alayna mostrando para o que veio e apostando alto nos seus dramas sem fundamentos. Eu já estava “Por favor, eu não mereço isso” e saltava as linhas até voltar ao normal. Eu não consigo entender como pequenos pontos tornaram-se grandes motivos de desentendimentos com direito a saídas dramáticas, bem a la novelas mexicanas. A única diferença entre as cenas e a novela é que no livro sempre tem acaba em sexo caloroso.

JURO.

Daí nós caímos em Hudson – o cara que no primeiro livro não sabia amar, não conseguia demonstrar sentimentos e que de uma hora para outra se tornar o homem exemplar do ano, com direito a rosas e muitas palavras de amor, com o aditivo que tudo soou falso e sem química pelo simples fato de ser não ser característico do personagem.

ME POUPE.

O livro não é de todo ruim pois a família do Hudson veio para quebrar com tudo e mostrar toda a baixaria que uma família rica pode ter. Mas no geral? Não, apenas não. Passei por esse daqui louca para chegar logo no terceiro e ver qual seria o final que a autora dará para os dois personagens.

Leia a resenha do terceiro livro, Sempre Você & Hudson.

Editora Rocco, Resenhas

Título: Por Você Título original: Fixed on You Autora: Laurelin PaigeAno: 2014 Editora: Rocco Número de páginas: 368

[…]que eu não consigo mais deixar passar em livros que tem esse tipo de conteúdo, é a questão do relacionamento abusivo – como autoras, MULHERES – romantizam e não problematizam esse tipo de relacionamento.[…]

Eu iria fazer essa resenha em vídeo, mas acabei liberando logo aqui pelo blog mesmo. Vamos falar, tudo junto & misturado, da trilogia Fixed, publicada pela editora Rocco, da autora Laurelin Paige. Adoro as capas dos livros: acho insinuante, provocantes, chamativas sem ser vulgar. E as páginas serem em tom rosa/violeta é um agradinho a mais confesso. Me prendo a pequenos detalhes.

Em Por Você nós vamos conhecer o casal de protagonistas: Alayna Withers e Hudson Pierce.

Alayna é uma mulher pra lá de sedutora, claro, sabe que seus atributos atraem muitos caras. Mas uma coisa que eu gosto na protagonista é o fato dela ser inteligente. Estou cansada, confesso, de ficar lendo histórias em que a personagem principal consegue as coisas pelo corpo e não pela mente. Não estou falando que isso não possa acontecer aqui, mas estou falando que, num primeiro momento, a apresentação da autora quanto a Alayna me agradou.

Ela trabalha no Sky Launch e acabou de receber seu MBA. Ao contrário do que seu irmão quer e do que a maioria das pessoas pensariam de uma pessoa que conseguiu mais uma formação para o currículo, Alayna não deseja abandonar a boate, mas quer investir todo seu esforço e competência para que ela seja referência para as demais. Trabalhar na madrugada, lidar com cantadas baratas e pessoas bêbadas é fichinha para Laine, se comparado que poderia trabalhar trancafiada dentro de um escritório no horário “normal” das pessoas.

Ela não esperava, porém, que fosse atender Hudson Pierce, sem saber que ele é um homem extremamente rico e influente. A atração dos dois, obviamente, fica claro. O que mais a intriga é que dificilmente uma pessoa faz com que fique sem fala, mas aconteceu e Hudson começa a ser algo a ser desvendado. Dias depois, quando descobre que ele será seu novo chefe, as coisas começam a andar de uma maneira bem diferente: além de ter comprado a boate (e fazer com que todos os planos de Alayna afunde), ele faz uma proposta bem ousada – para convencer a mãe de que é capaz de amar e para não se casar com Celia Werner, Hudson propõe à Alayna que eles finjam que estão namorando. Em troca Hudson promete quitar as dívidas que ela tem devido aos empréstimos estudantis que fez na faculdade.

E o livro vai girar entorno, nesse primeiro, dessa proposta. O que é necessário saber: nossa protagonista é diferente das demais que lemos em livros eróticos por ser bem resolvida a respeito da sua vida, sexual & profissional. Mas ao mesmo tempo tem suas questões frágeis, seus próprios fantasmas, seus problemas a serem resolvidos e, definitivamente, alguém como o Hudson é o que ela menos precisa. Alayna é uma mulher extremamente ciumenta e, consequentemente, insegura em seus relacionamentos. Depois de um caso particularmente desagradável com um ex, foi diagnosticada com transtorno obsessivo. Entrar em um com Hudson, um homem que consegue tudo quer e que alega não ser capaz de amar, não é o melhor para sua saúde mental, ainda mais quando se está saudável por dois anos.

O livro é gostoso e fácil de ler. Confesso: algumas linhas foram saltadas pois achei enfadonhas em alguns trechos. As cenas de sexo entre os dois são bem detalhadas, mas o que me INCOMODA MAIS e que eu não consigo mais deixar passar em livros que tem esse tipo de conteúdo, é a questão do relacionamento abusivo – como autoras, MULHERES –  romantizam e não problematizam esse tipo de relacionamento. Faz com quem está lendo deseje ter um Hudson na vida – um homem frio, singular, que não está preocupado com os seus sentimentos, mas que você deve obediência cega. Aqui é ainda pior quando se leva em consideração que a Alayna já tem um problema a respeito desse assunto. Quem acha engraçado mulher ser obsessiva? Quem acha que um homem obsessivo é o sonho de companheiro?

PORÉM, ao mesmo tempo, gosto da maneira como a autora explica a obsessão de uma pessoa por outra, como a mente e os sentimentos estão explodindo para todos os lados, como é não enxergar nada a além daquilo que se deseja com a força da vida. E como é triste, como a vida muda por conta disso e como é o tratamento e a parte da dor de alguém que está desse lado.

A história é mais complexa do que essa que estou contando para vocês, até porque tem muitos personagens que são importantes para a trama, mas que  não tiveram muito destaque, e que terei a oportunidade de falar a respeito nas próximas resenhas.

O livro foi avaliado com 3 estrelas porque, apesar de ter sido rápido de ler, existem essas questões que me incomodam e me faz ver esse livros de uma maneira diferente. O Hudson é um personagem misterioso, onde o leitor tentar entender porque ele age de certo modo, enquanto a Alyna rouba a cena.

Leia a resenha do segundo livro, Com Você.

Editora Galera Record, Resenhas
[Resenha] Lúcida
17.abr.2017

Título: Lúcida Título original: Lucid Autores: Ron Bass e Adrienne StoltzAno: 2016 Editora: Galera Record Número de páginas: 364

Lúcida não é um thriller psicológico do início ao fim e isso talvez tenha decepcionado algumas pessoas. Não a mim.

Sloane Margaret Jameson, 16 anos, são nossas personagens principais. As garotas têm o mesmo nome, a mesma idade, fazem aniversário no mesmo dia, porém têm vidas completamente diferentes. Uma é chamada de Sloane, a outra de Maggie e ambas quando dormem têm o mesmo sonho: o dia da outra.

– Bem, “a gente” significa o seguinte. Todas as noites, sonho com a vida dela em Mystic. E quando ela vai dormir na cidade dela, ela sonha o dia inteiro que eu passei aqui em Nova York. Eu acho que sou real, e ela, minha fantasia…
[…] E digo baixinho:
– Mas Sloane pensa a mesma coisa. (Maggie)

Confuso? Nem tanto. Maggie narra seu dia em um capítulo e quando ela dorme quem acorda é Sloane, que estava sonhando com o dia de Maggie. As jovens têm vidas normais: Sloane mora no interior, é uma boa aluna e tem uma grande família, tem hora pra chegar em casa e um sonho de entrar pra faculdade. Maggie mora em Nova York, é atriz e tem a responsabilidade de cuidar de sua irmã mais nova e daquela que deveria chamar de mãe.

As duas personagens são muito interessantes, não tem como gostar de uma e odiar a outra. Você simplesmente torce pra que as duas existam e possam viver normalmente, talvez até se conhecerem e virarem melhores amigas. O que, é claro, não vai rolar.

Na verdade, isso jamais poderia acontecer. Tentei procurar informações sobre Sloane em Mystic, Connecticut. Ela não existe. Meu pai nos levou até lá para passar um mês durante o verão, e eu costumava andar de bicicleta na frente da casa que acreditava ser a dela. Uma família simpática morava ali. Mas não a dela. Estou totalmente convencida que Sloane fez o mesmo comigo. (Maggie)

Depois de um tempo, é notável a semelhança de vários fatos na vida das garotas. Enquanto Sloane sofre a perda de seu melhor amigo, Bill, e tenta decidir entre um romance mais fácil com Gordy ou um cheio de complicações com James – que tem um rolo com a Amanda -, Maggie sofre a perda de seu pai, e tenta decidir entre um romance mais fácil com Thomas ou um cheio de complicações com Andrew – que tem um rolo com a Carmen.

Lúcida não é um thriller psicológico do início ao fim e isso talvez tenha decepcionado algumas pessoas. Não a mim. Simplesmente não consegui pensar em outra coisa durante os dias em que estive lendo esse livro, talvez porque as histórias das duas personagens são muito intensas e parecidas, o que leva o leitor a confundir um pouco os nomes e os fatos, ou talvez porque simplesmente eu não queria terminá-lo. Não queria descobrir o final desse problema, apenas queria continuar lendo sobre Sloane e sobre Maggie, sem pensar se as duas existiam, de fato.

E eis a cereja do bolo que eu tanto odeio: o final em aberto. Não sei bem se “em aberto” define, ou se seria melhor usar a palavra “confuso”, mas o fato é que não, não era isso que eu queria. Mas tudo bem, escreve quem pode, lê quem quer, né? Fiquei imaginando vários finais para a história e isso me deixou satisfeita. O livro merece minha nota máxima e só não ganhou infinitamente meu coração e o status de favorito por causa da tal da cereja que, é claro, deve existir gente que adora.

Meu grande medo é um dia ser normal: vou adormecer, e Maggie não estará mais aqui. Vou ter apenas sonhos comuns, uma boa noite de sono. E ela terá desaparecido.
Mas meu maior medo é o que preciso repetir pra mim mesma que jamais acontecerá. A noite que Maggie for dormir, e eu desaparecer. (Sloane)

Assista aos Vídeos
[wonderplugin_carousel id="2"]
Equalize da Leitura © 2010 - 2016 ♥ Todos os direitos reservados
Tema desenvolvido por Débora M.