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novembro 07, 2016#RaphaTodosOsDias, Vídeos

Livros que não deveriam ter continuação – #RaphaTodosOsDias

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Você ama de paixão um livro. Tudo bem. Daí vem o autor e resolve escrever uma continuação e seu mundo desaba. PARA QUÊ VOCÊ ESTÁ FAZENDO ISSO, SE JÁ É TÃO PERFEITO? #choro É sobre esse livros que eu vou falar hoje: livros que não deveriam, de forma alguma, ter continuação.

Confiram todos os vídeos do mês #RaphaTodosOsDias

outubro 31, 2016Editora Galera Record, Resenhas

[Resenha] Novembro, 9

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Título: Novembro, 9 Título original: November 9 Autora: Colleen Hoover Ano: 2016 Editora: Galera Record Número de páginas: 352

Eu nunca poderia imaginar isso tudo. E eu nunca poderia amar tanto um final como esse. Novembro, 9 mereceu entrar na minha lista de favoritos.

Fallon O’Neil tem 18 anos quando resolve sair de Los Angeles e ir para Nova York retomar sua carreira de atriz, que fora interrompida por um incêndio quando ela tinha 16 anos, na noite de 9 de novembro. O lado esquerdo de seu corpo ficou cheio de cicatrizes, desde o rosto até a cintura, o que a fez se esconder de tudo e todos nos últimos dois anos.

No dia em que embarcaria para a mudança, em mais um 9 de novembro, enquanto seu pai tentava fazê-la desistir da ideia, já que ela já não tinha mais a beleza necessária para a carreira de atriz, Fallon é surpreendida por Benton James Kessler, um jovem aspirante a escritor, que se senta ao seu lado e finge ser seu namorado, defendendo-a das palavras duras de seu pai. Mas quem era ele, afinal?

– Fallon – diz ele, exigindo minha atenção. Seus dedos encontram meu queixo e ele inclina meu rosto para cima. Quando abro os olhos, ele está um pouco mais perto do que eu imaginava. Está me olhando de cima com uma expressão penetrante. – As pessoas querem olhar para você. Acredite em mim, eu sou uma delas. Mas quando tudo em você grita “vire o rosto”, é exatamente o que elas vão fazer. A única pessoa que se importa com algumas cicatrizes no seu rosto é você.

A ligação de Fallon e Ben é instantânea. Que vida mais injusta. A garota passa dois anos inteiros se sentindo a mais feia do mundo e justo no dia em que resolve se mudar de Los Angeles conhece um cara que a faz sentir como se a vida valesse a pena. E foi então que Ben teve uma magnífica ideia, já que ambos sabiam que Fallon não deveria desistir de seus sonhos por um cara que acabou de conhecer.

– E se… – Ele para e me encara. – E se nos encontrássemos de novo no ano que vem, no mesmo dia? Todos os anos? Faremos isso por cinco anos. Mesma data, mesma hora, mesmo lugar. Vamos continuar de onde paramos esta noite, mas só nesse dia. Vou saber se você está fazendo seus testes de elenco e posso escrever um livro sobre os dias que passamos juntos.

A mãe de Fallon acreditava que uma garota não deveria se apaixonar antes dos 23 anos, pois assim não conseguiria conhecer a si mesma. Seguindo essa lógica, o combinado foi se encontrar todo ano, por mais cinco anos, até os dois terem completado 23. Dessa forma se bloquearam em redes sociais, não trocaram telefones e cada um seguiu sua vida, com algumas metas para o próximo 9 de novembro.

Novembro, 9 é escrito em primeira pessoa, alternado por Fallon e Ben, com capítulos de todos os seus 9 de novembro’s. Quando peguei esse livro logo pensei que já havia visto uma história parecida. E o que mais gostei foi que a autora também pensou nisso, e o próprio Ben se defendeu do meu pensamento, já que ele estava escrevendo sobre seu romance.

– Parece um pouco Sintonia de amor – comenta Tate.

Balanço a cabeça no mesmo instante.

– Não é nada assim. Eles só concordaram em se encontrar uma vez.

– É verdade. Então parece Um dia. Aquele filme com a Anne Hathaway.

Mais uma vez desprezo sua comparação.

– Esse filme se concentra só e um determinado dia todo ano, mas as duas pessoas ainda interagem normalmente durante o ano. Fallon e eu não temos contato nenhum.

Não sei bem como descrever a intensidade desse romance. Se algo desse errado, se o avião atrasasse ou um não pudesse ir ao encontro, não poderiam avisar antes, pois não tinham contato, deveriam apenas esperar o outro chegar no local combinado e ligar explicando o que aconteceu. E aí deveriam esperar mais um ano, pois esse era o enredo do livro e se era amor de verdade, então chegariam ao final feliz.

O problema é que a vida real é um pouco mais complicada que os livros. Coisas ruins acontecem entre cinco anos, vidas mudam e pessoas se machucam. Eu imaginava que a coisa toda ia desandar em algum 9 de novembro e que, no último, tudo ia dar certo, como um bom romance. Só que não foi só isso que aconteceu.

O enredo do livro de Ben não começou quando ambos tinham 18 anos, naquele 9 de novembro quando Fallon foi para Nova York. O enredo começou em outro 9 de novembro e cada página do livro de Ben, sendo lido por Fallon, me fez chorar e envelhecer muitos anos. Eu nunca poderia imaginar isso tudo. E eu nunca poderia amar tanto um final como esse. Novembro, 9 mereceu entrar na minha lista de favoritos.

– Por favor, não me odeie.

Mas tenho medo de que já seja tarde demais.

Digo ao motorista para irmos e quando estou a uma distância segura no estacionamento, o táxi para antes de pegar a rua. Olho para trás. Ele está parado na frente do prédio, as mãos na nuca. Ele me vê partir. Seguro o maior número possível de páginas do manuscrito e jogo-as pela janela. Antes que o táxi arranque, me viro a tempo de ver que ele se ajoelha na calçada, derrotado.

Levei quatro anos para me apaixonar por ele.

Levei só quatro páginas para me desapaixonar.

julho 05, 2016Colleen Hoover, Editora Galera Record, Resenhas

[Resenha] Talvez Um Dia

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Título: Talvez Um Dia Título original: Maybe Someday Autora: Coleen HooverAno: 2016 Editora: Galera Record Número de páginas: 368

Apesar dos meus pesares, aqui Colleen consegue me fazer sentir junto a eles, o que é claramente um ponto extremamente positivo quando falamos de um romance.

Talvez um Dia. Antes de começar, adianto que esta não é uma resenha positiva sobre o livro, mas não menos sincera – é meu ponto de vista honesto, apesar de ser destoante de grande parte do público que leu. Primeiramente, quero dizer que apesar de preferir a capa original do livro, a capa da edição brasileira seguiu a mesma ideia, então também está bem bacana. O título do livro traduz, perfeitamente, a história. Vamos à ela.

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Logo no início testemunhamos Sydney tendo a estabilidade de sua vida perturbada quando descobre que seu namorado e sua colega de quarto estavam exercendo algumas atividades de cunho sexual pelas suas costas. Literalmente cuspindo marimbondo, ela sai de seu apartamento em meio a uma chuva torrencial e acaba sendo resgatada por Ridge, o vizinho que costuma tocar violão em sua varanda e encantá-la, ainda que de longe. Após entender sobre a confusão da vida de Sidney, Ridge se oferece para ajudá-la – convidando-a para dividir o apartamento com ele e seus colegas de quarto, Warren e Bridgette.

Após certa hesitação, Sidney concorda, afinal suas opções estavam tanto escassas e ela precisava de um lugar para ficar. Ridge, contornando sua condição enquanto deficiente auditivo, é um excelente músico e descobre em Sidney uma excelente compositora. A conexão entre eles através da música é grandiosa, o problema todo é quando essa conexão ameaça ultrapassar os limites das sinfonias que criam juntos. Ridge possui uma namorada de anos e é um relacionamento aparentemente sólido. Sidney se vê mergulhando em outra situação complicadíssima, e o que nunca imaginou: estava preocupada em poder se tornar a outra da vez.

Ei, coração. Pode me ouvir? Você e eu estamos, oficialmente, em guerra.

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janeiro 31, 2016Leituras do Mês, Vídeos

Leituras do Mês de Janeiro (2016)

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OLÁÁÁÁÁÁÁA MEUS LINDINHOS! Como vocês estão? *____________________* Eu estou Ó-TI-MA, principalmente agora que estou conseguindo atualizar tudo! Já estava com saudade dos vídeos e depois explicarei porque tive que sumir por uma semana!

O que importa é que hoje tem as leituras do mês de janeiro que eu DETESTEI uma com todas as forças do meu ser e as outras eu simplesmente AMEI! Vocês vão ver graus de intensidade diferentes, mas janeiro foi um mês lindo! Vamos conferir? 🙂

Aproveitem também para me seguir nas redes sociais e fiquem ligados para a Semana Especial de S.!

novembro 20, 2015Colleen Hoover, Editora Galera Record, Resenhas

[Resenha] Nunca Jamais

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gsTítulo: Nunca Jamais Título original: Never never Autor: Colleen Hoover e Tarryn Fisher Ano: 2015 Editora: Galera Record Número de páginas: 159

Sobre o título? Uma frase particular entre os dois. Para quem já leu “A Culpa é das Estrelas”, pense no “Okay”, mas infinitamente menos romântico.

A resenha deste livro demorou a sair, mas finalmente chegou. Este livro foi originalmente publicado no dia do meu aniversário, 07.01, e eu o li pouco tempo depois de sua publicação. É Colleen Hoover, e apesar de eu não amar todos os livros dela, ela virou uma autora metalinguagem, não é? Autoexplicativa. Mas vamos à Never Never. De cara, o que me chamou a atenção foi a capa, seguida do título. A capa é expressiva, chamativa e representa a história de um jeito bem direto.

Os olhos dela são como dois livros abertos e eu de repente quero devorar todas as páginas.

E a história, você me pergunta? Tentarei explicar, mas é difícil, é bem difícil. A verdade é que a história é meio louca. E esqueça a sinopse: a sinopse honestamente não tem nada a ver. “Ele fará qualquer coisa para lembrar, ela fará qualquer coisa para esquecer”. Não sei de onde tiraram isso, talvez de outro livro, mas não é o que acontece em Never Never.

O livro conta a história do casal Silas e Charlie, alternando entre os pontos de vista dos dois. Depois de uma fatídica noite, eles perdem a memória sobre as próprias vidas a cada três dias. Acordam simplesmente sem uma noção sequer de quem são, onde moram e porque isto está acontecendo. Sem explicação. Pensam primeiro estarem sonhando, ou estarem ficando loucos, mas os dois? Como isso seria possível se estava acontecendo aos dois?

Ela é linda, mas de um jeito vergonhoso.

Ao longo do livro, eles vão descobrindo pequenas coisas: nomes, endereços, escola onde estudam, família e que são um casal. Cientes de que ninguém mais acreditaria neles, iniciam uma “investigação” para entender o que estava acontecendo antes que o prazo acabasse e eles perdessem a memória de novo, só teriam suas anotações como lembranças.

A premissa é até interessante, se você deixar a lógica das coisas de lado. Mas o livro é doido, gente. Se eles não estão malucos, eu estou. É um festival de cenas aleatórias, e as supostas pistas para descobrir o mistério são inconclusivas. Não consegui estabelecer uma linha de raciocínio para acompanhar a história.

Eu posso não lembrar nada sobre ela, mas aposto que o seu sorriso era minha parte favorita nela.

Supostamente devemos nos envolver pelos personagens e pelo romance deles, mas nenhum dos personagens é suficientemente decente para que eu gostasse deles. Silas é mais ou menos, mas achei Charlie o cúmulo da irritância. Fora que o relacionamento deles pré-amnésia era absolutamente conturbado, um show de brigas, traições e términos. Eu não via um porquê de eles estarem juntos, embora Hoover e Fisher tenham se esforçado para escrever cenas que mostrava um acolhendo o outro nas condições adversas da vida. Só não me convenceu. Achei bem fraco.

Nós éramos um nós, Charlie. E puta merda, eu posso entender por que.

E o pior? No fim do livro não há nenhum desfecho, é como se terminássemos um capítulo ali para começar o capítulo seguinte com a Parte II. E eu já li também a parte II, por isso digo isso com mais propriedade. Parece um caso de uma fanfiction grande que na hora da edição para publicação, foi dividida em três partes para vender mais, e foi muito mal dividida. Esperava bem mais. Não é nem de perto o melhor trabalho da Hoover. Se estiverem pensando em começar a ler os livros dela, lei a primeiro a resenha de Métrica ou de Um Caso Perdido.

Sobre o título? “Never, never. Nunca, jamais”. Uma frase particular entre os dois. Para quem já leu “A Culpa é das Estrelas”, pense no “Okay”, mas infinitamente menos romântico.

Ponto alto do livro para mim: quem já leu Colleen Hoover sabe, ela sabe escrever frases metafóricas e de efeito como ninguém. Ela sabe descrever sentimentos lindos em frases, independente do que eu ache dos personagens ou da relação deles. Se não mais nada, poder apreciar as palavras dela é sempre um presente.

– Você acha que pode fazer com que eu goste de você de novo?

Eu olho para ela e balanço minimamente a cabeça. – Não. Vou fazer com que se apaixone por mim de novo.


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