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outubro 24, 2016Editora Planeta, Resenhas

[Resenha] Órfão X

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Título: Órfão X Título original: Orphan X Autor: Gregg Hurwitz Ano: 2016 Editora: Planeta Número de páginas: 336

Como aquele grupo rastreou Evan? Katrin seria inocente ou era apenas uma deles? Quem seria tão bom a ponto de conseguir enganar o Órfão X? Essas questões me fizeram amar essa história!

Evan Smoak vivia em um orfanato quando viu Jack Johns pela primeira vez. Recrutado para participar de um programa secreto, pensou que nada poderia ser pior que as paredes frias e vazias de onde estava até então.

– Você faz parte do que chamamos de Programa Órfão. É excepcionalmente equilibrado e muito comedido diante do desconhecido e foi escolhido para o programa justamente por ter essas qualidades. Há outros como você. Mas jamais os conhecerá. – As mãos grandes seguram o volante, comandam o veículo e dominam a estrada. – Você vai ser treinado para seu trabalho.

– Vou trabalhar com o quê?

– Armas. – Responde Jack.

Evan, conhecido como Órfão X, foi treinado para matar, porém não era frio o bastante para matar sem saber o porquê. Após anos no Programa Órfão, começou a se perguntar de onde vinham as missões e quem eram as pessoas que ele tirava a vida. Será que eram mesmo culpadas?

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Evan havia sido treinado para não sentir dores, mas ninguém poderia curar o que sentiu naquela noite em que deixou o coração falar mais alto que a razão: a dor da perda. Dessa forma, desligou-se do Programa Órfão, que mais tarde foi encerrado, e passou a ajudar pessoas pobres e indefesas voluntariamente, intitulando-se O Homem de Lugar Nenhum, mas nunca se esquecendo de seu treinamento e dos mandamentos ensinados por Jack.

– Há uma lenda cherokee. Um idoso conta ao neto sobre a batalha que é travada dentro de cada pessoa.

– Os dois lobos.

– Isso. Um lobo é a raiva, o medo, a paranoia e a crueldade. O outro é a bondade, a humildade, a compaixão e a serenidade. E o menino pergunta ao avô: “Que lobo vence a batalha?”. Você se lembra da resposta?

– O que você alimentar.

– Isso mesmo. E qual é o nosso desafio? – Jack sobra o guardanapo de pano e limpa uma mancha de molho na borda do prato. Depois, olha diretamente nos olhos de Evan e responde à própria pergunta: – É alimentar os dois.

Órfão X foi um livro que demorei para pegar o ritmo, porque achei que seria um clichê sobre mais um programa ultrassecreto de assassinos órfãos. Aí Gregg Hurwitz adivinhou meus pensamentos e me surpreendeu de um modo que eu fiquei: uow, esse cara é bom!

O livro tem capítulos pequenos escritos em terceira pessoa, que facilitam a leitura e deixam o leitor curioso. A história se passa após Evan já ter saído do Programa Órfão e só ficamos sabendo detalhes do programa nas poucas páginas que ele lembra de seu passado, o que foi um ponto muito positivo.

Além disso, as partes em que Evan tem que lidar com seu disfarce de homem perfeitamente normal deixam a leitura mais real. Dar carona pra vizinha, falar com a velha fofoqueira no elevador, ensinar alguns golpes pro menino que apanha na escola…

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Quando Evan recebe o telefonema de Katrin White e descobre que, desta vez, não é ela quem precisa de ajuda e corre perigo, o livro torna-se um verdadeiro thriller. Como aquele grupo rastreou Evan? Katrin seria inocente ou era apenas uma deles? Quem seria tão bom a ponto de conseguir enganar o Órfão X? Essas questões me fizeram amar essa história!

Um toque. Outro.

Um clique, mas nenhuma resposta.

Evan falou:

– Qual é você?

Silêncio. Depois, ele ouviu uma voz familiar:

– O quê?

– Qual… Órfão… é… você?

agosto 19, 2016Editora Planeta, Resenhas

[Resenha] Raio de Sol

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Título: Raio de Sol Título original: Bright Side Autora: Kim HldenAno: 2016 Editora: Planeta Número de páginas: 445

Sabe quando você está lendo o livro e pensando que já sabe o final? […]A forma como a história é contada nos deixa com algumas desconfianças, que são contadas aos poucos, mas de uma forma muito intensa […] muitas lágrimas vão rolar!

Logo na p-r-i-m-e-i-r-a página do livro Gus é citado – sim, só a menção do nome já me fez viajar para A Culpa é das Estrelas – e é curioso imaginar como certos personagens ficam marcados. Mas então, o Gus de agora, é o melhor amigo da Kate Sedgwick, é músico, guitarrista e participa de uma banda. É aquele tipo de futuro astro do rock, além de ser lindo pra caramba.

Tudo bem. Eu te amo, Gus.
Também te amo, Raio de sol.

Katherine, Katie, Kate ou Raio de Sol, foi apelidada assim pelo seu melhor amigo, o Gus, porque sempre vê o lado bom das coisas. Ela é irônica, sarcástica, vegetariana, bem humorada e sempre atrasada. Ah, aqui cabe ressaltar que ela é apaixonada, louca, maluca por café (puro e forte) e música. E conversa com Deus de uma forma peculiar, como se fosse um velho amigo.

Kate nasceu no sul da Califórnia e tem uma irmã chamada Grace, mas agora aos 19 anos foi fazer faculdade em uma cidadezinha fria de Minnesota. Na faculdade fez amigos como Pete e Clayton e começou a trabalhar com Shelly em uma floricultura. Este é outro aspecto interessante da Kate, ela faz amizades e se importa de verdade com seus amigos.

Keller é um bonitão um pouco misterioso, ele trabalha na loja de café, estuda direito, é um pouco nerd, e tem uma mania-  que lembrou muito a minha mãe – a de terminar TODOS os livros, mesmo que não goste da história.

Segundo Gus, mesmo sendo uma pessoa positiva Kate não acredita no amor, o que é uma grande contradição. Durante a faculdade Kate acaba se aproximando cada dia mais de Keller, mas com certa desconfiança por conta dos segredos do rapaz. E, enquanto isso, Gus inicia a turnê com a banda para várias cidades.

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Sabe quando você está lendo o livro e pensando que já sabe o final? Então, todo hora um tombo diferente. A forma como a história é contada nos deixa com algumas desconfianças, que são contadas aos poucos, mas de uma forma muito intensa, isto quer dizer que, muitas lágrimas vão rolar!

A Kate é o tipo de pessoa que coloca seus problemas no bolso e sai para cuidar dos problemas do mundo. Chega a ser cansativo que todo mundo tenha uma adversidade e que ela esteja sempre está pronta a ajudar de alguma forma. Sério! Não sei se estou um pouco desiludida com as pessoas, mas o modo de agir da Kate me pareceu fantasioso demais, ainda mais por ser uma pessoa com seus próprios grandes problemas. Mas também, me ocorreu que o fato de Kate agir assimm seja um tipo de fuga e alento para as dificuldades em sua vida.

Não faço estardalhaço com perdões. Algumas pessoas fazem.

Sei que, diferente de outros livros, em que o grand finale está nas últimas páginas, no livro Raio de Sol isso não ocorre. A trama, a dor, os sentimentos são descritos de forma lenta e gradual, de modo que possamos acompanhar com riqueza de detalhes os acontecimentos. É uma carga emocional muito grande descrita em palavras. É, praticamente, impossível não chorar e não se emocionar com o drama de Katie!

É um livro que além de falar do amor, sob todas as suas formas, aborda de maneira leve a Síndrome de Down, relações homoafetivas, o aborto, a bulimia. E, se por acaso, você acaba de desistir de lê-lo por pensar que é um livro “pesado” por tratar de assuntos assim, repense. É um livro agradável, com expressões jovens – apesar de achar um pouco forçado o uso excessivo de gírias – que nos faz refletir sobre quanto o problema que estamos lidando pode ser pequeno se comparado com o do alheio.

Sobre o desfecho da história, não é algo que possamos dizer: inédito. É previsível, claro, mas a forma com que a autora abordou a vida de Kate é bem interessante. Somos envolvidos em suas lutas em deixar o mundo um lugar mais leve, em fazer as pessoas acreditarem em si mesmas… Que quando nos damos conta a bomba explode sem sequer estarmos com o coração preparado para isso. Dói, gente! E, a partir desse momento, Kate vive seus melhores e piores dias, apesar de todo sofrimento, depois de passar a vida inteira cuidando de quem amava, finalmente ela é cuidada.

Escute, me desculpe. Não queria magoar você.
Tarde demais.

Todos que gostam de livros tristes, aqueles sabe, em que já preparamos os lenços, deveriam ler Raio de Sol. Katie é, sobretudo, uma mulher corajosa. Não é uma protagonista chata! Ela é forte, talentosa, fala palavrão, defende os amigos, canta, toca violão, e ainda assim consegue ser uma pessoa doce. No livro ela e Gus têm um mantra que é de fazer todo dia, minuto, épico. Então, queridos leitores, sejam épicos.

agosto 16, 2016Editora Planeta, Resenhas

[Resenha] A Garota Perfeita

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Título: A Garota Perfeita Título original: Autora: Mary Kubica Ano: 2016 Editora: Planeta Número de páginas: 336

A Garota Perfeita é aquele tipo de história que você não pode, de maneira nenhuma, dar uma espiadinha no final.

A Garota Perfeita é aquele tipo de história que você não pode, de maneira nenhuma, dar uma espiadinha no final. Foi publicado em 2014, é um livro de suspense/psicológico na estreia da Mary Kubica.

A Garota Perfeita é aquele tipo de história que você não pode, de maneira nenhuma, dar uma espiadinha no final. Foi publicado em 2014, é um livro de suspense/psicológico na estreia da Mary Kubica. É a primeira vez que li algo da autora e fui surpreendida positivamente pelo enredo intrigante, que mesmo sendo contado pela visão de diferentes personagens, não se tornou confuso.

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Mia tem 25 anos e é filha do juiz, James Dennett e de Eve Dennett. Saiu de casa assim que completou 18 anos porque sentia que não pertencia àquele ambiente. Ela se tornou professora de artes em uma escola. Isso incomodava seu pai que queria que ela cursasse Direito assim como a sua irmã, Grace que é advogada.

Tudo acontece quando o namorado de Mia, mais uma vez, cancela o compromisso na última hora. Entre a decisão de ir embora ou curtir um pouco sozinha no bar, Mia conhece um desconhecido charmoso, Colin Tratcher.

Os pais não tem uma boa convivência com ela, então não sabem do sumiço da filha. James, o pai de Mia, fica furioso pelo estrago que o sequestro faz na mídia, a que não quer o nome da família envolvido em nenhuma polêmica. Quando a polícia é chamada, o Detetive Gabe é designado para resolver o caso: Mia realmente foi sequestrada ou apenas sumiu por vontade própria?

Mia é levada por seu raptor para uma cabana isolada na beira de um lago congelante em Minnesota. Esse não era o plano, não foi pra isso que ele havia sido contratado. Os dias na cabana passam lentamente, primeiramente, Mia se recusa a cooperar com Colin, não há muita comida, a cabana não é aquecida, a luz elétrica não é utilizada para não chamar atenção, os dias ficam cada vez mais frios.

Colin é um personagem complexo, Mia se interessa por ele desde o início, ainda no bar, não sei bem como me posicionar ao seu respeito, posso defini-lo como muito humano e dessa forma tem o lado bom e um lado ruim. Por sorte – ou não – Mia vai conhecer as suas duas faces.

Enquanto isso, o Detetive Gabe, mesmo depois de meses do sumiço de Mia, não desiste de solucionar o caso, e quando finalmente ele a encontra, Mia não pode dar as informações importantes para fechar o caso. A realidade é que ela se culpa por tudo o que aconteceu.

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A história de A Garota Perfeita é contada entre o antes e o depois do sequestro de Mia. É interessante a forma que a escritora utilizou para relatar o que aconteceu, desde o início, acreditamos saber o desfecho da história, mas mesmo assim não se torna uma leitura monótona.

Ela era uma mulher diferente.

Eu era um homem diferente.

Ler, simultaneamente, o antes e o depois do sequestro dá ao mesmo uma sensação de alívio e angústia. Explico o motivo, algumas revelações que, normalmente, em outros livros teríamos que esperar até as últimas páginas para descobrir, não acontece em A Garota Perfeita. Por outro lado, desconfiada como sou, ficava lendo e já angustiada pra saber o que a autora poderia estar escondendo.

Esse recurso realmente me surpreendeu, é uma história envolvente, que você quer ler logo tudo para descobrir o que de fato aconteceu. Sem dúvidas, é um livro cheio de surpresas, mesmo sabendo o final de antemão, porque a autora finge nos dar informações e quando o leitor já está conformado com o final, eis que surge um epílogo incrível.

É Mia quem nos conta o fim dessa história que dificilmente poderia ser imaginada. É um dos finais mais fantásticos que já li, senão fosse por ele seria um livro bom, porém, comum. Daí você termina o livro sem acreditar no final, o fecha e olha a capa que, diga-se de passagem, é linda, e entende tudo.

E naquele momento Mia deixou de existir.

agosto 08, 2016#VemParaOEqualizeEmAgosto!, Promoção

#Vem Para O Equalize Em Agosto! Sorteio da Semana 2

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Vem para o Equalize em Agosto! <3

Agosto é mês de VEDA, para quem é corajoso suficiente para participar disso HAHAHA Como eu não sou corajosa, resolvi fazer uma ação diferente e presentear – E CONVIDAR! –  os inscritos do blog no Youtube com sorteios semanais durante todo o mês de agosto!

DIZ AÍ SE NÃO VAI SER MA-RA-VI-LHO-SO!

O sorteio dessa semana é Você se Lembra de Mim? da Megan Maxwell e que tem resenha aqui no blog. Corre para participar! *sai correndo*

julho 26, 2016Editora Planeta, Resenhas

[Resenha] Diário de Uma Cúmplice

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Título: Diário de uma cúmplice Título original: Autora: Mila Wander Ano: 2016 Editora: Planeta Número de páginas: 334

Apesar de ser uma história simples, Diário de uma cúmplice conseguiu equilibrar o romance, a ação policial e o erotismo, deixando os fãs desses três gêneros satisfeitos com a narrativa criada pela autora.

Christine Monteiro é uma jovem bonita, de cabelos avermelhados e que vive de forma simples, sendo educadora de uma creche, não tendo muitos amigos e nem muitas paixões. Após perder seus pais em uma tragédia quando tinha 15 anos, Chris fechou-se em seu mundo e esforçou-se muito para manter uma vida super tediosa.

Em seu aniversário de 25 anos, Lessy, sua melhor amiga (ou única?), decide lhe presentear com um diário, aconselhando-a a usá-lo para desabafar e deixar de guardar suas tristezas somente para si. Sem muita escolha, Chris começa a escrever sua história.

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O tédio na vida de Chris começa a mudar quando ela se depara com o cara mais lindo que já havia visto na vida. Quando ele chegou perto, porém, não perguntou se ela tinha telefone. Perguntou se tinha um carro. E a ameaçou caso não cooperasse, já que a polícia estava logo ali, pronta para atirar naquele bandido gostoso. Ops, perigoso!

Ainda dava para ouvir algumas sirenes enquanto o acomodava e pegava uma toalha, a fim de estancar o seu ferimento. Ele tirou o casaco, a camisa e a calça bem depressa, mostrando um corpo sarado de academia que, não fosse pelo machucado horrível que não parava de sangrar, me deixaria completamente absorta.

Após salvar a vida do bandido misterioso – Miguel – e levá-lo são e salvo até a casa de sua quadrilha, por livre e espontânea vontade, Chris decide que já passou muitos anos da sua vida sendo normal e, ao invés de voltar correndo pro seu apartamento, a jovem decide que é hora de se aventurar.

Foi então que tive uma ideia bem maluca. Não sabia se daria certo, porém, naquele instante, não me questionei muito. Pintava os cabelos de vermelho-vivo havia anos, mas aquela nova fase da minha vida merecia uma mudança drástica. […]

Quando tive coragem de me olhar no espelho, o espanto foi enorme: estava tão diferente que parecia outra pessoa. Era a mulher forte, decidida e corajosa que enfrentava todos os perigos. Aquela não era exatamente eu, mas agora fazia parte de mim.

Eu seria uma loira fatal.

A história, narrada em primeiro pessoa em forma de diário, nos mostra que Christine tem uma vida normal que lhe é suficiente, até perceber que o mundo não é só aquilo que ela vê. A partir do momento em que se envolve com Miguel e descobre que é capaz de pegar em uma arma e matar um homem, não faria sentido algum voltar a dar aula para crianças e fingir que isso era felicidade.

Ignorando o começo da história, fantasioso demais, posso afirmar que Mila Wander criou um romance erótico policial muito bom. O tédio da vida de Chris é o tédio das nossas vidas, que acordamos cedo para trabalhar ou estudar, que chegamos cansados em casa, que não temos muita vontade de sair ou paquerar pessoas, de fazer esforço para não demonstrar nossos defeitos e mágoas e ressentimentos e tristezas e estresses e problemas e esquisitices logo nos primeiros minutos de conversa.

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Christine é uma personagem fascinante que vira Tatiana para entrar na quadrilha. Em alguns momentos é irritante vê-la tão Chris quando deveria ser tão Tati, mas é completamente aceitável que a nova personalidade forte não consiga inibir todas as fraquezas de seus 25 anos vividos.

Dessa forma, o romance entre Chris e Miguel, sua amizade com seu xará, Christian e sua rivalidade com Cristal, namorada de Miguel, faz o leitor pirar de tesão. Tesão não só pelas narrativas eróticas, mas também pela vida criminosa da quadrilha, pelos acontecimentos rápidos e inesperados, pela amizade tão bonita que se cria na história e pelo final do livro, totalmente imprevisível.

Apesar de ser uma história simples, Diário de uma cúmplice conseguiu equilibrar o romance, a ação policial e o erotismo, deixando os fãs desses três gêneros satisfeitos com a narrativa criada pela autora.

– Eu não presto, Christine. Também não te mereço. Mas por não prestar é que vou te ter sem merecer.


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