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agosto 23, 2016Editora Companhia das Letras, Resenhas

[Resenha] Gigantes Adormecidos

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Título: Gigantes Adormecidos Título original: Sleeping Giants Autor: Sylvain Neuvel Ano: 2016 Editora: Companhia das Letras Número de páginas: 310

É um livro muito bem escrito, com uma história incrível e que prende o leitor do começo ao fim, deixando muitos mistérios no ar. E o final é maravilhoso. Resumindo: um livro digno de ser listado nos meus favoritos!

Gigantes Adormecidos é um livro de ficção científica que… Pause. Primeiramente, eu gostaria de agradecer às mentes geniais e maravilhosas que decidiram focar os lançamentos da editora nesse gênero, em especial. Ficção científica, apesar de fazer sucesso nas telas de cinema, é um gênero pouco lido, talvez pelas explicações científicas difíceis de serem absorvidas por meros mortais como nós, ou ainda pela dificuldade em imaginar as cenas que são, literalmente, de outro mundo.

Agora sim, vamos lá! Gigantes Adormecidos é o primeiro livro da trilogia Os Arquivos Têmis e começa com um epílogo de quando Rose Franklin, uma menininha de 11 anos, decide pedalar em sua bicicleta nova e, atraída por uma estranha e linda luz azul turquesa em um bosque, acaba caindo em cima de um gigantesco pedaço de metal em forma de uma mão, que simplesmente estava enterrado abaixo de onde seus pequenos pés pisaram.

– A mão está aberta, com os dedos muito juntos e ligeiramente dobrados. É como se segurasse algo muito precioso ou um punhado de areia e tentasse não derrubar nada. Existem sulcos como os que na pele humana normalmente se dobram, e outros que parecem meramente decorativos. Todos emitem o mesmo brilho turquesa, que mostra a iridescência do metal. A mão parece forte, mas… sofisticada é a única palavra que me vem à mente. Acho que é uma mão feminina.

Anos mais tarde, a pequena Rose torna-se PhD em Física e, quando a 3ª Subtenente Kara Resnik e o 4º Subtenente Ryan Mitchell encontram, enquanto faziam uma missão do Exército, um antebraço gigante com luz turquesa que estava enterrado, idêntico à mão encontrada anteriormente, ambos são convidados por um estranho homem sem nome a estudar aquelas partes gigantes que muitos já haviam desistido de decifrar.

– Deve haver uma explicação muito mais plausível, mas não consegui descobrir qual. Como cientista, só posso dizer que, hoje, a humanidade não possui recursos, conhecimento ou tecnologia para construir algo semelhante. […] Assim, respondendo à sua pergunta, eu não acredito que essas coisas tenham sido construídas por seres humanos. Pode tirar as próprias conclusões dessas palavras.

Dessa forma, com a ajuda de Vincent Couture, um genial estudante universitário que decifrou alguns códigos escritos nas partes gigantes encontradas, a equipe do homem misterioso continuou a estudar sobre o que estava acontecendo e o motivo daquelas partes estarem ressurgindo.

Gigantes Adormecidos me deixou eufórica, a começar pela capa. Toda a história é contada através de entrevistas e relatórios arquivados, o que faz o leitor sentir como se estivesse mexendo em algo proibido em algum laboratório muito importante. Eu não sei descrever tudo que senti lendo esse livro, porque eu simplesmente AMEI! Estou louca pela continuação, que só será publicada no ano que vem, infelizmente. É um livro muito bem escrito, com uma história incrível e que prende o leitor do começo ao fim, deixando muitos mistérios no ar. E o final é maravilhoso. Resumindo: um livro digno de ser listado nos meus favoritos!

– Gosta de histórias? Espero que sim, porque vou contar uma que ouvi na infância. […] Preparando-se para uma guerra inevitável, o imperador construiu máquinas gigantescas à imagem e à semelhança de seu povo. Eram armas indestrutíveis e tão poderosas que poderiam acabar com uma pequena cidade ou matar dez mil homens em questão de segundos. […] Passaram-se anos, séculos, e a guerra nunca aconteceu. Depois de dois mil anos, as máquinas foram retiradas da colônia. Uma foi deixada para trás, uma gigante chamada dhehméys pelo povo. Após ser desmontada, as partes foram espalhadas pela colônia. Acreditava-se que, quando o povo alcançasse determinado estágio em sua evolução, seria capaz de reencontrar a máquina e usá-la para se defender, caso a guerra acontecesse.

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