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Abril 17, 2017Editora Galera Record, Resenhas

[Resenha] Lúcida

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Título: Lúcida Título original: Lucid Autores: Ron Bass e Adrienne StoltzAno: 2016 Editora: Galera Record Número de páginas: 364

Lúcida não é um thriller psicológico do início ao fim e isso talvez tenha decepcionado algumas pessoas. Não a mim.

Sloane Margaret Jameson, 16 anos, são nossas personagens principais. As garotas têm o mesmo nome, a mesma idade, fazem aniversário no mesmo dia, porém têm vidas completamente diferentes. Uma é chamada de Sloane, a outra de Maggie e ambas quando dormem têm o mesmo sonho: o dia da outra.

– Bem, “a gente” significa o seguinte. Todas as noites, sonho com a vida dela em Mystic. E quando ela vai dormir na cidade dela, ela sonha o dia inteiro que eu passei aqui em Nova York. Eu acho que sou real, e ela, minha fantasia…
[…] E digo baixinho:
– Mas Sloane pensa a mesma coisa. (Maggie)

Confuso? Nem tanto. Maggie narra seu dia em um capítulo e quando ela dorme quem acorda é Sloane, que estava sonhando com o dia de Maggie. As jovens têm vidas normais: Sloane mora no interior, é uma boa aluna e tem uma grande família, tem hora pra chegar em casa e um sonho de entrar pra faculdade. Maggie mora em Nova York, é atriz e tem a responsabilidade de cuidar de sua irmã mais nova e daquela que deveria chamar de mãe.

As duas personagens são muito interessantes, não tem como gostar de uma e odiar a outra. Você simplesmente torce pra que as duas existam e possam viver normalmente, talvez até se conhecerem e virarem melhores amigas. O que, é claro, não vai rolar.

Na verdade, isso jamais poderia acontecer. Tentei procurar informações sobre Sloane em Mystic, Connecticut. Ela não existe. Meu pai nos levou até lá para passar um mês durante o verão, e eu costumava andar de bicicleta na frente da casa que acreditava ser a dela. Uma família simpática morava ali. Mas não a dela. Estou totalmente convencida que Sloane fez o mesmo comigo. (Maggie)

Depois de um tempo, é notável a semelhança de vários fatos na vida das garotas. Enquanto Sloane sofre a perda de seu melhor amigo, Bill, e tenta decidir entre um romance mais fácil com Gordy ou um cheio de complicações com James – que tem um rolo com a Amanda -, Maggie sofre a perda de seu pai, e tenta decidir entre um romance mais fácil com Thomas ou um cheio de complicações com Andrew – que tem um rolo com a Carmen.

Lúcida não é um thriller psicológico do início ao fim e isso talvez tenha decepcionado algumas pessoas. Não a mim. Simplesmente não consegui pensar em outra coisa durante os dias em que estive lendo esse livro, talvez porque as histórias das duas personagens são muito intensas e parecidas, o que leva o leitor a confundir um pouco os nomes e os fatos, ou talvez porque simplesmente eu não queria terminá-lo. Não queria descobrir o final desse problema, apenas queria continuar lendo sobre Sloane e sobre Maggie, sem pensar se as duas existiam, de fato.

E eis a cereja do bolo que eu tanto odeio: o final em aberto. Não sei bem se “em aberto” define, ou se seria melhor usar a palavra “confuso”, mas o fato é que não, não era isso que eu queria. Mas tudo bem, escreve quem pode, lê quem quer, né? Fiquei imaginando vários finais para a história e isso me deixou satisfeita. O livro merece minha nota máxima e só não ganhou infinitamente meu coração e o status de favorito por causa da tal da cereja que, é claro, deve existir gente que adora.

Meu grande medo é um dia ser normal: vou adormecer, e Maggie não estará mais aqui. Vou ter apenas sonhos comuns, uma boa noite de sono. E ela terá desaparecido.
Mas meu maior medo é o que preciso repetir pra mim mesma que jamais acontecerá. A noite que Maggie for dormir, e eu desaparecer. (Sloane)

Abril 03, 2017Editora Galera Record, Resenhas, Vídeos

[Resenha] Contos da Academia dos Caçadores de Sombras

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Título: Contos da Academia dos Caçadores de Sombras Título original: Tales from the Shadowhunter Academy Autores: Cassandra Clare, Sarah Rees Brennan, Maureen Johnson e Robin WassermanAno: 2017 Editora: Galera Record Número de páginas: 504

Já falei as minhas primeiras impressões a respeito desse livro no post de Simon, você é o melhor! ~parece que temos uma fangirl, será?~ Não deixem de conferir, pois é importante para o entendimento da resenha! 🙂 Hoje eu trago para vocês a minha opinião completa a respeito do livro Contos da Academia dos Caçadores de Sombras, da Cassandra Clare e outros autores. Conforme falo no vídeo e que foi indicação de vocês (obrigada!), não recomendo que leiam esse livro, caso não tenha lido, no mínimo, a série principal de Os Instrumentos Mortais. Sinceramente? Caso você leia apenas esse o livro inteiro não vai fazer um pingo de sentido.

Aviso dado, confiram então a resenha e aproveitem para se inscreverem no canal.

Março 30, 2017Editora Galera Record, Resenhas, Vídeos

SIMON, VOCÊ É O MELHOR! – Contos da Academia dos Caçadores de Sombras

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Eu li Cassandra Clare em 2013 ou 2014 e agora eu tive a oportunidade de voltar a ler, e por um dos meus personagens preferidos: Simon. Certamente, com a ajuda de vocês pelo Instagram, fiquei sabendo que deveria ler todos os livros da série Os Instrumentos Mortais para entender todo o contexto e foi o que eu fiz.

Nesse primeiro vídeo vou falar quais foram as minhas primeiras impressões a respeito do livro Contos da Academia dos Caçadores de Sombras. Confiram o vídeo:

Em breve, trarei a resenha completa, sem spoilers, do livro. Aproveitem para se inscreverem no canal para me acompanhar sempre, me contem o que acharam do livro. Particularmente? Me parece um presente para os fãs da série e eu, que era extremamente implicante com a autora, gostei bastante do que encontrei,

dezembro 06, 2016Editora Galera Record, Resenhas

[Resenha] Deuses e Monstros

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Título: Deuses e Monstros – Filha das Trevas #1 Título original: Darkness Becomes Her Autora: Kelly Keaton Ano: 2016 Editora: Galera Record Número de páginas: 288

Filha das Trevas é o primeiro livro da série Deuses e Monstros e nele Ari descobre seu passado, seus poderes e seu maior desejo: a vingança.

Aristanae Selkirk é uma jovem de 17 anos em busca de seus pais biológicos. Com olhos azul-esverdeados e cabelos prateados naturais, Ari passou por diversas famílias até chegar à Bruce e Casey, seus pais adotivos que a amavam muito e que lhe ensinaram técnicas defensivas e uso de armas de fogo.

Depois de encontrar um bilhete de sua mãe biológica que dizia para ela fugir, sem nenhuma explicação, e um homem tentar matá-la e depois evaporar – literalmente -, Ari decidiu que precisava voltar à Nova 2, sua cidade natal, que fora destruída por furacões e pertencia agora à nove famílias antigas cheias de mistérios – a Novem.

Depois de conhecer essas famílias de perto e seus descendentes, Ari soube o porquê ninguém ia até Nova 2: a Novem era formada por um grupo de bruxos, semideuses, metamorfos e vampiros. Assim, a garota descobriu que seus cabelos prateados não eram nada esquisitos perto de todas as criaturas e poderes que haviam na cidade e soube, então, que quem estava atrás dela e também esteve atrás de todas as suas ancestrais (o motivo de sua mãe avisar-lhe para fugir) era ninguém mais que uma deusa: Atena.

Atena retesou o corpo, os olhos se arregalando por uma fração de segundo. Só um ligeiro tremeluzir da dor e um espasmo no seu braço. Meu maxilar enrijeceu. Ela aumentou a pressão contra meu peito, mas eu estava, de alguma maneira, afastando sua mão de mim.
Baixei os olhos para o ponto onde minha mão envolvia o pulso da deusa, onde a pele branca de Atena estava ficando cinza e endurecida.
Mas o que é isso?

Filha das Trevas é o primeiro livro da série Deuses e Monstros e nele Ari descobre seu passado, seus poderes e seu maior desejo: a vingança. A história é narrada em primeira pessoa e, apesar de ter gostado bastante do livro, senti que algumas coisas se passaram muito depressa.

Há muitos personagens diferentes e exóticos que deveriam ter sido explorados pela autora – não dá nem pra lembrar o nome de todos. Além disso, senti um excesso de informação em algumas partes, o que pode deixar o leitor confuso, por tratar-se de um livro de fantasia, que mescla seres sobrenaturais com a mitologia grega.

A impressão que tive é que a autora teve pressa em explicar alguns fatos, sendo eles importantes demais para o entendimento de toda a série, sendo que, justamente por tratar-se de vários livros ela poderia ter detalhado muito mais a história e ter deixado alguns personagens aparecer somente mais pra frente.

Apesar disso, gostei da mesclagem de vários seres fantasiosos e a descoberta dos poderes de Ari e o motivo de Atena odiá-la foram os pontos que mais me chamaram a atenção e que espero que sejam bastante explorados nas continuações que, por sinal, estou louca pra ler!

– Logo ela vai estar de volta – falou Violet. – O que você vai fazer?
Meu olhar fitou de relance o túmulo onde Atena pousara mais cedo.
– Eu não sei.
– Você devia matá-la.

setembro 26, 2016Editora Galera Record, Resenhas

[Resenha] A Geografia de Nós Dois

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Título: A Geografia de Nós Dois Título original: The geography of you and me Autora: Jennifer E. Smith Ano: 2016 Editora: Galera Record Número de páginas: 272

A autora enrola um pouco escrevendo, não tem nada de surpreendente para fazer você ficar em expectativa pela próxima página, mas temas conflituosos de adolescentes, o que não é ruim mas que também não traz muita nov

Vocês podem conferir as resenhas de A Probabilidade Estatística do Amor À Primeira Vista e de Ser Feliz é Assim aqui no blog.

Se tem uma coisa que eu adoro nos livros da Jennifer, é como ela gosta de viajar, no sentido de levar quem está lendo para cidades icônicas e ali criar todo o seu enredo. É fazer o leitor se apaixonar. Aqui não foi diferente e eu amei ainda mais cada momento por estar em uma das minhas cidades preferidas: Nova York.

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Lucy mora no topo de um prédio no centro de Nova York. Owen mora no subsolo. E os vários andares que separam esses dois, eis que um blecaute faz com que ambos fiquem presos dentro do elevador. Entre conversas, sorvetes derretidos, águas compradas, o caos na cidades, eles percebem que a conversa entre os dois não se apagou e vão para o terraço do prédio. Ali, eles se aproximam ainda mais, contrariado todas as outras reações que poderiam afastá-los. Mas quando Lucy acorda pela manhã ainda no terraço, Owen não está mais lá.

Entre encontros e desencontros da vida, cada um segue para um lado do mundo: Lucy se muda para Edimburgo e Owen viaja para Seattle junto com o pai. Mesmo com a distância, o mantra de Queria que estivesse aqui. continua entre os dois, ainda que afastem-se cada vez mais geograficamente.

O livro é bem fofo, bem estilo da autora. Quem gostou dos outros dois livros, não tem o que recear. Contudo, a minha única ressalva é que eu achei esse daqui fantasioso demais, o que acabou fazendo com que eu não gostasse tanto do que li. Isso junta-se ao fato de que eu não me conectei com os personagens.

Owen é um garoto que não tem nada na vida e isso agrava pela perda recente da mãe, que nem ele ou o pai conseguem superar. Eles saem a esmo pelos Estados Unidos apenas buscando empregos que possam sustentá-los para quando aquilo ali nada mais render, marcarem a próxima parada. A vida dele é triste, gente, principalmente quando comparada a tudo o que a Lucy tem – o que não é culpa dela, mas fica visível a diferença de mundo entre os dois. A Lucy tem uma quantidade e oportunidades na vida incríveis e é legal ver o quão normal ela é dentro dessa realidade. Ela realmente gosta do Owen e sofre pela perda de contato, mas percebe que tem que continuar a viver.

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A autora enrola um pouco escrevendo, não tem nada de surpreendente para fazer você ficar em expectativa pela próxima página, mas temas conflituosos de adolescentes, o que não é ruim mas que também não traz muita novidade. É um livro que vai se manter ali no meio termo: não é péssimo a ponto de odiá-lo, mas também não é maravilhoso a ponto de favoritá-lo. O final não é surpreendente e fica meio aberto sobre o que vai acontecer a partir daquele momento. Acredito que a autora quis deixar para os leitores imaginarem do que determinar que aquilo ali seria um final.

setembro 24, 2016Editora Galera Record, Resenhas

[Resenha] Silêncio

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Título: Silêncio Título original: Soundless Autora: Richelle Mead Ano: 2016 Editora: Galera Record Número de páginas: 279

Nunca pensei que eu chegaria a esse ponto de dizer que eu simplesmente detestei um livro da Richelle Mead, mas eis que o momento chegou e eu tenho que aprender a lidar com isso.

Nunca pensei que eu chegaria a esse ponto de dizer que eu simplesmente detestei um livro da Richelle Mead, mas eis que o momento chegou e eu tenho que aprender a lidar com isso. Vida que segue e eu conto para vocês os motivos. Quem já leu qualquer outro livro da autora, sabe que ela adora escrever sobre mitologias e outras crenças e faz isso de maneira magnífica. Somos apresentados a cultura chinesa, uma bem rica e cheia de detalhes.

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Fei mora em um vilarejo onde todos são surdos. Absolutamente surdos, sempre foi assim. No alto da montanha onde vivem todos trabalham nas minas ou na escola, onde são aprendizes. E isso é o que Fei e a irmã são: aprendizes, sendo que Fei é a mais talentosa da classe. As castas são respeitadas e os mineradores não devem interagir com os demais da escola, pois essas castas influenciam na quantidade de alimento que cada um do grupos recebe. E essa quantidade é mínima e chega através de um sistema de cabos de Beiguo – um distante e misterioso  reino da qual eles não têm conhecimento.

O problema todo começa quando os moradores começam também a ficarem cegos, as remessas diminuem consideravelmente e se ele já viviam à beira da miséria, o quadro muda drasticamente, ficando ainda pior. Fei sente que algo que está estranho quando percebe que sua audição está voltando e sem nenhum motivo aparente. Confrontada por situações adversas, ela se junta com Li Wei, um jovem minerador, um amigo do passado.

Ouvindo e podendo avisar quando os deslizamentos ocorrem, ela e Li vão descer a montanha em busca daqueles pessoas que querem minérios e enviam pouca comida, para tentarem entender a situação deles – porque eles podem viver algo pior do que a deles! – e explicar que lá em cima não está nada bem. Ela não esperava encontrar nada do que encontro na base da montanha e sendo assim, seu objetivo muda de rumo e ela precisa entender quais são os segredos que esse lugar novo esconde, antes de voltar e compartilhar com o próprio povo.

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Tive muita dificuldade em continuar a leitura do livro, pois até a metade dele somos apresentados a história em longos blocos de textos e pouco diálogos. Esse último é algo que me confrontou durante toda a leitura: é complicado você traduzir para o livro a linguagem de sinais, já que não é uma linguagem escrita. Mas gente… não são diálogos de qualquer forma? Por que raios colocaram os textos todos estranhos e esquisitos em itálico, como se fossem apenas um texto destacado e não um diálogo? Qual a dificuldade de colocar isso com travessões, para facilitar a leitura? Falha da autora, da editora? Não sei, só sei que é péssimo que ninguém tenha pensado nisso em nenhum momento.

Como a Fei começa a ouvir novamente, somos apresentados a outros grandes blocos de textos e explicações e detalhes sobre como ela está descobrindo os sons. Eu acho ruim? Não acho, mas dentre tantas outras coisas que já estavam me incomodando, foi apenas mais um ponto para que eu ficasse: Rich, por que está fazendo isso comigo?

Em resumo: ela teve uma ideia muito boa, mas que em alguns momentos é difícil de ser traduzida para o papel, aí acabou bagunçando tudo de uma vez.

Quanto a  história: a Richelle tem essa pegada de fazer seus personagens se mostrarem fortes, decididos e eu gosto verdadeiramente disso. Fei e Li Wei fazem uma dupla incrível e tudo que eles descobrem na base da montanha é fascinante. Isso ela casa bem com a parte do questionamento social mesmo, do tipo: por que isso sempre foi assim e ninguém nunca se perguntou o por quê? Que é outro fato que eu gosto muito, pois traz trama e agilidade pra o tema que ela está expondo. E essa parte é a mais legal do livro inteiro. É quando você começa a descobrir verdadeiramente tudo que está acontecendo e a ação se mostra, junto com os elementos da cultura chinesa. É incrível, sério.

Aí depois, da metade para o fim, somos apresentados a questões mitológicas, ainda relacionadas a cultura chinesa, que eu achei extremamente forçadas, porque o livro de nenhuma maneira tinha deixado a sensação ou abertura para inserção de criaturas mágicas, poderes sobrenaturais ou algo desse tipo: era uma comunidade que estava sendo escravizada por outro povo  ninguém sabia os motivos. Até que você está envolvido com uma parte mística que apesar de ter uma história fofinha eu achei em forçadinha.

Vacilou, Richelle.

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Enfim, não é nem de longe o melhor livro da autora e acredito que foi por diversos fatores. Obviamente que a culpa maior cai sobre ela por ser a escritora, mas o processo todo – ao meu ver – teve falhas que dificultaram a leitura do livro. Não falo para não lerem, mas para se preparem para algo diferente do que estão acostumados da autora.

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