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agosto 16, 2016Editora Planeta, Resenhas

[Resenha] A Garota Perfeita

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Título: A Garota Perfeita Título original: Autora: Mary Kubica Ano: 2016 Editora: Planeta Número de páginas: 336

A Garota Perfeita é aquele tipo de história que você não pode, de maneira nenhuma, dar uma espiadinha no final.

A Garota Perfeita é aquele tipo de história que você não pode, de maneira nenhuma, dar uma espiadinha no final. Foi publicado em 2014, é um livro de suspense/psicológico na estreia da Mary Kubica.

A Garota Perfeita é aquele tipo de história que você não pode, de maneira nenhuma, dar uma espiadinha no final. Foi publicado em 2014, é um livro de suspense/psicológico na estreia da Mary Kubica. É a primeira vez que li algo da autora e fui surpreendida positivamente pelo enredo intrigante, que mesmo sendo contado pela visão de diferentes personagens, não se tornou confuso.

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Mia tem 25 anos e é filha do juiz, James Dennett e de Eve Dennett. Saiu de casa assim que completou 18 anos porque sentia que não pertencia àquele ambiente. Ela se tornou professora de artes em uma escola. Isso incomodava seu pai que queria que ela cursasse Direito assim como a sua irmã, Grace que é advogada.

Tudo acontece quando o namorado de Mia, mais uma vez, cancela o compromisso na última hora. Entre a decisão de ir embora ou curtir um pouco sozinha no bar, Mia conhece um desconhecido charmoso, Colin Tratcher.

Os pais não tem uma boa convivência com ela, então não sabem do sumiço da filha. James, o pai de Mia, fica furioso pelo estrago que o sequestro faz na mídia, a que não quer o nome da família envolvido em nenhuma polêmica. Quando a polícia é chamada, o Detetive Gabe é designado para resolver o caso: Mia realmente foi sequestrada ou apenas sumiu por vontade própria?

Mia é levada por seu raptor para uma cabana isolada na beira de um lago congelante em Minnesota. Esse não era o plano, não foi pra isso que ele havia sido contratado. Os dias na cabana passam lentamente, primeiramente, Mia se recusa a cooperar com Colin, não há muita comida, a cabana não é aquecida, a luz elétrica não é utilizada para não chamar atenção, os dias ficam cada vez mais frios.

Colin é um personagem complexo, Mia se interessa por ele desde o início, ainda no bar, não sei bem como me posicionar ao seu respeito, posso defini-lo como muito humano e dessa forma tem o lado bom e um lado ruim. Por sorte – ou não – Mia vai conhecer as suas duas faces.

Enquanto isso, o Detetive Gabe, mesmo depois de meses do sumiço de Mia, não desiste de solucionar o caso, e quando finalmente ele a encontra, Mia não pode dar as informações importantes para fechar o caso. A realidade é que ela se culpa por tudo o que aconteceu.

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A história de A Garota Perfeita é contada entre o antes e o depois do sequestro de Mia. É interessante a forma que a escritora utilizou para relatar o que aconteceu, desde o início, acreditamos saber o desfecho da história, mas mesmo assim não se torna uma leitura monótona.

Ela era uma mulher diferente.

Eu era um homem diferente.

Ler, simultaneamente, o antes e o depois do sequestro dá ao mesmo uma sensação de alívio e angústia. Explico o motivo, algumas revelações que, normalmente, em outros livros teríamos que esperar até as últimas páginas para descobrir, não acontece em A Garota Perfeita. Por outro lado, desconfiada como sou, ficava lendo e já angustiada pra saber o que a autora poderia estar escondendo.

Esse recurso realmente me surpreendeu, é uma história envolvente, que você quer ler logo tudo para descobrir o que de fato aconteceu. Sem dúvidas, é um livro cheio de surpresas, mesmo sabendo o final de antemão, porque a autora finge nos dar informações e quando o leitor já está conformado com o final, eis que surge um epílogo incrível.

É Mia quem nos conta o fim dessa história que dificilmente poderia ser imaginada. É um dos finais mais fantásticos que já li, senão fosse por ele seria um livro bom, porém, comum. Daí você termina o livro sem acreditar no final, o fecha e olha a capa que, diga-se de passagem, é linda, e entende tudo.

E naquele momento Mia deixou de existir.

agosto 12, 2016Editora Intrínseca, Resenhas

[Resenha] Lugares Escuros

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Título: Lugares Escuros Título original: Dark Places Autora: Gillian Flynn Ano: 2015 Editora: Intrínseca Número de páginas: 352

Confesso que esperava sentir um pouquinho de medo lendo, o que não aconteceu nem de longe, apesar de ter visto pessoas indicando lugares abertos e claros para lê-lo.

Libby Day tinha apenas 7 anos quando sua mãe e suas duas irmãs foram assassinadas em sua própria casa, no Kansas. O caso ficou conhecido como um sacrifício satânico e a pequena Libby testemunhou contra seu irmão, Ben Day, de 15 anos, acusando-o pelos assassinatos.

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A família Day era bastante pobre e Patty, a matriarca, tinha que lidar com as dívidas da fazenda em que viviam e dar conta de criar os 4 filhos sem nenhuma ajuda. Após sua morte, Ben foi condenado à prisão perpétua e Libby foi cuidada por familiares.

Passados 25 anos, o dinheiro doado por pessoas caridosas para ajudar a bebê Libby – agora já mulher – estava acabando e em busca de sustento ela conhece o Kill Club, uma sociedade secreta obcecada por crimes estranhos, como aquele que ocorrera em 1985 com a família Day.

Os integrantes do Kill Club de modo algum acreditavam que Ben Day havia assassinado sua própria família e, aos poucos, foram convencendo Libby a ir mais a fundo na história, afinal, ela tinha apenas 7 anos no dia do assassinato e mesmo assim um júri completo levou seu testemunho muito à sério e condenou um garoto de 15 anos à uma prisão perpétua.

– Ele tinha motivos suficientes para oito recursos – anunciou Magda grandiosamente. Eu me dei conta de que ela era uma daquelas mulheres que apareciam à minha porta para gritar comigo. Fiquei contente de nunca ter dado meu endereço a Lyle. – Não lutar não significa que seja culpado, Libby, significa que ele perdeu a esperança.

Lugares Escuros foi lançado em 2015 no Brasil e, logo após, Charlize Theron interpretou Libby Day na tela de cinema. Este ano, foi relançado com uma capa simples, porém melhor que a anterior, que era a mesma do filme.

A narrativa do livro é interessante por mostrar três visões diferentes dos acontecimentos – além de Libby, Patty e Ben também mostram sua visão do passado. Quando a narração volta para o presente aos olhos de Libby, o suspense todo em volta dos assassinatos e a certeza que o Kill Club tinha de que Ben era inocente deixam o leitor em êxtase.

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Apesar de causar curiosidade, é um livro com poucos diálogos, o que pode deixar o leitor um pouco cansado e entediado. Eu, particularmente, senti dificuldade com a narração, principalmente no começo, não só pelo cansaço, mas também pelo fato de os personagens não serem muito impressionantes.

Você não consegue torcer por um personagem, nem se identificar com ele, apenas pensa em descobrir o que aconteceu na noite dos assassinatos. O filme traz a mesma sensação. Libby Day não é tão interessante quanto sua história e nem Charlize Theron conseguiu salvar isso.

Escolhi esse livro pois estava em uma vibe de terror e suspense. Confesso que esperava sentir um pouquinho de medo lendo, o que não aconteceu nem de longe, apesar de ter visto pessoas indicando lugares abertos e claros para lê-lo.

O final, porém, é surpreendente. Não consigo acreditar que alguém tenha adivinhado exatamente o que aconteceu na data de 3 de janeiro de 1985, na casa da família Day, pois é inimaginável. Ponto para a autora, que já é conhecida por suas histórias bem originais. Confiram também a resenha de Garota Exemplar.

Manquei até o telefone da cozinha, puxei-o para o chão, disquei o número da minha tia, o único que sabia de cor, e, quando Diane atendeu, gritei Estão todas mortas! em uma voz que feriu meus próprios ouvidos por sua intensidade. Depois me enfiei no espaço entre a geladeira e o forno e esperei por Diane.

No hospital eles me sedaram e removeram três dos meus dedos do pé congelados e meio dedo anelar. Desde então, tenho esperado para morrer.

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