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novembro 07, 2020Viagem

Os lugares por onde viajei

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Em 2017, quando eu fiz meu intercâmbio, compartilhei com vocês sobre esse momento muito especial de conquista na minha vida. Antes disso, a única vez que tinha saído do país foi para Nova York, minha primeira viagem internacional em 2015. Posteriormente, quando fiz outras viagens, muitas pessoas me perguntaram como que eu fazia para viajar tanto. Fiquei pensando e pensando na resposta para essa pergunta e encontrei algumas que, talvez, possam ajudar vocês.

É importante lembrar que eu não sou uma pessoa organizada financeiramente, que não tenho nenhum tipo de controle, não me organizo com antecedência e faço tudo errado, ou seja, o contrário do que todos os especialistas em organização financeira vão dizer para você fazer – levem em conta o que pessoas que sabem o que estão fazendo dizem. Aqui, estou apenas compartilhando como foi a minha experiência.

Tem um post bem bonitinho aqui no blog falando sobre os looks em Nova York hahaha

Seria muito difícil e hipócrita da minha parte dizer que não sou privilegiada na minha vida, em diversos momentos e por inúmeros motivos. Meus pais não são pessoas ricas, pelo contrário, são pessoas bem simples, que vieram do interior do Piauí e Goiás para Brasília, em busca de novas oportunidades. Conseguiram. Digo isso no sentido de nunca ter visto meus pais preocupados em pagarem aluguel pois temos uma casa própria, de nunca ter faltado alimentação, água e luz. O básico para nossa vivência? Sempre tive e nunca posso reclamar sobre isso. No restante? Era escola pública, correr atrás de bolsa para os cursos preparatórios, dormi na fila para conseguir vaga nos cursos de idioma. Consegui uma bolsa na faculdade 100% através do ENEM, atravessava a cidade e ficava mais de 3 horas por dia dentro de transporte público.

Eu me esforcei muito para que pudesse ter um emprego decente. E foi isso que fez com que eu tivesse a oportunidade de viajar para alguns lugares. ♥

Meu dinheiro sempre foi para mim – meus pais nunca precisaram ou obrigaram que eu e a minha irmã pagasse alguma despesa em casa. Com o tempo, obviamente, isso partiu de nós mesmas por questão de responsabilidade. Sendo assim, eu tinha dinheiro para gastar com o que quisesse e sempre quis gastar comendo e viajando.

Final de semana em Roma, 2017.

O mundo literário e o mundo real me ofereceram diversas opções de viagens: a primeira, em 2012, foi para a Bienal de São Paulo. Foi a primeira vez que viajei sozinha, estive em outro lugar longe de qualquer pessoa da minha família e me apaixonei pela cidade. Foi aí que começou meu sonho de morar por lá *-*

No ano seguinte, 2013, fui para o Rio de Janeiro e aproveitei para turistar pela cidade. Não que eu goste ou tenha boas lembranças… inclusive foi a partir desse ano que passei a detestar a cidade. Também foi a primeira vez que fui para Salvador! Eu amo essa terrinha de um tanto e foi uma viagem especial para mim, pois fui com colegas de trabalho que viraram meus amigos de vida. Em 2014, fui para Porto Seguro com a minha mãe e irmã.

Praia, praia, praia! E os pontos turísticos de Salvador.
Primeira vez no Rio de Janeiro e fiz todos os rolês de turista pra nunca mais fazer isso na vida. E em Porto Seguro com a minha irmã: amo a Bahia de paixão!

Essas viagens internas, dependendo do destino, não eram tão caras. Eu aproveitava para passar tudo no cartão de crédito, dividir e ir pagando aos poucos. SP e RJ são destinos que vou todos os anos, a partir de 2012, por causa das bienais. E repetições quando se tem Rock in Rio. E, acho importante dizer, essas viagens todas foram bem planejadas: comprei passagens com antecedência, me organizei financeiramente e não tive problemas com dinheiro, comi onde quis e comprei o que desejei.

Em 2015, fiz minha primeira viagem internacional: Nova York. Fiz algo que não recomendo a ninguém que é comprar passagem com menos de um mês para a viagem e não ter passaporte e visto. POR FAVOR, não façam isso consigo mesmos. SENDO ASSIM, obviamente que não tinha dinheiro guardado, tive gastos que não estavam previstos, não tinha dinheiro pra viajar, mas estava lá firme e forte. Solução? Pedi dinheiro emprestado para o meu tio e paguei em suaves prestações. Quem vê foto, não vê perrengue.

Em 2016 eu voltei a Salvador, para ir ao show do Maroon 5. A Bahia é um lugar que nunca vou me cansar de ir, então… apenas sorrisos e fotos lindas que me deixa muito feliz. Não vou me estender muito nisso, mas sempre quando volto a um lugar que gosto muito e que tenho a possibilidade de ir com outras pessoas, a experiência é totalmente diferente. E faz com que meus olhos brilhem de maneira diferente, quando lembro de novas sensações.

Em 2017, fui para Formosa, que é bem perto de onde moro aqui em Brasília, para ir ao Buraco das Araras, fazer uma trilha louca e me enfiar dentro de uma caverna… olha, todas as vezes que vejo os vídeos e a imagens desse bate-volta, fico chocada com a minha coragem e desprendimento com a vida. Hoje em dia, não sei se faria de novo. Aqui, tivemos gasto em dividir o valor da gasolina com o grupo que dividimos a carona e o valor do passeio guiado, que foi R$ 150,00.

E foi também o ano do meu intercâmbio! Visitei Londres, Malta, Roma, Madri, Toledo e Barcelona. Não vou colocar muitas fotos ou me prolongar muito no assunto, pois aqui no blog e no canal no Youtube tem diversos conteúdos falando sobre esse assunto e essas viagens. Aqui vale a pena destacar que foi a única viagem grande que realmente me organizei: estaria por mais de um mês fora do país, de pessoas que poderiam me ajudar e me virando sozinha. Ao trancos e barrancos, perrengues e choros, consegui fazer com que tudo desse certo – organizei passagens, economizei dinheiro, paguei a agência de viagem, visitei lugares que queria e pesquisei sobre pontos turísticos ou passeios gratuitos, comprei passagens dentro da Europa com antecedência para economizar (foi assim que consegui ir para Roma de Malta!).

Lista de posts sobre os destinos citados aqui:

E finalizei 2017 passando o ano novo na Chapada dos Veadeiros.

Em 2018, voltei para os Estados Unidos, visitando Miami, Orlando e Nova Orleans. Sinceramente? Essa foi a viagem mais louca que fiz e que não recomendo, de maneira nenhuma, que vocês a façam sem planejamento. Os Estados Unidos me mostra que talvez eu deva parar de ir pra lá hahaha. Foi a que eu mais demorei a pagar depois, me endividei muito por conta de compras feitas no cartão de crédito e me deu uma dor de cabeça enorme pós-viagem.

Explicando para vocês: não gastei com cartão de crédito lá, fazendo compras doidas em outlets ou comprando tudo que via pela frente, até porque não sou esse tipo de viajante. Meu gasto foi antes de chegar lá. Os parques de Orlando são extremamente caros para entrar e, dependendo do valor do dólar, você vai chorar. As hospedagens lá, pois mais simples e baratas que sejam, ainda assim vai ser um valor considerável. As passagens são acessíveis, mas também depende. Tudo isso eu paguei no cartão de crédito, antes de ir. Só que você precisa de um carro ou de pagar um Uber para andar pela cidade. E isso é muito caro. E me ferrou muito em uma cidade onde os parques são distantes e não se tem transporte público. Em Miami, que tudo é muito estranho (não tem transporte público), tive sorte de ficar hospedada na casa de amigos e curtir com moradores os pontos turísticos mais legais. Nova Orleans foi bem tranquilo, sem muitos estresses – cidade acessível, pontos turísticos baratos e comida gostosa.

Eu também fui visitar meu pai no Piauí, fui para Rio de Janeiro e passei por Salvador (de novo! Casamento da amiga). Que ano, minha gente! Foi para compensar os anos futuros de não viagens KKKK

No interior do sertão do agreste do Piauí, visitando meu pai 🙂

Em 2019, fui para João Pessoa e foi uma das melhores viagens da vida! ♥ Eu amei de uma maneira que não achei que fosse possível!

…e passei o ano novo 2019/2020 em Florianópolis! Eu estava toda feliz na praia, chorando com a chegada de 2020 e pensando: Deusa, finalmente esse ano de merda vai acabar e as coisas vão começar a dar certo! E o mundo veio rir da minha cara KKKRYING

Assim que eu voltei, fui também para Campos do Jordão, bem no primeiro final de semana do ano, na loucura de uma colega que morava no mesmo lugar que eu que encucou que queria ir de qualquer maneira. Eu não dispenso viagens, não!

Eu gostei tanto, mas tanto de Florianópolis, que acabei voltando DE NOVO em fevereiro! ♥ Todo mundo falava super bem, mas é o tipo de lugar que você entende quando chega e quer ficar por lá o dia todo na praia!

Chegou 2020 e pandemia! Obviamente, viagens foram canceladas e mantive minha quarentena certinha. Porém, apareceu uma oportunidade de fazer rappel na Cachoeira do Tororó, bem perto aqui de Brasília e na ânsia por sair de casa e ter um contato com a natureza, lá fui eu!

E, no meu aniversário, eu voltei para a Chapada Dos Veadeiros (de novo!) para passar meu dia por lá e vou dizer que foram dias muito lindos e importantes! ♥

Ali mais em cima falei pra vocês sobre ter ido ao Piauí visitar meu pai e tinha dois anos desde que o vi. Apareceu uma oportunidade de fazer um rolê MUITO DOIDO de avião e eu fui ver o paizinho de novo! Visitei o Rio São Francisco em Remando – BH, visitei de novo o Parque Nacional Serra da Capivara, me enfiei no interior e dei amor para o cabritinhos!

E, quando voltei do Piauí, fui para a região dos Lagos, no interior do Rio de Janeiro, aproveitar um pouco de mar e renovar as minhas energias. Eu nunca tinha visitado essa parte e é simplesmente incrível! ♥

Consegui passar por todas as viagens que fiz na minha vida até agora! ♥ E queria comentar com vocês sobre essas pequena, médias e grandes viagens. Tem pessoas que podem investir seu dinheiro com comida, imóveis, roupas, maquiagem e diversas outras coisas que são prioridades e escolher viagem como uma opção é um luxo. Mas, além disso, para quem tem condições: é uma escolha.

A vida estável que meus pais me forneceram na minha infância, adolescência e início da vida adulta me ajudaram a ir para alguns lugares. Obviamente, tive alguns facilitadores, pois não tenho algumas preocupações como filhos e trabalhos fixos e rígidos, que geralmente são alguns pontos principais a serem levados em consideração. Não vou desmerecer tudo que consegui para fazer essas viagens acontecer – trabalhei e não desvalorizo mais as minhas conquistas, pois além de ser algo que gosto, é o meu sonho! Não quero ficar trancada dentro da minha bolha, imaginando que apenas exista Brasília (e agora São Paulo) para viver e que me dê satisfeita por isso. Todos esses lugares que passei, exatamente TODOS, me ensinaram alguma coisa: conheci pessoas incríveis, tive experiências boas e ruins que me ajudaram a crescer como viajante e ser humano, aprendizados para ser levado em consideração em outras futuras viagens, me redescobrir, compartilhar momentos com pessoas que amo, entender que as realidades são diferentes, que existem diversos mundos dentro desse mundo que no abriga.

Viajar é uma escolha pessoal minha, é uma prioridade. Vou me organizar, o máximo possível que consigo, para fazer com que viagens estejam dentro da minha vida. Nunca fiquei em um hotel caro, pelo contrário, busco por todas as opções de Airbnb, hostel e outras opções onde possa ficar segura e com o mínimo de gastos possível. Não faço compras de coisas caras, pois meu objetivo é gastar dinheiro visitando o lugar, comendo algo diferente, mas que pra mim vale a pena como experiência, investir em um passeio que vai fazer com que seja inesquecível… e ainda assim, procuro pelas soluções mais baratas. Trago canecas e chaveirinhos de recordação KKKKKK Não sou mão de vaca, de forma alguma. Só quero dizer que as minhas viagens não tem luxo, não tem coisas caras. É do mesmo jeito que levo a minha vida no dia-a-dia.

Gosto de sair do meu lugar comum, de ser desafiada, de conhecer pessoas e histórias, de conhecer o mundo, ampliar meus horizontes, entender como realidades funcionam, ser testada, ficar na praia apenas sentindo o barulho do mar, caminhar até não sentir os dedos dos pés, perder voos e sentir a pressão baixar no meio do aeroporto… eu sou uma alma livre, eu gosto disso. Viagem se tornou prioridade na minha vida porque tenho a sorte de colocá-la como prioridade. Por que é o que gosto de fazer. É por que eu me “organizo” para que isso possa acontecer. É por que é importante pra mim.

Não sou a pessoa mais indicada para ensinar como viajar barato – não tenho expertise em fazer algo assim, mas existem diversos grupos no Facebook, projetos pessoais onde você se organiza para viajar o mundo por 6 meses com 18 mil reais! Claro, isso é apenas um exemplo, mas existem pessoas muito mais capacitadas para ajudar a tornar seus sonhos reais de viajar pelo mundo. Além de opções de intercâmbio, que pode ser como o meu – de um mês – até de de seis meses até um ano. Recentemente, ando acompanhando a vida e o dia-a-dia de casais que decidiram morar em um motorhome e viajarem o mundo desse jeito. Imagina quão incrível isso possa ser por seis meses, um ano, dois anos, a vida inteira?

Não tenho medo de conhecer o mundo. Gosto de viajar sozinha, gosto dos desafios, do desespero de chorar por algo está dando errado e depois suspirar e rir de alívio por ter resolvido. Gosto das pessoas, dos lugares bonitos, dos cheiros que me lembram de algum lugar quando revejo fotos, das despedidas em aeroportos, dos amores deixados. Das lembranças, o barulho, as emoções que me levaram até lá e que me trouxeram até aqui e moldaram a pessoa que eu sou.

E é assim que eu faço para viajar.

julho 23, 2020Intercâmbio, Malta

Intercâmbio em Malta: quanto custa um intercâmbio na ilha?

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Oi, gente! Voltei de novo e agora com um post pra falar, efetivamente, sobre os valores de quanto custou meu intercâmbio no final. Isso foi interessante de fazer, pois eu tenho uma média, mas nunca soube efetivamente qual foi o valor final.

Crédito: The Travelling Frenchy

Como falei pra vocês no post anterior, eu fui fazendo muita pesquisa sobre os preços, período, tempo que ia ficar e tudo mais. Acho importante colocar esses valores de pesquisa que fiz em 2014, para 6 meses de intercâmbio com Taxa Operacional + Taxa de Matrícula + Taxa de Acomodação + Curso + Acomodação – inclui 02 refeições por dia + Seguro obrigatório + Seguro Viagem – opcional + Passagem Aérea – Estimativa + Visto, com dólar no valor de $2,26.

  • Boston: R$ 20.517,84
  • Sidney: R$ 19.923,44
  • Dublin: R$ 12.702,74

Eram valores que eu achava inalcançáveis, mas que se tivesse guardado dinheiro desde quando tinha procurado pelo intercâmbio, conseguiria fazer esse de 6 meses. Claro, esses valores se dá de épocas distante de hoje e o valor da moeda do país vai fazer deixar mais caro ou mais barato, mas dá pra vocês terem uma estimativa que além desse valor por esses itens, ainda tem que levar o dinheiro extra de se manter por lá.

Crédito: The Travelling Frenchy

Tá bom, Rapha. Mas qual foi o valor real do seu intercâmbio para Malta, em outubro de 2017, um mês de férias? Vamos lá!

? Taxa da agência: R$ 641,55 ($195,00, com câmbio $3,29)
? Valor da entrada (obrigatório): R$ 547,58 (€166,44, com câmbio €3,64)
Total: R$ 1.247,39

? Valor do curso: R$ 2.293,20 (€630,00, com câmbio €3,64)
? Acomodação na casa de família: R$ 3.159,52 (€868,00, com câmbio €3,64)
Valor total: R$ 5.452,72 ou €1.498,00

E agora vem todas as outras despesas. Eu nunca compro passagem internacional saindo de Brasília direto porque a diferença de valor é muito grande se comparado com voos saindo de São Paulo ou do Rio de Janeiro. Então, compro saindo de uma dessas duas cidades e compro a parte a passagem Brasília-SP ou Brasília-RJ. É importante lembrar também que é obrigatório o seguro viagem pra ficar tanto tempo fora do país. Coisas que são EXTREMAMENTE IMPORTANTES PARA VOCÊS AQUI:

  1. Não tive nenhum auxílio da agência de intercâmbio para comprar a passagem de avião para chegar até o meu destino. Eles tem alguns descontos exclusivos para estudantes, ainda que você possa procurar por conta própria. NADA. Como estava com medo de fazer algo errado, eu entrei em contato com outra agência de intercâmbio indicado por uma colega intercambista também, que nem ficava no mesmo estado que o meu, e que me ajudaram prontamente.
  2. Não tem voo direto do Brasil para Malta. É necessário que você compre passagem para algum destino da Europa e de lá compre uma passagem low coast para chegar na ilha. Tem vários voos saindo de Madri, Londres, Portugal, Suécia, França…
  3. Comecei a ficar desesperada por conta das passagens, pois não encontrava promoção de jeito nenhum. E passagem é uma coisa que nunca é um investimento palpável, você vai ter que gastar e pronto. A que consegui pela agência ainda fazia uma parada em Londres, o que fez com que eu pagasse um hostel também para passar a noite, para ir e voltar.
  4. Pedi que o destino final da passagem fosse em Madri porque que fiquei uma semana ainda com a minha irmã por lá depois do intercâmbio em Malta, por isso também, ficou mais cara. Poderia ter procurado outro país para ir para a Europa, que fosse mais barato, mas acabou encarecendo por este motivo.
  5. Lembra no post anterior que falei que dá para viajar para outros países? Conheci uma brasileira em Malta que depois do intercâmbio ia fazer mochilão, começando por Roma, e perguntou se não queria ir também. Eu aceitei! Se for algo que queira fazer (e recomendo muuuuito que faça!), compra as passagens com bastante antecedência pois tem promoções incríveeeeeis e bem baratinhas e acessíveis, sério! Coisa de 20, 30 euros! A minha foi pela Ryanair e não tem como você despachar bagagem (por isso são mais baratas).
  6. Eu estava crente que conseguiria visitar A Warner Bros Studio em Londres e paguei 39 libras e não consegui chegar a tempo, pois tinha que sair do aeroporto, ir para o hostel deixar as coisas, pegar o metrô e ir para lá e é bem distante do centro de Londres. Não façam como eu.

Sendo assim, aqui começou a minha saga:

✈️ Passagem Brasília para Rio de Janeiro, ida: R$ 176,79

✈️ Passagem Rio de Janeiro para Madri (com uma parada em Londres), ida e volta: R$ 2.346,00

? Hospedagem em hostel em Londres, ida: R$ 77,00 ou €11,40 por uma diária, fiquei hospedada no Gallery Hyde Park.

✈️ Passagem Madri para Malta: R$ 393,15 ou €100,87

✈️ Passagem Malta para Roma, ida e volta: R$ 173,28 ou €43,98

? Hospedagem em hostel em Roma: R$ 220,80 ou €60,00 por 3 dias em quarto compartilhado. Fiquei hospedada no Friend House, bem pertinho do Coliseu.

✈️ Passagem de Malta para Madri, volta: R$ 265,42 ou €71,35

? Hospedagem em hostel em Londres, volta: R$ 101,00 ou €15 por uma diária, fiquei hospedada no MEININGER Hotel London Hyde Park.

✈️ Passagem Rio de Janeiro para Brasília, volta: R$ 200,00

? Seguro Viagem (saúde, bagagem, translado de corpo, despesas com farmácia): R$ 434,60 e fechei pela escola, fizeram a obrigação de me ajudarem nessa parte.

? Valor total: R$ 4.388,04

Crédito: The Travelling Frenchy

Todos esses valores foram de compras que fui fazendo pelo cartão de crédito, dividindo em várias vezes. 🙂 Além disso, tem que levar dinheiro para sem manter por lá, né? Pois bem: fiz as contas por aqui e também levei em consideração muito o que outros intercambistas tinham falado e também meu modo de vida já aqui no Brasil e levei R$ 3.276 ou €900,00 (euro no valor de €3,64) para ficar um mês em Malta. Acho importante falar que gastei esse dinheiro com almoço, comidas, chip pra celular, internet, passeios turísticos, transporte, com a fechadura da porta da casa que me hospedei que tive que trocar pois perdi a chave, bebidas em festas.

Vamos somar tudo pra saber efetivamente quanto gastei nessa gracinha de estudar fora do país? Vamos!

R$1.247,39 (taxa da agência) + R$5.452,72 (acomodação em casa de família e escola) + R$ 4.388,04 (passagens, hospedagens, seguro) + R$ 3.276 (manutenção do mês) = R$14.364,15

Esse foi o valor do meu intercâmbio. Eu não tinha ideia que tinha sido esse valor, pra mim, era até uns 10K. A passagem, com certeza, fez uma diferença grande. Como fiz paradas em Londres também e, consequentemente, tive que me hospedar, isso aumentou o valor também. Achei importante para vocês terem uma noção de quanto custa no geral. E o dinheiro que levei para passar o mês foi mais do que suficiente, pois como falei nos outros posts, Malta não é um país caro.

Espero que tenha ajudado! Estou feliz de ter chegado até aqui com essa quantidade de informação pra vocês ♥

Eu já fiz alguns vídeos também falando sobre intercâmbio, que vale a pena vocês conferirem 🙂

julho 06, 2020Intercâmbio, Malta

Intercâmbio em Malta: por que escolhi esse país?

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Dando sequência tardia aos posts sobre meu intercâmbio em Malta, vou falar hoje os motivos para ter escolhido o país para viajar. Se não viu o primeiro post, é só clicar em Intercâmbio em Malta: Primeiras Impressões Viajando Sozinha.

Crédito

Meu intercâmbio para Malta foi em outubro de 2017. Mas como quero ser bem específica nas informações que estou passando pra vocês, venho dizer que desde 2012 – isso mesmo – que comecei a pesquisar sobre esse desejo e sonho de estudar fora do país. E comecei do jeito que todo mundo sabe: procurei por casas de intercâmbio em Brasília (onde eu morava à época) e fui pedindo maiores informações sobre cursos, países, custos, vistos, opções de escolas e tudo mais que é importante ser validado na hora de fazer um investimento desse. E fui muito crua mesmo: não sabia quais eram as possibilidades, as opções de estudo e trabalho juntos, quais países me ofereciam isso.

Aproveitem este momento de pesquisa para fazer todas as perguntas que se passar na sua cabeça, independente se você acha que possa ser idiota. Toda e qualquer dúvida deve ser sanada e é trabalho da agência de informar todas essas respostas.

As primeiras opções que me enviaram de destinos foi para a Irlanda: o país tem a possibilidade de visto de estudo + trabalho + férias que acaba atraindo uma quantidade enorme de estudantes brasileiros, além de estar muito próximo de outros países da Europa. Além de ser menos complicado a questão de visto e etc. É importante lembrar que nos primeiros contatos que fui fazendo, falei que queria intercâmbio de 6 meses com possibilidade de estudo e trabalho, era animada, gostava de sol e festas e aí a Irlanda já foi descartada hahaha. Depois que fui ajustando e calibrando os meus gostos, sugeriram a Austrália ou Canadá. E, por fim, ainda que não tenha a questão do trabalho, eles sempre vão jogar Estados Unidos pra vê se cola (quando me enviaram, me disseram que os Estados Unidos só permitiam trabalho para quem tivesse com visto de estágio ou faculdade).

Agora, pontos principais que devem ser levados em consideração para escolher o seu país de intercâmbio:

  • Tempo de intercâmbio: quantas semanas você quer e tem disponibilidade para estudar fora? Um mês, 3 meses, 6 meses, um ano?
  • Onde você vai ficar: casa de família, hostel, apartamento da escola, alugar um lugar?
  • Escola: você está disposto a pagar menos em uma escola menos conceituada ou quer investir em uma que já tem renome?
  • Clima: pode parecer besteira, mas o clima de um lugar afeta significativamente o seu humor e os seus horários. Por exemplo: detesto frio e chuva, então, não faz sentido ir fazer intercâmbio na Irlanda onde o clima predominante é esse.

Passou-se mais um ano e eu ainda não estava decidida e tinha deixado essa ideia de lado por vários motivos. Continuei pesquisando sobre destinos de intercâmbio e Malta apareceu como um que estava sendo bastante procurado por estudantes, pois era um destino b a r a t o. ? Ativou o sininho na minha cabeça. ? Entrei em grupos no Facebook de intercambistas falando sobre suas experiências, sobre as escolas e o país – uma ilha no meio do mediterrâneo com muitas praias, opções de lazer, uma vida noturna badalada e acessível, principalmente para um país da Europa.

Quando foi em 2016, recebi um e-mail de uma escola de intercâmbio que tinha uma promoção bem interessante. Tinha que levar em conta que seria um intercâmbio de férias, pois não teria mais o tempo de 6 meses para realizar o sonho inicial (nem organização financeira pra isso). O que acabou me conquistando foi que quando cheguei para conversar, eles me deram novas opções que saiam do eixo de países que já citei acima. Falaram de Malta, Nova Zelândia, África do Sul. Exceto a Nova Zelândia, os outros tinham sido opções que tinha sido sonhadas por mim e o agente da escola me mostrou algumas fotos da escola em Malta que é TOP 5, falou da possibilidade de viajar outros países próximos, que era uma ilha e tinha vários tipos de natureza a ser explorados, da vida noturna, que era extremamente seguro. Obviamente, não falou dos contras. Mas eu já estava em modo Malta completamente. O que é muito curioso: eu fiz um vídeo falando que um dos possíveis destinos do meu intercâmbio seria Malta e eu não lembrava disso!

Voltei pra casa e voltei a pesquisar sobre a escola, os prós e contras dos estudantes brasileiros que estavam indo. O que mais me chamou a atenção foi o fato de todos falarem que era um país barato de se viver, mas que não era glamouroso e ostentativo, principalmente por se tratar de uma ilha e as coisas não chegarem com rapidez, mesmo sendo um país da Europa. Outro ponto foi que estava entrando na rota de destinos de intercâmbio havia pouco tempo, ou seja, tinha poucos brasileiros. Era um país com clima ameno, que poderia tanto pegar praia quanto fazer escalada. Que era um país seguro, apesar da quantidade de estrangeiro. Todos os alunos que voltavam do intercâmbio, falavam da experiência incrível e como tinham gostado de estar em Malta.

Voltei na agência de intercâmbio e fechei no impulso (não recomendo fazer isso!!). Eu tinha a sensação que se não fosse naquele momento, não seria nunca! Com 1 ano e 3 meses de antecedência, assinei o contrato onde iria morar em Malta por um mês! Não sei quem já foi fazer qualquer coisa grande na vida, mas era a primeira vez que EU fazia e estava com sensação de experiência extra-corpórea. É uma mistura de sentimentos muito grandes e de aprendizados também.

Por isso, SEMPRE pesquise e QUESTIONE tudo que a agência colocar no seu contrato. Por quais motivos digo isso? Vou com um exemplo: fiquei na acomodação da casa de família com café da manhã e jantar. A host me deixava todos os dias cereais. E eu não como cereais. E isso não está no contrato que eles vão decidir o que vão te oferecer de comida. E, se você tiver alguma restrição, é imprescindível que isso fique claro.

Crédito

Acho que por hoje é só! No próximo post, vou falar valores reais de quanto foi meu intercâmbio pra vocês e todos os gastos que tive 🙂

Eu já fiz alguns vídeos também falando sobre intercâmbio, que vale a pena vocês conferirem 🙂

junho 23, 2020Intercâmbio, Malta

Intercâmbio em Malta: Primeiras Impressões Viajando Sozinha

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Faz mais de um ano que esse post está aqui nos rascunhos e eu simplesmente esqueci de publicá-lo. Como estava escrevendo outros textos, passei por aqui e vi que ele estava quase completo, faltava apenas algumas imagens e vídeos. Sendo assim, quis manter o tom e o tempo verbal de quando estava escrevendo *-* Me parece mais justo do que simplesmente reescrever agora, sendo que os sentimentos ficaram muito fortes enquanto tudo fluía. Aproveitem! 🙂

Depois de mais de um ano de espera, finalmente desembarquei na ilhota Malta no dia 2 de outubro, de madrugada. Cheguei na casa da minha host family às 1h da manhã, depois de ter passado pelo Rio de Janeiro (12 horas de espera), Londres (mais de 18 horas de conexão) e Madri (algo em torno de 10 horas). É, eu sei. Foram muitas paradas para que pudesse finalmente começar minha aventura, mas deu certo.

Imigração em Londres

Minha maior preocupação estava sendo a imigração em Londres, pois se eles me barrassem, eu estaria muito ferrada. Muito mesmo. Levei todos os documentos necessários: passaporte, documentação da escola, host family, transfer, comprovante de renda, carteira de trabalho, todas as passagens de ida e volta. Eles me barraram, no sentido de ficaram perguntando porque eu estava ficando apenas um mês e não mais tempo, porque eu tinha decidido passar por Londres e etc. Eu tentei explicar com meu inglês precário e levemente nervosa que queria muito fazer em Londres, mas era “very expansive” e ele entendeu. HAHAHA Na verdade, fui apontando para todos os documentos na pasta e tentando explicar, pois na verdade, não tinha motivos para ser barrada, já que era apenas uma conexão que eu estaria fazendo no país.

Quem vê foto, não vê corre. Eu fiquei extremamente impressionada com o tamanho desse homem e depois largada no aeroporto em Madri por 4 horas esperando minha conexão pra Malta.

Host Family

Eu estou na casa da Catherine, uma senhora de 60 anos que vive sozinha. Tenho um quarto apenas para mim e nele tem duas camas de solteiro e um guarda roupas. É muito simples, mas bem aconchegante, com uma porta/janela que me deixa ter acesso a sacada. Não tenho acesso ao restante da casa – apenas ao meu quarto, um banheiro e um frigobar. Mas vou falar mais a respeito disso para vocês em um post específico sobre host family, pois vale a pena falar sobre a minha experiência. 

Escola

Caminhando da casa da host family até a escola é cerca de 25 minutos. Eu prefiro ir à pé do que pagar o ônibus, pois assim eu conheci muitos lugares e fiquei passeando pelas lojinhas, além de descobrir novos lugares para comer e pessoas lindas para ver hahaha

No primeiro dia, com muita chuva, fomos recebidos, falaram a respeito de como funcionaria, os passeios feitos, os testes, as dúvidas e futuros problemas. Fiz um teste escrito de nivelamento, mas estava fazendo bem calma e tranquila quando o homem gritou que faltava apenas 2 minutos para acabar e eu ainda não tinha feito a tal da redação. Me apressei e escrevi 3 linhas rápidas e foi o que deu. Depois disso, fiz um teste oral, bem básico e super rápido. Perguntaram sobre a minha família, de onde eu era, quantos anos eu tinha e blá blá blá. Isso tudo não demorou 1 minuto e saí de lá para pegar meu livro e ir para a minha turma de alunos Pré-Intermediários (Pre-Intermediary).

A minha escola é a LAL, que faz parte do grupo IELS. Não tenho nada a reclamar a respeito: tem 6 andares cheios de salas de aulas, alunos de tantos lugares que você se sente perdido no meio de tanto idioma diferente. Minha turma começou com 10 alunos, alguns mudaram de nível, outros entraram.

Conversando com outros alunos

Minha principal dificuldade inicial foi entender o sotaque dos demais estudantes. Eu tenho aula com pessoas do Japão, Rússia, Coréia do Sul, Bélgica, Tunísia, Húngria, China. Todo mundo está no mesmo nível, mas algumas pessoas falam melhor do que as outras. Sem contar que existe vários fatores culturais: brasileiro tem mania de falar alto, ler alto, rir alto. Na hora da leitura, meu tom de voz é sempre o mesmo que eu falo, mas algumas meninas do Japão e Coréia, por exemplo, falam extremamente baixo. Simplesmente não consigo entender o que elas estão falando e fazer leitura labial de outro idioma que se está aprendendo é impossível.

Brasileiros e russos

Algo que me ficar muito feliz: todo mundo sempre fala que todo mundo na Europa sabe falar inglês e é mentira. Cara, muitas pessoas não sabem mesmo! E ter essa unidade, de saber que todos estão ali para aprender, se dedicar, treinar… é uma sensação tão louca porque você sente que não é o único que não sabe. Não saber inglês é algo que me afeta pessoalmente, pois já passei por muitas situações onde precisava do idioma e não conseguia me expressar adequadamente. Foi lindo saber que todo mundo estava no mesmo nível, aprender e ver todo mundo desenvolver a conversação em conjunto.

Malteses

Eles têm o sotaque muito, muito, muito forte. A equipe da agência de intercâmbio em Brasília e alguns comentários em sites, grupos sobre Malta falaram que o sotaque era muito parecido com o dos britânicos.

Mentira. Eu achei muito mais difícil, mais pesado, mais carregado. Além do mais, eles são extremamente grosseiros. Pois é. As pessoas que melhor me tratarem e me receberam educadamente aqui foram os não malteses. Eu já chegava em vários lugares explicando que meu inglês era ruim, mas que eu gostaria de tais e tais coisas. Em lugares turísticos, por exemplo, comprar passeios de barco, eles não se importam muito e falam rápido mesmo e você que se vire pra entender.

Malta

É uma cidade cheia, cheia, cheia de ruelas, ruelas íngremes e estreitas e esquinas. Como aqui também se usa a mão inglesa, eu já quase fui atropelada incontáveis vezes. Para garantir, eu olho para os dois lados sempre, pois minha mente sempre pensa que estou no Brasil ainda e saio lindamente atravessando. Uma coisa que eu acho maravilhoso aqui os motoristas param na faixa de pedestre, mas caso você não esteja, eles vão parar mesmo assim! #chupaSãoPaulo

O transporte funciona muito bem e, se não fosse pelo meu Google Maps que depois de uma atualização começou a me mandar para lugares errados, eu não teria me perdido na ilha. A verdade é que não é um problema estar perdido aqui, pois tudo é perto, se você perguntar para alguém na rua como ir para tal lugar, todo mundo te ajuda. O sistema é bem inteligente – tem número nos ônibus e os pontos têm nomes. Sendo assim, basta você se localizar e ir para a direção correta. Todas as estações são anunciadas dentro do ônibus e eu acompanhava através do mapa.

Segurança é uma questão que pesou muito quando eu escolhi Malta como destino para estudar e viver durante um mês. E graças aos céus por essa escolha, pois tudo aqui é extremamente tranquilo e seguro. Vou para as festas de ônibus em Pacceville e volto a pé, 3, 4, 5 horas da manhã (o que dá, mais ou menos 30 minutos) e ninguém, simplesmente ninguém, sequer olha para mim de uma maneira diferente ou estranha. E estamos falando de uma ilha que recebe uma quantidade enorme de turistas. Em resumo: me senti e me sinto muito segura por aqui. Não me senti ameaçada, exposta, constrangida ou qualquer coisa desse tipo em nenhum momento.

Eu já fiz alguns vídeos também falando sobre intercâmbio, que vale a pena vocês conferirem 🙂

janeiro 29, 2018#RaphaTodosOsDias, Malta, Vídeos

Malteses e Outros Países – Podcast #4 :: #EqualizeDasViagens

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