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janeiro 31, 2016Leituras do Mês, Vídeos

Leituras do Mês de Janeiro (2016)

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OLÁÁÁÁÁÁÁA MEUS LINDINHOS! Como vocês estão? *____________________* Eu estou Ó-TI-MA, principalmente agora que estou conseguindo atualizar tudo! Já estava com saudade dos vídeos e depois explicarei porque tive que sumir por uma semana!

O que importa é que hoje tem as leituras do mês de janeiro que eu DETESTEI uma com todas as forças do meu ser e as outras eu simplesmente AMEI! Vocês vão ver graus de intensidade diferentes, mas janeiro foi um mês lindo! Vamos conferir? 🙂

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janeiro 28, 2016Editora Intrínseca, Resenhas

[Resenha] O Leitor do Trem das 6h27

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gsTítulo: O leitor do trem das 6h27 Título original: Le Leseur du 6h27 Autor: Jean-Paul Didierlaurent Ano: 2015 Editora: Intrínseca Número de páginas: 176

Não estou falando que acho a série dela ruim (apesar da fórmula que se repete livro após livro), só acho que saturou de uma maneira irremediável.

Confesso que não tinha me interessado pelo livro até ver algumas fotos no Instagram e fui me aventurar. Quando o livro chegou, a primeira coisa que me chamou a atenção foi o formato dele, que é bem diferente do que as editoras costumam publicar: quase uma versão de bolso, mas mantendo toda a configuração do livro ‘normal’. Adoro quando a Intrínseca pensa nesses formatos diferenciados, pois cada livro é um livro e eu percebi que esse ficaria realmente bem estranho em uma versão normal.

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Guylain Vignolles pega todos os dias o trem das 6h27 para o seu trabalho: um trabalho que acaba com ele por dentro, que destrói aquilo que ama, cercado por pessoas babacas. Qual o seu trabalho? Basicamente destruir livros encalhados. Diariamente ele entra na máquina destruidora de livros – que ele compara com um monstro e suas características e impressões são tão precisas, que as tornam quase reais.

O que ele consegue salvar, lê no trem para todos os passageiros (confesso que enquanto eu lia isso ficava extremamente incomodada pelo simples fato que eu odeio pessoas incomodando as outras, mesmo que seja lendo. Desculpa sociedade), para que eles possam apreciar aquilo que alguém mandou destruir. Isso torna Guylain um pessoa bem particular, principalmente quando temos acesso a toda a sua vida fora: ele é um homem retraído, 30 anos e mora sozinho, com o seu peixe. Seu dia-a-dia é descrito por tarefas simplórias, que o caracterizam.

Quando encontra no vagão um pen drive com um livro, sua vida muda inteiramente e ele vai atrás para descobrir quem é a autora desses rascunhos, algo que o encanta totalmente, de maneira que torna-se a sua prioridade.

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Eu achei o livro ruim? Não. Mas desde o início eu não consegui entender bem qual era o sentindo dele, sabe? Tipo, você começa a ler sobre um homem que tem que destruir livros para se sustentar e salva algumas páginas de uma máquina mortífera e, okay. O que mais? A diferença é que sutilmente o autor vai nos envolvendo em uma trama mais interessante e que no início não demonstra aparecer. Achei verdadeiramente que foram quase que duas histórias sendo contadas neste minúsculo livro, mas elas apenas se entrelaçaram.

Precisei rapidamente me render à evidencia de que as pessoas em geral só esperam uma coisa: que você ofereça a imagem daquilo que elas querem que você seja. E reprovam especialmente a imagem que eu propunha a elas.

Sabe o que eu acho mais interessante? Eu tive que me esforçar para continuar a leitura do livro, fiquei no limbo entre o gostar e o não gostar, e confesso que não achei uma história extraordinariamente boa, mas no fim me conquistou da sua própria maneira. Tem uma romance nenhum um pouco açucarado, mas com uma pitada de mistério e boa vontade para fazer dar certo e que me fez acreditar que a leitura realmente valeu à pena.

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O final não chega a ser aquele aberto (que eu já comentei diversas vezes o quanto detesto), mas deixa na imaginação do leitor que algo aconteceu e que dali para frente, basta imaginar.

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