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novembro 07, 2016#RaphaTodosOsDias, Vídeos

Livros que não deveriam ter continuação – #RaphaTodosOsDias

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Você ama de paixão um livro. Tudo bem. Daí vem o autor e resolve escrever uma continuação e seu mundo desaba. PARA QUÊ VOCÊ ESTÁ FAZENDO ISSO, SE JÁ É TÃO PERFEITO? #choro É sobre esse livros que eu vou falar hoje: livros que não deveriam, de forma alguma, ter continuação.

Confiram todos os vídeos do mês #RaphaTodosOsDias

agosto 01, 2016#VemParaOEqualizeEmAgosto!, Promoção

#Vem Para O Equalize Em Agosto! Sorteio da Semana 1

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#VemParaOEqualizeEmAgostosemana1

Vem para o Equalize em Agosto! <3

Agosto é mês de VEDA, para quem é corajoso suficiente para participar disso HAHAHA Como eu não sou corajosa, resolvi fazer uma ação diferente e presentear – E CONVIDAR! –  os inscritos do blog no Youtube com sorteios semanais durante todo o mês de agosto!

DIZ AÍ SE NÃO VAI SER MA-RA-VI-LHO-SO!

Eu não vou contar muito porque eu expliquei TUDINHO no vídeo abaixo – e ele é curtinho, então, sem desculpas para não assistir! Mas já vou falando que está valendo TRÊS LIVROS DA JOJO MOYES *sai correndo*

março 07, 2016Editora Intrínseca, Resenhas

[Resenha] Depois de Você

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gsTítulo: Depois de Você Título original: After You Autor: Jojo Moyes Ano: 2016 Editora: Intrínseca Número de páginas: 318

Depois de Você é bom dentro daquilo que se propõe, mas não o suficiente para ser ser a continuação porque ele não deveria existir. Isso faz sentido para vocês?

NÃO ESTOU BEM.

E eu já sabia que isso iria acontecer. Eu nunca quis uma continuação para Como Eu Era Antes de Você, nunca tive curiosidade em saber como a Louis teria ficado depois da morte do Will, nunca quis saber o ‘depois’. Até que a Jojo anuncia que escreverá sim sobre tudo isso que eu nunca quis saber. E desde esse momento que eu venho sofrendo pois eu não sabia o que esperar do livro. Considerando o histórico da autora, já era de esperar que as palavras destroçassem meu coração, fazendo com que eu não consiga explicar explicitamente se eu gostei ou não do que li. Mas, vamos lá. Tentarei de qualquer forma.

Um ano e meio se passou depois da morte do Will e mesmo assim Lou não consegue seguir em frente com a sua vida, é como se ela tivesse parado no estágio ANTES do Will, onde tudo parecia não dar certo, só que agora muito pior: sente-se culpada, principalmente, por não tê-lo convencido a tomar outra decisão. Agora sua vida se resume a trabalhar em um bar dentro do aeroporto recebendo quase nada por isso, vestindo uma roupa ridícula e vulgar, beber na volta para casa para esquecer tudo que a aflige e usar roupas sem graça. Fora todos os pensamentos de estar em um apartamento comprado pelo Will, acha errado ter recebido algo em troca quando o que fez por ele foi verdadeiro.

Participando de um grupo de apoio para pessoas em luto, compartilhando e ouvindo histórias de pessoas que também perderam alguém que amam, Lou não vê motivos para estar ali e sua vida muda totalmente de rumo quando cai do terraço do apartamento e seus pais, principalmente, e todos ao redor acreditam que ela estava cometendo suicídio. Mas todo drama causado pelo acidente abre um leque de novidades para Lou, como Sam, o paramédico que salvou sua vida e Lily, uma garota bêbada, drogada, intransigente e muito mal educada que aparece na sua casa pedindo ajuda.

Em meio a todo esse turbilhão que tomou conta da sua vida, ela consegue enxergar algo para qual se dedicar e uma maneira de tentar redimir algo que não conseguiu fazer por Will e a culpa que carrega em si própria.

Enquanto eu lia, fui me ambientando novamente no cenário que se tornou a vida da Lou, em como ela está, o que faz da vida, sua relação com os pais. O que é meio o que já acontecia no primeiro livro. Eu senti que muita coisa ali não mudou, apenas o fato que agora ela está bem mais deprimida.

Tem umas partes engraçadas e isso meio que contrabalanceia com as partes que eu quis quebrar a cara da Lou e as partes depressivas. SÉRIO, esse complexo de preciso ajudar todo mundo chegou ao nível EXTREMO DA IRRITAÇÃO NESSE LIVRO! Eu queria dar um sacode na Louisa e falar: amiga, está na hora de você olhar para si mesma, tentar alguma coisa, fazer algo da sua vida, VIVER por você e não viver pelos outros! O que me fez ficar furiosa porque a sensação que eu tenho é que a Jojo só saber ferrar com a vida da Lou, ela não merece ser feliz, não merece seguir em frente, pois todas as vezes que isso pode pelo menos acontecer, se houve um indício que seja, a autora desvia a história e tudo fica extremamente errado (pelo menos para mim).

E aí tudo volta a se encaminhar e você fica: isso, agora vai dar certo! E não, não dá certo! E dá voltas em torno de uma decisão que ela se mostra infantil demais para decidir, apesar que eu sei que vários de vocês não vai achar isso por causa da situação completa e que fica complicado explicar sem spoiller. Mas, falando sério: a sensação que eu tive foi que esse livro só foi realmente escrito por causa da pressão em cima da autora, não por ser algo que ela realmente queira fazer já que algumas coisas não fazem sentindo.

A relação da Lou com a Lily é incabível para mim e parece que a autora só infiltrou essa menina na história para que ela realmente pudesse ter enredo, conteúdo, o que escrever. Porém, você consegue enxergar, enquanto lê, que as duas crescem até o final da história. A Lou continua encontrando desculpas para que a sua vida não siga em frente, para as suas ações idiotas, para explicar a todos que está tudo bem. A Lily aparecer nesse momento é bom, pois equilibra (da maneira dela) a vida da Lou, até mesmo insistindo para que ela seja melhor, seja feliz. Ao mesmo tempo, tem a Lou idealizando e colocando o Will em um pedestal, mesmo sabendo que ele tinha inúmeros defeitos – e que ficam claros no livro. É algo que me incomoda MUITO colocar as pessoas que morreram como santas. Por favor, todos temos defeitos e depois da morte não viramos anjinhos livres daquilo que sabemos ser nossas características, sendo elas boas ou não.

Eu odiei o livro como eu pensei que fosse acontecer? Não. Eu amei? Também não. Os meus sentimentos ficam em conflito porque eu não achei o livro ruim, de maneira geral, mas eu gostaria que ele não existisse. Depois de Você é bom dentro daquilo que se propõe, mas não o suficiente para ser ser a continuação porque ele não deveria existir. Isso faz sentido para vocês? A minha irmã chorou, mas confesso que não senti nada de emoção ou que fosse realmente perturbador para me fazer lacrimejar pelo simples fato que se fosse para alguém morrer, seria o previsível, se ninguém morresse não seria novidade.

Os personagens novos que aparecem aqui são bem cativantes, como o Sam que conseguiu roubar meu coração e que ajudou e protagonizou cenas dignas de gargalhadas, e os que já conhecemos traz aquela sensação de nostalgia gostosa de ler. Tive, contudo, a sensação que a autora inseriu algumas atitudes e contextos que ficaram perdidos, já que não fizeram diferença para a história e que, quando resolvidos, também não me fez ver os motivos para estarem ali, uma vez que foram tudo, menos importante, como, por exemplo, o lance feminista da mãe dela que apareceu de repente. Algumas cenas foram muito rápidas, desfechos dignos do Framboesa de Ouro, umas inserções desconexas e sem fundamentos. Eu juro que tentarei ler este livro como se ele não fosse uma continuação do primeiro.

Depois de Você fica no limbo para mim, entre o amor e o ódio, pois o final da Lou ao mesmo tempo que eu gostei, ainda me deu a sensação de ‘estou ferrando com você mesmo quando você está seguindo em frente.‘ Senti também que fica aberturas para um próximo livro, que de maneira alguma eu sei se gostaria de ler, pois acredito que em algum momento vai acabar ferrando com tudo e algo que foi extremamente bonito e marcante vai acabar se tornando horrendo. Por fim, para quem tem o coração fraco, fica firme e aguente com coragem a leitura pois o final é bem destruidor. E não falarei mais nada a respeito. *pisca*

Eu gosto muito do trabalho que a Intrínseca faz com seus livros, principalmente quando tentam manter as capas originais, fazendo apenas a adaptação Aqui não é diferente: Depois de Você faz o seu próprio link com Como Eu Era Antes de Você nas cores, fonte, elementos. A minha única reclamação seria sobre o tamanho da fonte que eu achei minúscula, do tipo, exagerado mesmo. Mas como conjunto, não tenho do que reclamar.

abril 17, 2015Editora Intrínseca, Resenhas

[Resenha] A Garota Que Você Deixou para Trás

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gsTítulo: A Garota Que Você Deixou Para Trás Título original: The Girl You Left Behind Autora: Jojo Moyes Ano: 2012 Editora: Intrínseca Número de páginas: 384

Eu, geralmente, não gosto de livros que retratam a guerra, pois acaba me afetando mais do que deveria. Pareço ser durona, mas sou sensível.

Toda vez é a mesma história: eu tento não chegar até aqui falando o quanto gosto da Jojo ou o quanto os seus livros são incríveis ou quanto eu fico emocionada ou o quanto choro e… fracasso miseravelmente. Os motivos? Toda vez que eu me desafio a ler algo dela, acontece tudo de novo: emoção, choro, alegria, torcida, choro, choro, final feliz, final não tão feliz, choro. E não necessariamente nesta ordem. Vocês podem ler os outros livros da autora: A Última Carta de Amor, Como Eu Era Antes de Você e Um Mais Um.

O livro vai intercalar dois momentos: durante a 1ª Guerra Mundial e nos anos 2000. Na primeira, vamos conhecer Sophie, que narra os seus próprios acontecimentos e consequências durante a guerra. Esta se esforça para proteger os filhos enquanto o marido foi enviado para lutar no front. Ela tem um hotel junto com a família que se torna centro de operação dos alemães, sendo assim, precisa se submeter a eles: cuidar de tudo que eles peçam, cozinhar quilos de comida bem temperadas e quentes para os soldados enquanto seus próprios filhos estão morrendo de fome e frio. No momento da vistoria do hotel para base de operações, o comandante alemão descobre um retrato de Sophie que foi pintado pelo marido, Édouard. O quadro retrata o que eles tiveram antes da guerra, como ela era antes de ser deixada para trás, como sua vida era feliz e como gostaria de retornar para a mesma. Encantando com o desenho, Sophie se vê envolvida em um perigoso jogo de interesse, onde um passo em falso pode fazer com que ela perca muito mais do que um prato de comida. Não há o que fazer, quando tudo que se tem foi tomado pelo inimigo. Seu único desejo é que possam sair dessa vivos e seu amado marido retorne em segurança.

Não consigo me lembrar de como era viver sem medo.

Na segunda parte, vamos conhecer Liv Halston: ela perdeu o marido e ainda está em luto, sem saber muito bem como tocar a vida, daquele momento, adiante. Ela ainda mora na casa que viveu com o falecido e mantém sempre perto um quadro que ele lhe deu na lua-de-mel, intitulado A Garota Que Você Deixou Para Trás. Conhecemos a história de Liv e neste meio tempo, também conhecemos Paul, um homem cujo trabalho é recuperar obras de arte perdidas nas Guerras e devolvê-las para suas famílias. O destino, sendo malvado e injusto, apresenta o homem que irá retirar o quadro de Liv e por quem ela começa a se envolver. E vamos ser apresentados a outro tipo de guerra: aquela que ocorre na justiça, onde Liv vai fazer de tudo para manter o quadro para si, o quadro que representa um momento feliz e importante na sua vida, enquanto o outro lado vai querer tirá-lo dela, pelo prazer de leiloá-lo.

Quando você voltar, Édouard, juro que serei de novo a garota que você pintou.

Eu, geralmente, não gosto de livros que retratam a guerra, pois acaba me afetando mais do que deveria. Pareço ser durona, mas sou sensível. Então, quando comecei a ler a primeira parte do livro, já estava tensa. E mesmo sendo bem triste e profundamente angustiante, é impossível parar de ler. A Jojo tem o dom de cativar através das palavras, de te envolver com uma narrativa eficiente, dosada de maneira correta para que você se sinta atraído e constrói personagens que absolutamente notáveis e bem construídos. Senti repulsa, fiquei intrigada, em conflito interno e sofri, sem contar que a pesquisa feita para abordar os temas da 1ª Guerra são de arrepiar.

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A segunda parte acabou me deixando um pouco entediada e essa é a única falha do livro, uma vez que a história da Liv é construída em cima da de Sophie, sem contar que ela não é a personagem mais atraente, juntamente com Paul. Você acaba se apegando mais a primeira parte e vendo a segunda apenas como um complemento necessário para o enredo finalizar. Tem alguns altos e baixos na leitura, em alguns momentos não quis largar e em outros fiquei extremamente tentada a saltar páginas apenas pelo prazer de descobrir logo o que aconteceria.

Não é o meu livro preferido da Jojo – fica atrás apenas de A Última Carta de Amor -, contudo, é um livro bem construído e quando você pensa que vai ficar sem saber o que acontece com os personagens ou que vai ficar com o final aberto ou apenas sem respostas, tudo se encaixa e você termina a leitura com a sensação de que tudo aconteceu como deveria. Não é um livro que vai lhe arrancar lágrimas – a não ser que você seja sensível como a minha irmã que chora por qualquer cena mais emotiva -, mas vai ter um espaço reservado, e você sempre vai lembrar da garota que só queria voltar a ter os momentos felizes que a vida lhe roubou.

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