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fevereiro 13, 2017Editora Valentina, Resenhas

[Resenha] Minha Vida Mora ao Lado

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Título: Minha Vida Mora ao Lado Título original: My Life Next Door Autora: Huntley FitzpatrickAno: 2015 Editora: Valentina Número de páginas: 320

Não li o outro livro da autora ainda, acho que mais por apego a este e medo de me decepcionar. Quero sempre ficar na mente que o Jase e a Sam são um dos casais jovens mais fofos que eu tive a oportunidade de ler.

Eu li Minha Vida Mora ao Lado no final de 2015 e eu simplesmente me apaixonei. No entanto, não vi tantas pessoas falando a respeito do livro no Brasil e ao mesmo tempo via perfis de Instagramers gringos só postando aos montes fotos e feedbacks do livro. Eu apenas queria que todo mundo desse uma chance para este livro pois eu sou simplesmente apaixonada por ele.

O primeiro ponto que precisa ser deixado claro no livro é que traz situações controversas. Vamos lá. Samantha é uma Reed. No momento sua mãe está trabalhando para sua campanha política para o estado de Connecticut, junto com o novo namorado, Clay. Sam tem absolutamente tudo na vida: uma casa maravilhosa e impecável sem um móvel fora do lugar, uma boa escola, comida gostosa e… solidão. Com a mãe super ocupada e a irmã que vive mais fora de casa do que dentro, ela tem apenas amiga Nan por perto, mas que está resolvendo os próprios problemas junto com o irmão gêmeo, Jim.

Contrariando todas as expectativas, Sam não aceita de mão beijada o que recebe por ser filha de uma candidata ou por ter uma vida relativamente boa. Ela se esforça para ter seu próprio mérito e não depender apenas da mãe, querendo provar seu valor trabalhando, o que é bem louvável para uma adolescente que poderia simplesmente ignorar esse fato e ser estúpida e mimada. O que é outro fato bem desconcertante, diante da criação da mãe dela.

Como desde sempre foi proibida de se relacionar com os vizinhos, os Garrett, Sam sempre observou da varanda do quarto a família barulhenta e enorme – 8 deles são apenas filhos! – que se divertiam do outro lado do muro. Eles claramente não tinham a mesma vida que ela, mas o que importava mesmo era que eles esbanjavam felicidade e amor, que era duas coisas que ela mais desejava da própria família. Mas o mundo, sendo debochado como é, coloca Jase em sua vida: um dos Garrett adolescente e completamente apaixonante.

A família de Jase acolhe Sam como ela fosse uma Garrett desde sempre, mesmo que a menina esconda que está se envolvendo não apenas com um , mas com todos eles de uma vez. Mas, claro, esse relacionamento vai ser posto a prova e diante de um terrível acidente, segredos serão revelados, o mundo da Sam desmorona, com muita razão, e ela se vê no meio de um conflito terrível.

Muitas pessoas sentiram falta de ALGO A MAIS no livro… talvez eu estivesse tão envolvida com a família Garrett que me esqueci em pensar em ‘algo a mais” – para mim foi no ponto, foi perfeito. Sam não é aquela personagem adolescente estúpida que dá vontade de matar, pelo contrário, ela tem noção dos privilégios da sua vida, mas quer mostrar para todos e si mesma que pode ser mais do que isso. Seu relacionamento com Jase começa de maneira tão doce e terna que é impossível você  não se apaixonar junto com eles. Jase faz parte de uma família gigante e temos a oportunidade de conhecê-lo aos poucos e é um furacão e muito amor emanado ao mesmo tempo. Ele é fofo, carinhoso, romântico e justo. Como não gostar desse bom moço, gente?

O conflito inteiro do livro demorou um pouco a chegar e depois que apareceu, passou rapidamente, eu não me importei – estava encantada com a família Garrett, gostaria de deixar claro. E é importante dizer que este problema que surge afeta a Sam diretamente e aqui, mais uma vez, temos vários exemplos de uma pessoa digna e honesta. Sério, ler esse tipo de atitude em uma garota tão jovem me enche de orgulho, ainda que ficcional.

Gosto do desenrolar da história, da maneira como a autora nos apresenta a cada família, dos conflitos externos ao casal e como é importante dar atenção a esses pequenos sinais de problemas, da maneira como a autora equilibra a nossa percepção de certo x errado e aquela velha história de “a grama do vizinho é mais verde“. Muitas famílias estão envoltas em papel de presente, mas sem nenhum amor à disposição, enquanto que os Garrett que tumultuavam por serem muitos, tinha de sobra para dar algo que a Sam sempre quis.

Não li o outro livro da autora ainda, acho que mais por apego a este e medo de me decepcionar. Quero sempre ficar na mente que o Jase e a Sam são um dos casais jovens mais fofos que eu tive a oportunidade de ler.  ♥

dezembro 27, 2016Editora Seguinte, Resenhas

[Resenha] A Profecia do Pássaro de Fogo

3 Comentários

Título: A Profecia do Pássaro de Fogo Título original: The Girl at Midnight Autora: Melissa GreyAno: 2016 Editora: Seguinte Número de páginas: 348

O início eu achei a escrita fraca, rasa, com descrições desnecessárias e sinceramente, bastante infantis.

Eu li esse livro em abril e cá estou eu fazendo a resenha apenas agora #shameonmetotal. Porém, o fato de eu ter demorado a conseguir ler o livro fez com que eu demorasse a escrever sobre ele também, é algo natural para mim. Se não fosse pela resenha da Thais do Pronome Interrogativo, eu provavelmente teria desistido da leitura. E olha que eu não leio ou vejo resenhas de livros que eu tenho interesse em ler, principalmente durante a leitura.

Em A Profecia do Pássaro de Fogo nós vamos conhecer Echo: é uma garota solitária e sem família, que vive escondida em uma biblioteca de Nova York onde se refugia depois de cometer pequenos delitos para sobreviver. Porém, é descoberta por Ala – uma mulher coberta de penas pretas, o que não faz sentido algum para Echo -, mas que, para sua surpresa, começa a cuidá-la como se fosse sua família. E Echo abraça essa oportunidade: Ala é a sua única família. Com isso, ela vai descobrir que Ala faz parte de um grupo subterrâneo, os Avicen, que estão em guerra há milhares de ano com a raça dos Drakharin, que tem peles escamosas. Os Avicen lembram pássaros e os Drakharin lembram dragões, contudo, é importante frisar que eles têm a aparência de pessoas humanas, mas onde teria pelos, teremos essas características específicas de cada raça.

A Ala apresenta esse novo mundo para a Echo, que vive entre os Avicen, mesmo que saiba que muitos deles não aceitam essa condição, principalmente por ela não ser uma Avicen de natureza e tramitar, através de portais e um pó preto, entre o mundo humano e subterrâneo, com a proteção de Ala.

Os Drakharin culpam os Avicen pelo desaparecimento de seus poderes no decorrer dos anos. Uma acusação ilegítima, claro. Como se uma coisa assim fosse possível! Mas o desespero faz as pessoas acreditarem em coisas malucas. A magia flui por este mundo como um oceano invisível. Ela vem e vai como as marés.

Apesar de parecer que sua vida não é normal, para Echo ela é mais do que poderia pedir: tem um namorado que acabou de se alistar no exército e uma amiga, e dentro de sua normalidade, ela vai atrás de um presente de aniversário para Ala. Quando entrega o presente, descobre junto com a aniversariante que ali dentro existe um papel, que teoricamente está se referindo a Profecia do Pássaro de Fogo, que é o maior símbolo de paz e capaz de acabar com a guerra entre os Avicen e os Drakharin. Reza a lenda que esse pássaro dará poderes – ou certamente, alguma vantagem – para o povo que o encontrar primeiro. Como nenhum dos dois povos sabe muito bem quais seriam os benefícios, ambos estão lutando para encontra-lo primeiro. Sendo assim, Ala pede que a Echo siga as pistas e consiga chegar até o Pássaro de Fogo.

Do outro lado, vamos conhecer o Caius, que é o Princípe Dragão dos Drakharin. Ele é muito poderoso e é uma das poucas pessoas que acreditam na existência do Pássaro de Fogo e que pode ser vantajoso tê-lo ao seu lado. Ele começa a seguir pistas, junto com o amigo Dorian que é Chefe da Guarda, sobre a profecia: a mesma pista que a Echo que está seguindo. Claro, em algum momento eles iriam se esbarrar.

As duas raças vão saber que existem pistas e que tem pessoas seguindo, de fato, pistas que podem não dar em nada. A verdade é que ninguém sabe se existe uma profecia, de fato, ou um pássaro de fogo ou sequer se é mesmo um pássaro.

Os feiticeiros já haviam sido humanos, mas a magia negra vinha com um preço, e o poder lhes custara a humanidade.

Depois que eu assisti a resenha, me senti mais animada em continuar o livro. O início eu achei a escrita fraca, rasa, com descrições desnecessárias e sinceramente, bastante infantis. Esse foi o principal motivo para eu ter demorado a fazer a conexão com o livro. Depois, porém, parece que a autora pega o ritmo na sua própria história e mantém o leitor bastante fiel ao que está sendo apresentado.

Não é um tema totalmente original – colocar personagens de mundo diferentes atrás de algo que é comum aos dois -, mas no decorrer da história nós vamos conhecendo esse mundo novo de Avicen e Drakharin que são bem interessantes. O momento que eles se cruzam é o ponto forte do livro, principalmente porque o Caius não consegue entender como uma humana está representando os Avicen em uma causa tão importante. Ele está impressionado com a capacidade da Echo, sua lealdada para um povo que sequer a reconhece como sendo parte do mundo deles. Todos esses conflitos trazem uma dinâmica interessante para a o enredo e contribui para que o leitor mantenha-se atento.

Um é tristeza, dois é prazer.
Três para morte, quatro é nascer.
Cinco é prata, seis é ouro.
Se são sete, é mau agouro.

Quem gosta de fantasia contemporânea + livro jovem, pode colocar o livro na lista de leituras, sem medo. A apresentação de diversos personagens, as injustiças em algumas partes, a maneira como a Echo conduz o pouco de magia que a Ala lhe ensina, as maneiras de escapas e o descobrir sobre um novo reino, na qual era totalmente leiga, faz com que o livro se torne interessante. Não é maravilhoso, pelo menos para mim não foi, mas é uma boa história que eu acredito ter capacidade para evoluir e ficar verdadeiramente muito boa.

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