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junho 03, 2020Autores Pretos, Livros Nacionais, Livros Únicos

Livros de autores e/ou personagens pretos que já li e indico

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Oi, gente! Tudo bem com vocês? Faz tempo que não venho aqui falar especificamente sobre livros, mas como gostaria que fosse uma extensão de uma publicação que fiz no Instagram e quero dar mais detalhes, vamos nos expressar por aqui também 🙂

Ontem aconteceu o movimento do Black Out Tuesday, onde diversas empresas do mundo, artistas, civis se manisfestaram através de posts nas redes sociais com uma quadrado preto e não postaram mais nada, aumentando a voz e o espaço da comunidade negra do mundo todo, através de vídeos, músicas, poesia, livros, matérias e em todos os âmbitos. Tudo começou por conta do caso do George Floyd – um homem preto que foi morto asfixiado por um policial branco, que ficou mais de 8 minutos com o joelho no seu pescoço. Esse assassinato reacendeu o debate sobre mortes de pessoas pretas e diversas pessoas foram as ruas e #BlackLivesMatter foi destaque em diversas partes do mundo.

Sendo assim, com o nicho de trabalho que tenho e usando a minha voz e redes para impactar as pessoas, me considerando uma mulher preta (e sei de todos os meus privilégios pela minha cor de pele não ser considerada preta por boa parte das pessoas), quis compartilhar com vocês alguns livros que já li de autores pretos e/ou personagens. Cor de pele não deveria definir quem você é, porém, infelizmente, estamos em um mundo onde você ter a pele escura faz com que você seja asfixiado com um joelho no seu pescoço até a morte no meio da rua. Vamos lá?

Vou começar falando da Ryane Leão, que foi praticamente a pessoa que me fez gostar de poesias, por ser apresentado de uma maneira diferente e falar também sobre o universo feminino – não num sentido fútil (que não teria problema nenhum), mas das nossas emoções, relacionamentos, lutas diárias por sermos mulheres e preta… Acho os textos dela de uma sensibilidade sem igual. Inclusive, tem resenha de Tudo Nela Brilha e Queima no canal 🙂

Eu li Quarto de Despejos da Carolina Maria de Jesus há muitos anos atrás, quando a minha irmã teve que ler para a escola. Minha mãe comprou o livro e ela passou vários dias falando da história dessa mulher catadora de lixo, que morava em uma favela em São Paulo, e começou a escrever em cadernos o seu dia-a-dia sendo uma mulher preta, mãe solteira e sua visão muito simplista e não menos inteligente do mundo. É um dos meus livros preferidos e quero resenhá-los em breve no canal para vocês, pois ainda que tenha mais de 20 anos que foi publicado, continua sendo muito atual em seus pontos de escrita. É desse livro as frases icônicas “O negro só é livre quando morre” e “O Brasil precisa ser dirigido por alguém que já passou fome”.

Li Quem tem medo do feminismo negro? da Djamila Ribeiro bem recentemente. É bem interessante ver o recorte que ela dá dentro do movimento para o aspecto feminino preto, dando como exemplo suas próprias vivências de infância e o silenciamento das mulheres pretas. Apenas mais adulta, foi educada a respeito de seus ancestrais negros, de amar a si mesma em todos os aspectos (principalmente aqueles em que somos ensinadas a odiar: pele cabelo). Com uma voz ativa e bastante potente, a autora traz em suas redes sociais debates no dia-a-dia e luta para que mais mulheres sejam reconhecidas. Exatamente por este motivo, também entra em algumas polêmicas e defende com afinco suas opiniões.

Eu Quero Mais é o romance de estreia da Tayana Alvez. Ao longo da história, somos apresentados a Elizabeth, uma mulher negra que em diversos momentos da sua vida percebe como a cor da sua pele faz com que as pessoas a tratem de maneira diferente – seja num relacionamento, na faculdade, em uma boate. Mostra também seu amor-próprio em cenas que, talvez pudesse ter um pouco mais de destaque, mas que ainda assim assume a função principal de passa uma mensagem importante – sua cor de pele não define quem você, mas se ela é preta, você terá que lutar 3x mais.

O Ódio que Você Semeia da Angie Thomas é o mais atual e mais falado, talvez, e também o mais conhecido entre vocês, até porque foi bastante comentado por ser voltado para o público jovem e também por conta do filme que está disponível no Telecine. Aqui nós vamos conhecer a Sky, uma adolescente preta que vê o melhor amigo ser assassinado na frente dela por um policial branco. Alguma coincidência? Com isso, Sky se vê envolvida em várias manifestações em memória do amigo e busca por justiça. Eu gosto muito de como temos autores escrevendo pra adolescentes sobre temas tão importantes. Representatividade importa!

COMO É POTENTE A VOZ DE UMA MULHER PRETA! Chimamanda foi a primeira mulher que tive contato me falando sobre feminismo negro. Sei que atual e estou todos os dias buscando evoluir e aprender, lembro claramente como foi esclarecedor e importante ler Sejamos Todas Feministas e como implorei para minha amiga que é mãe e tia de crianças pequenas ler Para Educar Crianças Feministas – na esperança que ela pudesse quebrar padrões dentro da própria casa. Estou atrasada em suas leituras, mas quero que todas as mulheres do mundo possam conhecer essa voz em potencial para lidar com temas tão atuais e necessários para a nossa sobrevivência – nós, mulheres.

Na Minha Pele do Lázaro Ramos é um relato extremamente pessoal do homem preto, ator, pai, de Salvador e, talvez, uma das maiores referências e vozes ativas atuais no Brasil sobre racismo, negritude, políticas públicas, artes. Eu li o livro com uma emoção enorme, adentrando aos poucos nos pensamentos de alguém que luta por um Brasil (principalmente) mais justo e menos discriminatório. Ele fala sobre sua infância, seus filhos, seus amigos, suas lutas pessoais e como a cor da sua pele afetou em todos os aspectos. Um adendo que acho lindo aqui é ele não falar pela esposa, Taís Araújo, mas explicitar que ela é alguém que tem muito a falar, mas que não pode fazer isso por ela.

Fico muito feliz de ter a oportunidade de fazer essa lista e colocar a Brittainy Cherry nessa lista, por ela é a minha autora de New Adult preferida da atualidade. Apesar de não lembrar de ter nenhum personagem preto nas suas histórias, é uma autora que ganhou destaque nos Estados Unidos e aqui por suas histórias de amor que carregam muito sentimentalismo e originalidade. Eu amo todos os livros dela, inclusive, leria até seus rascunhos mais vergonhosos. Vou deixar o perfil dela no Skoob pra vocês verem todos os livros <3

Esse é um livro que não tem autor ou personagem principal preto, mas aborda o racismo em meados dos anos 30 nos Estados Unidos, quando um homem negro é acusado de estupro e um advogado branco faz de tudo para provar sua inocência, O Sol é para Todos de Harper Lee. Isso tudo nós acompanhamos através dos olhos da filha do advogado, que traz muita força para o texto com a sua inocência para um tema tão sério e atual. Tem resenha em conjunto no canal também 🙂

Por fim, gostaria de deixar essas capas de livros que tem a mesma temática, mas que ainda não tive a oportunidade de ler, mas gostaria muito. Inclusive, vou começar a leitura de Filhos de Sangue e Osso.

Deixo também para deixar algumas threads no Twitter que tem mais dicas de livro e autores nacionais e canais literários com temas sobre a discussão do racismo. Aproveitem!

setembro 08, 2017Bienal, Vídeos

Vlog Day na Bienal Internacional do Rio de Janeiro 2017: Encontro de Booktubers, Piquenique Literário e mais

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Bienal chegou, Bienal passou. Para algumas pessoas foram 11 dias de pura magia literária, enquanto para outros, como eu, foi um final de semana pra lá de especial e maravilhoso! ♥ Este ano, foi extremamente mais apaixonante, pois conheci pessoas incríveis, revi outras tantas, encontrei TAAANTOS DE VOCÊS que me deram tanto carinho! Ai, gente! Amo Bienais! A seguir, mostro um pouco de como foram esses dias no Rio de Janeiro e também algumas fotos especiais.

agosto 18, 2017Editora Intrínseca, Resenhas

[Resenha] Agora e Para Sempre, Lara Jean

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Título: Agora e Para Sempre, Lara Jean Título original: Always and Forever, Lara Jean Autora: Jenny HanAno: 2017 Editora: Intrínseca Número de páginas: 304

Eu gostei do livro? Gostei. Acho que dos três é o que a história mais amadureceu e as problemáticas da Lara, ainda que não sejam os problemas mais desesperados e preocupantes do mundo, fazem parte do mundo dela e okay, não me incomodou.

Depois de ter passado por Para Todos os Garotos que Já Amei e P.s.: Ainda Amo Você, chegamos em Agora e Para Sempre, Lara Jean, que deveria ser o último livro da trilogia. Falo deveria pois acredito, no fundo da minha alma leitora que não comprou os livros anteriores mas acabou aceitando a história, que a autora não parará por aí.

Lara Jean ainda tem muito a mostrar.

Neste terceiro livro, acompanhamos Laranjinha com uma dúvida apertando sua mente: qual faculdade ir depois que concluir o Ensino Médio. Sua opção é seguir o Peter para a faculdade que ele vai, já que ganhou uma bolsa de estudos por causa da sua prática de lacrosse. Além de ficar perto do namorado, ela também fica perto de casa e TCHARAM! Tudo seria absolutamente lindo! ♥ Mas as coisas não saem conforme o planejado e pode ser que ela tenha que pensar em um plano B.

Além de todas as questões relacionadas a faculdade, que acabam tirando seu sono e deixando todos ao redor tensos de ansiedade por conta de seus sonhos e desejos, Lara vai ter que passar por outras experiências junto com as irmãs e o próprio pai, experiências essas que ela não pensou que fossem acontecer depois da morte da mãe.

Entre ter que se dedicar aos estudos, todas as descobertas e alegrias e frustrações namorando Peter, suas preocupações com a vida, nossa protagonista nos apresenta sua história de uma maneira muito divertida e autora nos prende as suas palavras por saber como conquistar um leitor.

Então, vamos lá. Eu gostei do livro? Gostei. Acho que dos três é o que a história mais amadureceu e as problemáticas da Lara, ainda que não sejam os problemas mais desesperados e preocupantes do mundo, fazem parte do mundo dela e okay, não me incomodou. Gosto da maneira como a autora coloca algumas lembranças da mãe nesse livro e o quão importante é a opinião dela para Lara, que lembra nos momentos de decisões importantes em sua vida.

O namoro da Lara com o Peter é bem gostoso de ler, tem todos aqueles sentimentos de quem se está apaixonado e o garoto é realmente bem fofo. Algumas cenas eu achei bem desnecessárias, só que, mais uma vez lembrei que dentro do contexto fazia sentido, então acabei deixando passar.

O que me fez gostar desses livros são as cenas que não tem tanta importância para o desenvolvimento no geral, como a Lara Jean cozinhando e fazendo todas as suas receitas, a interação com a Kitty, como ela é preocupada e super organizada, sua falta de conhecimento em algumas coisas que a torna tão natural. São esses pequenos detalhes que foram me cativando. Nesse livro o que eu mais gostei foram das preocupações dela com relação à faculdade pois, de fato, é um momento importante e muito legal da vida – sua indecisões, medos, acompanhar o processo de seleção que é tão diferente do nosso…

Como eu repeti nas resenhas anteriores, Kitty sempre será uma personagem à parte e que deveria ganhar um livro apenas com suas peripécias e ler sobre como sua mente aguçada trabalha. A menina é incrível, sincera em sua idade e esperta de uma maneira inesperada. É praticamente ter passado por esses três livros sem ter uma frase, uma cena, uma ação em que não riu com a Kitty. Gosto da maneira despretensiosa que a autora escreve seus diálogos, algo tão rápido e que se enquadra tão bem dentro da cena.

No geral, senti que esse livro não teve um ciclo concluído, um fim onde você fica: “Nossa, como foi bom acompanhar você por todo esse trajeto, Lara Jean.” Simplesmente porque a história acaba com um final bem aberto, tanto que fiquei procurando mais uns três ou quatro capítulos, do tipo: é isso? Não estou falando que o final seja ruim, porque não é,  mas não me passou a sensação de completude: a autora ainda tem tanto a explorar junto à personagem que foi por isso que eu fiquei com essa sensação, pois acaba que alguns assuntos abordados – e que são importantes – ficaram nesse balaio de “imaginação” e não “conclusão”. Eu sou leitora que quero saber com todas as letras o que aconteceu com o personagem.

Li alguns leitores falando que foi o livro que eles menos gostaram e pra mim foi o mais legal de ler, exatamente por esse amadurecimento da personagem. Vai de gosto mesmo e espero que para os fãs da trilogia, autora e a Lara Jean, tenha atendido as expectativas.

junho 06, 2017Vídeos

Arrumando a estante – versão 2017

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Ano passado (ou seria retrasado?) eu postei um vídeo mostrando toda a minha arrumação da estante, algo que parece encantar vocês. Não satisfeita, já fiz a versão desse ano para vocês acompanharem a minha evolução de limpeza hahahaha. Confiram o vídeo.

maio 22, 2017Editora Intrínseca, Resenhas

[Resenha] Five Nights at Freddy’s: Olhos Prateados

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Título: Five Nights at Freddy’s: Olhos Prateados Título original: Five Nights at Freddy’s: The Silver Eyes Autores: Scott Cawthon e Kira Breed-WrisleyAno: 2017 Editora: Intrínseca Número de páginas: 368

Depois de ler esse livro, você não vai mais querer dormir com aqueles bichinhos fofos de pelúcia te olhando a noite toda.

Veja mais em: http://www.intrinseca.com.br/fivenightsatfreddys/

Charlie é uma garota de 17 anos que está voltando para visitar sua cidade natal, depois de ter passado longos dez anos tentando esquecer todo o horror que havia passado por lá.

Ela não se permitia lembrar de muitas coisas, mas sabia que na época era muito feliz na pizzaria de seu pai, a Freddy’s Fazbear, com todos aqueles brinquedos gigantes que encantavam as crianças e divertiam os adultos pela engenhosidade.

Desde pequena aquilo foi sua família: brinquedos que seu pai criava e que falavam, dançavam, chamavam seu nome. Na pizzaria, seus amigos também participavam da diversão. Charlie, Marla, Jéssica, Lamar, Carlton, John e Michael eram inseparáveis, até que aquilo os separou.

Dez anos antes, eram todos melhores amigos. E então aquilo aconteceu, e tudo acabou, pelo menos para Charlie. Não os via desde que tinha sete anos. […] Michael era a razão da viagem, afinal. Tinham se passado dez anos desde sua morte, dez anos desde o acontecimento, e os pais do menino queriam que que todos se reunissem para uma cerimônia em sua homenagem.

Com o reencontro dos amigos na velha cidade, surgiram também as recordações que a garota tanto tentava bloquear: as mortes que ocorreram na pizzaria de seu pai; os corpos que nunca foram achados, inclusive o de Michael; o criminoso que nunca foi pego. Por isso quando a ideia de voltar à Freddy’s Fazbear surgiu na roda de conversa dos jovens, Charlie não pensou duas vezes em aceitar: melhor terminar com isso logo.

Entre Bonnie e Chica estava o famoso Freddy Fazbear, que levava o nome do restaurante. Dos três, era o mais simpático e adorável e parecia bem tranquilo. O urso marrom e robusto – mas com a fantasia flácida – sorria para a plateia segurando seu microfone e ostentando uma gravata-borboleta preta e uma cartola. O único detalhe incomum em suas feições era a cor dos olhos, um azul-claro jamais visto em outro urso.

Depois que Dave, o segurança do shopping abandonado que havia sido construído em volta da Freddy’s, decidiu entrar junto com o grupo na pizzaria e que os brinquedos que ainda estavam lá começaram a se mexer de forma nada carismática, a ideia de terminar com isso logo não pareceu tão boa assim.

Olhos Prateados é o primeiro livro da trilogia Five Nights at Freddy’s, baseado no famoso jogo de terror criado por Scott Cawthon. No jogo, você assume o papel do segurança e vê os animatrônicos ganharem vida dentro da pizzaria. No livro, escrito por Cawthon, juntamente com Kira Breed-Wrisley, você descobre o que há por trás de todas aquelas mortes misteriosas e aqueles brinquedos assustadores.

A pergunta que todos que me viram com esse livro na mão fizeram foi: dá medo igual o jogo? A resposta varia. Existem dois tipos de pessoas que gostam do gênero de terror: o primeiro tipo é o que gosta de susto, o segundo tipo é o que gosta da história. O primeiro pode não gostar tanto da leitura – pois é fato que o ambiente e sons de jogos e filmes dão um ar mais realista para o enredo, o que não ocorre no caso do livro –, já o segundo tipo vai simplesmente amar!

A Intrínseca caprichou na estética do livro, mas ainda acho que eles poderiam ter colocados imagens dos animatrônicos para o leitor se familiarizar. Fora isso, tudo perfeito, comecei e terminei o livro satisfeita com o enredo e louca para saber como serão os próximos dois livros e como irão explorar mais essa história. Depois de ler esse livro, você não vai mais querer dormir com aqueles bichinhos fofos de pelúcia te olhando a noite toda.

Era o coelho, o mesmo coelho marrom-amarelado que eles adoravam, mas naquele momento não dançava, nem cantava, só estava parado, olhando para as crianças, sem piscar. […] Charlie podia enxergar os olhos dele, seus olhos humanos, e ficou congelada de terror.


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