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agosto 18, 2017Editora Intrínseca, Resenhas

[Resenha] Agora e Para Sempre, Lara Jean

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Título: Agora e Para Sempre, Lara Jean Título original: Always and Forever, Lara Jean Autora: Jenny HanAno: 2017 Editora: Intrínseca Número de páginas: 304

Eu gostei do livro? Gostei. Acho que dos três é o que a história mais amadureceu e as problemáticas da Lara, ainda que não sejam os problemas mais desesperados e preocupantes do mundo, fazem parte do mundo dela e okay, não me incomodou.

Depois de ter passado por Para Todos os Garotos que Já Amei e P.s.: Ainda Amo Você, chegamos em Agora e Para Sempre, Lara Jean, que deveria ser o último livro da trilogia. Falo deveria pois acredito, no fundo da minha alma leitora que não comprou os livros anteriores mas acabou aceitando a história, que a autora não parará por aí.

Lara Jean ainda tem muito a mostrar.

Neste terceiro livro, acompanhamos Laranjinha com uma dúvida apertando sua mente: qual faculdade ir depois que concluir o Ensino Médio. Sua opção é seguir o Peter para a faculdade que ele vai, já que ganhou uma bolsa de estudos por causa da sua prática de lacrosse. Além de ficar perto do namorado, ela também fica perto de casa e TCHARAM! Tudo seria absolutamente lindo! ♥ Mas as coisas não saem conforme o planejado e pode ser que ela tenha que pensar em um plano B.

Além de todas as questões relacionadas a faculdade, que acabam tirando seu sono e deixando todos ao redor tensos de ansiedade por conta de seus sonhos e desejos, Lara vai ter que passar por outras experiências junto com as irmãs e o próprio pai, experiências essas que ela não pensou que fossem acontecer depois da morte da mãe.

Entre ter que se dedicar aos estudos, todas as descobertas e alegrias e frustrações namorando Peter, suas preocupações com a vida, nossa protagonista nos apresenta sua história de uma maneira muito divertida e autora nos prende as suas palavras por saber como conquistar um leitor.

Então, vamos lá. Eu gostei do livro? Gostei. Acho que dos três é o que a história mais amadureceu e as problemáticas da Lara, ainda que não sejam os problemas mais desesperados e preocupantes do mundo, fazem parte do mundo dela e okay, não me incomodou. Gosto da maneira como a autora coloca algumas lembranças da mãe nesse livro e o quão importante é a opinião dela para Lara, que lembra nos momentos de decisões importantes em sua vida.

O namoro da Lara com o Peter é bem gostoso de ler, tem todos aqueles sentimentos de quem se está apaixonado e o garoto é realmente bem fofo. Algumas cenas eu achei bem desnecessárias, só que, mais uma vez lembrei que dentro do contexto fazia sentido, então acabei deixando passar.

O que me fez gostar desses livros são as cenas que não tem tanta importância para o desenvolvimento no geral, como a Lara Jean cozinhando e fazendo todas as suas receitas, a interação com a Kitty, como ela é preocupada e super organizada, sua falta de conhecimento em algumas coisas que a torna tão natural. São esses pequenos detalhes que foram me cativando. Nesse livro o que eu mais gostei foram das preocupações dela com relação à faculdade pois, de fato, é um momento importante e muito legal da vida – sua indecisões, medos, acompanhar o processo de seleção que é tão diferente do nosso…

Como eu repeti nas resenhas anteriores, Kitty sempre será uma personagem à parte e que deveria ganhar um livro apenas com suas peripécias e ler sobre como sua mente aguçada trabalha. A menina é incrível, sincera em sua idade e esperta de uma maneira inesperada. É praticamente ter passado por esses três livros sem ter uma frase, uma cena, uma ação em que não riu com a Kitty. Gosto da maneira despretensiosa que a autora escreve seus diálogos, algo tão rápido e que se enquadra tão bem dentro da cena.

No geral, senti que esse livro não teve um ciclo concluído, um fim onde você fica: “Nossa, como foi bom acompanhar você por todo esse trajeto, Lara Jean.” Simplesmente porque a história acaba com um final bem aberto, tanto que fiquei procurando mais uns três ou quatro capítulos, do tipo: é isso? Não estou falando que o final seja ruim, porque não é,  mas não me passou a sensação de completude: a autora ainda tem tanto a explorar junto à personagem que foi por isso que eu fiquei com essa sensação, pois acaba que alguns assuntos abordados – e que são importantes – ficaram nesse balaio de “imaginação” e não “conclusão”. Eu sou leitora que quero saber com todas as letras o que aconteceu com o personagem.

Li alguns leitores falando que foi o livro que eles menos gostaram e pra mim foi o mais legal de ler, exatamente por esse amadurecimento da personagem. Vai de gosto mesmo e espero que para os fãs da trilogia, autora e a Lara Jean, tenha atendido as expectativas.

agosto 25, 2015Editora Intrínseca, Resenhas

[Resenha] Para Todos os Garotos Que Já Amei

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gsTítulo: Para Todos os Garotos que Já Amei Título original: To all the boys I’ve loved before Autor: Jenny Han Ano: 2015 Editora: Intrínseca Número de páginas: 316

O livro é bom para a faixa etária ou para pessoas que não estão com expectativas tão altas a respeito da história ou buscando algo mais leve para ler. Eu, infelizmente, estava esperando por algo mais.

A minha opinião sobre esse livro é algo na qual eu tive que realmente tentar ver de longe para acabar não influenciando de uma maneira ruim quem estará em busca de saber se o livro é ou não agradável. Eu gostei do livro? Sim. Recomendaria? Sim. Mas acabei sendo frustrada por imaginar algo diferente, como aconteceu também com o livro Precisava de Você.

Lara Jean é a nossa protagonista. Ela vive com duas irmãs – Margot e Kitty – e o pai. Quando pequena, a sua mãe lhe deu uma caixa de chapéu para que ela pudesse guardar o que quisesse e ela escolheu, entre outras coisas, guardar cartas de amor que escreveu para os garotos que já amou. Essas cartas – cinco no total – são relatos sinceros e joviais de cada época da sua vida em que se apaixonou. As cartas foram escritas quando Lara Jean já tinha se apaixonado e sabia que tinha que seguir em frente, então, eram uma espécie de término (de um romance que nunca existiu). Não eram cartas para serem entregues aos destinatários, eram cartas para que ela pudesse lembrar de como amou cada um desses garotos, de maneiras diferentes e por serem quem eram.

O que ela não esperava, porém, é que essas cartas fossem ser enviadas para os respectivos destinatários e a confusão começa pois… um dos garotos é o ex-namorado da irmã, Josh. Para tentar contornar a situação, Lara Jean começa a namorar Peter Kavinsky, o garoto mais popular e gato da escola – que também recebeu uma carta -, tem que aprender a conviver sem a irmã mais velha que foi embora estudar na Escócia, viver com a saudade que sente da mãe, acostumar-se em ser a irmã responsável com a irmã mais nova e manter suas raízes asiáticas vivas.

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Para Todos os Garotos Que Já Amei é um livro bem juvenil e, confesso, não estava esperando por algo assim. No entanto, ele é muito bom dentro daquilo que se propõe, o que me faz ficar no limbo sobre o que falar: eu não gostei pois estava esperando algo mais jovem adulto e não tão teen e gostei porque mesmo sendo teen, o livro é muito bacana. A autora tem um modo divertido e bem leve de escrever, fazendo referências e descrevendo bem cenas, o que torna a leitura bem agradável.

A leitura demorou a fluir por diversos motivos: eu estava assistindo The Walking Dead quando comecei a ler e não consegui me concentrar; quando eu percebi que o livro não estava seguindo por uma direção na qual eu esperava, fiquei um pouco desanimada; acredito que em alguns momentos a autora enrolou na história e inseriu algumas coisas que não acrescentaram em nada na história. Essa minha conclusão ficou ainda mais clara quando terminei o livro. Eu simplesmente não gosto quando os autores dão a entender que a história do livro terá uma conclusão, mas chegando na última página, dá um gancho para o próximo livro. A sensação é de que o que você acabou de ler não serviu para nada.

Não são cartas de amor no sentido mais estrito da palavra. Minhas cartas são de quando não quero mais estar apaixonada. São cartas de despedida. Porque, depois que escrevo, aquele amor ardente para de me consumir. Posso tomar café da manhã sem me preocupar se ele também gosta de banana com cereal; posso cantar músicas românticas sem estar cantando para ele. Se o amor é como uma possessão, talvez minhas cartas sejam meu exorcismo. As cartas me libertam. Ou pelo menos deveriam.

O livro possui clichês, o que eu não acho ruim, quando bem conduzido. Mas confesso que na maior parte das vezes eu achei a Lara Jean uma personagem bem aborrecida, apesar de alguns diálogos terem me feito rir. Os conflitos são bobos, as preocupações são pequenas, exceto uma ou outra, os personagens são tão estereotipados que me deixaram entediada. Como eu falei: o livro é bom para a faixa etária ou para pessoas que não estão com expectativas tão altas a respeito da história ou buscando algo mais leve para ler. Eu, infelizmente, estava esperando por algo mais.

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