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Março 26, 2018Editora Pensamento, Publieditorial, Resenhas

[Resenha] Girlboss

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Título: #Girlboss Título original: #Girlboss Autor: Sophia AmorusoAno: 2015 Editora: Seoman Número de páginas: 248

A primeira coisa que dá para notar ao ler o livro que é bem diferente da série.

Faz algum tempo que eu queria ler o livro da #Girlboss. Apesar de ter alguns problemas a série é bem legal e eu fiquei curiosa para saber mais sobre a história da Sophia Amoruso, criadora da marca Nasy Gal e autora do livro.

Não é qualquer pessoa que consegue transformar uma “empresa” de fundo de quintal focada em vender roupas de brechó com apenas uma funcionária, no caso ela mesma, em uma loja virtual gigante com mais de 350 pessoas e milhões de dólares em faturamento.

Independente do olhar que a gente queira dar para a história e das eventuais falhas da protagonista, não tem como negar que a história dela é uma de empoderamento feminino através de muito esforço, confiança em si mesma e uma obsessão por detalhes e coisas pequenas.

São as pequenas coisas, os detalhes e cuidados que podem estimular ou acabar com um negócio.

A primeira coisa que dá para notar ao ler o livro que é bem diferente da série, é o fato de que dá para ver que a Sophia vive quase integralmente em função da Nasty Gal e como tudo que ela faz é direcionado para que ela cresça e seja bem-sucedida no mundo da moda, que é extremamente competitivo.

Apesar de ter algumas falhas de personalidade, o que é totalmente comum e eu tenho quase certeza que não chamariam tanta atenção ou receberiam tantas críticas se fossem de um personagem masculino, é impossível não admitir que o sucesso dela se deve a muito esforço, vontade de aprender e a uma intuição aguçada de negócios e do que ela realmente quer criar e alcançar com a marca.

Uma das coisas que mais me chamou atenção e que eu não tinha parado para pensar tanto sobre desde que assisti ao filme clássico “O Diabo Veste Prada”, foi como a moda influencia muito das nossas vidas. Por exemplo, competidores de poker têm seus próprios estilos, que é diferente dos de jogadores de futebol, de celebridades como a Kendall Jenner e a Kim Kardashian e, finalmente, do estilo vintage da Nasty Gal.

Como todo mundo sabe que estas estrelas esportivas e outras celebridades podem ter uma influência enorme em tendências de moda dependendo do público que alcançam, foi muito legal poder ver um pouco sobre como a indústria da moda realmente funciona.

Eu sempre soube que a Nasty Gal Vintage era mais do que vender coisas. Na verdade, estávamos ajudando as meninas a montar um visual e a se sentirem ótimas antes de saírem de casa.

Além disto, é muito interessante ver um pouco sobre o processo de criação realmente está por trás das ideias e objetivos de um dos ícones dela, especialmente porque é difícil encontrar alguém que seja tão acessível e esteja disposto a revelar de forma tão honesta o que foi necessário para atingir o sucesso quando a Sophia.

Hoje em dia a vida da Sofia está muito diferente tanto do final do livro quanto da série. Aconteceram várias coisas depois que ambos foram lançados e elas inevitavelmente mudam um pouco da visão que foi construída.

Ainda assim o livro é uma leitura rápida, divertida e inspiradora e vale a pena para qualquer pessoa que tenha vontade de criar um negócio. Ou mesmo para uma pessoa mais focada na carreira ou queira conhecer a história de uma empreendedora que enfrentou e venceu várias dificuldades.

setembro 09, 2017Editora Verus, Publieditorial, Resenhas, Vídeos

[Resenha] Corpo – Série Trinity

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Título: Corpo Título original: Body – #1 Série Trinity Autora: Audrey Carlan Ano: 2017 Editora: Verus Número de páginas: 364

Abril 26, 2017Editora Rocco, Resenhas

[Resenha] Trilogia Fixed: Sempre Você & Hudson

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Título: Com Você Título original: Found on You Autora: Laurelin PaigeAno: 2015 Editora: Rocco Número de páginas: 400

O livro não é de todo ruim pois a família do Hudson veio para quebrar com tudo e mostrar toda a baixaria que uma família rica pode ter. Mas no geral? Não, apenas não.

Leia a resenha de Por Você e a resenha de Com Você  para entender tudo a respeito desse livro aqui. 🙂

Olha, vou te contar… quando imagina que talvez não fique pior, pode ficar. E muito.

Depois de conhecer a história de Alayna e Hudson nos livros anteriores, parece que eles finalmente (!) estão bem e conseguindo se ajustar na vida. Mas o segredo que Hudson vem escondendo desde o primeiro livro finalmente vem à tona e, pela personalidade da Alyana, já devem saber que não vai ser tão fácil assim perdoar… e é sobre esse lenga-lenga que ficamos durante o terceiro livro inteiro, pois ferrou com a mente da nossa protagonista, ora tão confiante.

Alayna está disposta a ser 100% sincera e confiante em seu relacionamento com Hudson, principalmente por conta de todos os acontecimentos do livro anterior, que quase fez com que os dois se separassem. Mas do que adianta uma parte está decidida a fazer isso enquanto a outra não está? Já sabendo que o ama com toda a força do ser *olhinhos revirando aqui*, Alayna espera que seu par possa retribuir todo esse amor e expressar de maneira clara tudo o que ela deseja ouvir. Aqui, nós voltamos no tempo e vemos a regressão da Alayna quanto ao seu transtorno, pois ela começa a procurar por provas de que Hudson está escondendo algo.

Os livros anteriores sempre tem uma ligação que faz com que a história não seja perdida e que, por mais que estejam em livros separados, dão a sensação de continuidade; é como se nunca tivéssemos fechado um livro para começar o outro e todos os acontecimentos são interligados e o ponto principal aqui acontece, um assunto relacionado ao Hudson, e que ao meu ver não foi tããããããão bombástico assim. Pra falar a verdade, era algo até óbvio, a ser esperado diante de tudo que foi apresentado a respeito dele. Muitos leitores acharam incrível e algo extremamente criativo e para mim foi só… abaixo da média. Acontece que Alayna, a obcecada, acaba se mostrando ser alguém que está sabendo lidar com suas emoções e, então, temos Hudson mostrando que ele sim pode ser além de obcecado, territorialista.

Muitas pessoas acham isso um máximo. Eu acho uma chatice infinita.

Não só meu mundo gira em torno dela, mas ela é meu mundo. Ela não é somente minha razão para respirar, ela é o próprio ar. Ela é o significado por traz de cada um de meus pensamentos, cada batida em meu pulso, cada sussurro em minha consciência. Ela é o meu tudo. É tão simples e complexo como isso.

Uma das coisas que eu gosto na Alayna atual é ela tentar focalizar seus problemas e angústias em algo que trará resultado e fará sua mente ficar fora do ar: o trabalho. Gosto de como a autora faz questão de mostrar como ela é feliz fazendo o que gosta, do progresso com a boate, de pô-la a frente de algo tão grande e importante, que precisa de cuidado, dedicação e desenvoltura.

Resumindo: o livro é trabalhado em clichês que já cansamos de ler. Eu sou uma pessoa que gosta de clichê, acredito sempre que o clichê pode ser bem trabalhado de acordo com a imaginação do autor, mas aqui é aquele mais simples que chega a ser bobo. É bom deixar claro: tem quem goste, mas eu senti que foram tantas páginas para chegar em algo tão, mas tão previsível que não deixou nada para que eu tentasse me surpreender. Final feliz & previsível.

Algo que eu deixei para falar nesta última resenha: esse livros foram verdadeiramente bem traduzidos e revisados?Diversas vezes eu li algumas coisas bem absurdas e palavras sem sentido ou que faltavam algo para completar em todos os livros. Além de que em alguns momentos estão usando uma linguagem super coloquial e na linha seguinte estamos falando contar-te e amar-te. Olha gente, é complicado. Eu consigo superar clichês e relacionamentos abusivos em livros, mas livros mal revisados e traduzidos é difícil de aguentar.

E vou fazer um resumo básico e rápido de Hudson, o quarto livro do que era pra ser uma trilogia: Hudson conta os 3 livros pelo seu ponto de vista, mas também preenche algumas lacunas que ficavam apenas no imginário por motivos de todos os outros livros serem pelo ponto de vista da Alayna.  Aqui tem vários Hudson para escolher: o calculista que se relacionava com a Célia de maneira abusiva (ambas as parte), além de mostrar algumas cenas que não iríamos ter acesso através apenas dos outros livros.

O livro é todo narrado pelo Hudson, mostra como ele conheceu Alayna e todo o processo para que ele se apaixonasse pela nossa protagonista, suas angústias e medos, o que admirava na mulher, o relacionamento com a família, principalmente com Mirabelle (o que e interessante, levando em consideração que ele não se acha digno de amor).
O livro é uma mescla entre recontar fatos da trilogia Fixed e acrescentar mais alguns trechos pelo ponto de vista de um personagem que ficou à margem, levando em consideração que ele não teve voz ativa nos livros anteriores.

Abril 17, 2017Editora Galera Record, Resenhas

[Resenha] Lúcida

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Título: Lúcida Título original: Lucid Autores: Ron Bass e Adrienne StoltzAno: 2016 Editora: Galera Record Número de páginas: 364

Lúcida não é um thriller psicológico do início ao fim e isso talvez tenha decepcionado algumas pessoas. Não a mim.

Sloane Margaret Jameson, 16 anos, são nossas personagens principais. As garotas têm o mesmo nome, a mesma idade, fazem aniversário no mesmo dia, porém têm vidas completamente diferentes. Uma é chamada de Sloane, a outra de Maggie e ambas quando dormem têm o mesmo sonho: o dia da outra.

– Bem, “a gente” significa o seguinte. Todas as noites, sonho com a vida dela em Mystic. E quando ela vai dormir na cidade dela, ela sonha o dia inteiro que eu passei aqui em Nova York. Eu acho que sou real, e ela, minha fantasia…
[…] E digo baixinho:
– Mas Sloane pensa a mesma coisa. (Maggie)

Confuso? Nem tanto. Maggie narra seu dia em um capítulo e quando ela dorme quem acorda é Sloane, que estava sonhando com o dia de Maggie. As jovens têm vidas normais: Sloane mora no interior, é uma boa aluna e tem uma grande família, tem hora pra chegar em casa e um sonho de entrar pra faculdade. Maggie mora em Nova York, é atriz e tem a responsabilidade de cuidar de sua irmã mais nova e daquela que deveria chamar de mãe.

As duas personagens são muito interessantes, não tem como gostar de uma e odiar a outra. Você simplesmente torce pra que as duas existam e possam viver normalmente, talvez até se conhecerem e virarem melhores amigas. O que, é claro, não vai rolar.

Na verdade, isso jamais poderia acontecer. Tentei procurar informações sobre Sloane em Mystic, Connecticut. Ela não existe. Meu pai nos levou até lá para passar um mês durante o verão, e eu costumava andar de bicicleta na frente da casa que acreditava ser a dela. Uma família simpática morava ali. Mas não a dela. Estou totalmente convencida que Sloane fez o mesmo comigo. (Maggie)

Depois de um tempo, é notável a semelhança de vários fatos na vida das garotas. Enquanto Sloane sofre a perda de seu melhor amigo, Bill, e tenta decidir entre um romance mais fácil com Gordy ou um cheio de complicações com James – que tem um rolo com a Amanda -, Maggie sofre a perda de seu pai, e tenta decidir entre um romance mais fácil com Thomas ou um cheio de complicações com Andrew – que tem um rolo com a Carmen.

Lúcida não é um thriller psicológico do início ao fim e isso talvez tenha decepcionado algumas pessoas. Não a mim. Simplesmente não consegui pensar em outra coisa durante os dias em que estive lendo esse livro, talvez porque as histórias das duas personagens são muito intensas e parecidas, o que leva o leitor a confundir um pouco os nomes e os fatos, ou talvez porque simplesmente eu não queria terminá-lo. Não queria descobrir o final desse problema, apenas queria continuar lendo sobre Sloane e sobre Maggie, sem pensar se as duas existiam, de fato.

E eis a cereja do bolo que eu tanto odeio: o final em aberto. Não sei bem se “em aberto” define, ou se seria melhor usar a palavra “confuso”, mas o fato é que não, não era isso que eu queria. Mas tudo bem, escreve quem pode, lê quem quer, né? Fiquei imaginando vários finais para a história e isso me deixou satisfeita. O livro merece minha nota máxima e só não ganhou infinitamente meu coração e o status de favorito por causa da tal da cereja que, é claro, deve existir gente que adora.

Meu grande medo é um dia ser normal: vou adormecer, e Maggie não estará mais aqui. Vou ter apenas sonhos comuns, uma boa noite de sono. E ela terá desaparecido.
Mas meu maior medo é o que preciso repetir pra mim mesma que jamais acontecerá. A noite que Maggie for dormir, e eu desaparecer. (Sloane)

Abril 03, 2017Editora Galera Record, Resenhas, Vídeos

[Resenha] Contos da Academia dos Caçadores de Sombras

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Título: Contos da Academia dos Caçadores de Sombras Título original: Tales from the Shadowhunter Academy Autores: Cassandra Clare, Sarah Rees Brennan, Maureen Johnson e Robin WassermanAno: 2017 Editora: Galera Record Número de páginas: 504

Já falei as minhas primeiras impressões a respeito desse livro no post de Simon, você é o melhor! ~parece que temos uma fangirl, será?~ Não deixem de conferir, pois é importante para o entendimento da resenha! 🙂 Hoje eu trago para vocês a minha opinião completa a respeito do livro Contos da Academia dos Caçadores de Sombras, da Cassandra Clare e outros autores. Conforme falo no vídeo e que foi indicação de vocês (obrigada!), não recomendo que leiam esse livro, caso não tenha lido, no mínimo, a série principal de Os Instrumentos Mortais. Sinceramente? Caso você leia apenas esse o livro inteiro não vai fazer um pingo de sentido.

Aviso dado, confiram então a resenha e aproveitem para se inscreverem no canal.

Março 30, 2017Editora Galera Record, Resenhas, Vídeos

SIMON, VOCÊ É O MELHOR! – Contos da Academia dos Caçadores de Sombras

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Eu li Cassandra Clare em 2013 ou 2014 e agora eu tive a oportunidade de voltar a ler, e por um dos meus personagens preferidos: Simon. Certamente, com a ajuda de vocês pelo Instagram, fiquei sabendo que deveria ler todos os livros da série Os Instrumentos Mortais para entender todo o contexto e foi o que eu fiz.

Nesse primeiro vídeo vou falar quais foram as minhas primeiras impressões a respeito do livro Contos da Academia dos Caçadores de Sombras. Confiram o vídeo:

Em breve, trarei a resenha completa, sem spoilers, do livro. Aproveitem para se inscreverem no canal para me acompanhar sempre, me contem o que acharam do livro. Particularmente? Me parece um presente para os fãs da série e eu, que era extremamente implicante com a autora, gostei bastante do que encontrei,

Março 20, 2017Editora Intrínseca, Resenhas

[Resenha] Nimona

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Título: Nimona Título original: Nimona Autora: Noelle StevensonAno: 2016 Editora: Intrínseca Número de páginas: 272

Nimona é uma graphic novel que fez eu me apaixonar por cada página e desenho contidos nela.

ATENÇÃO:

A resenha a seguir contém alguns quadrinhos retirados do livro, mas não há spoiler.

Nimona é uma jovem metamorfa com uma tendência um pouco maléfica e seu objetivo é ser o braço direito do vilão Lorde Ballister Coração-Negro. Isso se torna fácil diante de sua condição de se transformar em basicamente tudo o que quiser e a partir daí ambos se juntam para mostrar a verdadeira face da Instituição de Heroísmo e Manutenção da Ordem, que detém a confiança do rei e de seu povo até então.

Lorde Ballister Coração-Negro é um vilão (que está mais para anti-herói) de um braço só, que estranhamente segue todas as regras. Ele não sai por aí matando todos, nem planeja tomar o poder ou algo do tipo – simplesmente vive sua vida lutando contra seu arqui-inimigo, Sir Ambrosius Ouropelvis, que arrancara seu braço quando ambos eram heróis da Instituição de Heroísmo.

Nimona e Coração-Negro são perfeitos juntos. Ele planeja, segue as regras, vai para seu laboratório de ciências, tenta não matar ninguém e ela faz a coisa acontecer, coloca fogo, vira um bicho – literalmente – e tira sarro da ciência que ele tanto preza. É o adulto responsável e a jovem aventureira em ação.

Nimona é uma graphic novel que fez eu me apaixonar por cada página e desenho contidos nela. Não é segredo nenhum que eu amo histórias em quadrinhos e mangás, mas no mundo das graphics novels sou nova e me surpreendi positivamente com todas que li até agora. Acho muito legal as editoras estarem dando oportunidade para elas.

E sabe qual a melhor parte? As páginas. Ai-meu-deus, eu pirei quando abri esse livro. Os desenhos são todos coloridos e as páginas são todas lisas, que coisa mais linda de ver, cheirar, pegar, colocar na estante! No final ainda tem uns especiais de natal que foram publicados pela autora na internet, com umas histórias aleatórias dos personagens, que já me fez sentir saudade de Nimona.

Os personagens têm histórias de vida maravilhosas, que foram abordadas na medida certa. Os quadrinhos são engraçados, as transformações de Nimona são hilárias, a amizade entre todos e o final são lindos. É um livro pra criança, pra jovem, pra adulto, pra quem quiser uma leitura rápida e uma história boa.

Nimona mereceu o destaque e o capricho que a Intrínseca deu a ela. Afinal, quem não sente que tem um monstro dentro de si às vezes?Nimona,

Janeiro 30, 2017Editora Seguinte, Resenhas

[Resenha] Lobo por Lobo

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Título: Lobo por Lobo Título original: Wolf by Wolf Autor: Ryan GraudinAno: 2016 Editora: Seguinte Número de páginas: 360

Ryan Graudin conseguiu juntar duas coisas que amo em livros: a Segunda Guerra Mundial e uma pitada de fantasia.

A Segunda Guerra Mundial foi uma guerra militar que envolveu duas alianças opostas: os Aliados e o Eixo. Durante os anos de 1939 a 1945, milhares foram mortos nas batalhas e a vitória foi dos Aliados – compostos pela União Soviética, Estados Unidos, Reino Unido, China e vários outros, incluindo o Brasil.

Sim, isso aprendemos na escola. Mas você já pensou o que teria acontecido se o Eixo – composto pela Alemanha, Japão etc. – tivesse ganhado? E se Adolf Hitler estivesse perambulando por aí livremente, comemorando sua vitória? Então seja bem-vindo ao mundo de Lobo por Lobo!

A Alemanha e o Japão tomaram o poder e todo ano organizam uma corrida de motocicletas na antiga Europa e Ásia – o Tour do Eixo. O vencedor do Tour fica rico, famoso e tem a oportunidade de conhecer Hitler durante o Baile da Vitória. E esse é o momento perfeito para Yael colocar sua missão em prática: ganhar a corrida e matar o Führer.

Era uma vez, em outra época, uma garota que vivia no reino da morte. Lobos uivavam em seu braço. Uma matilha inteira – feita de tinta e dor, memória e perda. Era a única coisa nela que sempre continuava igual.

Yael é uma adolescente que fugiu do campo de concentração e faz parte da Resistência. Carregando cinco lobos tatuados em seu braço – uma lembrança das pessoas que perdeu –, ela sofreu torturas durante anos sendo cobaia de um experimento médico para transformar todas as pessoas em arianas e o resultado de todos esses testes seria a chave principal para conseguir êxito na sua missão.

Para conseguir executar seu plano, a garota precisa tomar a identidade de Adele Wolfe, a vencedora do último Tour, mas é claro que transformar-se em outra pessoa não é fácil assim – nem mesmo para Yael. Apesar de seu treinamento e de ter sangue frio, a jovem tem que lidar com Felix Wolfe, irmão gêmeo de Adele que tenta protegê-la a qualquer custo, e também com os outros competidores da corrida, além de fingir sentimentos que não têm e esconder aqueles que têm, tudo isso para mostrar ao vivo a morte de Adolf Hitler. Será que ela é capaz?

Ainda havia beleza no mundo. E valia a pena lutar por ela.

Ryan Graudin conseguiu juntar duas coisas que amo em livros: a Segunda Guerra Mundial e uma pitada de fantasia. Apesar de ter demorado um pouco para pegar o gancho do livro, a história fluiu rapidamente, pois a curiosidade falou mais alto! O livro é muito bem escrito, os personagens são incríveis e desenvoltos e é fácil se apegar a eles. Todo o cenário da corrida me fascinou e com certeza o livro foi tudo e mais um pouco que eu imaginei quando o escolhi!

Lobo por Lobo é o primeiro livro de uma duologia, seu final foi totalmente inesperado e estou ansiosa pelo lançamento de Blood for Blood (Sangue por Sangue), que espero ser tão bom quanto o primeiro. Ah, e as palavras usadas em alemão me deixaram apaixonadas, mas bem que podiam ter notas de rodapé com a tradução né? Cof, cof. Apesar de amar a língua, infelizmente não sou fluente e sim, é chato parar a leitura para procurar o significado de tal palavra. Fora isso: perfeito! Yael conquistou meu coraçãozinho com sua garra e personalidade!

Então Yael traçou tudo. Vida por vida. Lobo por lobo.

Janeiro 14, 2017Autor Independente, Booktrailler, E-Book, Livros Nacionais, Resenhas

[Resenha] Proletário – Baseado em Fatos Reais

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Título: Proletário – Baseado em Fatos Reais Título original: Autor: Leanderson SilvaAno: 2016 Editora: Publicado na Amazon Número de páginas: 114

Sim, eu não esperava que fosse gostar de um livro que tem como plano de fundo o Rio de Janeiro.

O Leanderson entrou em contato comigo para que eu lesse seu livro e eu fiquei em dúvida, principalmente, quanto ao tema. Quem me acompanha, sabe que eu gosto dos romances no geral, mas que vez ou outra acabo sendo atraída para livros de suspense, thrillers, fantasia. Comecei a ler o livro sem grandes expectativas e eis que eu apenas ME SURPREENDO com o conteúdo! Sim, eu não esperava um livro bem escrito. Sim, eu não esperava que fosse gostar de um livro que tem como plano de fundo o Rio de Janeiro. Sim, eu não esperei que fosse refletir tanto a respeito de algo que está tão distante da minha realidade.

O livro, com 114 páginas e uma leitura bem fluída, nos apresenta o Proletário e vamos conhecer sua vida morando na favela: sua infância humilde junto com a família, o relato sobre como foi viver em um lugar onde a polícia não tem acesso, o governo pouco se importa e os traficantes comandam quem entra e quem sai. Até o momento que um novo comando assume a favela e as coisas começam a mudar… mudar para melhor. Mas isso seria possível?

Proletário nós conta, em primeira pessoa, as mudanças perceptíveis dentro da favela quando o comando é redirecionado, quais são os benefícios para quem mora ali, quais são as regras e os problemas, pois sim: mesmo tendo melhorias, algumas coisas não mudam. Dentro de uma comunidade, quem faz as regras são outras pessoas e, de repente, ele vê alguém muito próximo a si tornar-se chefe do tráfico. Neste momento, vamos acompanhar a trajetória do Proletário, sua visão de vida, de princípios básicos que lhe foram passados dentro de casa, seus desejos, sonhos e frustrações em comparativo com a constante vigilância de homens fortemente armados, a venda de drogas e morte.

O livro é ficcional, contudo, tem como plano de fundo o fatídico dia, em 2010, em que tivemos um cenário de guerra dentro do Complexo da Penha, e acompanhamos traficantes fugindo dos policiais através da mata e perdendo o comando da favela. O livro é pequeno, mas o autor tem a capacidade de deixar tudo muito claro em poucas palavras, sem ficar entediante com a quantidade de detalhes e informações que não são necessárias para o desenvolvimento da história. Tudo que lemos é rápido, com informações precisas. É um livro ficcional? Claro, mas que tem vários pontos que são reais, que realmente aconteceram.

Nós acompanhamos o dia-a-dia dentro de uma favela.

Nós temos uma visão de como vive a pessoa que se torna o chefe de uma favela.

Nós lemos como os moradores acreditam que ali é o melhor lugar que poderia viver. Mas não percebem, que muitas vezes, não tem outra opção.

Isso tudo tem ainda mais veracidade pois o autor viveu dentro de uma comunidade. Tem como ler algo mais real que o relato de alguém que estava ali?

Eu sempre gosto quando os autores desenvolvem suas histórias dentro de um fato verídico: Diana Galadon com Outlander faz isso muito bem. Já nas primeiras frases, conseguimos nos situar no tempo, saber do que o autor está falando e se envolver com os personagens principalmente por causa da proximidade real da história com nós, leitores. Eu não moro no Rio, mas eu acompanhei todo o drama. O mais incrível é que consegui me colocar na situação que está tão distante da minha realidade e pude refletir, através das palavras, sobre ações que eu simplesmente ignoro.

Enquanto a minha leitura ia caminhando para o final, em diversos momentos eu vi a crítica social embutida, às vezes sutil, às vezes nem tanto, do autor para com a situação em que diversas pessoas vivem. Pensei também quais os motivos levam pessoas a se submeterem a viver com tanto pânico e terror dentro de uma favela: algumas não tem escolha, outra não tem opção, outra gosta; a comparação entre  família que não queria que os filhos se envolvam com algo errado X o filho que sempre sonhou em fazer parte; filho que construiu uma família e queria ser livre e dar essa oportunidade para a filha X filho que tinha um império para cuidar e tudo ao seu dispor, mas era alguém preso em suas próprias amarras; a realidade mostrada na televisão, diante do fato tão grande X a realidade contada por alguém que vive e sabe como funciona.

Para finalizar o que eu tenho para falar com vocês sobre este livro: estou surpreendida. Adoro o jogo de troca de pessoas, ora em primeira, ora em terceira; dessa forma, consegui ter uma visão abrangente do livro. Elas são sutis e mesmo que você se incomode, acalma a mente e se joga na leitura. Em diversos momentos meu coração se apertou – fica tão claro que  família não é nada e é tudo, e o final destruiu o meu coração.

Mas eu estou bem.

Eu acho.

É um livro inteligente, acima de tudo. De acordo vai lendo, percebe o ciclo se fechando. E até comentei com o autor que me lembrou bastante do Gustavo Ávila com a sua escrita tão peculiar e gostosa de ler: são pequenas doses para completar uma história, sem furos, sem enrolação, direto. Existe um ponto inicial bem definido, existe algo para ser contado em detalhes importantes, existe um final a ser concluído.

Vocês podem conferir o Booktrailer do livro aqui e, claro, gostaria de saber a opinião a respeito do livro: ele está disponível para compra na Amazon, bem baratinho, e vale a pena.

Vale muito a pena.

Saiba mais sobre o autor: SiteFacebookInstagramTwitter

dezembro 27, 2016Editora Seguinte, Resenhas

[Resenha] A Profecia do Pássaro de Fogo

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Título: A Profecia do Pássaro de Fogo Título original: The Girl at Midnight Autora: Melissa GreyAno: 2016 Editora: Seguinte Número de páginas: 348

O início eu achei a escrita fraca, rasa, com descrições desnecessárias e sinceramente, bastante infantis.

Eu li esse livro em abril e cá estou eu fazendo a resenha apenas agora #shameonmetotal. Porém, o fato de eu ter demorado a conseguir ler o livro fez com que eu demorasse a escrever sobre ele também, é algo natural para mim. Se não fosse pela resenha da Thais do Pronome Interrogativo, eu provavelmente teria desistido da leitura. E olha que eu não leio ou vejo resenhas de livros que eu tenho interesse em ler, principalmente durante a leitura.

Em A Profecia do Pássaro de Fogo nós vamos conhecer Echo: é uma garota solitária e sem família, que vive escondida em uma biblioteca de Nova York onde se refugia depois de cometer pequenos delitos para sobreviver. Porém, é descoberta por Ala – uma mulher coberta de penas pretas, o que não faz sentido algum para Echo -, mas que, para sua surpresa, começa a cuidá-la como se fosse sua família. E Echo abraça essa oportunidade: Ala é a sua única família. Com isso, ela vai descobrir que Ala faz parte de um grupo subterrâneo, os Avicen, que estão em guerra há milhares de ano com a raça dos Drakharin, que tem peles escamosas. Os Avicen lembram pássaros e os Drakharin lembram dragões, contudo, é importante frisar que eles têm a aparência de pessoas humanas, mas onde teria pelos, teremos essas características específicas de cada raça.

A Ala apresenta esse novo mundo para a Echo, que vive entre os Avicen, mesmo que saiba que muitos deles não aceitam essa condição, principalmente por ela não ser uma Avicen de natureza e tramitar, através de portais e um pó preto, entre o mundo humano e subterrâneo, com a proteção de Ala.

Os Drakharin culpam os Avicen pelo desaparecimento de seus poderes no decorrer dos anos. Uma acusação ilegítima, claro. Como se uma coisa assim fosse possível! Mas o desespero faz as pessoas acreditarem em coisas malucas. A magia flui por este mundo como um oceano invisível. Ela vem e vai como as marés.

Apesar de parecer que sua vida não é normal, para Echo ela é mais do que poderia pedir: tem um namorado que acabou de se alistar no exército e uma amiga, e dentro de sua normalidade, ela vai atrás de um presente de aniversário para Ala. Quando entrega o presente, descobre junto com a aniversariante que ali dentro existe um papel, que teoricamente está se referindo a Profecia do Pássaro de Fogo, que é o maior símbolo de paz e capaz de acabar com a guerra entre os Avicen e os Drakharin. Reza a lenda que esse pássaro dará poderes – ou certamente, alguma vantagem – para o povo que o encontrar primeiro. Como nenhum dos dois povos sabe muito bem quais seriam os benefícios, ambos estão lutando para encontra-lo primeiro. Sendo assim, Ala pede que a Echo siga as pistas e consiga chegar até o Pássaro de Fogo.

Do outro lado, vamos conhecer o Caius, que é o Princípe Dragão dos Drakharin. Ele é muito poderoso e é uma das poucas pessoas que acreditam na existência do Pássaro de Fogo e que pode ser vantajoso tê-lo ao seu lado. Ele começa a seguir pistas, junto com o amigo Dorian que é Chefe da Guarda, sobre a profecia: a mesma pista que a Echo que está seguindo. Claro, em algum momento eles iriam se esbarrar.

As duas raças vão saber que existem pistas e que tem pessoas seguindo, de fato, pistas que podem não dar em nada. A verdade é que ninguém sabe se existe uma profecia, de fato, ou um pássaro de fogo ou sequer se é mesmo um pássaro.

Os feiticeiros já haviam sido humanos, mas a magia negra vinha com um preço, e o poder lhes custara a humanidade.

Depois que eu assisti a resenha, me senti mais animada em continuar o livro. O início eu achei a escrita fraca, rasa, com descrições desnecessárias e sinceramente, bastante infantis. Esse foi o principal motivo para eu ter demorado a fazer a conexão com o livro. Depois, porém, parece que a autora pega o ritmo na sua própria história e mantém o leitor bastante fiel ao que está sendo apresentado.

Não é um tema totalmente original – colocar personagens de mundo diferentes atrás de algo que é comum aos dois -, mas no decorrer da história nós vamos conhecendo esse mundo novo de Avicen e Drakharin que são bem interessantes. O momento que eles se cruzam é o ponto forte do livro, principalmente porque o Caius não consegue entender como uma humana está representando os Avicen em uma causa tão importante. Ele está impressionado com a capacidade da Echo, sua lealdada para um povo que sequer a reconhece como sendo parte do mundo deles. Todos esses conflitos trazem uma dinâmica interessante para a o enredo e contribui para que o leitor mantenha-se atento.

Um é tristeza, dois é prazer.
Três para morte, quatro é nascer.
Cinco é prata, seis é ouro.
Se são sete, é mau agouro.

Quem gosta de fantasia contemporânea + livro jovem, pode colocar o livro na lista de leituras, sem medo. A apresentação de diversos personagens, as injustiças em algumas partes, a maneira como a Echo conduz o pouco de magia que a Ala lhe ensina, as maneiras de escapas e o descobrir sobre um novo reino, na qual era totalmente leiga, faz com que o livro se torne interessante. Não é maravilhoso, pelo menos para mim não foi, mas é uma boa história que eu acredito ter capacidade para evoluir e ficar verdadeiramente muito boa.


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