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março 30, 2017Editora Galera Record, Resenhas, Vídeos

SIMON, VOCÊ É O MELHOR! – Contos da Academia dos Caçadores de Sombras

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Eu li Cassandra Clare em 2013 ou 2014 e agora eu tive a oportunidade de voltar a ler, e por um dos meus personagens preferidos: Simon. Certamente, com a ajuda de vocês pelo Instagram, fiquei sabendo que deveria ler todos os livros da série Os Instrumentos Mortais para entender todo o contexto e foi o que eu fiz.

Nesse primeiro vídeo vou falar quais foram as minhas primeiras impressões a respeito do livro Contos da Academia dos Caçadores de Sombras. Confiram o vídeo:

Em breve, trarei a resenha completa, sem spoilers, do livro. Aproveitem para se inscreverem no canal para me acompanhar sempre, me contem o que acharam do livro. Particularmente? Me parece um presente para os fãs da série e eu, que era extremamente implicante com a autora, gostei bastante do que encontrei,

março 20, 2017Editora Intrínseca, Resenhas

[Resenha] Nimona

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Título: Nimona Título original: Nimona Autora: Noelle StevensonAno: 2016 Editora: Intrínseca Número de páginas: 272

Nimona é uma graphic novel que fez eu me apaixonar por cada página e desenho contidos nela.

ATENÇÃO:

A resenha a seguir contém alguns quadrinhos retirados do livro, mas não há spoiler.

Nimona é uma jovem metamorfa com uma tendência um pouco maléfica e seu objetivo é ser o braço direito do vilão Lorde Ballister Coração-Negro. Isso se torna fácil diante de sua condição de se transformar em basicamente tudo o que quiser e a partir daí ambos se juntam para mostrar a verdadeira face da Instituição de Heroísmo e Manutenção da Ordem, que detém a confiança do rei e de seu povo até então.

Lorde Ballister Coração-Negro é um vilão (que está mais para anti-herói) de um braço só, que estranhamente segue todas as regras. Ele não sai por aí matando todos, nem planeja tomar o poder ou algo do tipo – simplesmente vive sua vida lutando contra seu arqui-inimigo, Sir Ambrosius Ouropelvis, que arrancara seu braço quando ambos eram heróis da Instituição de Heroísmo.

Nimona e Coração-Negro são perfeitos juntos. Ele planeja, segue as regras, vai para seu laboratório de ciências, tenta não matar ninguém e ela faz a coisa acontecer, coloca fogo, vira um bicho – literalmente – e tira sarro da ciência que ele tanto preza. É o adulto responsável e a jovem aventureira em ação.

Nimona é uma graphic novel que fez eu me apaixonar por cada página e desenho contidos nela. Não é segredo nenhum que eu amo histórias em quadrinhos e mangás, mas no mundo das graphics novels sou nova e me surpreendi positivamente com todas que li até agora. Acho muito legal as editoras estarem dando oportunidade para elas.

E sabe qual a melhor parte? As páginas. Ai-meu-deus, eu pirei quando abri esse livro. Os desenhos são todos coloridos e as páginas são todas lisas, que coisa mais linda de ver, cheirar, pegar, colocar na estante! No final ainda tem uns especiais de natal que foram publicados pela autora na internet, com umas histórias aleatórias dos personagens, que já me fez sentir saudade de Nimona.

Os personagens têm histórias de vida maravilhosas, que foram abordadas na medida certa. Os quadrinhos são engraçados, as transformações de Nimona são hilárias, a amizade entre todos e o final são lindos. É um livro pra criança, pra jovem, pra adulto, pra quem quiser uma leitura rápida e uma história boa.

Nimona mereceu o destaque e o capricho que a Intrínseca deu a ela. Afinal, quem não sente que tem um monstro dentro de si às vezes?Nimona,

janeiro 30, 2017Editora Seguinte, Resenhas

[Resenha] Lobo por Lobo

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Título: Lobo por Lobo Título original: Wolf by Wolf Autor: Ryan GraudinAno: 2016 Editora: Seguinte Número de páginas: 360

Ryan Graudin conseguiu juntar duas coisas que amo em livros: a Segunda Guerra Mundial e uma pitada de fantasia.

A Segunda Guerra Mundial foi uma guerra militar que envolveu duas alianças opostas: os Aliados e o Eixo. Durante os anos de 1939 a 1945, milhares foram mortos nas batalhas e a vitória foi dos Aliados – compostos pela União Soviética, Estados Unidos, Reino Unido, China e vários outros, incluindo o Brasil.

Sim, isso aprendemos na escola. Mas você já pensou o que teria acontecido se o Eixo – composto pela Alemanha, Japão etc. – tivesse ganhado? E se Adolf Hitler estivesse perambulando por aí livremente, comemorando sua vitória? Então seja bem-vindo ao mundo de Lobo por Lobo!

A Alemanha e o Japão tomaram o poder e todo ano organizam uma corrida de motocicletas na antiga Europa e Ásia – o Tour do Eixo. O vencedor do Tour fica rico, famoso e tem a oportunidade de conhecer Hitler durante o Baile da Vitória. E esse é o momento perfeito para Yael colocar sua missão em prática: ganhar a corrida e matar o Führer.

Era uma vez, em outra época, uma garota que vivia no reino da morte. Lobos uivavam em seu braço. Uma matilha inteira – feita de tinta e dor, memória e perda. Era a única coisa nela que sempre continuava igual.

Yael é uma adolescente que fugiu do campo de concentração e faz parte da Resistência. Carregando cinco lobos tatuados em seu braço – uma lembrança das pessoas que perdeu –, ela sofreu torturas durante anos sendo cobaia de um experimento médico para transformar todas as pessoas em arianas e o resultado de todos esses testes seria a chave principal para conseguir êxito na sua missão.

Para conseguir executar seu plano, a garota precisa tomar a identidade de Adele Wolfe, a vencedora do último Tour, mas é claro que transformar-se em outra pessoa não é fácil assim – nem mesmo para Yael. Apesar de seu treinamento e de ter sangue frio, a jovem tem que lidar com Felix Wolfe, irmão gêmeo de Adele que tenta protegê-la a qualquer custo, e também com os outros competidores da corrida, além de fingir sentimentos que não têm e esconder aqueles que têm, tudo isso para mostrar ao vivo a morte de Adolf Hitler. Será que ela é capaz?

Ainda havia beleza no mundo. E valia a pena lutar por ela.

Ryan Graudin conseguiu juntar duas coisas que amo em livros: a Segunda Guerra Mundial e uma pitada de fantasia. Apesar de ter demorado um pouco para pegar o gancho do livro, a história fluiu rapidamente, pois a curiosidade falou mais alto! O livro é muito bem escrito, os personagens são incríveis e desenvoltos e é fácil se apegar a eles. Todo o cenário da corrida me fascinou e com certeza o livro foi tudo e mais um pouco que eu imaginei quando o escolhi!

Lobo por Lobo é o primeiro livro de uma duologia, seu final foi totalmente inesperado e estou ansiosa pelo lançamento de Blood for Blood (Sangue por Sangue), que espero ser tão bom quanto o primeiro. Ah, e as palavras usadas em alemão me deixaram apaixonadas, mas bem que podiam ter notas de rodapé com a tradução né? Cof, cof. Apesar de amar a língua, infelizmente não sou fluente e sim, é chato parar a leitura para procurar o significado de tal palavra. Fora isso: perfeito! Yael conquistou meu coraçãozinho com sua garra e personalidade!

Então Yael traçou tudo. Vida por vida. Lobo por lobo.

janeiro 14, 2017Autor Independente, Booktrailler, E-Book, Livros Nacionais, Resenhas

[Resenha] Proletário – Baseado em Fatos Reais

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Título: Proletário – Baseado em Fatos Reais Título original: Autor: Leanderson SilvaAno: 2016 Editora: Publicado na Amazon Número de páginas: 114

Sim, eu não esperava que fosse gostar de um livro que tem como plano de fundo o Rio de Janeiro.

O Leanderson entrou em contato comigo para que eu lesse seu livro e eu fiquei em dúvida, principalmente, quanto ao tema. Quem me acompanha, sabe que eu gosto dos romances no geral, mas que vez ou outra acabo sendo atraída para livros de suspense, thrillers, fantasia. Comecei a ler o livro sem grandes expectativas e eis que eu apenas ME SURPREENDO com o conteúdo! Sim, eu não esperava um livro bem escrito. Sim, eu não esperava que fosse gostar de um livro que tem como plano de fundo o Rio de Janeiro. Sim, eu não esperei que fosse refletir tanto a respeito de algo que está tão distante da minha realidade.

O livro, com 114 páginas e uma leitura bem fluída, nos apresenta o Proletário e vamos conhecer sua vida morando na favela: sua infância humilde junto com a família, o relato sobre como foi viver em um lugar onde a polícia não tem acesso, o governo pouco se importa e os traficantes comandam quem entra e quem sai. Até o momento que um novo comando assume a favela e as coisas começam a mudar… mudar para melhor. Mas isso seria possível?

Proletário nós conta, em primeira pessoa, as mudanças perceptíveis dentro da favela quando o comando é redirecionado, quais são os benefícios para quem mora ali, quais são as regras e os problemas, pois sim: mesmo tendo melhorias, algumas coisas não mudam. Dentro de uma comunidade, quem faz as regras são outras pessoas e, de repente, ele vê alguém muito próximo a si tornar-se chefe do tráfico. Neste momento, vamos acompanhar a trajetória do Proletário, sua visão de vida, de princípios básicos que lhe foram passados dentro de casa, seus desejos, sonhos e frustrações em comparativo com a constante vigilância de homens fortemente armados, a venda de drogas e morte.

O livro é ficcional, contudo, tem como plano de fundo o fatídico dia, em 2010, em que tivemos um cenário de guerra dentro do Complexo da Penha, e acompanhamos traficantes fugindo dos policiais através da mata e perdendo o comando da favela. O livro é pequeno, mas o autor tem a capacidade de deixar tudo muito claro em poucas palavras, sem ficar entediante com a quantidade de detalhes e informações que não são necessárias para o desenvolvimento da história. Tudo que lemos é rápido, com informações precisas. É um livro ficcional? Claro, mas que tem vários pontos que são reais, que realmente aconteceram.

Nós acompanhamos o dia-a-dia dentro de uma favela.

Nós temos uma visão de como vive a pessoa que se torna o chefe de uma favela.

Nós lemos como os moradores acreditam que ali é o melhor lugar que poderia viver. Mas não percebem, que muitas vezes, não tem outra opção.

Isso tudo tem ainda mais veracidade pois o autor viveu dentro de uma comunidade. Tem como ler algo mais real que o relato de alguém que estava ali?

Eu sempre gosto quando os autores desenvolvem suas histórias dentro de um fato verídico: Diana Galadon com Outlander faz isso muito bem. Já nas primeiras frases, conseguimos nos situar no tempo, saber do que o autor está falando e se envolver com os personagens principalmente por causa da proximidade real da história com nós, leitores. Eu não moro no Rio, mas eu acompanhei todo o drama. O mais incrível é que consegui me colocar na situação que está tão distante da minha realidade e pude refletir, através das palavras, sobre ações que eu simplesmente ignoro.

Enquanto a minha leitura ia caminhando para o final, em diversos momentos eu vi a crítica social embutida, às vezes sutil, às vezes nem tanto, do autor para com a situação em que diversas pessoas vivem. Pensei também quais os motivos levam pessoas a se submeterem a viver com tanto pânico e terror dentro de uma favela: algumas não tem escolha, outra não tem opção, outra gosta; a comparação entre  família que não queria que os filhos se envolvam com algo errado X o filho que sempre sonhou em fazer parte; filho que construiu uma família e queria ser livre e dar essa oportunidade para a filha X filho que tinha um império para cuidar e tudo ao seu dispor, mas era alguém preso em suas próprias amarras; a realidade mostrada na televisão, diante do fato tão grande X a realidade contada por alguém que vive e sabe como funciona.

Para finalizar o que eu tenho para falar com vocês sobre este livro: estou surpreendida. Adoro o jogo de troca de pessoas, ora em primeira, ora em terceira; dessa forma, consegui ter uma visão abrangente do livro. Elas são sutis e mesmo que você se incomode, acalma a mente e se joga na leitura. Em diversos momentos meu coração se apertou – fica tão claro que  família não é nada e é tudo, e o final destruiu o meu coração.

Mas eu estou bem.

Eu acho.

É um livro inteligente, acima de tudo. De acordo vai lendo, percebe o ciclo se fechando. E até comentei com o autor que me lembrou bastante do Gustavo Ávila com a sua escrita tão peculiar e gostosa de ler: são pequenas doses para completar uma história, sem furos, sem enrolação, direto. Existe um ponto inicial bem definido, existe algo para ser contado em detalhes importantes, existe um final a ser concluído.

Vocês podem conferir o Booktrailer do livro aqui e, claro, gostaria de saber a opinião a respeito do livro: ele está disponível para compra na Amazon, bem baratinho, e vale a pena.

Vale muito a pena.

Saiba mais sobre o autor: SiteFacebookInstagramTwitter

dezembro 27, 2016Editora Seguinte, Resenhas

[Resenha] A Profecia do Pássaro de Fogo

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Título: A Profecia do Pássaro de Fogo Título original: The Girl at Midnight Autora: Melissa GreyAno: 2016 Editora: Seguinte Número de páginas: 348

O início eu achei a escrita fraca, rasa, com descrições desnecessárias e sinceramente, bastante infantis.

Eu li esse livro em abril e cá estou eu fazendo a resenha apenas agora #shameonmetotal. Porém, o fato de eu ter demorado a conseguir ler o livro fez com que eu demorasse a escrever sobre ele também, é algo natural para mim. Se não fosse pela resenha da Thais do Pronome Interrogativo, eu provavelmente teria desistido da leitura. E olha que eu não leio ou vejo resenhas de livros que eu tenho interesse em ler, principalmente durante a leitura.

Em A Profecia do Pássaro de Fogo nós vamos conhecer Echo: é uma garota solitária e sem família, que vive escondida em uma biblioteca de Nova York onde se refugia depois de cometer pequenos delitos para sobreviver. Porém, é descoberta por Ala – uma mulher coberta de penas pretas, o que não faz sentido algum para Echo -, mas que, para sua surpresa, começa a cuidá-la como se fosse sua família. E Echo abraça essa oportunidade: Ala é a sua única família. Com isso, ela vai descobrir que Ala faz parte de um grupo subterrâneo, os Avicen, que estão em guerra há milhares de ano com a raça dos Drakharin, que tem peles escamosas. Os Avicen lembram pássaros e os Drakharin lembram dragões, contudo, é importante frisar que eles têm a aparência de pessoas humanas, mas onde teria pelos, teremos essas características específicas de cada raça.

A Ala apresenta esse novo mundo para a Echo, que vive entre os Avicen, mesmo que saiba que muitos deles não aceitam essa condição, principalmente por ela não ser uma Avicen de natureza e tramitar, através de portais e um pó preto, entre o mundo humano e subterrâneo, com a proteção de Ala.

Os Drakharin culpam os Avicen pelo desaparecimento de seus poderes no decorrer dos anos. Uma acusação ilegítima, claro. Como se uma coisa assim fosse possível! Mas o desespero faz as pessoas acreditarem em coisas malucas. A magia flui por este mundo como um oceano invisível. Ela vem e vai como as marés.

Apesar de parecer que sua vida não é normal, para Echo ela é mais do que poderia pedir: tem um namorado que acabou de se alistar no exército e uma amiga, e dentro de sua normalidade, ela vai atrás de um presente de aniversário para Ala. Quando entrega o presente, descobre junto com a aniversariante que ali dentro existe um papel, que teoricamente está se referindo a Profecia do Pássaro de Fogo, que é o maior símbolo de paz e capaz de acabar com a guerra entre os Avicen e os Drakharin. Reza a lenda que esse pássaro dará poderes – ou certamente, alguma vantagem – para o povo que o encontrar primeiro. Como nenhum dos dois povos sabe muito bem quais seriam os benefícios, ambos estão lutando para encontra-lo primeiro. Sendo assim, Ala pede que a Echo siga as pistas e consiga chegar até o Pássaro de Fogo.

Do outro lado, vamos conhecer o Caius, que é o Princípe Dragão dos Drakharin. Ele é muito poderoso e é uma das poucas pessoas que acreditam na existência do Pássaro de Fogo e que pode ser vantajoso tê-lo ao seu lado. Ele começa a seguir pistas, junto com o amigo Dorian que é Chefe da Guarda, sobre a profecia: a mesma pista que a Echo que está seguindo. Claro, em algum momento eles iriam se esbarrar.

As duas raças vão saber que existem pistas e que tem pessoas seguindo, de fato, pistas que podem não dar em nada. A verdade é que ninguém sabe se existe uma profecia, de fato, ou um pássaro de fogo ou sequer se é mesmo um pássaro.

Os feiticeiros já haviam sido humanos, mas a magia negra vinha com um preço, e o poder lhes custara a humanidade.

Depois que eu assisti a resenha, me senti mais animada em continuar o livro. O início eu achei a escrita fraca, rasa, com descrições desnecessárias e sinceramente, bastante infantis. Esse foi o principal motivo para eu ter demorado a fazer a conexão com o livro. Depois, porém, parece que a autora pega o ritmo na sua própria história e mantém o leitor bastante fiel ao que está sendo apresentado.

Não é um tema totalmente original – colocar personagens de mundo diferentes atrás de algo que é comum aos dois -, mas no decorrer da história nós vamos conhecendo esse mundo novo de Avicen e Drakharin que são bem interessantes. O momento que eles se cruzam é o ponto forte do livro, principalmente porque o Caius não consegue entender como uma humana está representando os Avicen em uma causa tão importante. Ele está impressionado com a capacidade da Echo, sua lealdada para um povo que sequer a reconhece como sendo parte do mundo deles. Todos esses conflitos trazem uma dinâmica interessante para a o enredo e contribui para que o leitor mantenha-se atento.

Um é tristeza, dois é prazer.
Três para morte, quatro é nascer.
Cinco é prata, seis é ouro.
Se são sete, é mau agouro.

Quem gosta de fantasia contemporânea + livro jovem, pode colocar o livro na lista de leituras, sem medo. A apresentação de diversos personagens, as injustiças em algumas partes, a maneira como a Echo conduz o pouco de magia que a Ala lhe ensina, as maneiras de escapas e o descobrir sobre um novo reino, na qual era totalmente leiga, faz com que o livro se torne interessante. Não é maravilhoso, pelo menos para mim não foi, mas é uma boa história que eu acredito ter capacidade para evoluir e ficar verdadeiramente muito boa.


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