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novembro 07, 2020Viagem

Os lugares por onde viajei

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Em 2017, quando eu fiz meu intercâmbio, compartilhei com vocês sobre esse momento muito especial de conquista na minha vida. Antes disso, a única vez que tinha saído do país foi para Nova York, minha primeira viagem internacional em 2015. Posteriormente, quando fiz outras viagens, muitas pessoas me perguntaram como que eu fazia para viajar tanto. Fiquei pensando e pensando na resposta para essa pergunta e encontrei algumas que, talvez, possam ajudar vocês.

É importante lembrar que eu não sou uma pessoa organizada financeiramente, que não tenho nenhum tipo de controle, não me organizo com antecedência e faço tudo errado, ou seja, o contrário do que todos os especialistas em organização financeira vão dizer para você fazer – levem em conta o que pessoas que sabem o que estão fazendo dizem. Aqui, estou apenas compartilhando como foi a minha experiência.

Tem um post bem bonitinho aqui no blog falando sobre os looks em Nova York hahaha

Seria muito difícil e hipócrita da minha parte dizer que não sou privilegiada na minha vida, em diversos momentos e por inúmeros motivos. Meus pais não são pessoas ricas, pelo contrário, são pessoas bem simples, que vieram do interior do Piauí e Goiás para Brasília, em busca de novas oportunidades. Conseguiram. Digo isso no sentido de nunca ter visto meus pais preocupados em pagarem aluguel pois temos uma casa própria, de nunca ter faltado alimentação, água e luz. O básico para nossa vivência? Sempre tive e nunca posso reclamar sobre isso. No restante? Era escola pública, correr atrás de bolsa para os cursos preparatórios, dormi na fila para conseguir vaga nos cursos de idioma. Consegui uma bolsa na faculdade 100% através do ENEM, atravessava a cidade e ficava mais de 3 horas por dia dentro de transporte público.

Eu me esforcei muito para que pudesse ter um emprego decente. E foi isso que fez com que eu tivesse a oportunidade de viajar para alguns lugares. ♥

Meu dinheiro sempre foi para mim – meus pais nunca precisaram ou obrigaram que eu e a minha irmã pagasse alguma despesa em casa. Com o tempo, obviamente, isso partiu de nós mesmas por questão de responsabilidade. Sendo assim, eu tinha dinheiro para gastar com o que quisesse e sempre quis gastar comendo e viajando.

Final de semana em Roma, 2017.

O mundo literário e o mundo real me ofereceram diversas opções de viagens: a primeira, em 2012, foi para a Bienal de São Paulo. Foi a primeira vez que viajei sozinha, estive em outro lugar longe de qualquer pessoa da minha família e me apaixonei pela cidade. Foi aí que começou meu sonho de morar por lá *-*

No ano seguinte, 2013, fui para o Rio de Janeiro e aproveitei para turistar pela cidade. Não que eu goste ou tenha boas lembranças… inclusive foi a partir desse ano que passei a detestar a cidade. Também foi a primeira vez que fui para Salvador! Eu amo essa terrinha de um tanto e foi uma viagem especial para mim, pois fui com colegas de trabalho que viraram meus amigos de vida. Em 2014, fui para Porto Seguro com a minha mãe e irmã.

Praia, praia, praia! E os pontos turísticos de Salvador.
Primeira vez no Rio de Janeiro e fiz todos os rolês de turista pra nunca mais fazer isso na vida. E em Porto Seguro com a minha irmã: amo a Bahia de paixão!

Essas viagens internas, dependendo do destino, não eram tão caras. Eu aproveitava para passar tudo no cartão de crédito, dividir e ir pagando aos poucos. SP e RJ são destinos que vou todos os anos, a partir de 2012, por causa das bienais. E repetições quando se tem Rock in Rio. E, acho importante dizer, essas viagens todas foram bem planejadas: comprei passagens com antecedência, me organizei financeiramente e não tive problemas com dinheiro, comi onde quis e comprei o que desejei.

Em 2015, fiz minha primeira viagem internacional: Nova York. Fiz algo que não recomendo a ninguém que é comprar passagem com menos de um mês para a viagem e não ter passaporte e visto. POR FAVOR, não façam isso consigo mesmos. SENDO ASSIM, obviamente que não tinha dinheiro guardado, tive gastos que não estavam previstos, não tinha dinheiro pra viajar, mas estava lá firme e forte. Solução? Pedi dinheiro emprestado para o meu tio e paguei em suaves prestações. Quem vê foto, não vê perrengue.

Em 2016 eu voltei a Salvador, para ir ao show do Maroon 5. A Bahia é um lugar que nunca vou me cansar de ir, então… apenas sorrisos e fotos lindas que me deixa muito feliz. Não vou me estender muito nisso, mas sempre quando volto a um lugar que gosto muito e que tenho a possibilidade de ir com outras pessoas, a experiência é totalmente diferente. E faz com que meus olhos brilhem de maneira diferente, quando lembro de novas sensações.

Em 2017, fui para Formosa, que é bem perto de onde moro aqui em Brasília, para ir ao Buraco das Araras, fazer uma trilha louca e me enfiar dentro de uma caverna… olha, todas as vezes que vejo os vídeos e a imagens desse bate-volta, fico chocada com a minha coragem e desprendimento com a vida. Hoje em dia, não sei se faria de novo. Aqui, tivemos gasto em dividir o valor da gasolina com o grupo que dividimos a carona e o valor do passeio guiado, que foi R$ 150,00.

E foi também o ano do meu intercâmbio! Visitei Londres, Malta, Roma, Madri, Toledo e Barcelona. Não vou colocar muitas fotos ou me prolongar muito no assunto, pois aqui no blog e no canal no Youtube tem diversos conteúdos falando sobre esse assunto e essas viagens. Aqui vale a pena destacar que foi a única viagem grande que realmente me organizei: estaria por mais de um mês fora do país, de pessoas que poderiam me ajudar e me virando sozinha. Ao trancos e barrancos, perrengues e choros, consegui fazer com que tudo desse certo – organizei passagens, economizei dinheiro, paguei a agência de viagem, visitei lugares que queria e pesquisei sobre pontos turísticos ou passeios gratuitos, comprei passagens dentro da Europa com antecedência para economizar (foi assim que consegui ir para Roma de Malta!).

Lista de posts sobre os destinos citados aqui:

E finalizei 2017 passando o ano novo na Chapada dos Veadeiros.

Em 2018, voltei para os Estados Unidos, visitando Miami, Orlando e Nova Orleans. Sinceramente? Essa foi a viagem mais louca que fiz e que não recomendo, de maneira nenhuma, que vocês a façam sem planejamento. Os Estados Unidos me mostra que talvez eu deva parar de ir pra lá hahaha. Foi a que eu mais demorei a pagar depois, me endividei muito por conta de compras feitas no cartão de crédito e me deu uma dor de cabeça enorme pós-viagem.

Explicando para vocês: não gastei com cartão de crédito lá, fazendo compras doidas em outlets ou comprando tudo que via pela frente, até porque não sou esse tipo de viajante. Meu gasto foi antes de chegar lá. Os parques de Orlando são extremamente caros para entrar e, dependendo do valor do dólar, você vai chorar. As hospedagens lá, pois mais simples e baratas que sejam, ainda assim vai ser um valor considerável. As passagens são acessíveis, mas também depende. Tudo isso eu paguei no cartão de crédito, antes de ir. Só que você precisa de um carro ou de pagar um Uber para andar pela cidade. E isso é muito caro. E me ferrou muito em uma cidade onde os parques são distantes e não se tem transporte público. Em Miami, que tudo é muito estranho (não tem transporte público), tive sorte de ficar hospedada na casa de amigos e curtir com moradores os pontos turísticos mais legais. Nova Orleans foi bem tranquilo, sem muitos estresses – cidade acessível, pontos turísticos baratos e comida gostosa.

Eu também fui visitar meu pai no Piauí, fui para Rio de Janeiro e passei por Salvador (de novo! Casamento da amiga). Que ano, minha gente! Foi para compensar os anos futuros de não viagens KKKK

No interior do sertão do agreste do Piauí, visitando meu pai 🙂

Em 2019, fui para João Pessoa e foi uma das melhores viagens da vida! ♥ Eu amei de uma maneira que não achei que fosse possível!

…e passei o ano novo 2019/2020 em Florianópolis! Eu estava toda feliz na praia, chorando com a chegada de 2020 e pensando: Deusa, finalmente esse ano de merda vai acabar e as coisas vão começar a dar certo! E o mundo veio rir da minha cara KKKRYING

Assim que eu voltei, fui também para Campos do Jordão, bem no primeiro final de semana do ano, na loucura de uma colega que morava no mesmo lugar que eu que encucou que queria ir de qualquer maneira. Eu não dispenso viagens, não!

Eu gostei tanto, mas tanto de Florianópolis, que acabei voltando DE NOVO em fevereiro! ♥ Todo mundo falava super bem, mas é o tipo de lugar que você entende quando chega e quer ficar por lá o dia todo na praia!

Chegou 2020 e pandemia! Obviamente, viagens foram canceladas e mantive minha quarentena certinha. Porém, apareceu uma oportunidade de fazer rappel na Cachoeira do Tororó, bem perto aqui de Brasília e na ânsia por sair de casa e ter um contato com a natureza, lá fui eu!

E, no meu aniversário, eu voltei para a Chapada Dos Veadeiros (de novo!) para passar meu dia por lá e vou dizer que foram dias muito lindos e importantes! ♥

Ali mais em cima falei pra vocês sobre ter ido ao Piauí visitar meu pai e tinha dois anos desde que o vi. Apareceu uma oportunidade de fazer um rolê MUITO DOIDO de avião e eu fui ver o paizinho de novo! Visitei o Rio São Francisco em Remando – BH, visitei de novo o Parque Nacional Serra da Capivara, me enfiei no interior e dei amor para o cabritinhos!

E, quando voltei do Piauí, fui para a região dos Lagos, no interior do Rio de Janeiro, aproveitar um pouco de mar e renovar as minhas energias. Eu nunca tinha visitado essa parte e é simplesmente incrível! ♥

Consegui passar por todas as viagens que fiz na minha vida até agora! ♥ E queria comentar com vocês sobre essas pequena, médias e grandes viagens. Tem pessoas que podem investir seu dinheiro com comida, imóveis, roupas, maquiagem e diversas outras coisas que são prioridades e escolher viagem como uma opção é um luxo. Mas, além disso, para quem tem condições: é uma escolha.

A vida estável que meus pais me forneceram na minha infância, adolescência e início da vida adulta me ajudaram a ir para alguns lugares. Obviamente, tive alguns facilitadores, pois não tenho algumas preocupações como filhos e trabalhos fixos e rígidos, que geralmente são alguns pontos principais a serem levados em consideração. Não vou desmerecer tudo que consegui para fazer essas viagens acontecer – trabalhei e não desvalorizo mais as minhas conquistas, pois além de ser algo que gosto, é o meu sonho! Não quero ficar trancada dentro da minha bolha, imaginando que apenas exista Brasília (e agora São Paulo) para viver e que me dê satisfeita por isso. Todos esses lugares que passei, exatamente TODOS, me ensinaram alguma coisa: conheci pessoas incríveis, tive experiências boas e ruins que me ajudaram a crescer como viajante e ser humano, aprendizados para ser levado em consideração em outras futuras viagens, me redescobrir, compartilhar momentos com pessoas que amo, entender que as realidades são diferentes, que existem diversos mundos dentro desse mundo que no abriga.

Viajar é uma escolha pessoal minha, é uma prioridade. Vou me organizar, o máximo possível que consigo, para fazer com que viagens estejam dentro da minha vida. Nunca fiquei em um hotel caro, pelo contrário, busco por todas as opções de Airbnb, hostel e outras opções onde possa ficar segura e com o mínimo de gastos possível. Não faço compras de coisas caras, pois meu objetivo é gastar dinheiro visitando o lugar, comendo algo diferente, mas que pra mim vale a pena como experiência, investir em um passeio que vai fazer com que seja inesquecível… e ainda assim, procuro pelas soluções mais baratas. Trago canecas e chaveirinhos de recordação KKKKKK Não sou mão de vaca, de forma alguma. Só quero dizer que as minhas viagens não tem luxo, não tem coisas caras. É do mesmo jeito que levo a minha vida no dia-a-dia.

Gosto de sair do meu lugar comum, de ser desafiada, de conhecer pessoas e histórias, de conhecer o mundo, ampliar meus horizontes, entender como realidades funcionam, ser testada, ficar na praia apenas sentindo o barulho do mar, caminhar até não sentir os dedos dos pés, perder voos e sentir a pressão baixar no meio do aeroporto… eu sou uma alma livre, eu gosto disso. Viagem se tornou prioridade na minha vida porque tenho a sorte de colocá-la como prioridade. Por que é o que gosto de fazer. É por que eu me “organizo” para que isso possa acontecer. É por que é importante pra mim.

Não sou a pessoa mais indicada para ensinar como viajar barato – não tenho expertise em fazer algo assim, mas existem diversos grupos no Facebook, projetos pessoais onde você se organiza para viajar o mundo por 6 meses com 18 mil reais! Claro, isso é apenas um exemplo, mas existem pessoas muito mais capacitadas para ajudar a tornar seus sonhos reais de viajar pelo mundo. Além de opções de intercâmbio, que pode ser como o meu – de um mês – até de de seis meses até um ano. Recentemente, ando acompanhando a vida e o dia-a-dia de casais que decidiram morar em um motorhome e viajarem o mundo desse jeito. Imagina quão incrível isso possa ser por seis meses, um ano, dois anos, a vida inteira?

Não tenho medo de conhecer o mundo. Gosto de viajar sozinha, gosto dos desafios, do desespero de chorar por algo está dando errado e depois suspirar e rir de alívio por ter resolvido. Gosto das pessoas, dos lugares bonitos, dos cheiros que me lembram de algum lugar quando revejo fotos, das despedidas em aeroportos, dos amores deixados. Das lembranças, o barulho, as emoções que me levaram até lá e que me trouxeram até aqui e moldaram a pessoa que eu sou.

E é assim que eu faço para viajar.

dezembro 03, 2018Viagem

Equalize das Viagens: Estou fazendo as pazes com o Rio de Janeiro

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Minha primeira viagem ao Rio de Janeiro foi em 2013. E aconteceu tantas coisas erradas, tantas brigas, tanto trabalho, tantos desentendimentos, tanto tudo que sobrou meus desejos de entender o porquê da cidade ser tão exaltada por todos ao redor do mundo. O que eu encontrei foi um lugar onde nada funciona e uma desigualdade social que abalou me psicológico.

Minha bolha em Brasília foi estourada. 

Com o passar dos anos e a minha insistência de continuar viajando para as Bienais, eu fui me dando a oportunidade de tentar conhecer o lugar onde todo mundo pra quem eu falei que detestava o Rio, me olhava atravessado. Eu queria entender os motivos para tanto amor, tanta paixão, tanto tudo, quando o que eu senti foi apenas decepção.

Mas eu estou fazendo as as pazes com o Rio. Hoje, eu vou para a cidade não apenas na época de Bienal, mas para sair, me divertir, beber uma cerveja no pé das escadas Selarón, me aventurar pelas águas geladas das praias, ver antiguidade preservada em alguns espaços e aproveitar para conhecer o que tem de novo. É entender que o Rio de Janeiro tem espaço para todos e de tudo quanto é tipo.

É esquecer por um momento que é necessário ser mais cauteloso com relação a segurança, mas que ainda assim você pode se divertir sem medo, que existem pessoas interessantes, que o sol é frequente e muito quente mesmo, mas que dá pra ir caminhando, bebendo uma água de coco e rindo com os amigos.

Eu paro e me vejo visitando tantos lugares diferentes e fico me perguntando quando me tornei essa pessoa tão aberta, tão acessível, tão: “vamos?”, “claro que vamos!”

Aproveitei esses dias de recesso para conhecer os demais lugares turísticos que eu não tinha conhecido e, claramente, coloquei a Gabi pra me acompanhar e fazer passeio de turista também. Como boa turismóloga, ela fez um roteiro bem lindão para nós duas e que não ficasse tão complicado de se locomover pela cidade.

Nosso roteiro incluiu as escadarias Selarón, que terminou com a gente indo até o Parque das Ruínas, em Santa Tereza. Obviamente que também fui à praia, porque é algo que me faz bem, renova minha alma, e porque não tem em Brasíl(ia). Caminhamos pelo Boulevard Olímpico, que foi revitalizado para as Olimpíadas e fica ao lado da Baía de Guanabara. Acho que o que mais gostei foi andar aleatoriamente e encontrar lugares lindos.


Aproveitei também para visitar o Real Gabinete Português de Leitura, que é incrivelmente lindo! Tanto livro antigo que parece papiro e vai se desfazer apenas olhando! Mas eu fiquei muito impressionada com a quantidade de livros jovens e atuais que estão espalhados pelas prateleiras. A literatura resiste. A propósito, tem algo mais que resiste.

outubro 01, 2017Foto, Fotografia, Inspiração do Mês, Músicas

#InspiraçõesDoMês: Música ?

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[EDITE] eu já tinha começado a fazer esse post, mas como casou de ser bem na semana do meu intercâmbio, acabei atrasando e esquecendo de postar. [/EDITE]

Oi, gente! Tudo bem com vocês? Setembro acabou e isso significa que temos Inspirações do Mês! <3 Para quem não sabe o que está rolando, eu e mais algumas amigas blogueiras decidimos fazer esse projeto para manter o blog atualizado e ter uma unificação de posts, onde vocês possam ver como cada uma decidiu trabalhar em cima do tema.

Confiram os temas já feitos: ? inverno  e ✈ viagens.

Conheça os demais blogs participantes do projeto: Aione do Minha Vida Literária, Paola do Livros e Fuxicos, Ju Cirqueira do Nuvem Literária, Bárbara do Segredos entre Amigas e Tamirez do Resenhando Sonhos.

O tema desse mês foi MÚSICA! Nem preciso comentar o quanto fiquei animada, nénón? Já fui muito movida a base de música, hoje em dia eu gosto muito, mas não sou uma pessoa que vive de música, literal ou metaforicamente. 🙂

Tem uma coisa relacionada a música que eu gosto muito: festivais e shows. EU AMO A ENERGIA das pessoas que estão ali porque, de fato, admira aquele artista e a música dele lhe traz boas lembranças. E em setembro teve um evento que eu ADORO participar e já foram três vezes: Rock in Rio!

Já assisti show do Bon Jovi, da Rihanna e este ano, do Maroon 5. Eu tenho vontade de chorar todas as vezes que o artista canta aquela música especial, quando todo o público entoa todos juntos. Quando a energia de todo mundo é a mesma, quando o objetivo é admirar alguém que tocou tão profundamente sua alma. Sério, eu adoro festivais de música.

Junto dele tem as pessoas especiais que fizeram parte junto comigo. É bem impossível falar de música sem dizer daquele alguém que me recordo, das músicas que canto juntos com um amigo especial, daquelas que me lembram a infância e das bem mais antigas que lembra a minha mãe ouvindo. Nos cliques abaixo, com a minha companheira de Rock in Rio 2017, a amiga que me aceita com todos os meus defeitos e que fez desse dia ainda mais especial <3

 

Diferente da minha mãe e irmã, não sou uma pessoa muito chegada ao sertanejo – se eu estiver na balada e tocar, o que farei? EU DANÇO! Mas ouvir por vontade própria? Não mesmo. Sendo assim, sempre foi uma questão talvez polêmica em casa, pois já passei peças fases de Rouge – Swingueira (ahãm!), muito roqueira, muito pop, muito música antiga que fizeram sucesso antes que eu nascesse.

Meu post esse mês vai ser curtinho porque não me organizei o suficiente para tirar fotos legais com minhas coisas pessoas em casa. Mas juro que quando voltar ao Brasil, atualizo devidamente tudo por aqui. 🙂

setembro 08, 2017Bienal, Vídeos

Vlog Day na Bienal Internacional do Rio de Janeiro 2017: Encontro de Booktubers, Piquenique Literário e mais

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Bienal chegou, Bienal passou. Para algumas pessoas foram 11 dias de pura magia literária, enquanto para outros, como eu, foi um final de semana pra lá de especial e maravilhoso! ♥ Este ano, foi extremamente mais apaixonante, pois conheci pessoas incríveis, revi outras tantas, encontrei TAAANTOS DE VOCÊS que me deram tanto carinho! Ai, gente! Amo Bienais! A seguir, mostro um pouco de como foram esses dias no Rio de Janeiro e também algumas fotos especiais.

janeiro 14, 2017Autor Independente, Booktrailler, E-Book, Livros Nacionais, Resenhas

[Resenha] Proletário – Baseado em Fatos Reais

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Título: Proletário – Baseado em Fatos Reais Título original: Autor: Leanderson SilvaAno: 2016 Editora: Publicado na Amazon Número de páginas: 114

Sim, eu não esperava que fosse gostar de um livro que tem como plano de fundo o Rio de Janeiro.

O Leanderson entrou em contato comigo para que eu lesse seu livro e eu fiquei em dúvida, principalmente, quanto ao tema. Quem me acompanha, sabe que eu gosto dos romances no geral, mas que vez ou outra acabo sendo atraída para livros de suspense, thrillers, fantasia. Comecei a ler o livro sem grandes expectativas e eis que eu apenas ME SURPREENDO com o conteúdo! Sim, eu não esperava um livro bem escrito. Sim, eu não esperava que fosse gostar de um livro que tem como plano de fundo o Rio de Janeiro. Sim, eu não esperei que fosse refletir tanto a respeito de algo que está tão distante da minha realidade.

O livro, com 114 páginas e uma leitura bem fluída, nos apresenta o Proletário e vamos conhecer sua vida morando na favela: sua infância humilde junto com a família, o relato sobre como foi viver em um lugar onde a polícia não tem acesso, o governo pouco se importa e os traficantes comandam quem entra e quem sai. Até o momento que um novo comando assume a favela e as coisas começam a mudar… mudar para melhor. Mas isso seria possível?

Proletário nós conta, em primeira pessoa, as mudanças perceptíveis dentro da favela quando o comando é redirecionado, quais são os benefícios para quem mora ali, quais são as regras e os problemas, pois sim: mesmo tendo melhorias, algumas coisas não mudam. Dentro de uma comunidade, quem faz as regras são outras pessoas e, de repente, ele vê alguém muito próximo a si tornar-se chefe do tráfico. Neste momento, vamos acompanhar a trajetória do Proletário, sua visão de vida, de princípios básicos que lhe foram passados dentro de casa, seus desejos, sonhos e frustrações em comparativo com a constante vigilância de homens fortemente armados, a venda de drogas e morte.

O livro é ficcional, contudo, tem como plano de fundo o fatídico dia, em 2010, em que tivemos um cenário de guerra dentro do Complexo da Penha, e acompanhamos traficantes fugindo dos policiais através da mata e perdendo o comando da favela. O livro é pequeno, mas o autor tem a capacidade de deixar tudo muito claro em poucas palavras, sem ficar entediante com a quantidade de detalhes e informações que não são necessárias para o desenvolvimento da história. Tudo que lemos é rápido, com informações precisas. É um livro ficcional? Claro, mas que tem vários pontos que são reais, que realmente aconteceram.

Nós acompanhamos o dia-a-dia dentro de uma favela.

Nós temos uma visão de como vive a pessoa que se torna o chefe de uma favela.

Nós lemos como os moradores acreditam que ali é o melhor lugar que poderia viver. Mas não percebem, que muitas vezes, não tem outra opção.

Isso tudo tem ainda mais veracidade pois o autor viveu dentro de uma comunidade. Tem como ler algo mais real que o relato de alguém que estava ali?

Eu sempre gosto quando os autores desenvolvem suas histórias dentro de um fato verídico: Diana Galadon com Outlander faz isso muito bem. Já nas primeiras frases, conseguimos nos situar no tempo, saber do que o autor está falando e se envolver com os personagens principalmente por causa da proximidade real da história com nós, leitores. Eu não moro no Rio, mas eu acompanhei todo o drama. O mais incrível é que consegui me colocar na situação que está tão distante da minha realidade e pude refletir, através das palavras, sobre ações que eu simplesmente ignoro.

Enquanto a minha leitura ia caminhando para o final, em diversos momentos eu vi a crítica social embutida, às vezes sutil, às vezes nem tanto, do autor para com a situação em que diversas pessoas vivem. Pensei também quais os motivos levam pessoas a se submeterem a viver com tanto pânico e terror dentro de uma favela: algumas não tem escolha, outra não tem opção, outra gosta; a comparação entre  família que não queria que os filhos se envolvam com algo errado X o filho que sempre sonhou em fazer parte; filho que construiu uma família e queria ser livre e dar essa oportunidade para a filha X filho que tinha um império para cuidar e tudo ao seu dispor, mas era alguém preso em suas próprias amarras; a realidade mostrada na televisão, diante do fato tão grande X a realidade contada por alguém que vive e sabe como funciona.

Para finalizar o que eu tenho para falar com vocês sobre este livro: estou surpreendida. Adoro o jogo de troca de pessoas, ora em primeira, ora em terceira; dessa forma, consegui ter uma visão abrangente do livro. Elas são sutis e mesmo que você se incomode, acalma a mente e se joga na leitura. Em diversos momentos meu coração se apertou – fica tão claro que  família não é nada e é tudo, e o final destruiu o meu coração.

Mas eu estou bem.

Eu acho.

É um livro inteligente, acima de tudo. De acordo vai lendo, percebe o ciclo se fechando. E até comentei com o autor que me lembrou bastante do Gustavo Ávila com a sua escrita tão peculiar e gostosa de ler: são pequenas doses para completar uma história, sem furos, sem enrolação, direto. Existe um ponto inicial bem definido, existe algo para ser contado em detalhes importantes, existe um final a ser concluído.

Vocês podem conferir o Booktrailer do livro aqui e, claro, gostaria de saber a opinião a respeito do livro: ele está disponível para compra na Amazon, bem baratinho, e vale a pena.

Vale muito a pena.

Saiba mais sobre o autor: SiteFacebookInstagramTwitter


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