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dezembro 03, 2018Viagem

Equalize das Viagens: Estou fazendo as pazes com o Rio de Janeiro

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Minha primeira viagem ao Rio de Janeiro foi em 2013. E aconteceu tantas coisas erradas, tantas brigas, tanto trabalho, tantos desentendimentos, tanto tudo que sobrou meus desejos de entender o porquê da cidade ser tão exaltada por todos ao redor do mundo. O que eu encontrei foi um lugar onde nada funciona e uma desigualdade social que abalou me psicológico.

Minha bolha em Brasília foi estourada. 

Com o passar dos anos e a minha insistência de continuar viajando para as Bienais, eu fui me dando a oportunidade de tentar conhecer o lugar onde todo mundo pra quem eu falei que detestava o Rio, me olhava atravessado. Eu queria entender os motivos para tanto amor, tanta paixão, tanto tudo, quando o que eu senti foi apenas decepção.

Mas eu estou fazendo as as pazes com o Rio. Hoje, eu vou para a cidade não apenas na época de Bienal, mas para sair, me divertir, beber uma cerveja no pé das escadas Selarón, me aventurar pelas águas geladas das praias, ver antiguidade preservada em alguns espaços e aproveitar para conhecer o que tem de novo. É entender que o Rio de Janeiro tem espaço para todos e de tudo quanto é tipo.

É esquecer por um momento que é necessário ser mais cauteloso com relação a segurança, mas que ainda assim você pode se divertir sem medo, que existem pessoas interessantes, que o sol é frequente e muito quente mesmo, mas que dá pra ir caminhando, bebendo uma água de coco e rindo com os amigos.

Eu paro e me vejo visitando tantos lugares diferentes e fico me perguntando quando me tornei essa pessoa tão aberta, tão acessível, tão: “vamos?”, “claro que vamos!”

Aproveitei esses dias de recesso para conhecer os demais lugares turísticos que eu não tinha conhecido e, claramente, coloquei a Gabi pra me acompanhar e fazer passeio de turista também. Como boa turismóloga, ela fez um roteiro bem lindão para nós duas e que não ficasse tão complicado de se locomover pela cidade.

Nosso roteiro incluiu as escadarias Selarón, que terminou com a gente indo até o Parque das Ruínas, em Santa Tereza. Obviamente que também fui à praia, porque é algo que me faz bem, renova minha alma, e porque não tem em Brasíl(ia). Caminhamos pelo Boulevard Olímpico, que foi revitalizado para as Olimpíadas e fica ao lado da Baía de Guanabara. Acho que o que mais gostei foi andar aleatoriamente e encontrar lugares lindos.


Aproveitei também para visitar o Real Gabinete Português de Leitura, que é incrivelmente lindo! Tanto livro antigo que parece papiro e vai se desfazer apenas olhando! Mas eu fiquei muito impressionada com a quantidade de livros jovens e atuais que estão espalhados pelas prateleiras. A literatura resiste. A propósito, tem algo mais que resiste.

outubro 01, 2017Foto, Fotografia, Inspiração do Mês, Músicas

#InspiraçõesDoMês: Música ?

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[EDITE] eu já tinha começado a fazer esse post, mas como casou de ser bem na semana do meu intercâmbio, acabei atrasando e esquecendo de postar. [/EDITE]

Oi, gente! Tudo bem com vocês? Setembro acabou e isso significa que temos Inspirações do Mês! <3 Para quem não sabe o que está rolando, eu e mais algumas amigas blogueiras decidimos fazer esse projeto para manter o blog atualizado e ter uma unificação de posts, onde vocês possam ver como cada uma decidiu trabalhar em cima do tema.

Confiram os temas já feitos: ? inverno  e ✈ viagens.

Conheça os demais blogs participantes do projeto: Aione do Minha Vida Literária, Paola do Livros e Fuxicos, Ju Cirqueira do Nuvem Literária, Bárbara do Segredos entre Amigas e Tamirez do Resenhando Sonhos.

O tema desse mês foi MÚSICA! Nem preciso comentar o quanto fiquei animada, nénón? Já fui muito movida a base de música, hoje em dia eu gosto muito, mas não sou uma pessoa que vive de música, literal ou metaforicamente. 🙂

Tem uma coisa relacionada a música que eu gosto muito: festivais e shows. EU AMO A ENERGIA das pessoas que estão ali porque, de fato, admira aquele artista e a música dele lhe traz boas lembranças. E em setembro teve um evento que eu ADORO participar e já foram três vezes: Rock in Rio!

Já assisti show do Bon Jovi, da Rihanna e este ano, do Maroon 5. Eu tenho vontade de chorar todas as vezes que o artista canta aquela música especial, quando todo o público entoa todos juntos. Quando a energia de todo mundo é a mesma, quando o objetivo é admirar alguém que tocou tão profundamente sua alma. Sério, eu adoro festivais de música.

Junto dele tem as pessoas especiais que fizeram parte junto comigo. É bem impossível falar de música sem dizer daquele alguém que me recordo, das músicas que canto juntos com um amigo especial, daquelas que me lembram a infância e das bem mais antigas que lembra a minha mãe ouvindo. Nos cliques abaixo, com a minha companheira de Rock in Rio 2017, a amiga que me aceita com todos os meus defeitos e que fez desse dia ainda mais especial <3

 

Diferente da minha mãe e irmã, não sou uma pessoa muito chegada ao sertanejo – se eu estiver na balada e tocar, o que farei? EU DANÇO! Mas ouvir por vontade própria? Não mesmo. Sendo assim, sempre foi uma questão talvez polêmica em casa, pois já passei peças fases de Rouge – Swingueira (ahãm!), muito roqueira, muito pop, muito música antiga que fizeram sucesso antes que eu nascesse.

Meu post esse mês vai ser curtinho porque não me organizei o suficiente para tirar fotos legais com minhas coisas pessoas em casa. Mas juro que quando voltar ao Brasil, atualizo devidamente tudo por aqui. 🙂

setembro 08, 2017Bienal, Vídeos

Vlog Day na Bienal Internacional do Rio de Janeiro 2017: Encontro de Booktubers, Piquenique Literário e mais

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Bienal chegou, Bienal passou. Para algumas pessoas foram 11 dias de pura magia literária, enquanto para outros, como eu, foi um final de semana pra lá de especial e maravilhoso! ♥ Este ano, foi extremamente mais apaixonante, pois conheci pessoas incríveis, revi outras tantas, encontrei TAAANTOS DE VOCÊS que me deram tanto carinho! Ai, gente! Amo Bienais! A seguir, mostro um pouco de como foram esses dias no Rio de Janeiro e também algumas fotos especiais.

janeiro 14, 2017Autor Independente, Booktrailler, E-Book, Livros Nacionais, Resenhas

[Resenha] Proletário – Baseado em Fatos Reais

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Título: Proletário – Baseado em Fatos Reais Título original: Autor: Leanderson SilvaAno: 2016 Editora: Publicado na Amazon Número de páginas: 114

Sim, eu não esperava que fosse gostar de um livro que tem como plano de fundo o Rio de Janeiro.

O Leanderson entrou em contato comigo para que eu lesse seu livro e eu fiquei em dúvida, principalmente, quanto ao tema. Quem me acompanha, sabe que eu gosto dos romances no geral, mas que vez ou outra acabo sendo atraída para livros de suspense, thrillers, fantasia. Comecei a ler o livro sem grandes expectativas e eis que eu apenas ME SURPREENDO com o conteúdo! Sim, eu não esperava um livro bem escrito. Sim, eu não esperava que fosse gostar de um livro que tem como plano de fundo o Rio de Janeiro. Sim, eu não esperei que fosse refletir tanto a respeito de algo que está tão distante da minha realidade.

O livro, com 114 páginas e uma leitura bem fluída, nos apresenta o Proletário e vamos conhecer sua vida morando na favela: sua infância humilde junto com a família, o relato sobre como foi viver em um lugar onde a polícia não tem acesso, o governo pouco se importa e os traficantes comandam quem entra e quem sai. Até o momento que um novo comando assume a favela e as coisas começam a mudar… mudar para melhor. Mas isso seria possível?

Proletário nós conta, em primeira pessoa, as mudanças perceptíveis dentro da favela quando o comando é redirecionado, quais são os benefícios para quem mora ali, quais são as regras e os problemas, pois sim: mesmo tendo melhorias, algumas coisas não mudam. Dentro de uma comunidade, quem faz as regras são outras pessoas e, de repente, ele vê alguém muito próximo a si tornar-se chefe do tráfico. Neste momento, vamos acompanhar a trajetória do Proletário, sua visão de vida, de princípios básicos que lhe foram passados dentro de casa, seus desejos, sonhos e frustrações em comparativo com a constante vigilância de homens fortemente armados, a venda de drogas e morte.

O livro é ficcional, contudo, tem como plano de fundo o fatídico dia, em 2010, em que tivemos um cenário de guerra dentro do Complexo da Penha, e acompanhamos traficantes fugindo dos policiais através da mata e perdendo o comando da favela. O livro é pequeno, mas o autor tem a capacidade de deixar tudo muito claro em poucas palavras, sem ficar entediante com a quantidade de detalhes e informações que não são necessárias para o desenvolvimento da história. Tudo que lemos é rápido, com informações precisas. É um livro ficcional? Claro, mas que tem vários pontos que são reais, que realmente aconteceram.

Nós acompanhamos o dia-a-dia dentro de uma favela.

Nós temos uma visão de como vive a pessoa que se torna o chefe de uma favela.

Nós lemos como os moradores acreditam que ali é o melhor lugar que poderia viver. Mas não percebem, que muitas vezes, não tem outra opção.

Isso tudo tem ainda mais veracidade pois o autor viveu dentro de uma comunidade. Tem como ler algo mais real que o relato de alguém que estava ali?

Eu sempre gosto quando os autores desenvolvem suas histórias dentro de um fato verídico: Diana Galadon com Outlander faz isso muito bem. Já nas primeiras frases, conseguimos nos situar no tempo, saber do que o autor está falando e se envolver com os personagens principalmente por causa da proximidade real da história com nós, leitores. Eu não moro no Rio, mas eu acompanhei todo o drama. O mais incrível é que consegui me colocar na situação que está tão distante da minha realidade e pude refletir, através das palavras, sobre ações que eu simplesmente ignoro.

Enquanto a minha leitura ia caminhando para o final, em diversos momentos eu vi a crítica social embutida, às vezes sutil, às vezes nem tanto, do autor para com a situação em que diversas pessoas vivem. Pensei também quais os motivos levam pessoas a se submeterem a viver com tanto pânico e terror dentro de uma favela: algumas não tem escolha, outra não tem opção, outra gosta; a comparação entre  família que não queria que os filhos se envolvam com algo errado X o filho que sempre sonhou em fazer parte; filho que construiu uma família e queria ser livre e dar essa oportunidade para a filha X filho que tinha um império para cuidar e tudo ao seu dispor, mas era alguém preso em suas próprias amarras; a realidade mostrada na televisão, diante do fato tão grande X a realidade contada por alguém que vive e sabe como funciona.

Para finalizar o que eu tenho para falar com vocês sobre este livro: estou surpreendida. Adoro o jogo de troca de pessoas, ora em primeira, ora em terceira; dessa forma, consegui ter uma visão abrangente do livro. Elas são sutis e mesmo que você se incomode, acalma a mente e se joga na leitura. Em diversos momentos meu coração se apertou – fica tão claro que  família não é nada e é tudo, e o final destruiu o meu coração.

Mas eu estou bem.

Eu acho.

É um livro inteligente, acima de tudo. De acordo vai lendo, percebe o ciclo se fechando. E até comentei com o autor que me lembrou bastante do Gustavo Ávila com a sua escrita tão peculiar e gostosa de ler: são pequenas doses para completar uma história, sem furos, sem enrolação, direto. Existe um ponto inicial bem definido, existe algo para ser contado em detalhes importantes, existe um final a ser concluído.

Vocês podem conferir o Booktrailer do livro aqui e, claro, gostaria de saber a opinião a respeito do livro: ele está disponível para compra na Amazon, bem baratinho, e vale a pena.

Vale muito a pena.

Saiba mais sobre o autor: SiteFacebookInstagramTwitter

setembro 30, 2015Vídeos

Vlog Day no Rock in Rio 2015

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eufui

YEAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH, no último sábado eu participei da edição de 30 anos do Rock in Rio e assisti, entre outros, o tão aguardado show da Riahnna! *\O/* Eu consegui filmar um pouquinho do meu dia por lá e está no vídeo para vocês!

Coisas que eu aprendi nesse Rock in Rio:

– Que todo ano eles mudam as regras. Podia levar comida e eu fiquei o dia inteiro com o bico seco sem comer pois 1. me recuso a pagar o preço absurdo da comida lá dentro 2. não levei minha própria comida 3. depois que fui para frente do palco, não dava para sair.

– Que o pessoal do show no dia 26 são burros. Desculpa, galera, mas é verdade. No Rock in Rio de 2013, quando acabava o show, a galera toda sentada no chão e como eram muitos, ninguém conseguia passar, OU SEJA, ninguém estava cansado quando finalmente chegou o show do Bon Jovi pois estavam sentadinhos, descansando, conversando, esperando pelo próximo show. Nessa edição, não: eu fiquei de 18:30h até o fim do último show em pé e espremida. Imaginem minhas pernas como estão felizes até agora.

– Que agora existe um cadastro para brincar nos brinquedos que não faz você ficar horas e horas e horas e horas na fila, como aconteceu na edição de 2013. E eu nem sabia e não andei de tirolesa 🙁

– Que a Riahnna é realmente muito gata. Tem cara de bitch mesmo e mesmo assim *GRRRRWWWON* #gata

– O Sam Smith é um fofo e que canta demais.

– Que o Lulu Santos sabe fazer um show. 🙂

Que você pode ser reconhecida e encontrar leitores em festivais também.


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