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setembro 01, 2017Editora Seguinte, Resenhas

[Resenha] Fique Onde Está e Então Corra

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Título: Fique Onde Está e Então Corra Título original: This Lullaby Autor: John Boyne Ano: 2016 Editora: Seguinte Número de páginas: 224

Uma Canção de Ninar não é um livro imprevisível, que deixa o leitor trêmulo com os acontecimentos, nem nada do tipo, mas é um livro muito bom para quem gosta de romances e precisa de uma ajudinha pra acreditar de novo no amor.

Fique Onde Está e Então Corra é um livro de apenas 219 páginas e com uma narrativa fluída e de fácil leitura é possível lê-lo em apenas um dia. O autor John Boyne já é conhecido por relatar os fatos de guerra com uma sensibilidade ímpar. Com todos os horrores que podemos imaginar que aconteceram na guerra, ainda assim a mãe de Alfie tenta manter uma atmosfera de esperança em seu filho, o que não é muito fácil de acontecer, visto que ano após ano a vida se torna mais difícil.

Todos são afetados de alguma forma pela guerra: quando não são os pais, são os filhos ou os irmãos que se vão no “front” de batalha. E este livro descreve também a vida dos que ficaram fora das batalhas, seja por serem mulheres, idosos, crianças, ou por questões ideológicas. As famílias são destruídas por terem seus entes queridos enviados praticamente para a morte. Nessa época a renda vinha primeiramente do homem que tinha a obrigação de manter a sua família, não era natural as esposas trabalharem, e isso muda após o início da guerra.

Alfie Summerfield sabe exatamente a data que começou a 1ª Guerra Mundial, talvez outras pessoas não soubessem com essa facilidade, mas ele nunca esqueceria porque fora em seu aniversário de 5 anos. Após o início da Guerra tudo mudou em Damley, uma cidadezinha londrina. O pai de Alfie, o senhor Georgie Summerfield alistou-se desde o início da batalha por acreditar que isso fosse o melhor a fazer, mesmo que sua esposa, a senhora Margie e a avó Summerfield, discordassem dessa decisão.

A senhora Summerfield teve que arrumar um emprego porque estavam à beira da miséria e Alfie com a responsabilidade de agora ser o homem da casa passou a engraxar sapatos – escondido – na Estação King´s Cross. Alfie completara 9 anos e sentia falta de como as coisas eram antes da guerra, e, muito embora seu pai tenha prometido que tudo acabaria antes do natal, já haviam se passado 4 anos desde a sua despedida e um ano sem nenhuma notícia – as cartas já não chegavam mais.

A sorte de Alfie começa a mudar quando engraxa os sapatos de um homem, que por descuido deixa seus papéis voarem pela estação, e ao ajudá-lo Alfie consegue descobrir informações sobre seu pai. É certo que a guerra faz vítimas – o próprio soldado e, em consequência, toda a sua família. Também é certo que há feridas piores do que aquelas causadas ao corpo físico. Alfie simplesmente não pôde suportar não fazer nada para ajudar seu pai e, sozinho, o levou para casa.

Ele tinha feito pela melhor razão do mundo. Por amor.

Os sobreviventes de guerra, aqueles que vão para casa mesmo antes que ela acabe, apesar de alguns estarem bem fisicamente, mas as suas mentes já não os permitiam permanecer nas trincheiras – para o bem deles e também de seus companheiros. O horror da guerra os deixou instáveis emocionalmente e fisicamente feridos. Com pesadelos constantes, os barulhos faziam relembrar as batalhas, lembrar-se de tudo que foi feito em nome de viver ou morrer é muito duro, e alguns não conseguem mais lidar com a realidade.

Talvez por ser o mesmo autor do O menino Do Pijama Listrado eu fui com muita expectativa na leitura, o livro não é ruim, mas confesso ter ficado um pouco decepcionada com a falta de emoção na história. É possível que você não derrame uma lágrima sequer ao lê-lo, acredite. As consequências da guerra são aqui retratadas por um outro ângulo e senti falta neste ponto de uma riqueza maior de detalhes, não é possível falar mais sem incorrer em spoillers, mas para aqueles que lerem a história ficará claro que houve uma lacuna entre os acontecimentos que o leitor não teve informação nenhuma. E daí nesse ponto o livro deixa a desejar.

setembro 12, 2016Editora Seguinte, Resenhas

[Resenha] Uma Canção de Ninar

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Título: Uma Canção de Ninar Título original: This Lullaby Autora: Sarah Dessen Ano: 2016 Editora: Seguinte Número de páginas: 350

Uma Canção de Ninar não é um livro imprevisível, que deixa o leitor trêmulo com os acontecimentos, nem nada do tipo, mas é um livro muito bom para quem gosta de romances e precisa de uma ajudinha pra acreditar de novo no amor.

Remy era uma garota comum que acabara de terminar o ensino médio e não via a hora de ir para uma faculdade longe dos casamentos loucos e não-duráveis de sua mãe. Antes disso, porém, havia o quinto casamento e ela ficara encarregada de organizá-lo.

Sua mãe, Barbara Starr, era uma escritora romântica famosa que não conseguia viver suas aventuras amorosas na vida real, o que fez Remy acreditar que o amor não existia. Já seu pai era um músico que deixou um legado para sua filha, apesar de tê-la abandonado quando recém-nascida e falecido pouco tempo depois. A música chamada Uma Canção de Ninar, que ele escrevera em homenagem à pequena Remy, continuava tocando em todas as rádios, mesmo depois de anos, o que apenas servia de lembrete para a garota: nunca, em hipótese alguma, saia com um músico.

Esta canção de ninar
Tem poucas palavras
Apenas alguns acordes
Neste quarto vazio
Mas você pode ouvir e ouvir
Aonde quer que vá
Vou te decepcionar
Mas esta canção vai continuar a tocar…

O que acontece depois é previsível, porém interessante. Dexter, um músico totalmente desorganizado e de bem com a vida, é chamado pra tocar no casamento da mãe de Remy com sua banda, e assim o caminho dos dois se cruzam.

O livro é super fofo, com personagens bem marcantes e a narração em primeira pessoa pelo ponto de vista de Remy faz o leitor relembrar a adolescência, quando não se sabe ao certo como lidar com os pais, com as paqueras, os amigos, as festas e a faculdade.

– Eu posso escrever uma música pra você – ele ofereceu, indo atrás de mim. Eu andava tão rápido que estava derramando as cervejas. E mesmo assim ele conseguia me acompanhar.
– Não quero música nenhuma.
– Todo mundo quer uma música!
– Eu não.

As questões básicas dos relacionamentos, como as brigas de irmãos, o fato de ter que se dar bem com um padrasto, lidar com traição, ter que se separar das amigas do ensino médio, entre outras, foram muito bem construídas na história, o que cria lições de vida bacanas.

Escolhi este livro em especial porque eu namoro um músico e achei super legal a ideia de colocar o lembrete de Remy na capa do livro. Adorei o fato de Remy ter uma música em homenagem à ela, pois acredito que tudo que está escrito torna-se infinito e a importância dessa música na vida dela é trazida de uma bela forma em sua narração. A citação de várias bandas de rock também me deixou feliz com o livro e o final da história não me decepcionou.

Uma Canção de Ninar não é um livro imprevisível, que deixa o leitor trêmulo com os acontecimentos, nem nada do tipo, mas é um livro muito bom para quem gosta de romances juvenis e precisa de uma ajudinha pra acreditar de novo no amor. Não é um dos meus gêneros favoritos, mas a música foi um ponto que ganhou meu coração. Sabe aquela história feita para você relaxar depois de uma semana doida? É essa.

Enquanto o resto do mundo seguia alheio, tomando café, lendo o caderno de esportes e pegando as roupas na lavanderia, eu me inclinava para a frente e beijava Dexter, fazendo uma escolha que mudaria tudo.

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