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julho 06, 2020Intercâmbio, Malta

Intercâmbio em Malta: por que escolhi esse país?

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Dando sequência tardia aos posts sobre meu intercâmbio em Malta, vou falar hoje os motivos para ter escolhido o país para viajar. Se não viu o primeiro post, é só clicar em Intercâmbio em Malta: Primeiras Impressões Viajando Sozinha.

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Meu intercâmbio para Malta foi em outubro de 2017. Mas como quero ser bem específica nas informações que estou passando pra vocês, venho dizer que desde 2012 – isso mesmo – que comecei a pesquisar sobre esse desejo e sonho de estudar fora do país. E comecei do jeito que todo mundo sabe: procurei por casas de intercâmbio em Brasília (onde eu morava à época) e fui pedindo maiores informações sobre cursos, países, custos, vistos, opções de escolas e tudo mais que é importante ser validado na hora de fazer um investimento desse. E fui muito crua mesmo: não sabia quais eram as possibilidades, as opções de estudo e trabalho juntos, quais países me ofereciam isso.

Aproveitem este momento de pesquisa para fazer todas as perguntas que se passar na sua cabeça, independente se você acha que possa ser idiota. Toda e qualquer dúvida deve ser sanada e é trabalho da agência de informar todas essas respostas.

As primeiras opções que me enviaram de destinos foi para a Irlanda: o país tem a possibilidade de visto de estudo + trabalho + férias que acaba atraindo uma quantidade enorme de estudantes brasileiros, além de estar muito próximo de outros países da Europa. Além de ser menos complicado a questão de visto e etc. É importante lembrar que nos primeiros contatos que fui fazendo, falei que queria intercâmbio de 6 meses com possibilidade de estudo e trabalho, era animada, gostava de sol e festas e aí a Irlanda já foi descartada hahaha. Depois que fui ajustando e calibrando os meus gostos, sugeriram a Austrália ou Canadá. E, por fim, ainda que não tenha a questão do trabalho, eles sempre vão jogar Estados Unidos pra vê se cola (quando me enviaram, me disseram que os Estados Unidos só permitiam trabalho para quem tivesse com visto de estágio ou faculdade).

Agora, pontos principais que devem ser levados em consideração para escolher o seu país de intercâmbio:

  • Tempo de intercâmbio: quantas semanas você quer e tem disponibilidade para estudar fora? Um mês, 3 meses, 6 meses, um ano?
  • Onde você vai ficar: casa de família, hostel, apartamento da escola, alugar um lugar?
  • Escola: você está disposto a pagar menos em uma escola menos conceituada ou quer investir em uma que já tem renome?
  • Clima: pode parecer besteira, mas o clima de um lugar afeta significativamente o seu humor e os seus horários. Por exemplo: detesto frio e chuva, então, não faz sentido ir fazer intercâmbio na Irlanda onde o clima predominante é esse.

Passou-se mais um ano e eu ainda não estava decidida e tinha deixado essa ideia de lado por vários motivos. Continuei pesquisando sobre destinos de intercâmbio e Malta apareceu como um que estava sendo bastante procurado por estudantes, pois era um destino b a r a t o. ? Ativou o sininho na minha cabeça. ? Entrei em grupos no Facebook de intercambistas falando sobre suas experiências, sobre as escolas e o país – uma ilha no meio do mediterrâneo com muitas praias, opções de lazer, uma vida noturna badalada e acessível, principalmente para um país da Europa.

Quando foi em 2016, recebi um e-mail de uma escola de intercâmbio que tinha uma promoção bem interessante. Tinha que levar em conta que seria um intercâmbio de férias, pois não teria mais o tempo de 6 meses para realizar o sonho inicial (nem organização financeira pra isso). O que acabou me conquistando foi que quando cheguei para conversar, eles me deram novas opções que saiam do eixo de países que já citei acima. Falaram de Malta, Nova Zelândia, África do Sul. Exceto a Nova Zelândia, os outros tinham sido opções que tinha sido sonhadas por mim e o agente da escola me mostrou algumas fotos da escola em Malta que é TOP 5, falou da possibilidade de viajar outros países próximos, que era uma ilha e tinha vários tipos de natureza a ser explorados, da vida noturna, que era extremamente seguro. Obviamente, não falou dos contras. Mas eu já estava em modo Malta completamente. O que é muito curioso: eu fiz um vídeo falando que um dos possíveis destinos do meu intercâmbio seria Malta e eu não lembrava disso!

Voltei pra casa e voltei a pesquisar sobre a escola, os prós e contras dos estudantes brasileiros que estavam indo. O que mais me chamou a atenção foi o fato de todos falarem que era um país barato de se viver, mas que não era glamouroso e ostentativo, principalmente por se tratar de uma ilha e as coisas não chegarem com rapidez, mesmo sendo um país da Europa. Outro ponto foi que estava entrando na rota de destinos de intercâmbio havia pouco tempo, ou seja, tinha poucos brasileiros. Era um país com clima ameno, que poderia tanto pegar praia quanto fazer escalada. Que era um país seguro, apesar da quantidade de estrangeiro. Todos os alunos que voltavam do intercâmbio, falavam da experiência incrível e como tinham gostado de estar em Malta.

Voltei na agência de intercâmbio e fechei no impulso (não recomendo fazer isso!!). Eu tinha a sensação que se não fosse naquele momento, não seria nunca! Com 1 ano e 3 meses de antecedência, assinei o contrato onde iria morar em Malta por um mês! Não sei quem já foi fazer qualquer coisa grande na vida, mas era a primeira vez que EU fazia e estava com sensação de experiência extra-corpórea. É uma mistura de sentimentos muito grandes e de aprendizados também.

Por isso, SEMPRE pesquise e QUESTIONE tudo que a agência colocar no seu contrato. Por quais motivos digo isso? Vou com um exemplo: fiquei na acomodação da casa de família com café da manhã e jantar. A host me deixava todos os dias cereais. E eu não como cereais. E isso não está no contrato que eles vão decidir o que vão te oferecer de comida. E, se você tiver alguma restrição, é imprescindível que isso fique claro.

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Acho que por hoje é só! No próximo post, vou falar valores reais de quanto foi meu intercâmbio pra vocês e todos os gastos que tive 🙂

Eu já fiz alguns vídeos também falando sobre intercâmbio, que vale a pena vocês conferirem 🙂

junho 23, 2020Intercâmbio, Malta

Intercâmbio em Malta: Primeiras Impressões Viajando Sozinha

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Faz mais de um ano que esse post está aqui nos rascunhos e eu simplesmente esqueci de publicá-lo. Como estava escrevendo outros textos, passei por aqui e vi que ele estava quase completo, faltava apenas algumas imagens e vídeos. Sendo assim, quis manter o tom e o tempo verbal de quando estava escrevendo *-* Me parece mais justo do que simplesmente reescrever agora, sendo que os sentimentos ficaram muito fortes enquanto tudo fluía. Aproveitem! 🙂

Depois de mais de um ano de espera, finalmente desembarquei na ilhota Malta no dia 2 de outubro, de madrugada. Cheguei na casa da minha host family às 1h da manhã, depois de ter passado pelo Rio de Janeiro (12 horas de espera), Londres (mais de 18 horas de conexão) e Madri (algo em torno de 10 horas). É, eu sei. Foram muitas paradas para que pudesse finalmente começar minha aventura, mas deu certo.

Imigração em Londres

Minha maior preocupação estava sendo a imigração em Londres, pois se eles me barrassem, eu estaria muito ferrada. Muito mesmo. Levei todos os documentos necessários: passaporte, documentação da escola, host family, transfer, comprovante de renda, carteira de trabalho, todas as passagens de ida e volta. Eles me barraram, no sentido de ficaram perguntando porque eu estava ficando apenas um mês e não mais tempo, porque eu tinha decidido passar por Londres e etc. Eu tentei explicar com meu inglês precário e levemente nervosa que queria muito fazer em Londres, mas era “very expansive” e ele entendeu. HAHAHA Na verdade, fui apontando para todos os documentos na pasta e tentando explicar, pois na verdade, não tinha motivos para ser barrada, já que era apenas uma conexão que eu estaria fazendo no país.

Quem vê foto, não vê corre. Eu fiquei extremamente impressionada com o tamanho desse homem e depois largada no aeroporto em Madri por 4 horas esperando minha conexão pra Malta.

Host Family

Eu estou na casa da Catherine, uma senhora de 60 anos que vive sozinha. Tenho um quarto apenas para mim e nele tem duas camas de solteiro e um guarda roupas. É muito simples, mas bem aconchegante, com uma porta/janela que me deixa ter acesso a sacada. Não tenho acesso ao restante da casa – apenas ao meu quarto, um banheiro e um frigobar. Mas vou falar mais a respeito disso para vocês em um post específico sobre host family, pois vale a pena falar sobre a minha experiência. 

Escola

Caminhando da casa da host family até a escola é cerca de 25 minutos. Eu prefiro ir à pé do que pagar o ônibus, pois assim eu conheci muitos lugares e fiquei passeando pelas lojinhas, além de descobrir novos lugares para comer e pessoas lindas para ver hahaha

No primeiro dia, com muita chuva, fomos recebidos, falaram a respeito de como funcionaria, os passeios feitos, os testes, as dúvidas e futuros problemas. Fiz um teste escrito de nivelamento, mas estava fazendo bem calma e tranquila quando o homem gritou que faltava apenas 2 minutos para acabar e eu ainda não tinha feito a tal da redação. Me apressei e escrevi 3 linhas rápidas e foi o que deu. Depois disso, fiz um teste oral, bem básico e super rápido. Perguntaram sobre a minha família, de onde eu era, quantos anos eu tinha e blá blá blá. Isso tudo não demorou 1 minuto e saí de lá para pegar meu livro e ir para a minha turma de alunos Pré-Intermediários (Pre-Intermediary).

A minha escola é a LAL, que faz parte do grupo IELS. Não tenho nada a reclamar a respeito: tem 6 andares cheios de salas de aulas, alunos de tantos lugares que você se sente perdido no meio de tanto idioma diferente. Minha turma começou com 10 alunos, alguns mudaram de nível, outros entraram.

Conversando com outros alunos

Minha principal dificuldade inicial foi entender o sotaque dos demais estudantes. Eu tenho aula com pessoas do Japão, Rússia, Coréia do Sul, Bélgica, Tunísia, Húngria, China. Todo mundo está no mesmo nível, mas algumas pessoas falam melhor do que as outras. Sem contar que existe vários fatores culturais: brasileiro tem mania de falar alto, ler alto, rir alto. Na hora da leitura, meu tom de voz é sempre o mesmo que eu falo, mas algumas meninas do Japão e Coréia, por exemplo, falam extremamente baixo. Simplesmente não consigo entender o que elas estão falando e fazer leitura labial de outro idioma que se está aprendendo é impossível.

Brasileiros e russos

Algo que me ficar muito feliz: todo mundo sempre fala que todo mundo na Europa sabe falar inglês e é mentira. Cara, muitas pessoas não sabem mesmo! E ter essa unidade, de saber que todos estão ali para aprender, se dedicar, treinar… é uma sensação tão louca porque você sente que não é o único que não sabe. Não saber inglês é algo que me afeta pessoalmente, pois já passei por muitas situações onde precisava do idioma e não conseguia me expressar adequadamente. Foi lindo saber que todo mundo estava no mesmo nível, aprender e ver todo mundo desenvolver a conversação em conjunto.

Malteses

Eles têm o sotaque muito, muito, muito forte. A equipe da agência de intercâmbio em Brasília e alguns comentários em sites, grupos sobre Malta falaram que o sotaque era muito parecido com o dos britânicos.

Mentira. Eu achei muito mais difícil, mais pesado, mais carregado. Além do mais, eles são extremamente grosseiros. Pois é. As pessoas que melhor me tratarem e me receberam educadamente aqui foram os não malteses. Eu já chegava em vários lugares explicando que meu inglês era ruim, mas que eu gostaria de tais e tais coisas. Em lugares turísticos, por exemplo, comprar passeios de barco, eles não se importam muito e falam rápido mesmo e você que se vire pra entender.

Malta

É uma cidade cheia, cheia, cheia de ruelas, ruelas íngremes e estreitas e esquinas. Como aqui também se usa a mão inglesa, eu já quase fui atropelada incontáveis vezes. Para garantir, eu olho para os dois lados sempre, pois minha mente sempre pensa que estou no Brasil ainda e saio lindamente atravessando. Uma coisa que eu acho maravilhoso aqui os motoristas param na faixa de pedestre, mas caso você não esteja, eles vão parar mesmo assim! #chupaSãoPaulo

O transporte funciona muito bem e, se não fosse pelo meu Google Maps que depois de uma atualização começou a me mandar para lugares errados, eu não teria me perdido na ilha. A verdade é que não é um problema estar perdido aqui, pois tudo é perto, se você perguntar para alguém na rua como ir para tal lugar, todo mundo te ajuda. O sistema é bem inteligente – tem número nos ônibus e os pontos têm nomes. Sendo assim, basta você se localizar e ir para a direção correta. Todas as estações são anunciadas dentro do ônibus e eu acompanhava através do mapa.

Segurança é uma questão que pesou muito quando eu escolhi Malta como destino para estudar e viver durante um mês. E graças aos céus por essa escolha, pois tudo aqui é extremamente tranquilo e seguro. Vou para as festas de ônibus em Pacceville e volto a pé, 3, 4, 5 horas da manhã (o que dá, mais ou menos 30 minutos) e ninguém, simplesmente ninguém, sequer olha para mim de uma maneira diferente ou estranha. E estamos falando de uma ilha que recebe uma quantidade enorme de turistas. Em resumo: me senti e me sinto muito segura por aqui. Não me senti ameaçada, exposta, constrangida ou qualquer coisa desse tipo em nenhum momento.

Eu já fiz alguns vídeos também falando sobre intercâmbio, que vale a pena vocês conferirem 🙂

julho 02, 2015Nova York, Viagem

Equalize das Viagens: Rapha em Nova York!

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viagemny

[UPDATE] Eu já estou ficando emputecida. Eu subi o vídeo três vezes e todas as vezes parece ter algum erro! Eu subi hoje de novo, verifiquei e se tiver algo errado, desculpa gente, mas ai ficar assim. Sem condições ficar renderizando por quinze horas e reupando vídeo de novo. Me desculpem, ok? [/UPDATE]

Siiiiiiim, laptop renderizou o vídeo rapidamente na madrugada, consegui subir no Youtube e quando chegou a hora de postar às 15h, 16h… A INTERNET FALOU! Infelizmente, só voltou agora e por isso o post tardio, que eu nem gosto de liberar! MAS VAMOS LÁ!

Primeiro vídeo com os meus dias em Nova York! É a primeira vez que eu faço esse tipo de vídeo ~ daily vlog ~ então já vou pedindo desculpas se não ficar do jeito como vocês estão acostumados a acompanhar de outras pessoas.

Em algum momento eu também coloquei a mão no microfone da câmera e aí o áudio sai baixo, mas depois também volta ao normal 😀 Alguns vídeos não se encaixam totalmente na tela por terem sido gravados quadrados (na compacta Samsung que eu nunca tinha usado) e outros retangulares (que foi da Canon). Alguns errinhos fajutos de uma blogueira feliz demais para avaliar se tudo estava saindo certo! HAHAHAHA

Eu não consegui gravar absolutamente TUUUUUUUUUUUUUUUUUUUDO pois é complicado visitar lugares, tirar fotos, gravar, aproveitar o local e cansa muito! Espero que aproveitem!


E guenta que tem mais vindo!

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